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Para a Carta Capital, R$1 trilhão em impostos é pouco

por Flavio Morgenstern*

Existem pobres e ricos. Isto é um sério problema, e por mais que a esquerda negue, é um problema não apenas para os pobres. É possível ser rico e não gostar de ver pessoas passando fome – curiosamente, poucos defensores do Estado são pobres, mas nunca se enxergam em suas próprias teorias.

Se pedirmos para uma criança apontar uma solução para este problema, dificilmente ela responderá algo muito diferente de “os ricos devem dar seu dinheiro para os pobres”. Se perguntarmos o mesmo para um universitário, a resposta também não será muito diferente. É basicamente o que se pode aprender em alguns cursos universitários.

A revista Carta Capital mostra que aprendeu bem esta lição. Para ela, um país desigual precisa apenas de uma solução: tungar seus habitantes com impostos. Quanto mais, melhor. Enquanto alguém puder ter algum momento de lazer e tranqüilidade sem entrar em pânico por pensar que está devendo para o governo, este país não pode ser considerado um bom lugar para se viver.

Em um artigo intitulado Imposto pago não é dinheiro roubado, um certo André Siqueira chega à conclusão de que a marca do impostômetro de R$1 trilhão de impostos pagos em 2011, atingida 35 dias mais cedo do que em 2010, é algo a se comemorar:

“Virou quase lugar-comum dizer que o Brasil é um dos campeões mundiais em impostos, e comparar nosso pacote de serviços públicos com os oferecidos por países com carga tributária igual ou maior. Esses argumentos deixam de lado dois detalhes importantes: somos também destaque mundial em desigualdade social, e temos uma massa de desassistidos comparável apenas a países como China e Índia. Ou seja, sai caro, muito caro, para uma nação com tal perfil, oferecer, mesmo precariamente, uma estrutura de amparo universal.”

São mesmo “dois detalhes importantes”. O que importa que tenhamos uma taxação escandinava para serviços africanos? O que importa que nossa “estrutura de amparo universal” não dê conta nem de 5% da população? Quer resolver isso? Bom, precisamos aumentar ainda mais os impostos.

É uma conversa para crianças, mesmo. Quanto dá R$1 trilhão por ano (sabendo-se que é bem mais do que 1 trilhão) dividido por 190 milhões de brasileiros? Algo em torno de R$5.260,00. Pergunte pra cada mendigo na pracinha se ele recebeu isso do governo nesse ano – o que, investido em ações de empresas que prestam, fariam qualquer pobre abandonar a pobreza em menos de 10 anos.

 

Pro domo sua

Essa tal “estrutura de amparo universal” é o que supostamente se arranca dos ricos para se dar aos pobres. “Os pobres”, no caso, é uma categoria que inclui a Carta Capital, entidade pró-governo que recebe substanciais verbas do governo na forma de propaganda de estatais.

Empresas estatais são “estrutura de amparo universal”, mas quem cuida da estrutura toda são os cupinchas do partido que chefia o Executivo no momento, que nomeia a altos soldos quem cuidará de cada empresa, incluindo funções esquisitas como “propaganda & marketing”. Por que diabos uma empresa como a Petrobras precisa fazer “propaganda”?

Não surpreende, portanto, que a Carta Capital, com uma tiragem muito menor do que uma Veja (75 mil exemplares contra 1.218.400), receba uma porcentagem de propaganda estatal muito maior do que esta última. Ninguém do departamento de marketing das Petrossauros da vida precisa “fazer propaganda” de uma empresa que tem monopólio em sua área. Mas foi só subir ao poder o PT, partido eternamente defendido com unhas, dentes e impostos pela Carta Capital, e a revista do sr. Mino Carta abocanhou nada menos do que R$2,4 milhões dos cofres públicos. No ano seguinte, o montante já subiu para R$2,9 milhões (os dados são do site do PSOL).

Não é preciso ter muita imaginação para perceber que a revista, pedindo por impostos, pratica o conhecido argumento pro domo sua, em que uma causa defendida só é defendida por favorecer quem a defende, embora ele disfarce suas intenções com argumentos esquisitos. É esta a verdadeira “estrutura de amparo universal” a que se refere o André Siqueira: toma dinheiro imposto da classe média para torrá-lo em “propaganda” na Carta Capital.

Como todos sabem, o Implicante.org™ é financiado pelos barões de Wall Street através de lavagem de dinheiro em paraísos fiscais, que bancam nossa complexa estrutura piramidal de 4 gananciosos especuladores mancomunados em explorar todos os subempregados nesta gigantesca empresa. Para tal, recebemos dinheiro escuso de ditaduras sionistas, da maçonaria, das empresas bélicas americanas, de países colonialistas que causam fome na África para poder obter lucros astronômicos, das indústrias de drogas e do trabalho escravo e também dos nazi-fascistas que envenenaram a maçã da Branca de Neve. Imagine o que aconteceria se nós, aqui do Implicante.org™, defendêssemos o lucro de todas essas entidades, a custos tão elevados, apenas porque queremos uma “distribuição de renda” que nos permita ainda ter uma boquinha escrevendo esses estulticocos.

