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Perto do fim do mandato, Dilma muda de opinião quanto às necessidades tecnológicas do país

Após 3 anos de muito se desentender com o setor de tecnologia, a presidente agora faz pouco caso daquilo que defendia assim que se elegeu

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A presidente Dilma Rousseff tem participado com frequência das cerimônias de formatura dos alunos do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Na última delas, em João Pessoa (PB), ela exaltou os cursos, afirmando que técnicos são mais importantes do que bens de consumo para o desenvolvimento de um país.

“O símbolo do Brasil desenvolvido não vai ser o telefone celular, o iPad, o cartão de crédito e nem a carteira de trabalho. Vai ser o diploma técnico de qualificação profissional”, afirmou Dilma, citando que 171 mil pessoas estão no Pronatec na Paraíba.

É curioso notar, no entanto, que a fala de Dilma contradiz algo que ela pregou nos primeiros dias de seu governo. Embora hoje afirme que iPads e celulares não sejam símbolos de um país próspero, em 2011 seu discurso defendia a popularização de internet e tablets, com o Plano Nacional de Banda Larga, considerado seu “xodó 2.0”, e a negociação com fabricantes nacionais para o fornecimento de tablets a preços populares.

[Paulo] Bernardo, que hoje toma posse no Ministério das Comunicações, foi incumbido de mapear, na indústria nacional, quem é capaz de fornecer equipamentos para o setor de informática e comunicações. Dilma quer que a nova classe média possa comprar tablets a prestação. Medidas de incentivo na forma de crédito e tributação favorecidos poderão ser adotadas.

O motivo do pouco caso feito pela presidente talvez resida no questionável sucesso do Plano Nacional de Banda Larga. O objetivo do programa era facilitar o acesso à web através de parcerias do governo com as gigantes do setor. Durante um criticado período de testes, o governo foi acusado por sindicatos de usar, dentre as 100 escolhidas, 97 cidades com já boa infraestrutura privada, o que facilitaria o cumprimento das metas do plano. Em setembro de 2013, o governo dizia cobrir o 3.214 municípios, em 25 estados e no Distrito Federal, com o PNBL. No entanto, o acesso ao serviço era dificultado pelas operadoras diante da passividade do Ministério das Comunicações.

Fato é que as relações de Dilma com a tecnologia ou até mesmo com a comunicação não é das mais amistosas. Num passado recente, a presidente, após se descobrir investigada pelo governo americano, buscou criar um serviço concorrente ao Gmail e brigar para que grande empresas de tecnologia mantivessem seus datacenters em território brasileiro, o que não aconteceu. Na mais recente batalha, conseguiu às pressas aprovar o Marco Civil da Internet sob a justificativa de defender as liberdades dos usuários na internet. No entanto, o confuso texto deixa bastante margem a interpretações.

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