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Para Mantega, aumento do investimento em educação pode “quebrar” o país

Em evento organizado pelo Lide (grupo de líderes empresariais), em São Paulo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez críticas aos temas em votação no Parlamento brasileiro. De acordo com o ministro, algumas das propostas, se aprovadas, poriam em risco as contas do governo e poderiam “quebrar” o país. Entre as medidas que “quebrariam o Estado” está o Plano Nacional de Educação, que prevê elevar os investimentos em educação para o equivalente a 10% do PIB.

Abaixo a notícia da Folha de São Paulo:

O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou ontem que o aumento dos gastos com educação para o equivalente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) “quebra” o país.

“Passar [os gastos com educação] para 10% do PIB de forma intempestiva põe em risco as contas públicas. Isso não vai beneficiar a educação, vai quebrar o Estado brasileiro”, disse o ministro.

Mantega defende a proposta de elevar as despesas da pasta dos atuais 5% para 7%.

Ele não poupou críticas à proposta que extingue o fator previdenciário e a servidores do Judiciário, que estão em greve. Nas palavras de Mantega, são os servidores que têm os melhores salários e pedem reajuste acima de 50%.

“Não podemos brincar em momentos de crise”, afirmou.

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Comentário

E o governo brasileiro segue com a mesma mentalidade de considerar gasto o que, na realidade, deveria ser investimento.

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14 Comentários

14 Comments

  1. Astro

    10 de julho de 2012 at 23:59

    O que “quebra” de fato o país sõa os salários exorbitantes de nossos políticos. Se eles reduzissem 50% dos salários deles já faria uma grande diferença. Sem falar do absurdo de dizer que os salários dos servidores são os mais altos do país. Os salários mais altos são dos senadores, deputados e companhia, isso sim…

  2. katlyn

    6 de julho de 2012 at 23:17

    Às vezes a questão não é gastar mais, e sim gastar melhor. E o governo na verdade usa muito mal as verbas públicas.

  3. katlyn

    6 de julho de 2012 at 23:16

    O problema é que o governo usa mal o dinheiro da educação. Às vezes, não é uma de gastar mais, mas sim de gastar melhor.

  4. Thiago

    6 de julho de 2012 at 22:08

    ““Não podemos brincar em momentos de crise”, afirmou.”

    Crise? Mas não era uma “marolinha”? o.O?!

    E outra, não bancaram o Haddad por anos lá? Qual é o problema de entregar 10% do PIB para um “segundo Haddad da vida” e não melhorar em nada a situação da educação do país? Vai ser ótimo para o partido dos trabalhadores, assim poderão afanar 10% limpos!

  5. Cil

    6 de julho de 2012 at 19:38

    Orra! Dou todo apoio ao ministro. 10% do PIB em educação vai mesmo quebrar o Brasil Maravilha dos petralhas. Sabe como é… quanto mais dinheiro investido, esperasse que mais gente seja educada para pensar. Brasileiro que pensa não é bom para os “negócios dessa corja”! Então vai mesmo quebrar o Brasil delles: aquelle Brasil dos pobres que acham que só podem ser sustentados por meio de bolsa-vagabundagem.

  6. Alex Mamed

    6 de julho de 2012 at 16:10

    Troiano, “estado brasileiro” é o mesmo que país sim. Estado aqui é é na acepção ampla (nação)!
    .
    Abdré Andretta, em todo e qualquer país civilizado e democrático do mundo quem decide o orçamento é o poder legislativo. Essa excrescência do orçamento brasileiro, tal qual a jabuticaba, só existe por aqui. Óbvio que o Executivo participa, com proposta, etc, mas a palavra final é do Legislativo.
    .
    Nos passos em que as coisas vão, pode colocar 100% do orçamento em educação, sendo irrelevante se investimento ou gasto, vai dar tudo na mesma, dada a incompetência desse Governo.
    .
    E por fim, não quebra porra nenhuma. Ao contrário: quando o Guido Mantega faz uma previsão, pode apostar exatamente no oposto. Tudo que ele diz se confirma ao contrário.

  7. Dinho

    6 de julho de 2012 at 12:07

    Está certo, tem que investir é em futebol, carnaval, parada gay…tudo pra alienar o povo e assim conseguir mais votos. Educação, no Brasil, é coisa pra burro e otário. Pára né oh! Esse ministro aí é um infeliz! Se não investir em educação, vão investir em quê? Em construção de estádios de futebol, é claro.

  8. André Andretta

    6 de julho de 2012 at 04:22

    Eu até concordo com o ministro, se você aumentar na canetada a fatia do orçamento para educação sem planejamento, é bem possível que isso acabe causando uma crise. Também questiono essa ideia de o legislativo determinar quanto deve ir para qual área. Isso não é papel deles, é política de governo. Agora, muito me espanta ver o PT, que em outros tempos estaria espumando com um ministro que declarasse isso, ser o partido que justamente defende o veto à emenda.

  9. Gerson B

    5 de julho de 2012 at 21:03

    Ele está certo, imagine se nosso tão carente Brasil pode colocar dinheiro em algo tão supérfluo como a Educação!

    A Copa sim é que é importante! Prioridade máxima!

  10. Troiano

    5 de julho de 2012 at 21:00

    Parece que houve algum equívoco: a matéria está falando em “investimento em Educação ‘pode’ quebrar o país” enquanto o ministro fala em “gasto com Educação ‘vai quebrar’ o Estado Brasileiro” esquecendo que há uma certa diferença entre investimento e gasto. Outra dúvida que me ocorre: “Estado brasileiro” segundo a visão do ministro, seria a mesma coisa que “país”?

    • Exilado

      6 de julho de 2012 at 04:48

      Talvez o ministro Mantega não esteja errado quando fala em “gasto”. Do jeito que o MEC torra dinheiro com a reimpressão de livros didáticos, refaz provas, abre Campis sem estrutura alguma, distribui licenças para cursos sem qualificação etc, é “gasto” mesmo. Investimento seria se fossem bons gestores e tivessem algum plano decente para o longo prazo.

  11. Matheus Simonato dos Santos

    5 de julho de 2012 at 17:35

    Vocês realmente agora estão criticando apenas por criticar né? 10% do PIB, vocês estão loucos?

    De um blog que se diz “liberal”, está faltando um pouco de bom senso.

  12. mpr

    5 de julho de 2012 at 16:55

    Esse é o mesmo PT que sempre apoiou greves abusivas de servidores públicos – opa, digo, “as reivindicações legítimas da classe trabalhadora” – quando era oposição.

  13. Airton Leitão

    5 de julho de 2012 at 16:50

    Investir em Educação?! Estão malucos? Se o povo for educado vai aprender a votar escolhendo o melhor, e aí muita gente vai perder o ‘emprego’.

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