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O vai e vem dos médicos cubanos

Governo brasileiro volta atrás e promete contratar 4 mil médicos cubanos para o programa Mais Médicos

Em 8 de julho de 2013, todos os grandes veículos do país destacaram a desistência do governo brasileiro em trazer para o programa Mais Médicos profissionais cubanos.

Uma breve busca no Google traz mais de 100 mil resultados para a pesquisa. Até então, o tal “gigante”, diziam, estava acordado e aprontando bastante. Justificativa para a desistência não foi dada, mas os famosos “off’s” diziam que a presidência desistira de comprar o desgaste de contratar profissionais em condições que pouco se assemelham às trabalhadas numa democracia.

Não foi preciso esperar sequer 2 meses para o governo que vez em quando revoga o irrevogável rever suas posições. É o que, por exemplo, trouxe o Estadão nesta terça-feira:

O governo federal vai contratar 4 mil médicos cubanos em um convênio com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), segundo informações do Ministério da Saúde. Os profissionais irão suprir as vagas não preenchidas no programa Mais Médicos.

(grifos nossos)

Quanto aos direitos trabalhistas dos referidos profissionais, rolou uma espécie de lavar de mãos:

Todos os recursos serão entregues ao governo cubano, que fará o pagamento – em média, em outros contratos semelhantes, os profissionais ficam com 30%. Padilha, no entanto, afirma que não cabe ao governo brasileiro questionar o método e que não sabe qual será o salário dos cubanos.

O representante da OPAS no Brasil, Joaquín Molina, responsável direto pela negociação, também disse não saber quanto os profissionais ganhariam. “A preocupação do ministério é que esses profissionais tenham qualidade para fazer o atendimento e condições de atender bem a população“, afirmou o ministro, lembrando que os profissionais receberão moradia e alimentação dos municípios onde vão trabalhar.

(grifos nossos)

O Conselho Federal de Medicinaprometeu barrar a vinda destes médicos:

“O CFM condena de forma veemente a decisão irresponsável do Ministério da Saúde que, ao promover a vinda de médicos cubanos sem a devida revalidação de seus diplomas e sem comprovar domínio do idioma português, desrespeita a legislação, fere os direitos humanos e coloca em risco a saúde dos brasileiros”, afirmou a entidade.

(grifos nossos)

Aparentemente a briga está apenas começando.

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