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Por que a esquerda gosta tanto de assassinos?

O coletivismo da esquerda ignora vidas humanas como a de Victor Hugo Deppman. Mas pessoas como Sakamoto se consideram defensoras dos direitos humanos.

Victor Hugo Deppman

Seja a vida o que for, deve-se lutar para mantê-la, já que a Natureza ainda é a grande Deusa que dita regras sem um SAC – ou sem um que funcione. Se a política é a arte de conviver, a única questão política que importa é evitar que agressões ocorram, sobretudo a Grande Agressão chamada assassinato, que põe fim a uma vida que ainda tinha toda a potencialidade de muitos anos antes de atender ao Grande Chamado da Natureza (não se refere aqui a ir ao banheiro).

Todas as outras preocupações políticas são absolutamente nulas perto da capacidade de fazer com que as pessoas continuem vivas. Transporte, previdência, infra-estrutura – até impostos. Tudo evanesce diante da segurança. Diante da possibilidade de não se voltar para casa, até mesmo ter uma casa se torna uma preocupação praticamente inútil.

Ao contrário do que se macaqueia por aí, não é com educação que se muda um povo. Antes de tudo, é preciso manter o povo vivo. E é a segurança que permite educação futura – o contrário é mera conjectura.

Um Estado, um ente de dominação, coerção e monopólio da violência que reine sobre um dado território, deve garantir segurança, ou não tem razão alguma de existir – afinal, a anarquia tem apenas a violência sem conseqüências para o agressor violento como diferença em relação à sociedade sob jugo de um Estado.

Como é possível ver tantas pessoas preocupadas com pastores, casamento gay, nivelamento salarial obrigatório entre gêneros, flexões gramaticais, proibições de substâncias, arranjos trabalhistas contraditórios ou atrelamento de investimento do sistema de ensino ao PIB, se podemos não estar vivos daqui a 12 horas para vermos nosso próprio Paraíso na Terra?

Por que se preocupam tanto com essas ninharias, e não há um muxoxo quando pessoas são assassinadas organizado por atores globais cujas opiniões políticas não merecem mais respeito do que as opiniões de Robert Nozick sobre a escalação da Portuguesa, nem por músicos que só merecem tal título por comparação? Por que no máximo pedem “paz” de branco e atacam armas, ao invés de atacar os motivos da violência, como a impunidade – o mesmo que a barbárie anárquica, mas dentro de um Estado que toma 40% de nosso dinheiro sob alguma justificativa inútil, se não nos mantém vivos?

É, no mínimo, demonstração de psicopatia ver tanta preocupação de certas ideologias políticas com mil obrigações que querem passar aos outros via coerção estatal (sobretudo a mais sensível de todas: proibir que outras pessoas não gostem desses alumiados seres humanos), mas nenhum deles se vista de preto com uma caveira no peito pedindo punição rigorosa quando alguém morre sem reagir depois de ter um celular de R$ 100 roubado.

E quando você demonstra preocupação com segurança e quer acabar com a atuação do Estado fora de sua única esfera universalmente aceitável, te associam imediatamente com o totalitarismo fascista.

Logo ELES.

Assassinos e “Direitos Humanos”: Loucura e Método

“A loucura é rara nos indivíduos – mas é a regra nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas.”
— Friedrich Nietzsche

Victor Hugo Deppman, universitário, foi assaltado essa semana ao chegar em casa no Belém, bairro de periferia em São Paulo. Mesmo entregando o celular de R$ 100 sem reagir, foi assassinado com um tiro na cabeça por um “menor” de 17 anos, poucas horas antes de completar 18.

Uma pessoa normal, livre de doenças mentais, incapacidade de compreensão da realidade ou da doença perigosíssima chamada ideologia, se chocaria abissalmente com a tragédia.

velorio_victor_hugoTodavia, a compreensão do sentimento alheio – algo como a capacidade de se colocar no lugar do outro como pressentia Martin Buber, ou ao menos de compreender o sentimento de outro ser humano com identidade em relação ao seu próprio sentimento, tornando-os ambos semelhantes (o que se reconhece como “humanidade”) – é completamente apagada de pessoas com uma ideologia – um grupo, um partido, um “povo” ou uma “época” a defender (como fazem os “progressistas” hoje, medindo os preconceitos e os caprichos e macaqueações do presente como única medida axiológica possível para se buscar valor no passado ou no futuro).