Novamente, não surpreende, portanto, ver a defesa da tributação ionosférica cartacapitalista (!) vir acompanhada de elogios rasgados ao governo petista:

“Em um brilhante artigo publicado recentemente no Valor Econômico, o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, mostrou que a desigualdade social, medida pelo índice Gini, caiu 9,5% entre 2003 e 2009. Sem os gastos em programas de transferência de renda realizados na última década, a melhora teria sido de apenas 1,5%. No mesmo texto, Pochmann levanta uma questão que tem méritos de sobra para tirar o sono dos brasileiros: por que os ricos pagam, proporcionalmente, tão menos impostos?”

É um dado numérico – aquele anátema no Vestibular para pessoas de Humanas, que acabam escrevendo em jornais. Muito difícil crer que muitos deles entendam do que estão falando. O dado não aponta, por exemplo, que até 2007, o índice só aumentou (chegando a 0,5546 numa escala de 0 a 1 em 2007, o maior número em 50 anos), só abaixando a partir de então, para 0,5448 em 2009.

Pelo Coeficiente de Gini, quanto menor, melhor. E a comparação com outros períodos (que a Carta Capital, curiosamente, resolveu “se esquecer” de pesquisar) indica uma outra verdade. Em 1994, estava em 0,349. Em 2000, com as crises provocadas pela tentativa de congelamento monetário no segundo mandato de FHC, chegamos a um pico de 0,338 (ainda bem mais baixo do que os 0,5546 de 2007, antes mesmo da crise financeira). Em 2005, já subira para 0,351.

A sensação é que foi o aumento de impostos que diminuiu a desigualdade. É um revisionismo estranho – como se tudo o que fosse bom no país fosse feito pelo governo – e que, como afirma bem o tal André Siqueira, “custa caro”:

“Mas imaginar que um governo será capaz de, com menos dinheiro, sustentar a máquina estatal, fazer os investimentos necessários (para ontem) em infraestrutura e melhorar o pacote de serviços à população é simplesmente absurdo!”

Uma coisa que deveria ser taxada com impostos mais pesados são jornalistas usando exclamações. É um puta saco! E também um ato falho do senhor Siqueira colocar como primeiro gasto do governo “sustentar a máquina estatal”. Quanto gasta um deputado? Alguém na Carta Capital falou em diminuir cargos de confiança? O “pacote de serviços à população” são filmes financiados pela Petrobras que ninguém vê (o que, como constatou Reinaldo Azevedo, é uma bênção)? São pelas do Zé Celso Martinez Corrêa com atores pedindo para a platéia lhes masturbar? São escolas como o Ciep João Goulart (da Secretaria Municipal de Educação) do Morro do Cantagalo, que com projetos conjuntos de Afroreggae, Criança Esperança e R$71 milhões do PAC e tendo até um elevador panorâmico obtém o pior resultado das escolas do Rio de Janeiro? É o dinheiro emprestado para a empresa do Luis Nassif via BNDES que ele nunca devolveu ao “contribuinte”?

Para a a Carta Capital, isso é muito simples. Alguma dessas coisas não está funcionando? Aumente-se ainda mais os impostos. A escola milionária dá maus resultados? Tungue-se mais a educação em Copacabana e logo a escola estará perfeita. Os filmes da Petrobras são uma porcaria? Que se obrigue os canais que investem uma fortuna em solo nacional para ouvirmos algo melhor do que o governo a pararem de exibir sua programação e passem esses filmes insuportáveis enquanto o telespectador desliga a TV. Ninguém vai ao teatro? Que rouanetizem o Zé Celso, assim ninguém precisa agüentar 5 horas vendo pirocas para que ele possa ter um pouco de renda distribuída no seu bolso. O Luis Nassif não paga suas dívidas? Tributem mais os “bens supérfluos” da classe média, como computadores, e vamos dar dinheiro ao patrimônio cultural e econômico que é Luis Nassif. A Carta Capital não vende? Coloque-se mais propaganda da Petrobras que ninguém nunca vai ler apenas para seus empregados terem “estrutura de amparo universal”.

Não faltam as contradições de sempre, como citar o fato de que os ricos, proporcionalmente, pagam menos impostos do que os pobres (já que impostos no Brasil não costumam ser progressivos, e sim colocados no consumo – idéia que não parte senão da esquerda que a Carta Capital defende – e até favelado paga imposto em açúcar e cigarro), mas afirmar algumas linhas abaixo que o discurso anti-imposto é um discurso que só favorece os ricos e “que interessa apenas a quem está lá em cima”.

Mas se pode soar a paranóia a preocupação em servir ajoelhado ao governo enquanto esse for capaz de lhe engolir, o próprio André Siqueira mostra suas garras afiadíssimas:

“É possível (…) aparelhar melhor a equipe da Receita Federal até que ninguém consiga passar um fim de semana tranquilo em sua mansão no Guarujá sem a certeza de estar em dia com o Leão.”

Alguém aí pensou em um Estado policial? É bom que se pense: a maioria dos progressistas que idolatram a Carta Capital adoram abarrotar seus álbuns de foto “FÉRIAS!!!” com uma brasileiríssima praia paradisíaca, que raramente um pobre pode desfrutar. Para o André Siqueira, essas férias deveriam ser abolidas e todas essas pessoas deveriam era estar cortando cana em algum paraíso “social-democrata” para poder financiar seu trabalho na Carta Capital.

