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Petrobras perde quase 2 BILHÕES por mês ao não reajustar gasolina

Congelamento de preço é uma medida drástica historicamente tomada por administrações em apuros inflacionários. No Brasil, marcaram história os congelamentos do governo Sarney entre 1985 e 1989. Mas não se trata de uma exclusividade nacional: Estados Unidos, França e até a vizinha Argentina já andaram experimentando deste paliativo.

E o melhor termo para qualificá-lo há de ser justo este: paliativo. Porque não só não resolve o problema, como o mascara, dando ao mercado índices falsamente aceitáveis, e torna ainda mais difícil a busca por uma solução. No caso do Brasil, foi necessário esperar quase uma década para que finalmente nascesse o Plano Real e desse jeito naquela inflação que chegou a bater nos 83% ao mês.

Uma das marcas do governo Dilma pode ser a volta do congelamento de preços; no caso, dos produtos fornecidos pela Petrobras. Numa medida drástica para evitar o estouro inflacionário, interferências do Planalto vêm impedindo que a estatal pratique o valor real de seus produtos no mercado, mas sim o mesmo há pelo menos 2 anos. Como não existe almoço grátis, os custos disso são pagos por alguém. No caso, pela própria refém dos desmandos petistas. É o que denunciou matéria da Veja:

Apesar da pressão de investidores pelo aumento do preço dos combustíveis, a presidente da Petrobras, Graça Foster, continua afirmando que não haverá alta no curto prazo — nem mesmo depois que a empresa assumiu o compromisso de pagar 6 bilhões de reais pelo bônus do leilão do Campo de Libra, arrematado por consórcio único na última segunda-feira. O consumidor celebra, já que a oscilação do preço da gasolina no mercado internacional não pesará em seu bolso. O governo também comemora, pois não sentirá o peso do reajuste na inflação. Contudo, a decisão fez a estatal perder 14,1 bilhões de reais no acumulado do ano até agosto, segundo levantamento do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE). O valor perdido seria suficiente para pagar duas vezes o bônus — e ainda sobrariam recursos.

(grifos nossos)

A sangria chega a quase 2 bilhões de reais por mês em 2013. E vem crescendo mês a mês, a ponto de se aproximar do dobro disso em agosto:

O saldo calculado pelo CBIE decorre da diferença entre os preços praticados pela empresa no mercado interno e os preços internacionais da gasolina e do óleo diesel, sem contar a variação cambial. O dólar se valorizou 6,8% no acumulado do ano. Segundo o CBIE, apenas em agosto a Petrobras perdeu 3,95 bilhões de reais ao absorver a variação. O órgão calcula que média mensal de perdas nos primeiros oito meses do ano é de 1,8 bilhão de reais.

 (grifos nossos)

Por atitudes assim, a Petrobras vem infelizmente tendo cada vez menos confiança do mercado. Os próprios membros do governo não mantêm um mesmo discurso quando o assunto é aumento:

Com problemas de caixa que a levaram a executar um programa de venda de ativos de 4,3 bilhões de dólares, a empresa vem sendo questionada se conseguirá arcar com seus compromissos de investimento e com o pagamento do bônus de Libra. Graça Foster afirmou, em entrevista à imprensa, que a estatal pagará tranquilamente o valor sem precisar recorrer ao aumento da gasolina. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também é presidente do Conselho de Administração da Petrobras, chancelou o discurso da executiva. Contudo, no início de outubro, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, deixou claro que um aumento estava por vir entre o final de 2013 e o início de 2014. 

(grifos nossos)

Nào à toa, especialistas andam pregando por aí que uma vitória da oposição voltaria a animar os investidores um tanto receosos da situação brasileira.

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1 Comentário

1 Comment

  1. Jorge Hardt Filho

    3 de novembro de 2013 at 10:25

    Antes de cobrar preço de derivados do mercado internacional cabia à Petrobras ter capacidade de refino para atender o mercado nacional, o que ela perdeu com a gestão companheira. Pedras fundamentais de novas refinarias foram lançadas com estardalhaço por Lula.
    A realidade mostra que que não só os custos dos empreendimentos superaram a expectativa. Os prazos também foram para um futuro distante.

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