Por mais que essas pessoas continuem saudáveis, quando se trata de discutir idéias, agem com o mesmo raciocínio dos maiores psicopatas da história. Não é de surpreender, portanto, que ideologias que declarem defender grupos, partidos, povos e épocas sejam, inevitavelmente, sem um único exemplo contrário, uma fábrica de genocidas, dos piores que a humanidade já conheceu (até pessoas normais, no comando de um “Partido do Povo”, seja o Partido Bolchevique ou do “Povo Trabalhador Alemão”, inevitavelmente se tornam dementes que tratam outros seres humanos, na melhor das hipóteses, como gado).

De forma que não foi surpreendente, após um assassinato que chocou o país inteiro, não encontrar um único comentário de lamento à morte de um ser humano nos blogs e comentários de formadores de opinião tão preocupados com o futuro dos pobres como se auto-proclama a esquerda (o Belém não é um bairro rico, por sinal a Fundação CASA, ex-Febem, fica exatamente ali), com benesses aos universitários, com prazeres juvenis (como sexualidade e liberação das drogas).

Por trás de um discurso de amor ao próximo, apaga-se justamente a humanidade que só é reconhecível de um indivíduo a outro indivíduo, e se perde qualquer apreço à vida humana individual dissolvida num coletivismo que só enxerga massas de manobra eleitoral que precisam ser protegidas sob a tutela do Estado (agora esvaziado justamente da única função que qualquer filósofo competente que conhece a anatomia do Estado pode encontrar tal entidade).

Não é de se estranhar, portanto, ver que Leonardo Sakamoto, um de nossos ídolos, um verdadeiro manual de como não pensar, só tenha escrito suas linhas eivadas de humanismo não graças a um assassinato, mas sim quando os sentimentos humanos de compaixão (sentido etimológico: sofrer com), sentimentos de dignidade e preocupação com a vida humana de uma parcela da população reagiram da maneira mais branda que poderia reagir: pedindo, pela trocentésima vez, a redução da “maioridade penal” que vigora no Brasil, que impede que se puna os maiores crimes (mesmo estupro ou latrocínio) se o criminoso for menor de 18 anos.

Sakamoto afirmou: “Completar 18 anos não é uma coisa mágica, não significa que as pessoas já estão formadas e prontas para tudo ao apagarem as 18 velinhas.” É mesmo? Então quando se deve começar a considerar uma pessoa responsável por seus atos? Aos 21? Aos 30, como quer Manoela D’Ávila? Nunca? Ou talvez Sakamoto acredite que se deva punir alguém só quando essa pessoa é “classe média”, no estranho linguajar certificado pelo IBGE que dominou nossa esquerda? A propósito, o assassino  de Victor Hugo cometeu o crime horas antes de completar 18 anos, mas ainda é considerado “menor”, ganhando todas as benesses por isso. Por que não então abolir a idade como padrão para a “maioridade penal”, e sim a consciência, que eu já tinha antes dos 10 anos?

O coletivismo, a ideologia que pretende dissolver (mesmo violentamente) indivíduos na massa “coletiva”, não disfarça seus contornos quando Sakamoto justifica que a imputabilidade – e a proteção estatal – devem existir “por necessidade individual e incapacidade coletiva de garantir que essa preparação ocorra de forma protegida”. Ora, a “necessidade individual” é válida para pedir coisas do Estado, então? Onde está meu mensalão? E por que assassinos, estupradores, líderes de quadrilhas e demais psicopatas devem ser “preparados” para a vida adulta de maneira “protegida”, se já agem como adultos para acabar com vidas alheias?! Ou estupro e latrocínio são coisas de criança?!

É Sakamoto quem conclui de com lapsus linguae: “Enfim, se tornam adultos sem ter base para isso.” Quod erat demonstrandum, sr. Sakamoto.

É o risco que se corre ao se ler algo de Sakamoto e de toda a esquerda: utilizam uma linguagem cuidadosa, preparada com fins específicos, para vender a totalização da sociedade sob o Estado, com uma gramática e uma terminologia tão próprias, com valores já auto-determinados, que qualquer crítica parece (paradoxalmente) radicalismo. É mesmo difícil para alguém contaminado pela esquerda escapar da gaiola conceitual e descobrir como tratar da realidade, e não de um fantasma dela travestido de conceitos dóceis.