Em tempo: a Carta Capital já deu desconto na assinatura para quem era filiado ao PT, e a cerimônia do seu aniversário em 2004, quando começou a ficar rica, teve a ilustre presença de Lula e de mais onze ministros. Por que é mesmo que a Carta Capital acha bonito dar dinheiro pro governo?

 

* Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia. Se os estatólatras da Carta Capital aplicarem suas teorias, vai ser isento de Imposto de Renda para sempre. No Twitter, @flaviomorgen

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51 Comentários

51 Comments

  1. francisco ramos

    14 de outubro de 2011 at 09:44

    …; grande parte do povo americano ESTÁ…

  2. francisco ramos

    14 de outubro de 2011 at 09:43

    Flávio: em relação a questão das alíquotas maiores para ricos( li o link que você recomenda) pode natural
    mente ser questionada.. Lembre-se . porém, da afirmação no artigo do Krugman que tanto te irritou a ponto
    de me atacar:”ninguém neste país enriqueceu sem a manutenção do Contrato Social”.

    Falando como médico que esteve alguns períodos em Hospitais Americanos, existem muitos artigos na li
    teratura médica, mostrando que considerável parte do povo americano estão “descobertos” da proteção de
    sua saúde. Você deve naturalmente ter lido as dificuldades do Presidente Obama em fazer aprovar o séu
    tímido plano de saúde americano. A privatização total dos serviços de saúde é uma monstruosidade que
    provàvelmente só existe nos EUA. O Sistema deve ser predominantemente público e de abrangência uni
    versal, com o setor privado em menor escala convivendo na estrutura como um todo.
    No que toca à pesquisa fundamental voltada para área médica, os EUA, inclusivie, faça-se justiça, com generosas doações do setor privado, eles ocupam posição de grande destaque no mundo.Mas, por outro lado,
    no campo dos anestésicos locais, a Suécia manda, e em relação aos chamados morfinomiméticos, os belgas
    detêm supremacia. Na área das vacinas….. É isto aí.

    • flaviomorgen

      15 de outubro de 2011 at 16:22

      Francisco, não te ataquei por um artigo do Krugman que mal li. Aliás, sequer te ataquei. Só tenho mais o que fazer do que ler economista de quinta categoria. Sabe por que prefiro Thomas Sowell? Só o fato de você escrever essas linhas (que só demonstram seu desejo, não sopesamento de dados na realidade) sem nem sequer tentar refutar os fatos que ele aponta já mostra quem está certo. Deveria confiar em Thomas Sowell e seus dados ou no senhor e em seus desejos que fogem de argumentos?

  3. francisco ramos

    13 de outubro de 2011 at 22:54

    O problema tem que ser encarado como o é nos paises onde a questão dos impostos não penaliza a socieda
    de. Pessoas que ganham além de uma determinada faixa, pagam uma álíquota maior. E o Estado, sim, exer
    ce implacável vigiância nos malfeitores que querem burlar a lei.

    PS: Dois americanos ganharam o Premio Nobel da Economia? É piada pronta, sem dúvida. Provàvelmente
    descobriram um algorítmo vetorial relacionando a entropia dos debêntures com o preço da batata nos super
    mercados americanos. Só não diz como todos poderão comprá-la.

    Escadaria de Wall Street neles !!!!!

  4. Vitor

    7 de outubro de 2011 at 17:48

    Todo Libertário/Anarco-capitalista fica nesse mesmo ramerrão do JV? Sempre te fazem uma pergunta hipotética recheada de falsas dicotomias (Ao falar de educação pública eles falam de escravidão, por exemplo, como se fossem coisas semelhantes) e quando você, pessoa comum que leu outros livros que não Rand e Rothbard responde com um saudável “HEIN?” eles te chamam de marxista/nazista/estatista/escravocrata e etc? Esse povo não cansa de abusar do Chewbacca Defense?

    Tenho alguns amigos do Liber no Facebook e eles estão todos comemorando como bichinhas o fato do Rodrigo Constantino não saber responder uma dessas perguntas deles. Não se importam em crescer como partido e nem em propor algo para a sociedade, mas apenas em, puxa, VENCER UMA DISCUSSÃO no Facebook.

  5. JV

    28 de setembro de 2011 at 21:58

    OK, você é marxista.

  6. JV

    27 de setembro de 2011 at 21:51

    De certa maneira você quer que os “ricos” paguem alguma coisa por você. Onde está a lição moral? Qual o estímulo para produzir se os “pobres” ficam desejando o fruto de seu trabalho. Aqui você culpa os ricos pela sua penúria (auto-confessada) e esquece que quem o depenou foi o governo, a receita federal.

    • flaviomorgen

      28 de setembro de 2011 at 01:30

      JV, eu já li Ayn Rand, pode deixar esse discurso pra lá. Estou apenas afirmando que, se alguém terá de pagar impostos (e terá), não faz sentido que não seja progressivo, ou manteremos os pobres pagando uma porcentagem maior que a dos ricos. A produção nada tem a ver com isso (não é todo rico que produz).

