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Odebrecht: delações indicam “compra” de 2/3 do tempo do programa eleitoral de Dilma em 2014

O que dizer dessa eleição?

Executivos da Odebrecht confessaram pagamento de propina para que partidos se aliassem à coligação petista em 2014, que elegeu Dilma Rousseff à Presidência da República. Num total de R$ 35 milhões, e ainda segundo os depoimentos, a construtora teria “comprado” as seguintes agremiações: PMDB, PSD, PP, PR, PDT, PC do B e PRB.

Com tais partidos coligados, o programa eleitoral de Dilma ganhou cerca de 9 minutos – sozinho, o PT teria apenas 3. Em suma, portanto: dois terços do horário da coligação foi composto pelos demais partidos, aqueles que os executivos da Odebrecht alegam ter recebido propina.

Mas os números, assim soltos, talvez não dimensionem adequadamente a coisa. Vejamos, primeiro, um gráfico com a proporção de tempo entre o PT e seus aliados:

Agora, a representação desse total quanto aos outros cinco principais concorrentes:

O horário eleitoral tem ao todo 25 minutos. Dilma Rousseff, com os demais partidos aliados, garantiu cerca de 12. Seus principais adversários, somados, não chegaram aos 10 minutos de tempo de programa – e essa proporção, como manda a regra, é também repercutida nas inserções diárias no meio da programação normal das emissoras.

Pois é. Cada um que faça seu juízo sobre esse pleito, se foi justo ou não. Mas a resposta está clara.

ps – por questão de praticidade, e sem prejuízo das proporcionalidades totais, arredondamos os centésimos de segundo nos gráficos.

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