Blog

PIG: Cynara Menezes em tempos de VEJA

Dei a dica no tuíter do conteúdo deste texto. Uma miríade de petistas veio me xingar, tal e coisa, acusando-me de ser pró-isso ou contra-aquilo. Entendo, é do jogo. Mas, caso não queiram ler o texto todo, peço APENAS que leiam aqueles escritos pela jornalista citada no título. Os textos eram “modificados”? Poxa, TODOS ELES? Até os temas? Apenas leiam.

Que coisa…

Hoje na revista Carta Capital, Cynara é voraz contra a revista Veja e a oposição ao governo. Mas em passado muito recente ela própria esteve na revista da Abril. A seguir, uma coletânea de seus bons textos e a pergunta: o que mudou?

É humanamente impossível trazer TODO o material, de modo que selecionamos apenas o suprassumo da jornalista. Os petistas que agora a aplaudem talvez não concordem com TUDO-TUDO-TUDO, mas enfim… Vejam que graça:

Marta FALIU SÃO PAULO

São palavras da reportagem de Cynara Menezes sobre o legado de Marta Suplicy ao deixar a prefeitura. Será que, hoje, ela pediria voto em Haddad? Será?

Ópera em Milão, buracos em São Paulo – Marta Suplicy faz farra na Europa antes de entregar a José Serra uma prefeitura falida – Um jornalista italiano presente à festa de reabertura do Teatro Alla Scala de Milão, o templo da ópera mundial, registrou: “Sembra la matrigna di Cenerentola” (“Parece a madrasta de Cinderela”). O alvo do comentário foi a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que compareceu à cerimônia vergada sob uma impressionante quantidade de jóias, como em geral fazem as damas do Terceiro Mundo quando convidadas a espetáculos de gala no Primeiro. O jornalista italiano excedeu-se na crueldade da observação, mas é fato que existe uma Gata Borralheira na vida de Marta – a cidade de São Paulo, com a qual ela parece estar de mal desde que perdeu a eleição. Eleita para acabar com os desmandos e tapar os buracos da administração Celso Pitta, a petista deve deixar a prefeitura da capital paulista com rombos idênticos ou ainda maiores. Nas ruas e nos cofres. Calcula-se que, em 31 de dezembro, quando Marta deixar o governo, as contas da prefeitura deverão exibir um saldo negativo superior a 1 bilhão de reais, resultado sobretudo da farra das obras pré-eleitorais (…) O gabinete de Marta vem sonegando informações mínimas ao prefeito eleito e sua equipe de transição. Serra só saberá do tamanho exato do estrago quando assumir o cargo, em janeiro. “Não existe transição. Todas as informações são filtradas antes de chegar a nós. Ela está fazendo uma ‘operação gaveta’: quando a gente abrir, vai ser uma surpresa daquelas”, afirma um integrante da equipe de Serra. A Secretaria de Finanças do município diz que fechará o ano com superávit. Para alcançar esse feito, só há duas formas: receber, sob um pretexto qualquer, ajuda financeira do governo federal ou cancelar de uma vez, formalmente, o pagamento de obras já executadas, obrigando os fornecedores a recorrer à Justiça para receber o que lhes é devido. Exatamente como Pitta fez. Ele também deixou a prefeitura com superávit. Mas só no papel.”

(grifos nossos)

Tinha até um quadro explicativo do buraco deixado, segundo a boa reportagem de Cynara:

Ela ainda escreveu outro texto tratando do tema, mas abordando a aliança com Paulo Maluf. Vale a leitura.

