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Para cada 10 assassinatos cometidos no mundo, um deles ocorre no Brasil

Números foram divulgados através de relatório da ONU que contabiliza homicídios ocorridos no ano de 2012.

Nos últimos anos, o número de homicídios vem caindo nos grandes centros do Brasil. Rio de Janeiro e São Paulo tiveram declínio nessa taxa de 29% e 11% respectivamente. No Norte e Nordeste, no entanto, o problema só aumenta. Segundo relatório da ONU, a Paraíba registrou avanço de 150% no número de assassinatos nos últimos dois anos, enquanto a Bahia contabilizou um acréscimo de 75%. Totalizando, o Brasil registrou, em 2012, 50.108 assassinatos, o que representa 10% dos homicídios de todo o mundo.

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Esses números só servem para reforçar a pesquisa feita pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça AC. De acordo com o estudo, das 16 cidades mais perigosas do mundo, oito são brasileiras. Maceió é a 5ª colocada, com 79,76 homicídios a cada 100 mil habitantes, seguida por Fortaleza (7ª), João Pessoa (9ª), Natal (12ª), Salvador (13ª), Vitória (14ª), São Luís (15ª) e Belém (16ª). Mais oito cidades do país fazem parte da lista completa, que conta com 50 municípios no total.

O relatório da ONU revela que o número de mulheres assassinadas por parceiros e familiares é significante, e tenta explicar a prevalência de violência letal no país.

O abuso de álcool e outras drogas, e a disponibilidade de armas de fogo, são apontadas no estudo como determinantes nos padrões e prevalência da violência letal. O relatório destaca que qualquer política pública na área de prevenção aos homicídios apenas irá funcionar se os governos conseguirem direcionar estas ações para as vítimas e agressores potenciais.

Por mais que a população tenda a de forma justa cobrar mais ênfase na gestão da saúde e educação, é no comando da segurança pública que um governo mostra sua competência. Porque, sempre que ele falha nos dois primeiros, a iniciativa privada, à sua maneira, busca encontrar alternativas. É quando nascem as escolas particulares e/ou religiosas, ONGs, seguros de vida e planos de saúde.

Contudo, quando o governo falha na fiscalização do cumprimento da lei, abre brechas para que parte da população se organize e, tantas vezes, cause problemas ainda maiores, como ocorre com as milícias cariocas ou guerras de gangues urbanas nas capitais nordestinas (muito bem representadas por duelos entre torcidas organizadas de futebol nas periferias).

A tese mais defendida pelo discurso governista é de que a violência brasileira nasce fruto de uma suposta falta de oportunidades promovida pela desigualdade social do país. No entanto, o mesmo discurso governista defende que o PT vem reduzindo este “abismo social”. Se os números entregam que a violência vem crescendo nos últimos anos principalmente onde os petistas dizem ter feito mais aquilo que chamam de “justiça social”, cai por terra a relação “causa x efeito” da “falta de oportunidade x aumento da violência”.

Tornou-se famosa em Nova Iorque a política republicana de “tolerância zero” com o crime. E ideais parecidos se mostraram bem aplicados por aqui em capitais como São Paulo, quando se proibiu o consumo de cigarro em ambientes fechados, o funcionamento de bares abertos após 1h da madrugada ou ainda a publicidade de rua combatida pelo “Cidade Limpa”. Contudo, o que a academia brasileira prega seria uma espécie de “tolerância máxima” com criminosos. É compreensível a preocupação, já que uma ditadura impôs aos brasileiros duas décadas de repressão estatal sem muito direito a defesa. Mas os crescentes números sobre insegurança no país entregam que em algum momento já se extrapolou o limite da tolerância com o erro. Não que a esquerda, quando no poder, se comova com isso. Não faltam notícias de projetos petistas que apontem, por exemplo, para uma menor fiscalização do cidade limpa ou a reserva de vaga em concurso para usuários de drogas ilícitas com direito a deputado petista querendo facilitar ainda mais o benefício:

Noutra emenda, o PT propôs retirar do texto a pré-condição da abstinência. A deputada Erika Kokay (PT-DF) indagou: “A abstinência é a medalha de ouro, mas por que vamos excluir a medalha de prata, ou seja, punindo [com a demissão] uma eventual recaída?”.

(grifos nossos)

Há um grave problema de segurança no país que a esquerda não consegue resolver porque simplesmente a lógica de sua ideologia não se sustenta. Em outubro, na hora do voto, é necessário o eleitor entender que há um culpado. E, por mais que os efeitos atinjam mais a base municipal, eles refletem uma intenção que vem lá de cima, da união. Parafraseando Dilma, é no município que o cidadão brasileiro é assassinado. Mas o município só tem acesso a 14% dos impostos recolhidos, diferentemente dos atuais 63% da presidência.

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