  7. JV

    27 de setembro de 2011 at 08:19

    JV, a conta aí é outra: os gastos com uma geladeira de um pobre representam, sei lá, 30% do que ele ganha num mês. Já os gastos com geladeira dos ricos não representa 3%. Mesmo o total arrecadado muitas vezes incide mais sobre a classe C e B do que A, visto que aquelas são bem maiores do que esta.

    JV- Ora, quem disse que rico tem uma geladeira só? (rs) Você não percebe que esse raciocínio é igualitarista. Nos EUA, onde há dados disponíveis, é fato que 1% dos mais ricos contribuem com mais de 25% da receita federal.

    • flaviomorgen

      27 de setembro de 2011 at 15:39

      JV, eu sei que a idéia é essa, mas o problema não é o total bruto arrecadado (sempre serão os mais ricos, porque são os que mais consomem, isso é inevitável não importa o que se faça com impostos). O problema aí é de porcentagem mesmo. Se um rico perde 30% do que gasta sendo tungado pelo governo com 2 geladeiras, um pobre perde 40% porque pouco dinheiro sobra além das parcelas da geladeira. Eu que o diga.

  8. Cil

    25 de setembro de 2011 at 17:33

    Deixa eu ver se eu entendi… essa revista quer que o governo arrecade MAIS IMPOSTOS para NÃO APLICAR em saúde, educação, infraestrutura, segurança e moradia, pelo menos sempre e não em ano de Copa-e-Cozinha e Olim-píada? Eitá… ella acha pouco o que já ganha pela “propaganda governamental”? Acha pouco o que é desviado de dinheiro pelos cupanheiros??? Cada uma… Sai pra lá, chuta que é macumba!

  9. Joaquim

    23 de setembro de 2011 at 16:28

    Confesso que não entendi nada da parte do tal Gini, e por tabela não entendi nada de 90% dos comentários.
    Gostaria de dar minha opinião sobre o assunto.

    Li algumas edições da revista Carta Capital, como uma experiência de ler algo fora da “pig”, fui surpreendido por matérias de assuntos relevantes que enquanto estavam nos fatos faziam sentido, quando passavam para as opiniões do autor e as conclusões me deixava enojado, me sentia em um palanque no ABC paulista, cheio de máximas do tipo “burguesia decadente” “proletário” e esses mimimis típicos e recheados de propagandas de estatais, páginas e páginas, mais do que o bom senso aceita para uma revista tão pequena, com essa reportagem ocorre o mesmo, só uma pessoa que ganhe mesmo que indiretamente com o volume de impostos arrecadados pode defender essa taxa de 30 e poucos porcento, isso ceifa e muito o direito de consumo da população, seja em geladeira seja em artigos chamados de banais, como os eletrônicos, muito sou e serei criticado ainda, mas para mim o direito ao consumo e à propriedade privada têm que ser soberano, se eu ou outro cidadão qualquer trabalhamos, temos o direito a mais do que o básico, mais do que alimentação e saúde e educação, sempre que reclamo desse assunto recebo a seguinte crítica :” você está passando fome?” , não, não estou, mas isso não quer dizer nada, porque eu sou uma pessoa “do mal” porque quero um tênis novo? ou um celular? não é para isso que minha família estudou a vida toda? trabalha de sol a sol? Não é para ter direito de se sentir bem? Ou somos meras peças de uma máquina que consome nossa energia e nosso tempo para girar o tal Estado? Me perdoem mas não aceito isso.

    Acho que ficou meio confuso, uma pena não tenho a mesma habilidade com as palavras que o autor deste texto.

  10. Petrucchio

    22 de setembro de 2011 at 00:39

    Morgen, por mim tudo bem, mas ainda sim não é desconsiderando uma verdade que o teu papel como advogado do diabo seria executado com maestria.

    Estou falando do que eu disse sobre a tributação e o que é logrado por todos pensamentos válidos e inválidos existentes, da fisiocracia à EA passando pelo marxismo: se há distinção do quanto cobrar de imposto de cada indivíduo, ou seja, a proporcionalidade está na renda auferida a cada cidadão, logo o imposto ganha “progressividade”, se torna então Imposto de Renda essencialmente. E citando Roberto Campos:

    “O imposto de renda convencional (progressivo em função da renda produzida) é uma safadeza socialista. Pune os cidadãos e empresas mais eficientes e produtivas em função de seu sucesso no mercado. Induz contribuintes a inventar meios de minimizar o confisco, gastando energia na busca de paraísos fiscais ou artimanhas de sonegação. “

  11. JV

    21 de setembro de 2011 at 20:16

    Flavio, você escreveu:

    “Não, Felipe, você não entendeu. Se existe imposto, quem tem de pagar é quem tem mais dinheiro. Simples assim. Não é uma idéia “soviética”. É só uma idéia que não seja idiota.”

    Ora, se o imposto for de 10% para todo mundo, quem ganha mais paga mais. A progressividade em termos percentuais é coisa recente.

    • flaviomorgen

      22 de setembro de 2011 at 00:21

      JV, a conta aí é outra: os gastos com uma geladeira de um pobre representam, sei lá, 30% do que ele ganha num mês. Já os gastos com geladeira dos ricos não representa 3%. Mesmo o total arrecadado muitas vezes incide mais sobre a classe C e B do que A, visto que aquelas são bem maiores do que esta.