Elogio a Alckmin

Talvez as opiniões atuais de Cynara Menezes não sejam favoráveis a alguns dos políticos enaltecidos em reportagem recente, mas aí vai o material:

Pouco sal, muitos votos – Ganha força uma safra de políticos com imagem de honestidade, jeito de síndico e nenhum carisma. Bom para o país – Os resultados das últimas eleições municipais revelam uma nova safra de políticos que começa a emergir com força no Brasil: a dos “picolés de chuchu”, apelido cunhado pelo colunista José Simão, do jornal Folha de S.Paulo, para se referir ao expoente dessa tribo, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB. Os “picolés de chuchu” têm, entre outras, as seguintes características: cultivam um perfil discreto, são politicamente moderados e transmitem a imagem de bom administrador com biografia intocável. Dos dez prefeitos eleitos nas principais capitais do país na última campanha eleitoral, quatro encaixam-se nesse perfil (José Fogaça, em Porto Alegre; Serafim Corrêa, em Manaus; Fernando Pimentel, em Belo Horizonte; João Coser, em Vitória), contra apenas um (Célio de Castro, em Belo Horizonte) da campanha anterior. A discrição dessa nova safra de políticos é um contraponto ao personalismo dos líderes de velhas correntes, que sempre se sobrepôs a partidos e projetos políticos. Personalismo que também está na base dos populismos de esquerda e de direita, e que pode ter entrado em fase de extinção no Brasil (…)A ascensão de políticos que se projetam por suas realizações e apelo ético, e não pelo aspecto performático, é positiva para o Brasil. Sinaliza um eleitor mais amadurecido, que privilegia a racionalidade em detrimento do espetáculo (…) Nas praias cariocas, anda em falta – e já faz tempo – um bom e insosso picolé de chuchu.” (grifos nossos)

Elogio a Aécio (rolou até carta agradecendo)

Nossa estimada Cynara Menezes também escreveu sobre Aécio Neves e, com seu jeito objetivo, não poupou elogios à administração tucana. Um leitor até escreveu para agradecer. É sério, tá tudo aí, texto e carta em seguida:

Uma empresa chamada Minas – Em apenas dois anos, o estado sai do vermelho graças a um processo de saneamento baseado em métodos da iniciativa privada – Minas Gerais receberá uma ótima notícia nesta semana: depois de uma década de desequilíbrio fiscal, o estado finalmente saiu do vermelho. O feito, resultado da opção do governador Aécio Neves (PSDB) por uma política administrativa austera e uma gestão baseada nos métodos da iniciativa privada, reforça uma constatação e consolida uma tendência. A constatação é que a solução para o caos fiscal nos estados passa, obrigatoriamente, pelo rigor administrativo. A tendência é que, daqui para a frente, políticos em cargos executivos terão de ser, antes de tudo, administradores eficientes. (…) No ano passado, nove estados brasileiros, além do Distrito Federal, conseguiram fechar o ano com superávit nominal, ou seja: com o orçamento no azul e os pagamentos em dia, incluindo o serviço da dívida. São eles: São Paulo, Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Pará, Rondônia, Tocantins e Rio de Janeiro (que, neste ano, deve voltar a ser deficitário). O fato de Minas conseguir juntar-se a esse time é ainda mais notável pela velocidade com que Aécio Neves conseguiu tirar o estado do buraco profundo em que ele se encontrava (…) “Só com o fechamento de alguns ralos, conseguimos nos enquadrar nos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz o secretário de Planejamento e Gestão de Minas, Antonio Augusto Anastasia. A Lei de Responsabilidade Fiscal é um dos instrumentos que mais têm impulsionado a recente preocupação dos políticos com a gestão pública profissionalizada (…) O choque de gestão empreendido por Aécio Neves em Minas tem clara inspiração na experiência realizada por Mário Covas em São Paulo” (grifos nossos)

As cartas elogiando reportagem pró-Aécio:

“Cumprimento esta renomada revista e seus jornalistas José Edward e Cynara Menezes pela reportagem “Uma empresa chamada Minas” (24 de novembro). A matéria retrata com informações precisas e dados consistentes o que nós, mineiros, vivenciamos atualmente. À frente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte, reconheço que o governador de Minas, com projetos consistentes, tem apresentado à sociedade um novo modelo de administração. As ações desenvolvidas por seu governo demonstram competência e geram credibilidade para Minas Gerais, com resultados já visíveis. Bem assessorado por sua equipe de secretários, o governador mostra que é possível fazer um bom governo por meio de uma gestão moderna e atuante – Roberto Alfeu – Belo Horizonte, MG