A inversão de prioridades e o desprezo pela vida humana são atirados cruelmente à tela no texto sakamotiano: “Na prática, o Estado e a sociedade falham retumbantemente em garantir que o Estatuto da Criança e do Adolescente ou mesmo a Constituicão Federal sejam cumpridos.” Ora, a preocupação de Sakamoto deveria ser com uma vida humana que nunca mais será vista, com um corpo que teve de ser enterrado pelos pais, com um sorriso que não estará mais entre os amigos, ou com as “falhas do ECA”, que não garantem “preparação de forma protegida” para que pobres guris de 17 anos roubem e matem por um celular sem terem punição além de 1 único ano numa colônia corretora? Ademais, se o Estado é assim tão ineficiente, por que lhe atribuir mais funções do que o filosoficamente justificável?!

prisões_paraíso_esquerdistaAqui cabe um parêntese. Quando Yoani Sánchez veio ao Brasil, um grupo de defensores da liberdade bradava contra os apoiadores de ditadura, que queriam impedir a blogueira cubana de falar, com um coro: “Protestar, mas que bacana! Eu quero ver fazer isso em Havana!”. Foram respondidos pelos apoiadores da ditadura que matou 100 mil pessoas (a ditadura militar brasileira não matou muito mais do que 400 militantes) com: “Ô playboyzada (sic), mas que bacana! Ninguém passa fome em Havana!” – Nenhuma réplica ao fato de que na capital cubana é impossível protestar contra o governo que te impede de circular livremente e ter opiniões próprias (o coletivismo engolindo o individualismo). Ora, se dar um pouco (um pouco) de comida à população é justificativa para poder reprimi-la, impedir seu livre trânsito e ser aplaudido internacionalmente, qualquer cadeia é o paraíso esquerdista. Não é exatamente o que se tem lá em troca de almoço e janta?

Sakamoto obtempera: “O que fazer com um jovem que ceifa a vida de outro, afinal?” O que espera que seu leitor faça é não ter uma resposta, diante de uma chuva de incoerências e juízos moralistas que apenas se preocupam com o assassino, sem um esgar por quem acabou de perder sua vida dolorosamente. Na verdade, dá para sugerir muitas coisas do que fazer com um homicida. Se “a Fundação Casa, do jeito que ela está, não reintegra, apenas destrói”, que tal uma campanha nacional para arrancar as nozes dos homicidas? Uma vida humana por duas nozes parece um preço minúsculo a se pagar.

Marcel Freitas, no Facebook, propôs algo distinto da coerção estatal, que talvez gerasse uma resposta curiosa: por que não ADOTAR UM MENOR INFRATOR, então? Gostaria de saber se Sakamoto adotaria o assassino de Victor Hugo Deppman, se Túlio Vianna e Marilene Felinto adotariam o estuprador, seqüestrador e assassino Champinha, se também afirmam que ele é apenas uma vítima do termo coletivista “sociedade” – se é que estes humanistas estão mesmo preocupados em cuidar desses anjinhos que não conseguem ter uma “preparação para a vida adulta de forma protegida”.

Sakamoto culpa e inquere: “A resposta para isso não é fácil. Mas dói chegar à conclusão de que, se um jovem aperta um gatilho, fomos nós que levamos a arma até ele e a carregamos. Então, qual o quinhão de responsabilidade dele? E qual o nosso?” Bom, se dói a Sakamoto chegar à conclusão de que ele tem responsabilidade e culpa por um assassinato, a dor é só dele. Dele e de toda a esquerda, que, desde “Capitães da Areia” de Jorge Amado até Tropa de Elite 2 culpa “o sistema” por ações humanas feitas por humanos (essa entidade tão desconhecida do linguajar “social”), enaltecendo a delinqüência e mesmo a agressão e o assassinato como algo que precisa ser feito “de forma protegida”.

Qual a responsabilidade do Sakamoto e de sua turma? A ele “dói chegar à conclusão de que (…) fomos nós que levamos a arma até ele e a carregamos” (certamente, esse “nós” é corretamente entendido como “nós de esquerda e nossos cupinchas”). Qual a minha responsabilidade nisso? Zero.

Já sobre a punição, certamente o principal freio às ações de agressão a outro ser humano (do contrário, bandidos não planejariam seus crimes, não se preocupariam em se defender nem só atacariam de tocaia, o que faz com que os pobres sejam uma vítima muito mais potencial da violência urbana do que os ricos), Sakamoto dispara (sem trocadilho): “O certo é que ele [o assassino] irá levar isso a vida inteira – o que não é pouco – e nunca mais será o mesmo, para bem ou para mal”.

Victor Hugo Deppman enterroMas não me diga, Saka! Agora, um informe surpreendente a você e seus leitores coletivistas: sabe aquele jovem que foi assassinado, que gerou toda a punição de até 3 anos para esse “menor infrator”? Então, ele não só também levará isso para a vida inteira – ele sequer vida possui mais, cara!! Sabe o que é isso?! Não, nem queira saber. Isso parece que é um acidente da vida com o qual seus parentes “classe média” devem lidar e pronto, né? Qual foi o momento de preocupação com a dor de alguém que viu seu filho morrer por um motivo imbecil? Qual a preocupação com que o assassinato, e não a punição ao assassinato, ocorra novamente?!

