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Odiada pela esquerda, a delação premiada só foi possível graças aos protestos esquerdistas de junho de 2013

A PEC 37 pretendia tirar do Ministério Público o poder de conduzir inquéritos, reservando à instituição apenas a possibilidade de apresentar ações na Justiça ou arquivar investigações. Na época, o Congresso era comandado por Henrique Eduardo Alves e Renan Calheiros, uma dupla peemedebista que aprovava qualquer pauta de interesse do governo Dilma. Mas os envolvidos não imaginavam, contudo, que um protesto esquerdista em São Paulo sairia do controle, obrigando-os a rever a pauta naquele junho de 2013.

O Movimento Passe Livre alegava querer transporte público gratuito para a população. Mas tempo comprovaria que tudo não passava de uma provocação à Polícia Militar. No que o revide viesse – e veio –, a pressão seria jogada no governo de São Paulo, que completava a segunda década sob os cuidados do PSDB. Contudo, a narrativa escapuliu pelas mãos. E logo trocentos cartazes surgiram nas ruas jurando que toda aquela destruição não era pelo aumento de 20 centavos nas tarifas de transporte público.

Ok. Então era sobre o quê?

Buscando um objetivo mais nobre, a própria imprensa alimentou a ideia de que gritavam contra a corrupção. Foi quando a PEC 37 entrou no pacote de medidas batizado de “pauta positiva”. E caiu.

Enquanto isso, outras ideias subiram. Em agosto, Dilma Rousseff sancionou a lei 12.850. Que, na prática, consolidava o instituto da delação premiada no Brasil.

Quatro anos depois, encabeçada pelo Ministério Público, as delações premiadas fizeram com que um total de 1.213 suspeitos fossem denunciados, ou mesmo presos. E R$ 14,1 bilhões, devolvidos ao povo brasileiro.

Quanto à esquerda, grita como pode contra a lei 12.850. Em alguns casos, critica frontalmente a postura do Ministério Público diante da corrupção. Mas nada disso seria possível sem aquela ação destrambelhada em 2013.

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