  12. JV

    21 de setembro de 2011 at 20:11

    “É possível (…) aparelhar melhor a equipe da Receita Federal até que ninguém consiga passar um fim de semana tranquilo em sua mansão no Guarujá sem a certeza de estar em dia com o Leão.”

    Não seria mais lógico escrever: “É possível (…) aparelhar melhor a equipe da Receita Federal até que ninguém consiga passar um fim de semana tranquilo em sua mansão no Guarujá COM a certeza de estar em dia com o Leão.”
    abs

    • flaviomorgen

      22 de setembro de 2011 at 00:18

      Fato, JV. Nem tinha notado o deslize gramatical, também.

  13. Gladson

    21 de setembro de 2011 at 17:33

    Não é certo usar um site do PSTU como fonte de dados de algo sério como esse, concorda? Se for verdade, basta verificar nos Diarios Oficiais, Portal Transparencia, etc, se dar algo mais fidedigno.

  14. Dani

    21 de setembro de 2011 at 10:34

    Eu até queria brincar com esses números, acho que tem gente declarando diferença em médias sem fazer testes estatísticos básicos (aliás, isso é um clássico). Só fiquei assustada com a quantidade de fontes que eu encontrei e com as discrepâncias entre elas. Desse jeito dá pra provar absolutamente qualquer coisa…

  15. X

    21 de setembro de 2011 at 01:56

    Querido Flávio Morgen,

    0,349 lá da Wikipédia é o coeficiente Gini de PORTUGAL! Está no item “Desigualdade social em Portugal”. Erro feio. Outra coisa, o site citado acima é do PSTU e não do PSOL.

    https://www.ipeadata.gov.br

    É só pesquisar por Gini na base de dados “social”, selecionar os anos e depois clicar em exibir:

    0.584 0.591 0.596 0.589 0.598 0.588 0.601 0.616 0.636 0.614 0.583 0.604 0.601 0.602 0.602 0.600 0.594 0.596 0.589 0.583 0.572 0.569 0.563 0.556 0.548 0.543

    De 1981 a 2009. Não há dados para 91 e 94. Prontinho.

    P.S. Pode apagar estas minhas 2 últimas mensagens.

  16. Felipe Petrucchio

    21 de setembro de 2011 at 01:41

    Da tributação proporcional, se a questão é a condição econômica individual como critério para alíquota de um mesmo produto, então cogita-se seriamente numa sociedade soviética como alternativa válida. Este problema já foi resolvido.

    • flaviomorgen

      21 de setembro de 2011 at 09:40

      Não, Felipe, você não entendeu. Se existe imposto, quem tem de pagar é quem tem mais dinheiro. Simples assim. Não é uma idéia “soviética”. É só uma idéia que não seja idiota.

  17. João

    20 de setembro de 2011 at 23:37

    A matéria, como qualquer uma da chapa capital, não passa de um exercício retórico cheio de omissões de dados – como este artigo demonstra – para defender O Partido que a sustenta com o dinheiro dos pobres, através dos impostos embutidos que pesam mais neles do que em quaisquer outros. Quanto à propaganda da Nossa Caixa, a Primeira Leitura passou um bom tempo sem ter publicidade oficial (algo que, a rigor, nem deveria existir), ao passo que a cc vem sobrevivendo dela há anos – o que, curiosamente, não é tratado como “escândalo” – como foi com a PL – por que nos dois pesos e duas medidas a “esquerda”, com sua “justiça social” sempre é tratada com mais benevolência do que a “direita reacionária”. Tanto que, na mesma época, a mesma Nossa Caixa também anunciava na caros amigos…

  18. alexandre

    20 de setembro de 2011 at 20:47

    A Carta Capital também tem anunciantes privados , como escrevi no meu primeiro comentário. A Primeira Leitura depois da denúncia que recebia grana desproporcional à sua tiragem da Nossa Caixa, faliu. Isso mostrou que a revista era sustentada pelo estado de SP. Mas não acho que deveria falir. É importante para a democracia e para uma imprensa livre, revistas como a Veja, Carta Capital e Primeira Leitura.
    Os dados do índice de gini , eu pesquisei no site do IBGE. Acho um pouco “perigoso” utilizar dados do wikipédia para um artigo. Qualquer pessoa pode escrever o que quiser lá. Não há como checar a veracidade do conteúdo.
    E sobre a questão tributária entre pobres e ricos, achei fantástica a frase do Obama sobre a oposição republicana em aumentar os impostos dos ricos : ” Não é luta de classes, mas matemática”. Perfeito !

    • flaviomorgen

      20 de setembro de 2011 at 23:46

      alexandre, pela segunda vez tenho de te explicar que não afirmei que a Carta Capital só tem anúncios públicos. Se quiser, escrevo da próxima vez em vermelho.