Com o coletivismo mais brutal, inumano e insensível a assassinatos já visto, Sakamoto inculpa: “a sociedade quer realmente lidar com eles ou prefere jogá-los para baixo do tapete, escondendo os erros que, ao longo do tempo, ela mesma cometeu?”

Ora, mas que erro alguém aí cometeu?! “Ostentação”, como quando Sakamoto quis punir este “crime”?! (é engraçado ver um texto tão platiforme, mas dolorosamente trágico ver sua teoria tomar forma prática)

O erro maior do coletivismo não é nem ignorar o indivíduo, é uma falha de representação: tal como Alfred N. Whitehead já havia mostrado a impossibilidade da determinar se alguém é “proletário” ou “burguês”, a não ser por auto-declaração (como se faz com as cotas), o conceito “sociedade”, como Sakamoto e a esquerda utilizam, não representa a totalidade de pessoas humanas vivendo em determinado lugar (por isso a preocupação de Terry Eagleton com a cultura, ao inves de uma macaqueação conceitual, o torna um dos esquerdistas vivos de maior valor). O mesmo se dá com a maioria dos conceitos abstratos tão caros à verborragia esquerdista, como “Estado”, “classe média/burguesia” etc.

Ora, isso já fora demonstrado pelo helenista (comunista roxo) J. P. Vernant, em seu ensaio O Buraco Negro do Comunismo: a decisão da “assembléia” de um partido não representa sequer a maior parte dos votos do tal partido. Um sistema de representação de uma “classe” aponta para um conceito abstrato (como “sociedade”, ainda sendo inculpada) sem se atentar para nada do que agente humano nenhum dessa mesma sociedade tenha feito, decidido, pensado, discutido, opinado (não é à toa que o magnum opus de Ludwig von Mises, um dos maiores opositores do comuno-fascismo e demonstrador dos erros de seu caráter coletivista, se chame Ação Humana). Quem ganha a discussão é o ente com maior poder (estatal), que diz que mais representa um coletivo, sem sequer consultá-lo.

Dissolvidos os indivíduos nessa maçaroca que serve apenas a discursos lobotomizados (e lobotomizantes), as causas de suas ações são automaticamente dissociadas (apenas em discurso, claro) de suas conseqüências. O assassino não é mais assassino, todas as pessoas são julgadas apenas pela “classe social” da qual ela, supostamente, faz parte. Tudo vira matéria para ser discutida e trabalhada tão somente pela força do Estado – que deve ser aparelhado inteiramente, claro, pelos comparsas coletivistas.

É desta forma que Sakamoto pode tanto defender a “proteção” estatal, sob auspícios dos “direitos humanos”, ignorando completamente as únicas ações que justificam até mesmo a existência do Estado perante a barbárie: uma maior capacidade de fazer com que as pessoas continuem vivendo. Entre os “direitos humanos” arrolados por Sakamoto, inexiste o direito humano de continuar vivo sem ser agredido.

Victor Hugo Deppman velórioTambém é dessa maneira que toda a esquerda brasileira justifica assassinos (tanto os genocidas do setor público que vão de Fidel Castro e Hugo Chávez até Mahmoud Ahmadinejad e Muammar Kadafi, quanto os do setor privado) e vota em partidos que aparelham o Estado, o agigantam e o tornam dominante na vida e no bolso da população, mas não fazem um muxoxo de reação humana a respeito de este mesmo partido ter dominado o Estado, tirado as armas da população e outras atitudes de agressão ao indivíduo, culimando nos homicídios em uma década terem chegado a praticamente 50 mil por ano. Nenhuma guerra no mundo mata tantas pessoas e, System of a Down à parte, quem mais morre são, obviamente, pobres. Nenhuminha das pessoas que tanto criticaram Bush pela guerra do Iraque (a guerra em que mais se gastou na história para evitar mortes de população civil) deu um pio contra o governo petista por isso.

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=gI03jMuOZzY[/youtube]

Alguém viu algum ator global reclamando disso como reclamam do Feliciano e de causas extremamente secundárias como casamento gay? Ou só fazem marchas de camiseta branca pedindo “paz” (outro conceito coletivista, já que nenhum assassino vai dar bola para isso)? Alguém conseguiu unir causa (impunidade, sistema penal frouxo e achatado, proteção até de celebridades à inconseqüência, tratamento de assassinos como crianças) à conseqüência (o Brasil já é o pais em que mais se mata no mundo)?