“É motivo de orgulho e alegria saber o que está acontecendo em Minas Gerais, sob a batuta competente do governador Aécio Neves. Austeridade fiscal, saneamento da máquina administrativa, estabilidade macroeconômica e equilíbrio orçamentário são medidas que, quando implementadas com rigor, resultam num estado próspero e estável. Bravo, Minas, o Brasil te aplaude de pé, esperando que outros estados sigam teu exemplo de boa governança! – Adriana Cunha Costa – Washington, DC, EUA”

Zeca Dirceu, o filho

A revista VEJA publicou longa reportagem intitulada “O Fantasma do Autoritarismo”, com críticas pesadas – e merecidas – ao PT. Coube a Cynara Menezes falar de Zeca Dirceu, o filho do Zé. Curiosidade é falar da imprensa favorável ao PT…

Um caso para o CFJ – Em Cruzeiro do Oeste, um editorial do jornal da cidade teve como título o slogan de campanha do filho de José Dirceu. Nem o CFJ aguentaria – Candidato a prefeito pelo PT em Cruzeiro do Oeste, no Paraná, José Carlos Becker de Oliveira, 26 anos, filho do ministro José Dirceu, construiu em sua cidade o que parece ser a república dos sonhos de integrantes do governo federal: aquela em que a imprensa só publica notícias que lhes são favoráveis (…) E, para o caso de alguém ainda ter dúvidas sobre o entusiasmo com que a Tribuna encara a candidatura do petista, seu proprietário, Fernando Amaral, faz questão de deixar bem claro: “Meu jornal é a favor do Zeca. Credencial de filho de ministro vale muito mais do que a de deputado federal“, diz (…) Não por coincidência, a Rádio Difusora de Cruzeiro do Oeste tem como sócio Valter Rocha, candidato a vice-prefeito na chapa de Zeca, e seus estúdios funcionam como uma espécie de subsede do comitê de campanha: o programa de rádio do candidato a ser levado ao ar no horário gratuito, por exemplo, será gravado lá. Desse jeito, nem a Fenaj agüenta. Cynara Menezes, de Cruzeiro do Oeste” (grifos nossos)

Esquerdistas ultrapassados

Muito interessante a análise de Mario Sabino com reportagem de Cynara, publicada também na VEJA, sobre os esquerdistas ultrapassados. Confiram:

Capitalistas de esquerda – Como não dá para mudar tudo isso que está aí, resta aos esquerdistas brasileiros seguir o mesmo caminho dos europeus: revolucionar-se a si próprios (…) Che Guevara, como capitalista: às vezes é preciso endurecer, mas com ternura. No caso, endurecer o receituário liberal (…) O marxismo não só é anacrônico, como desonesto. Dos três volumes que compõem a obra magna de Karl Marx, O Capital, o filósofo só escreveu o primeiro. Os outros dois foram organizados e completados por Friedrich Engels, com base nas anotações deixadas pelo camarada a quem sustentava financeiramente. Como Marx jamais foi visitar uma fábrica (preferia o conforto da Biblioteca do Museu Britânico, em Londres), a sua única fonte sobre o proletariado de carne e osso foi o livro Condição do Operariado na Inglaterra, de Engels (…) Durante o governo do presidente François Mitterrand, o socialista que deu um choque de capitalismo na França, um jornalista perguntou ao então ministro das Finanças, Jacques Delors, qual era a diferença entre esquerda e direita. “A diferença em relação à direita é que nós da esquerda fazemos o mesmo com dor no coração“, disse Delors. Se o ministro Antonio Palocci quiser usar a frase, sinta-se à vontade.” (grifos nossos)

Marta: vida pessoal

Além de falar do rombo deixado na Prefeitura de São Paulo e da aliança com Paulo Maluf, a aplaudida Cynara Menezes tratou duas vezes da vida pessoal de Marta Suplicy. Acompanhem a primeira reportagem:

Marta e seus dois maridos – Enquanto o bom de voto Eduardo Suplicy esnoba a campanha da ex-mulher, Luis Favre, o atual da prefeita, é apontado por caciques do PT como fator de rejeição à candidata – Entre os muitos problemas que uma candidata é obrigada a enfrentar na largada de uma campanha eleitoral, a prefeita Marta Suplicy vem deparando com dois com os quais não contava: seu marido e seu ex. O atual, Luis Favre, por ela nomeado coordenador da campanha para a reeleição à prefeitura de São Paulo, em menos de um mês tornou-se o pivô de uma rede de intrigas que já resultou na formação de uma ala que defende seu afastamento. Já o senador Eduardo Suplicy seria, para Marta, antes uma solução que um problema. Tradicional campeão de votos, o petista é um cabo eleitoral e tanto. A questão é que se recusa a entrar de corpo e alma na campanha da ex-mulher, como gostariam a prefeita e seu marqueteiro, Duda Mendonça (…) Tanto o filme que Duda prepara quanto as solicitações para que o senador enfeite o palanque da ex-mulher têm o mesmo objetivo: diminuir os altos índices de rejeição à petista, tida como “arrogante” por parte do eleitorado (…) Para piorar o quadro, o jornal Folha de S.Paulo publicou na semana passada uma reportagem que fala sobre uma suposta ligação de Favre com o megainvestidor Naji Nahas, ao lado de quem ele teria tentado obter, na prefeitura paulistana, um contrato de coleta de lixo para a empresa Vega Engenharia Ambiental. Favre declarou que não conhece o investidor e que pretende processar o jornal (…) Na vida privada, Marta e Favre continuam em lua-de-mel. Nos fins de semana, costumam freqüentar a Vila Toscana, propriedade do empresário Ivo Rosset, em Campos do Jordão. Rosset, cuja mulher, a psicanalista Eleonora Mendes Caldeira, é amiga de infância de Marta, é dono de uma das maiores adegas de São Paulo. Para homenagear os convidados, ele, não raro, abre preciosidades como o borgonha Montrachet, produzido pela Romanée-Conti e considerado um “stradivarius” dos vinhos brancos – uma garrafa não sai por menos de 1.700 dólares (…) Terá, portanto, de sorrir muito para conquistar a simpatia dos eleitores. E se esforçar para que seu ex, muito querido em São Paulo, suba para valer em seu palanque. Se a nova namorada deixar, claro.” (grifos nossos)

E também a FORMIDÁVEL entrevista de Monica Dallari, então a nova namorada de Eduardo Suplicy, na qual Marta é mencionada. Taí:

Eduardo destravou – A namorada de Eduardo Suplicy diz que o senador mudou para melhor após a separação – mas que o mesmo não aconteceu com Marta (…) Soa natural, portanto, que se arrisque a analisar – e criticar – os rumos da campanha (para ela “equivocada”) da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, ex-mulher de seu atual namorado, o senador Eduardo Suplicy. Divorciada, 40 anos e mãe de três filhos, Mônica – uma morena bonita, esbelta, gentil e educada – conheceu o senador quando era ainda estudante. Hoje, um ano e meio após o início do namoro, deixa claro que tem por Suplicy, além de paixão, profunda admiração. Acha lindo, por exemplo, e dá “o maior apoio”, quando ele se põe a cantar sua música preferida, Blowin’ in the Wind – um costume que irritava a prefeita (…)

Veja – A senhora acha que Marta vai ganhar?
Mônica – Está bem difícil, mas não é impossível. O problema é que a campanha do PT no segundo turno está equivocada, privilegiando ataques, e não propostas.

Veja – Se ela perder, terá sido por causa dessa campanha equivocada?
Mônica – Se perder, acho que terá sido pela campanha equivocada e também por algumas posturas adotadas por ela durante o governo, que criaram essa imagem de arrogância.

Veja – Que posturas são essas?
Mônica – O relacionamento com a imprensa, por exemplo. Episódios como a discussão que ela teve com aquela dentista na época da enchente cristalizaram uma imagem de que ela não estava aberta a críticas. Foi péssimo. Acho que houve também uma mudança muito radical da figura dela em relação ao que era antes de 2000.

