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Os números equivocados que Dilma convenientemente divulgou na TV

Durante seu pronunciamento sobre a Copa, a presidente afirmou que 36 milhões de brasileiros saíram da miséria na última década. O número real não chega a 9 milhões.

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Durante seu pronunciamento sobre a Copa do Mundo no rádio e na TV, a presidente Dilma Rousseff afirmou que, em uma década, 36 milhões de brasileiros saíram da miséria. Esse índice, no entanto, foi contestado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), cujo estudo aponta que, na verdade, o número de miseráveis passou de 14,9 milhões para 6,5 milhões.

Trata-se, portanto, de uma queda de 8,4 milhões no número de pessoas que vivem na miséria ao longo dos primeiros dez anos da administração petista, abaixo da cifra mencionada por Dilma.

Publicado em outubro, o documento informa que o cálculo seguiu o parâmetro adotado na maior parte das estatísticas oficiais: a linha de renda mensal até R$ 70, definida em 2011. Para os demais anos, o valor foi corrigido pela inflação.

Os 36 milhões de Dilma são, na verdade, o número de beneficiários do Bolsa Família em 2011, e não a diferença entre a quantidade de pessoas vivendo na miséria antes e depois do período citado por ela. Portanto, o resultado é equivocado, já que, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, 22 milhões de beneficiários ainda viviam em condições miseráveis naquele ano.

Mas não é a primeira vez que a presidente manipula números para tentar se promover. Segundo pronunciamento dela em janeiro de 2013, o Brasil vive uma situação de pleno emprego – equívoco também celebrado por Lula –, o que, segundo o próprio IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), não é verdade.

A tese do (quase) pleno emprego se amparou nos resultados da pesquisa mais tradicional do IBGE, limitada a seis regiões metropolitanas, que mostra desemprego na casa dos 5%.

A pesquisa ampliada que começou a ser divulgada neste ano mostra taxa mais alta, de 7,1% na média de 2013, e, sobretudo, desigualdades regionais: no Nordeste, o desemprego médio do ano ficou em 9,5%.

O IBGE, a propósito, vem tentando recuperar sua credibilidade junto aos brasileiros. Após uma nova série de pesquisas com metodologias diferentes e maior abrangência -– a Pnad Contínua –, o Instituto divulgou que a taxa de desemprego no Brasil foi de 7,4% no segundo trimestre de 2013, e não os 5,9% apurados pelo método antigo.

Preocupado com a repercussão negativa desses dados, o governo pressionou pela suspensão da divulgação do novo estudo. Em função disso, a diretora de Pesquisa do órgão, Márcia Quinstlr, pediu exoneração do cargo e dezoito coordenadores e gerentes estratégicos ameaçaram deixar seus postos. Após os protestos, o Instituto recuou e decidiu manter a divulgação da Pnad.

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