Crimes chocantes deveriam mudar leis, afinal, as leis devem servir para evitá-los, com a população exigindo que legisladores criem leis que impeçam isso. Reagiu-se ao assassinato brutalíssimo de Liana Friedenbach e Felipe Caffé assim. Reagiu-se ao menino João Hélio ser arrastado por “menores” (sem “preparação de forma protegida”) nas ruas do Rio assim. De Jorge e Maria Bouchabki até Glauco a população reagiu assim. Nenhuma mudança foi feita no Código Penal, e os crimes apenas aumentaram. Aí Sakamoto talvez consiga uma pista de onde encontrar a culpa: justamente naquilo que ele defende – o statu quo que causa o maior número de mortes do mundo.

É o que faz com que hoje tenhamos o “cadáver com marca social”, segundo cirúrgica definição de Reinaldo Azevedo, mostrando que “há dois grupos de vítimas de homicídio no Brasil: o dos mortos sem pedigree, para os quais ninguém dá bola (e são a esmagadora maioria), e a dos mortos com pedigree, com certificado de autenticidade social. (…) Os cadáveres dos brasileiros do presente podem esperar. São cadáveres sem pedigree.”

Essa tal “sociedade” é culpada de tantos assassinatos que deveríamos acabar com ela até o último ser humano por um futuro melhor.

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88 Comentários

88 Comments

  1. alexandre

    26 de abril de 2013 at 18:40

    Quantas pessoas o Jango e o Allende mataram ? Vc se enrola cada vez mais.

    • Flávio Morgenstern

      28 de abril de 2013 at 13:19

      Antes de darem o golpe que ambos estavam tentando dar não conta. Basta comparar o que TODAS, TODAS, T-O-D-A-S as ditaduras que esses dementes lambiam mataram. Ou China, Hungria, Romênia, Albânia, Cuba, Iraque, Coréia do Norte, União Soviética, Afeganistão etc etc só mataram MUITO mais do que um Pinochet ou nossa ditabranda por mera coincidência? Vá estudar o que é socialismo (sei lá, saber o que é o Gulag ou o GRU já seria um Básico 1), embora seja o tipo de coisa que você não aprende com seus amiguinhos do Vermelho ponto org.

  2. alexandre

    24 de abril de 2013 at 18:18

    E eu o que tenho a ver com Stálin ? com Fidel ? Nunca defendi esses caras e nenhum regime autoritário, isso incluo a Venezuela de Chávez. Pode até pesquisar. Mas vc defendeu o golpe de 64 e o golpe do Pinochet (a sua teoria do “mal menor”). Como a Guatemala e o Paraguai tinha políticos esquerdistas na época do Stroessner e do Ríos Montt, eles entram na sua teoria do “mal menor”. Sim, Flávio, vc tem muito a ver com eles. Posar de democrata depois de defender golpes contra a constituição é muita hipocrisia.

    • Flávio Morgenstern

      26 de abril de 2013 at 17:02

      Menino, você acha que é minha musa inspiradora pra escrever textos? Precisa crescer pra aparecer antes. E não, não defendo golpes: defendo tão somente o dado numérico de que eles mataram infinitamente menos do que seus inimigos. Agora volta pro Vermelho.org e pro site do PCO que eles são seus amiguinhos e concordam com suas teorias loucas.

      • Thiago

        27 de abril de 2013 at 05:08

        Flávio,

        Como você ainda aguenta o Alexandre? Sério, começo a achar que o Alexandre é um grupo de pessoas que se juntaram para te pentelhar, não é possível que uma pessoa seja tão contraditória quanto o Alexandre…

      • Flávio Morgenstern

        28 de abril de 2013 at 13:45

        Thiago, não dá para acreditar que argumentos façam a humanidade inteira pensar de maneira correta (vide o que escrevi e os links que deixei no texto mais recente). Assim, aprendi que, realmente, quando você aprende algo, malucos desta jaez sempre irão te pentelhar. Na verdade, a preocupação dele com minha opinião só mostra que ele, por dentro, morre de inveja, e está doido para algum dia o grande Flavio Morgenstern dizer pra ele: “É, nisso até concordo com você”, lhe dando um reconhecimento que só a mamãe dele deve ter dado a ele até hoje. ;)

  3. alexandre

    24 de abril de 2013 at 07:38

    Flávio
    Veja como é triste países não terem um Supremo tão corajoso como o nosso. Na Guatemala, o EX DITADOR DE DIREITA, Gen Ríos Montt, teve seu processo anulado. Ele é acusado de GENOCÍDIO num processo sobre um massacre de 1.700 pessoas. Direita, ditador, genocídio, assassinos. Parece que temos bons exemplos históricos associando essas palavras. Principalmente na América Latina.
    Abs de algúem que combate tanto o fanatismo de direita quanto de esquerda.

    • Flávio Morgenstern

      24 de abril de 2013 at 10:46

      Que que eu ou qualquer liberal temos a ver com isso, menino?