Veja – Que mudanças?
Mônica – O comportamento, os lugares que passou a freqüentar, as roupas que passou a vestir. Uma mudança que não foi bem digerida.

Veja – Acha que ela passou a se vestir com mais ostentação?
Mônica – Muito mais. Passou a ter outras amizades, transformou o Antiquarius – um dos cinco restaurantes mais caros da cidade – em seu ponto de encontro. Tudo isso conta.

Veja – Há influência do atual marido, Luis Favre, nisso?
Mônica – Acho que sim. Parece que ele quer transformá-la em uma Evita.

Veja – A senhora acha que Favre contribui para o alto índice de rejeição de Marta entre os eleitores?
Mônica – Acho que ele fica numa posição em que, inevitavelmente, acaba sendo muito comparado ao Eduardo – uma pessoa muito querida, que tem história, uma confiança das pessoas muito grande. É uma comparação em que o Favre perde, não tem a menor dúvida. Eu diria que ele perde em todos os quesitos.

Veja – Até nos físicos?
Mônica – Para mim, especialmente nos físicos. Em simpatia, ele também perde.

Veja – O que a senhora acha de a prefeita ter feito plástica, usar Botox?
Mônica – Às vezes até assusta, e as pessoas comentam muito: “Nossa, ela fez de novo”. Ela sempre foi bonita, acho que não teria necessidade de fazer tantas coisas. Mas, se é feliz com isso, é o que vale.

Veja – E ciúme da ex-mulher?
Mônica – Não. Também passei por um casamento que foi muito bom, a gente fica mais madura. Eu tenho noção da importância da Marta na vida do Eduardo, mas também estou certa de que isso passou. Tenho absoluta segurança do quanto ele gosta de mim e de que hoje a questão amorosa com ela está resolvida. Às vezes me irrito com ela, e com o PT também, nos momentos em que ele é tratado com desrespeito. Como naquele caso em que ela o mandou calar a boca num evento público. Fiquei profundamente irritada. Acho que ele não tinha se dado conta de que ia sair nos jornais e relevou. E talvez ela esteja tão acostumada a tratá-lo dessa maneira que também não se deu conta. Mas é algo que não aconteceu mais e que não vai acontecer mais. Ele tem de ser respeitado como pessoa, como senador. E é incapaz de fazer coisas como essa. Sempre foi de uma extrema gentileza para com Marta e deu muitas demonstrações de civilidade – inclusive quando enviou uma carta ao Lula para dizer que ele se sentisse à vontade para aceitar o convite dela de ser seu padrinho de casamento. Não tem nada que me irrite mais do que quando eu vejo que o Eduardo está sendo desrespeitado” (grifos nossos)

De brinde, para as feministas, tem essa também muito boa. Talvez não concordem, mas não é comigo que devem reclamar.

Outros destaques: reportagem sobre Kakay; outra sobre a corrupção (cita o caso Santo André); Brasileiro “sabe votar” (época das eleições de 2004); há muita coisa bacana, seria impossível transcrever tudo, mesmo apenas trechos.

E há o honroso elogio do chefe, com foto e tudo. Inesquecível e memorável a passagem de Cynara pela VEJA.

Enfim

Não sei bem como funciona isso de PIG. Paulo Henrique Amorim teve seus momentos, o mesmo se pode dizer de Nassif. Agora, uma boa coletânea da combativa Cynara Menezes de quando trabalhava na Veja.

Peço apenas que moderem as críticas nos comentários, porque ofensas serão excluídas, ok? Usem argumentos, não insultos. Até porque amanhã vocês podem mudar de idéia por fatores os mais diversos.

Nunca inseriu um código de desconto no Cabify? Experimente usar o código "IMPLICANTE" e ganhe 50% OFF (com desconto máximo de R$ 20) em 3 corridas.