      Dizer que a Primeira Leitura faliu sem verba da Nossa Caixa é, no mínimo, desonestidade. O Tio Rei arca com dívida da revista até hoje, e não teve pediu nenhum empréstimo a banco estatal. Como você pode afirmar que ela era “sustentada pelo estado de SP”?! Por sinal, continuou por longas edições, e, como disse, com anúncios de bancos privados. Logo, como ela era “sustentada por anúncio de banco estatal” sendo que banco privado queria anunciar ali? Por sinal, bancos bons, inclusive bancos de investimento. Até o último número. Pode verificar.

      Não precisa afirmar que “é bom para a democracia” para afirmar esse tipo de coisa.

      Quanto à Wiki, veja comentário abaixo. E não sei quem afirmou que é contra a taxação a ricos (ainda que não da forma como prega um retardismo a la Carta Capital) para você reclamar deles.

  19. Felipe Petrucchio

    20 de setembro de 2011 at 16:06

    É uma MENTIRA DESLAVADA (caixa-alta para esquerdista ver melhor) que ricos pagam menos impostos proporcionalmente. Como que um indivíduo que consome produtos como perfume, vinhos e carros importados que são altamente tributados, além de pagar por serviços privados de educação, saúde e segurança paga menos proporcionalmente?

    Outra SAFADEZA SOCIALISTA é citar que outros países (Suécia) os ricos são mais tributados. Isto é parcialmente verdadeiro, o detalhe crucial é restituição total se não há uso dos serviços públicos. Existe por aquelas bandas o princípio de “pagamento justo pelo serviço prestado”.

    • flaviomorgen

      20 de setembro de 2011 at 23:42

      Felipe, a questão aí é inversa ao que você disse: um rico também consome açúcar, arroz, farinha, cigarro (embora esse deva ser mesmo taxado). Proporcionalmente a seus gastos, tais gastos são de pouca porcentagem. Um pobre, no entanto, ou alguém de classe média, que é pobre em relação a ele, gasta bem mais em porcentagem. Esse é o problema.

  20. Thiago

    20 de setembro de 2011 at 14:59

    Luís

    Se você entendesse todo o esquema que existe por de trás do Bolsa Família, não iria elogiar tanto tal programa… mas o que esperar de alguém que prefere se manter na ignorância e ficar cego diante de tantos fatos “obscuros” né?

  21. Alexandre B.

    20 de setembro de 2011 at 13:20

    Tio Morgen, suspeito que a página da wikipedia a que se referiste é essa:

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Desigualdade_econ%C3%B4mica#Hist.C3.B3ria_da_desigualdade_no_Brasil

    Lá possui uma tabela com índices de Gini dos anos de 1994, 2000 e 2009, com valores correspondentes de 0.349, 0.338 e 0.351. Outra tabela, anterior a esta, possui as datas de 1960 (0,5367), 2007 (0,5546) e 2009 (0,5448) e se refere também ao índice de Gini.
    Entre algumas diferenças que poderíamos levantar (indo do realmente relevante até o trivial), coloco uma que, a priori, poderia ser tomada por pura frescura, a questão “topográfica”. Um se encontra sob o título de “Desigualdade Social no Brasil” (a que possui datas referentes aos períodos de 1960, 2007 e 2009) e a outra na parte referente ás “Desigualdades Sociais em Portugal”.

    Curiosamente, o artigo no valor econômico (https://www.valor.com.br/opiniao/1000764/tributacao-dos-ricos) ao qual se refere André Siqueira aponta para 2009 o valor de 0,5, e no artigo da Wiki temos 0,5448. Algo de podre no Reino das estatísticas.

    Para completar, buscando fontes para os valores, esbarrei nisso:

    https://data.worldbank.org/indicator/SI.POV.GINI

    Os dados são do Banco Mundial sobre o índice de Gini em diversos países (No site o valor não varia em escala unitária, mas em um cento). Pegando o Brasil, podemos ver esse belo gráfico:

    https://data.worldbank.org/indicator/SI.POV.GINI/countries/BR?display=graph

    De tudo só me resta uma dúvida, em qual dado confiar?

    Nos da Wikipedia? (Essa ao menos cita fonte)
    Nos do senhor Marcio Pochmann? (Não vi explicitada fonte)
    Nos do (temível) World Bank?

    • flaviomorgen

      20 de setembro de 2011 at 23:40

      Alexandre B., cacetadas, brother!

      Pelo que entendi, os dados da Wiki dizem respeito a duas conjunturas distintas do Brasil. Aí, só sendo mestre em Estatística pra saber. Eu gosto de muita coisa do Pochmann, mas esses dados dele, além de simples, não dão conta do recado. E essa tabela do World Bank é simplesmente assustadora… não dá pra não se sentir pessimista com nossa situação vendo isso, hein?

      Vale uma pesquisa. Quem se habilita? Grande abraço!

  22. Pablo Vilarnovo

    20 de setembro de 2011 at 11:10

    Luis, o Bolsa Família é o menor dos problemas. Seu orçamento anual é de 14 bilhões de Reais. Isso é fichinha pelo que se rouba no Brasil e o que é gasto com coisas inúteis como propaganda do governo, corrupção, ineficiência etc…

  23. Luís

    20 de setembro de 2011 at 09:44

    Pra vocês do impliqueiro deve ser bastante, não é mesmo? Principalmente se uma ínfima parte desse dinheiro for para ajudar os pobres. Aí é que um absurdo mesmo.