  4. alexandre

    22 de abril de 2013 at 10:09

    Flávio
    O que acho engraçado é que o tempo sempre te desmente. Primeio foi o escarcéu que vc fez sobre o tomate e eu tinha dito que era inflação de custo e que logo que voltasse ao normal a produção, o tomate iria baixar de preço. Pois foi isso que aconteceu. Queda de 75% no preço. Agora sobre sua afirmação que a “esquerda tem ligação com o traficantes” : o direitista Horácio Cartes, presidente eleito do Paraguai pelo Partido Colorado (partido de Stroessener, um dos ícones da direita sul-americana do século XX) é acusado pelos EUA de ligações com o narcotráfico, prostituição, contrabando e lavagem de dinheiro. É a esquerda que protege mesmo os traficantes, Flávio ?
    P.S.: Aliás o Paraguai deve ser o paraíso liberal. A carga tributária é de menos de 15% do PIB. Mas é o país mais pobre da América do Sul. Irônico né !

    • Flávio Morgenstern

      24 de abril de 2013 at 10:48

      Acertar preço na marra é “desmentir”? Poxa vida, então Kirchner é a Verdade Pura Revelada.
      E o que eu tenho a ver com Cartes? Vá descobrir o que eu defendo antes de dizer que desmentiu minhas crenças obscurantistas.

  5. Marcio

    21 de abril de 2013 at 13:03

    VÊ SE PODE: O POVO ESTÁ COLOCANDO O DIABO NO PODER E QUERENDO QUE ELE FAÇA ALGUMA COISA POR SI…
    Os partidos comunistas, como o PT-Brasil, PSUV da Venezuela etc., onde se instalam causam destruição, miseria e morte e iniciam perseguição à Igreja católica; ações diversas, como: combate à homofobia, que significa, na realidade, combate à família natural fundada na heterossexualidade; descriminalização do aborto, que significa, na realidade, combate ao nascimento e a proteção ao menor infrator, ou seja, significa instigar a violencia e instalar o verdadeiro estatuto da proteção à bandidagem precoce e punição das vítimas, com lamentável ajuda em ambos países de muitos sacerdotes e pastorais passando-se por católicas engajadas no socialismo, tendo a expressiva ajuda da esquerdista Teologia da Libertação e associados.
    E daí, quando a sociedade produzida estiver insuportável, cada vez mais cedo mata-se por nada em idade precoce, a proposta dos mesmos “cumpanheiros” é acusarem as vítimas de estarem em “local e hora errados” e numa boa, eles fumarem um baseado para relaxar, e com o amparo legal, é claro, escaparem ilesos!
    E os neo integrantes do PCC mirim em fase de aprendizado, de mãos dadas contando o hino do PCC master nas casas de custodia, que voltem às ruas para continuarem em seus crimes com apoio oficial; afinal eles fazem parte do processo comunista de manter a sociedade em polvorosa e a debater-se desesperada sem a quem recorrer.
    Vocês, eleitores do PT-PSUV, diante de Deus estão por detrás de todos os crimes, assim como em cada um deles pela permissão do poder via voto, reconheça suas digitais em cada um deles!

    21 abril, 2013

  6. alexandre

    20 de abril de 2013 at 22:40

    Flávio
    Vc escrevendo parece culto mas seus argumentos são vazios. Vc disse que a esquerda põe de lado uma “crescente classe média” que surgiu no capitalismo para defender os párias na sociedade (prostitutas, traficantes, drogados e outros). Eleitoralmente não teria nenhuma lógica esse seu argumento já que a classe média é muito maior do que os “párias” da sociedade. Politicamente seria uma escolha equivocada. E onde vc tirou essa ideia que a esquerda defende traficante ? Já li muito liberal defendendo a legalização das drogas (Milton Friedman foi um deles). A legalização favorece o drogado. Nesse caso, Friedman seria esquerdista em defender um “pária” da sociedade ?

    • Flávio Morgenstern

      21 de abril de 2013 at 17:36

      Leia The Liberal Imagination e como vocês, lobotomizados inúteis, engolem qualquer coisa (a criminalidade é alta? vamos proibir as armas! aumentou a criminalidade mesmo assim? prova de que precisamos proibir mais armas!) e verá como vocês são contraditórios não nos torna contraditórios.

    • Arthur

      22 de abril de 2013 at 09:43

      Tem que ser ou muito intelectualmente desonesto ou muito analfabeto funcional para dizer que os liberais que defendem a legalização das drogas estão defendendo o tráfico.