15 Comentários

15 Comments

  1. giovani luis ferreira

    24 de maio de 2012 at 11:52

    Maravilhoso…
    Li o texto no Citador , (engraxaço e o CUlambismo)

    Ta aí a melhor denominação para os jornalistas “progressistas”

    CULAMBISTAS… (aquele que pratica o culambismo) ,

    (modalidade que alguns idiotas praticam para subir na vida )

  2. Fernando Polo

    23 de maio de 2012 at 16:39

    É impressão minha ou o veículo de informação se torna descartável, sendo alvo de críticas a partir do momento que você não faz mais parte dele (leia-se é exotado)?
    A lógica acima é assinada por PHA, Nassifra, Cynara Menezes, e por aí vaí….

  3. Lucy short of diamonds

    22 de maio de 2012 at 02:59

    Gente, só quero dar um toque a vocês, tá? Seguinte: jornalismo é um ofício, o que muita gente esquece, e começa a pensar que jornalismo é ativismo, engajamento, ideologia — o que também pode ser, mas, antes, é ofício. Jornalista, por conseguinte, é um profissional como qualquer outro ANTES de as pessoas, que não são jornalistas, manifestarem o desejo de que sejamos A, B ou C — e, aí, a imaginação de vocês (público) corre solta. “Fulano é isso, Beltrano é aquilo”, etc etc.

    A gente precisa ganhar a vida exatamente como vocês. A gente tem família, contas pra pagar, precisamos de um salário todo mês como qualquer pessoa que trabalha e vive do que ganha — claro, estou falando de nós, do ofício, que vivemos do ofício de escrever reportagens, e não gente que faz empréstimo no BNDES, presta consultorias superfaturadas ou quetais, nada disso. Olha, o compromisso da gente, que é do ofício, é com o leitor. É um compromisso com a verdade dos fatos, de passá-la ao leitor da melhor maneira que se conseguiu apurar, dentro de um deadline — o que nem sempre é possível, mas é esta a “reza”. A preocupação é esta, e, depois, escrever com clareza, concisão e correção.

    Pois bem, como já disse, temos um prazo a cumprir, fontes que não podem falar, fontes que podem, e por aí vai. Temos superiores. E, assim como qualquer outro profissional, nós também cumprimos ordens dos nossos superiores. Se não fosse assim, não haveria editores, só os velhos caras que faziam copydesk pra corrigir erros, imprecisões, falta de clareza, e pronto. Então, voltando aos superiores, é claro que dialogamos com eles. Mas suponha que o superior diga: “não escreva sobre isso” ou “não fale mal de Seu Fulano”. O que faz o jornalista? Argumenta? Esperneia? Diz: “Você não manda em mim, meu compromisso é com o leitor”? Ou, melhor ainda, recusa-se e diz: “Eu me demito, não trabalho mais aqui”?

    E quem dá emprego pra esse cara depois? Vocês? Os veículos concorrentes, onde, fatalmente, o jornalista, cedo ou tarde, passaria pela mesma situação? E, aí, ele faz o quê? Vai trabalhar em outra coisa pra ganhar a vida, como qualquer um de vocês, e aí mantém um blog on the side, nas horas vagas, só porque é bacaninha e legal, divertido? Só pra não enferrujar o ofício de escrever, pra justificar o velho diploma da faculdade?

    Vocês, antes de aceitar um emprego, se preocupam em saber qual a posição política e ideológica do dono da empresa ou do chefe? Vocês, quando chamados pra uma vaga, depois de passar por todo o processo seletivo, recusar-se-iam a ir se soubessem que o chefe é PT e vocês, PSDB ou vice-versa? Vocês cumprem ordens dos seus superiores? Argumentam com seus chefes e discordam? E depois? Se tiverem que cumprir uma ordem mesmo sem gostar ou concordar, vocês cumprem, porque são profissionais responsáveis, adultos, com contas a pagar, ou simplesmente se rebelam, se demitem, como se estivéssemos em um mundo de fantasia, como se fossem adolescentes nos seus anos dourados? E depois? Chegam em casa e dizem o quê pra sua mulher e pros seus filhos? “Ah, eu me demiti! Aqueles pulhas”?