    Aliás, por falar em absurdo, vocês do impliqueiro souberam que vai ser ampliado o bolsa família? Oh, que horror!!

  24. Gabriel Soares

    20 de setembro de 2011 at 09:41

    Estava lendo o texto completo do André Siqueira, e tem o seguinte trecho: “Exigir das autoridades o melhor uso possível dos recursos do orçamento é um dever cívico em qualquer país, assim como cobrar o combate permanente à corrupção.”

    É interessante isso, visto que agora, quando começam a surgir manifestações populares cobrando maior combate à corrupção, o pessoal da mesma “tchurma” logo corre tentar desqualificar essas manifestações, dizendo que são manipulação da Veja ou de qualquer outro meio de comunicação que não fale bem do Lula, tentando tirar a legitimidade de um movimento apartidário. Ao mesmo tempo que falam que essas pessoas deveriam mesmo era protestar contra a sonegação de impostos. Vale lembrar que boa parte da sonegação se dá por meio de corrupção, onde as empresas molham a mão de agentes fiscais para que façam vista grossa. Ou seja: se não houvesse tanta corrupção no poder público, a sonegação seria bem menor…

  25. alexandre

    20 de setembro de 2011 at 06:11

    A Carta Capital é uma revista séria. Eu até discordo desse artigo sobre os impostos mas não vou ficar dizendo por aí que ela não presta. Até a Revista Veja, que discordo várias vezes, não fico por aí dizendo que não é séria. A diferença entre elas é que uma é mais conservadora e a outra é mais de esquerda. Mas isso é bom para o debate. Não é útil para a democracia o monopólio das informações e o pensamento único.
    E sobre a questão entre revistas e verbas publicitárias, a antiga revista do Reinaldo Azevedo, Primeira Leitura, recebeu altas verbas publicitárias do banco estatal de SP Nossa Caixa durante a primeira gestão Alckmin. Isso foi denunciado pela Folha de SP e pelo que eu saiba o número de leitores daquela revista era ínfima. Agora o mesmo Reinaldo Azevedo no blog da Veja critica a Carta Capital pelo mesmo motivo. É uma incoerência dele.

    • flaviomorgen

      20 de setembro de 2011 at 10:24

      alexandre, meu problema não é a Carta Capital ser de esquerda (mesmo porque leio diversos veículos de esquerda, incluindo blogs e jornais bem mais esquerdistas). Meu problema é ela fazer propaganda pro governo a soldo. Simples.
      A Primeira Leitura foi a melhor revista que esse país já teve. Mas é curioso que a “denúncia” de ela ter verba da Nossa Caixa não a impediu de “trocar” essa verba por uma porrada de propagandas de bancos privados. Eu tenho os últimos números aqui, pode olhar até a contracapa. Será que a Carta Estatal consegue o mesmo?

  26. X

    20 de setembro de 2011 at 02:56

    Corrige lá aqueles índices! De onde você tirou o 0,349? Não seria 0,549?

  27. Alfeu Rabelo

    20 de setembro de 2011 at 02:37

    Ué, esses números do índice de Gini não estão batendo com a realidade mesmo. De onde você tirou esses 0,3x ? Onde você apontou o mesmo número, como disse que fez?

    • flaviomorgen

      20 de setembro de 2011 at 03:24

      Tá na Wiki, Alfeu. De fato tá estranho, mas o fato é que o nosso “auge” foi em 94, depois caiu com altas e baixas até 97, onde marcamos um recorde negativo. Depois cresceu muito de volta até 2009.

  28. Thiago

    20 de setembro de 2011 at 01:40

    Não vou lembrar que tributar a renda das pessoas como se faz no Brasil é um absurdo! Não vou comentar que cobra-se imposto de renda como se aquilo fosse lucro puro! Só esquecem que com o salário, tem que se pagar água, luz, telefone e gás, isso para ficar nos serviços essenciais! E esses serviços são taxados! Mais imposto para o governo (não importando a esfera)! E nem preciso mencionar que o imposto cobrado na fonte, ou seja, antes da pessoa receber o salário é uma piada de mal gosto né? Mas os esquerditas, agora governantes, devem adorar isso! Afinal, devem ganhar muito bem para defender esse governo corrupto!

    Não vou nem comentar que no Brasil, se privatizou a cidadania, onde se deve pagar por serviços que deveriam ser públicos, como educação, saúde e outros! Pois se você não pagar pelo serviço ou não ter dinheiro para arcar com tal em uma “emergência” (principalmente no caso da saúde), vai morrer esperando o governo fazer algo!

    Também não vou entrar no mérito de que quem conhece bem o sistema tributário brasileiro, pode resolver abrir uma empresa, virar pessoa jurídica e ter menos impostos a pagar do que um cidadão comum! Recentemente descobri que políticos se “transformam” em empresas, com direito a CNPJ e tudo! E sendo conhecedores do sistema, sabem como não possuírem bens e conseguir ter uma vida abastada e cheia de regalias! E o povão na merda! Olha o Palocci, milionário e nem um pouco preocupado com esse país… e tem gente que tá na merda ainda tem a cara de pau de defendê-lo! Tem pessoas que merecem estar na merda mesmo!