      O que pessoas como Friedman (que nosso querido Implicante-dependente Alexandre só deve conhecer de menções do Flávio e de outros esquerdistas falando mal, sem nunca ter lido algo dele), Rothbard e Hoppe defendem com a liberação das drogas é 1) que cada indivíduo deve ser livre para decidir o que põe em seu corpo e 2) que empresas legítimas, que não precisem recorrer a violência, possam entrar nesse mercado.

    • Ernesto

      26 de abril de 2013 at 23:41

      Alexandre, você é um completo idiota. Nem preciso usar argumentos, pois você já o fez escrevendo tanta besteira.

  7. Eduardo de Macedo

    19 de abril de 2013 at 00:29

    Se a lei atual tivesse prendido o menor antes, hoje ele só seria um assaltante, mais não, essa lei o promoveu a assassino. O menor deveria entrar com um processo contra o estado que não o protegeu dele mesmo e deixou isso acontecer. A atual lei fez e continuará fazendo vitimas dos dois lados.

  8. Mulholland

    18 de abril de 2013 at 17:04

    Pobre mata porque é pobre? É o que a esquerda maluca acredita e argumenta para defender a inimputabilidade.

    Isso não é o mesmo que dizer que “todo pobre é um potencial criminoso, porque ele tem determinação econômica para ser criminoso”? Queria vê-los (os progressistas) explicarem assim para sua base eleitoral.

    O economicismo como critério do certo e errado é tão viciado que meia frase de seu raciocínio já justifica violar a vida de alguém. Como bem ressaltado pelo texto, não é por isto que vivemos juntos, em coletividade, em sociedade, em comunidade? Para que não prevalesça a “lei do mais forte”? O “matar ou morrer”? Quem era o mais forte naquela noite na rua do metrô do bairro de Belém: o menino que corria de medo ou o menino armado?

    Até onde li Marx, o determinismo econômico que ele postula em sua obra como para explicar as estruturas sociaias não é de aplicação tão ilimitada assim, a ponto de um cidadão poder matar o outro porque um é mais pobre que o outro (apesar de que seu Estado possa, aliás, deva matar para se instituir). Marx não defenderia os estupros de Champinha à Liana Friedenbach, mas Marilene Felinto justificou que Chapinha estuprou à “judia”, (como ela se referia à vítima) porque “ela era de classe social diferente” e “porque seus pais nunca lutaram contra o capitalismo” (minhas aspas não são à toa – estou citando[no mesmo texto ela se declara contra pena de morte a assassinos porque seria o extermínio dos pobres{o que só confirma o que a esquerda pensa de sua base eleitoral}]). Não é dizer estupro é certo, desde que seja cometido por um pobre contra outro menos pobre ou por um contra outro que não partilha da ideologia que mais atende a um? “Estupro revolucionário” (não vi isso em nenhum livro vermelho). Cito o caso de Champinha porque é o mais emblemático e o mais reverberado nas “ecoosas” mentes da tropa de choque progressista/esquerdista, enquanto masturbam as idéias.

    Até a Marx, o que é humano não lhe era estranho. A apatia, o ódio, o destemor, o mal, não são humanos? Esses sentimentos não são o que fazem as pessoas serem más? É errado desejar que se faça justiça e seja o estuprador e o latrocida, de fato, julgados pelo que fizeram, em vez de olhá-los com vista grossa, por razões econômicas? E ainda, não é minimamente plausível alegar que o estuprador e o latrocída são maus, sejam eles ricos ou pobres? Ou são eles vítimas, desde que pobres?

    Explicar a criminalidade no Brasil como consequência natural e justificável da desigualdade social é tão distante da realidade, ainda mais porque hoje mesmo foi, ou deveria ser, publicada decisão judicial que condenou criminosos que já foram as pessoas mais poderosas do país. Irônico como esses mesmos poderosos criminosos são idolatrados pelos progressistas/esquerdistas, que atribuem a eles o fim da miséria e a diminuição da desigualdade social no país – dois problemas que, para defender estupro e latrocínio, são absolutos e invencíveis. Essa é a solução da criminalidade que eles propõem ao Brasil: “não há crime se o agente for pobre ou, se rico e poderoso, partilhar da ideologia que defende a inimputabilidade dos pobres”.

    Criminalidade não tem nem cor nem classe social. Pobre tem mais dignidade e amor à vida que quem lhe passa a mão na cabeça e acha que pobre pode matar porque é pobre.