    Não conheço essa Cynara (com “y”) ou o trabalho dela, exceto de ouvir falar en passant, mas pelo que li aqui, ela parece ser da minha geração, parece (na foto) ter mais ou menos a mesma idade do Rizek, com quem estudei, mas também não tenho nenhuma relação com ele, nem profissional, nem pessoal de ex-colega de classe.

    Enfim, acho que muita gente tem romanceado demais esta profissão, tentado dizer demais “o que é, o que deve ser, como fazer, como não fazer, o que pode, o que não pode”. Direito pleno de vocês, qualquer um e todos, aliás, mas este “romanceamento escalafobético” de quem, provavelmente, nunca sentou em uma redação, é que chega a fazer ranger os ossos de quem sente o calor do ofício todo santo dia, ganhando muito mal (esmagadora maioria) e tendo que respirar fundo dezenas de vezes ao longo de dez, doze horas ou mais, e, geralmente, de domingo a domingo.

    Enquanto isso, vocês trabalham seu “9 to 5”, conferem a lição de casa dos filhos e se divertem com seus blogs sem nunca ter estado na pele de quem faz.

    Muita gente que é jornalista escolheu o ofício pelo talento com as palavras, o gosto pelo texto escrito (da reportagem, e não o simples “storytelling” ou qualquer peça de ficção) e o desejo de poder usar esse talento pra melhorar alguma coisa na vida de alguém que leu, pra contribuir de algum modo, positivamente, com este que leu, e (muito importante) ganhar a vida com isso. No ofício, é simples assim. Não tem “romanceamento escalafobético”. Não tem teoria da conspiração. Não tem grandes golpes, grandes jogadas de mestre ou grandes fortunas ilícitas. Estas coisas podem estar nos patamares de cima, e, neste sentido, a empresa jornalística é como qualquer outra, pública ou privada, exatamente como a empresa onde vocês trabalham.

    Que tal investigar amanhã a vida do seu chefe pra encontrar um motivo bem escabroso pra se rebelar contra ele, denunciar suas injustiças, seus malfeitos, suas trapaças sujas em nome do negócio, e declarar a pureza dos seus valores e o seu compromisso com aquilo que vocês acreditam? Que tal convocar todos os seus colegas de trabalho a fazer o mesmo e denunciar tudinho na internê?

    O que é dinheiro, um salariozinho ou ganhar a vida, não é mesmo? Ah, não é nada. O que vale é fincar firme o pé no chão e dizer, no fim do dia: “Ah, eu mifu, mas estão aqui as minhas crenças, meus valores, intactos e reluzentes, olha bem procê ver, que belezura de brilho”!

    O pior é que tem (sim) jornalista que alimenta o “romanceamento escalafobético” e vocês caem como patos — esta postagem é um exemplo prime. E estes jornalistas — que, às vezes, não passam de ventríloquos amestrados, que jamais saíram pra rua com um gravador na mão — estão em todos os matizes da escala político-ideológica, que vocês também fizeram o favor de simplificar neste reducionismo absurdo de esquerda versus direita.

    Não sei o que é pior: eles alimentarem vocês, pra fazer o fois gras ao redor do qual eles se acabam de rir no fim do dia, ou vocês regurgitarem de volta em forma de “romanceamento escalafobético” 2.0.

    Ah, mas o que é que eu tô escrevendo ou fazendo aqui? Me desculpem a interrupção. Sabe, um formulário assim, em branco, é tão tentador… But carry on with your fun & leisure times out here… De minha parte, já são quase 2h, e eu tenho uma pauta pra fazer. A próxima edição tem que sair. É o pãozinho quente, é o ofício.