    E só para não lembrar de mais um detalhe… os programas do tipo bolsa família são muito bons, pois dão dinheiro para os pobres e estão vão gastar com consumo, onde o governo vai arrecadar mais impostos… e tem gente que acha que o governo é bonzinho e ajuda os pobres com esses programas assistencialistas de araque! Esses programas são excelentes para conseguir arrumar mais dinheiro através dos impostos!

    Eu não vou lembrar de nada disso, pois esquerdistas não sabem disso tudo ai e não se lembram de nada… então nem vale a pena lembrar disso tudo… pois eles não vão nem saber o que está acontecendo…

  29. Pedro

    20 de setembro de 2011 at 00:13

    As criticas a Carta Capital geralmente vêm acompanhadas de um pedido por menos propaganda estatal na revista e quer menos interferência do Estado na imprensa. As críticas à Veja vêm acompanhadas de pedidos pelo “controle social (sic) da mídia” e regulação estatal pesada na área. É bem óbvio até: um quer livre imprensa e o outro quer a regulamentação chapa branca

  30. Pedro

    20 de setembro de 2011 at 00:02

    O objetivo do texto certamente não é apenas argumentar, mas expor a infantilidade e desonestidade de um jornalista esquerdista. Mas, usando argumentos simples, é fácil entender:

    Segundo a lógica da Carta Capital, a desigualdade do Brasil só será resolvida com mais tributação. Em nome do povo, o empreendedor tem que pagar dois salários para cada trabalhador contratado: um em encargos trabalhistas e outro é o salário de fato. Desse salário que resta, o governo tira mais ou menos 35% de todo o consumo em tributação direta.

    Ou seja, para cada real gasto pelo empregador na contratação, menos de 33 centavos ficam com o trabalhador. Em nome do povo, o governo pega mais de 2/3 da riqueza produzida e diz que isso é redistribuição de renda.

    Isso para não falar na tributação indireta (inflação, por exemplo) e as contratações que não foram realizadas por causa do alto custo dos encargos trabalhistas. Quem realmente quiser diminuir a pobreza, tem que fazer o exato oposto do que recomendaria a Carta Capital: rasgue a CLT e corte impostos em larga escala.

  31. Ben

    19 de setembro de 2011 at 23:24

    Quanto maior a carga tributária, menor o poder aquisitivo da população. São os chamados impostos indiretos, os impostos embutidos nos preços dos produtos e serviços, que impedem principalmente os mais pobres, de desfrutar de uma boa qualidade de vida. Nos EUA por exemplo, é possível consumir mais gastando menos.

  32. Dâniel Fraga

    19 de setembro de 2011 at 22:42

    Excelente artigo! A mesma Carta Capital não acredita que o mensalão existiu… :D

  33. Vitor

    19 de setembro de 2011 at 21:03

    Vou parar de chamar você de genial que minha namorada está ficando com ciúmes. Mas enfim:

    “chegamos a um pico de 0,338” – Achei estranho, chegamos ao menor índice, então não tem pico…seria como ao usar o batiscafo e chegar ao fundo da fossa das Marianas eu dizer que cheguei “ao pico do fundo (?) do mar”, não?

    • flaviomorgen

      20 de setembro de 2011 at 00:07

      Vitor, obrigado! Os números são confusos mesmo. Mas, para a Carta Capital, eles se resumem a “tudo era um desastre e o caos na Terra, aí veio o Lula e…”

  34. alexandre

    19 de setembro de 2011 at 20:29

    O índice de Gini de 1994 foi de 0,585. Desde então ele está caindo. Isso são dados do IBGE. Sinceramente, não sei onde vc tirou esse número de 0,349 (será que vc não confundiu de país ? ). Sobre a questão dos impostos, também acho que a carga tributária é alta e os serviços são ruins. Há muito desperdício no serviço público (excessos de ministérios e de cargos de confiança). Mas proporcionalmente os ricos no Brasil pagam menos impostos que os pobres. Em outros países se tributam mais a renda. Aqui no Brasil, mais o consumo. Temos um sistema tributário regressivo.
    Em relação à Carta Capital, eu particularmente gosto de dar uma olhada. Detesto pensamento único e monopólio de informação. E não é verdade que a revista só tem estatais como anunciantes. Na última edição que tenho aqui em casa, tem anúncios do Itaú, Santander, TAM, Volks. Tem também de estatais como a Caixa, Petrobras e Eletrobras. Mas a revista Época e a Veja também tem. Só acho engraçado que quando alguém critica a veja é considerado “inimigo da imprensa livre”. Mas se eu atacar a Carta Capital serei considerado “inimigo da imprensa livre” ? Dois pesos e duas medidas ?

    • flaviomorgen

      19 de setembro de 2011 at 23:59

      alexandre, eu apontei o mesmo número. Pode olhar. Também não afirmei que a Carta Capital tem anúncios públicos, embora em comparação por porcentagem com veículos mais sérios, tenha muito (e ninguém acha estranho). Também não afirmei que ela deve ser fechada a força – no máximo, deve falir sem verba da Petrobras para mantê-la viva, mas isso caso não tenha leitores. Enfim, esse seu comentário não deu sequer pra entender.

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