  4. renato

    21 de maio de 2012 at 19:37

    “Livre como um táxi, é só pagar e indicar a direção” – Millôr

  5. Bruno Guerra

    19 de maio de 2012 at 11:16

    Caro Flavio,

    Por sorte ou destino, eu que não via este artigo faz anos …. encontrei na net !

    https://www.citador.pt/textos/o-engraxanco-e-o-culambismo-portugues-miguel-esteves-cardoso

    Boa leitura, abr, BR

    • flaviomorgen

      20 de maio de 2012 at 21:17

      Bem mais direto do que pensei. De fato, uma exposição clara da hierarquia social hoje vigente em nível microscópico. Foucault ficaria com inveja (ou seria acesso de culambismo?) de tal exposição de uma estrutura de poder!

  6. Airton

    18 de maio de 2012 at 18:16

    O fato da Veja dar a ela que fizesse matérias sobre a Marta , a obrigaria fazê-la de forma tão critica ?
    Na Carta Capital ela fez mea-culpa a respeito das matérias ?

  7. João 77BM

    18 de maio de 2012 at 17:39

    Se escreveu tudo isso contra a vontade, como alega, só se desqualifica mais ainda, pois mostra que não tem nenhuma personalidade e que Topa Tudo por Dinheiro.

    E, se não foi por dinheiro, na boa… psicóitica é a (não-)jornalista, como ressalta Claudio Mattos.

  8. flaviomorgen

    18 de maio de 2012 at 17:17

    Bruno, muito interessante a explicação! Vou tentar encontrar o livro, fiquei curioso. :)

    Abraço

  9. Claudio Mattos

    18 de maio de 2012 at 14:41

    Veteranos da época em que a loquaz Cynara militou na Veja dizem que ela, em momentos na hora do café e quando circulava entre as baias, vestia a camisa anti Lula e anti PT, sempre destilando comentários ácidos e contundentes. Então, o que mudou? Sobrevivência? Lavagem cerebral? Dançar conforme a música? Ela diz que os textos “foram modificados”. Deve ser, agora os textos dela na CC são tão pobrinhos. Aguardemos mais manifestações da jornalista.

  10. Maxwell

    18 de maio de 2012 at 09:45

    Olha só como ela tentou se defender no twitter:

    “daí fui chamada pra veja com promessa de fazer muitas entrevistas. “você vai entrevistar o maradona!” fui pra veja por causa do maradona ; P

    mas chegando lá tudo que me davam eram pautas contra a marta suplicy… nunca entrevistei maradona ; P”

    Tirem suas prórprias conclusões.

    Ela ainda fala sobre esse site:

    “gente, o cara é psicótico e escreveu um post sobre minhas matérias na veja… que posso fazer se sou um sucesso? ; P https://www.implicante.org/pig/pig-cynara-menezes-em-tempos-de-veja/

    Sucesso?Se ela é um sucesso então qual é o motivo de está trabalhando na Cartilha Capital?

    No twitter ela se define como “socialista morena” (seja lá o que isso for).

    É algo até contraditório.A pessoa se declara socialista mas usa uma ferramenta que só foi desenvolvida graças ao sistema capitalista e a iniciativa privada (duas coisas que o socialismo condena).

    Ela deveria procurar uma rede social criada por algum país socialista.Até mesmo porque nós sabemos que o sistema socialista é a favor da liberdade de expressão (vide Cuba e Coréia do Norte).Quem fala o contrário é gente ligado ao pig.

  11. Alexandre Gonçalves

    18 de maio de 2012 at 00:16

    Essa aí não é uma tal do socialismo caboclo, moreno, mameluco ou algo assim?
    Entendi!

    • flaviomorgen

      18 de maio de 2012 at 00:31

      Curiosamente, até os defensores dela precisam falar algo que ela desmente antes ou depois. E ainda querem jurar que entenderam melhor a “mensagem” dela do que nós…

  12. tia Dora

    18 de maio de 2012 at 01:13

    A CYNARA está do lado errado da força,afinal ela escrevia tão bem quando COMBATIA os PETRALHAS !

  13. Thiago

    17 de maio de 2012 at 23:33

    Cara, preciso dizer, não gosto desse site mas isso foi uma BICA NO ESTOMAGO. É verdade mesmo? Como a moça virou feminista esquerda radical em tão pouco tempo????????

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Recentes

To Top