    • Flávio Morgenstern

      20 de abril de 2013 at 13:56

      Perfeito, Mulholland. Faço dois acréscimos: Marx acredita que os únicos que trabalham são a chamada “classe operária”, uma abstração de contornos esponjosos mesmo em sua época. Por serem os que trabalham (e são “explorados”, o que ja foi provado falho por Böhm-Bawerk, Croce e tantos outros) é que têm direito a decidirem o futuro da humanidade, e não pelo que recebem. A interpretação estúpida da esquerda atual, que ainda vive em uma época em que os pobres costumam ser mais ricos e terem mais bens do que os ricos da época de Marx, justifica até assassinato pelo que o cara ganha, e nem sequer se pergunta se ele realmente trabalha, é explorado etc.
      Na verdade, essa mudança de paradigma não é de Marx, e sim de Gramsci, Marcuse e outros revisionistas. Essas pessoas, percebendo que os termos econômicos de Marx são os mais errados da História (os ricos não foram ficando cada vez mais ricos, os pobres não foram ficando cada vez mais pobres, o capitalismo sim é que criou uma gigantesca classe média, o oposto do que o socialismo, supostamente, deveria causar), trocaram a moeda marxista: ao invés de desprezar o Lumpenproletariat (vagabundos, prostitutas, ladrões, estupradores e outros párias à margem da produção da sociedade), percebeu que só ele estaria interessado em revolução (ou seja, continuar na miséria, mas com novo status, enquanto os pobres trabalhadores estavam interessados em enriquecer). Assim, o foco hoje não é mais no trabalhador sem honrarias de alta classe (como o jovem do Belénzinho), e sim o assassino, o estuprador, o traficante, o estudante vagabundo, a prostituta, os drogados… todas as pessoas que não fazem nada pela sociedade (e nem por elas próprias), mas que, justamente por isso, podem ser a massa de manobra perfeita para reclamarem que o capitalismo as prejudica.
      Pior: quanto menos Gramsci, Marcuse, Žižek, Mészáros et caterva você leu, mais provavelmente consegue seguir sua cartilha pari passu.

  9. Paulo

    17 de abril de 2013 at 17:06

    É incrível como argumentos utilizados para defender a manutenção da maioridade penal são fracos:
    – Ah, mas só 0,00001% do menores são presos e 0,0001% desses são homicidas.
    —- Imagino que o mesmo percentual deva se aplicar a população adulta, então não se deve prender ninguém? e de qualquer forma, a punição é uma medida para punir a excessão

    – ah, mas é inconstitucional
    —– casamento gay também, vou ligar para o Feliciano e dizer que ele pode usar esse argumentos para os esquerdinhas….. tipo, ridículo dizer que por que uma lei diz que é assim então não pode discutir mudança

    – ah, mas tem que investir em prevenção
    —– imagino que quando o inergúmino vai no médico com uma pneumonia ele vai aceitar uma resposta do tipo: você não deveria ter tomado friagem, eu tenho o remédio aqui, mas não vou te dar pois o melhor é pensar em PREVENÇÃO!

    mas também defender a diminuição é baseada em achismos:

    – A diminuição da maioridade penal vai desincentivar que o menor cometa um crime.
    —– e hoje ele comete o crime pois vai passar 3 anos na fundação CASA e pra ele isso é tranquilo? Ele comete o crime pois acha que nada vai acontecer!

    sou propenso a defender a diminuição, mas não tenho dados concretos para isso. Mas demoro a entender que textos de esquerdinhas no facebook são sérios e não piadas.

  10. Luis

    17 de abril de 2013 at 09:31

    Sakamoto é diversão na certa. De início eu achava que ele era só um bobo, um espantalho, uma caricatura da esquerda. Com o tempo notei que bater nele de fato é bater na sapiencial esquerda brasileira.

    =====
    (off topic)
    Flávio, certa vez li um texto seu em outro sítio (sobre educação, se não estou enganado) que dizia brevemente que o Estado deveria ser uma espécie de anomalia para o homem ocidental.
    Você teria alguma indicação livro ou um texto mais assertivo sobre o assunto?

    • Flávio Morgenstern

      20 de abril de 2013 at 14:42

      Luiz, não sei bem qual texto meu leu. Murray Rothbard, o criador do anarco-capitalismo, apesar de alguns radicalismos bem infantis, é certeiro em sua análise sobre o Estado no seu excelente e curtíssimo livro “Anatomia do Estado” (tem audiobook em inglês de graça no Mises Daily, uma horinha apenas). Claro que ele rejeita completamente o Estado, eu prefiro a posição de Bastiat (cf. A Lei). Mas acho que talvez seja algo do que você está procurando.

  11. MARCELO

    16 de abril de 2013 at 19:05

    “O argumento da universalidade da punição legal aos menores de 18 anos, além de precário como justificativa, é empiricamente falso. Dados da ONU, que realiza a cada quatro anos a pesquisa Crime Trends (Tendências do Crime), revelam que são minoria os países que definem o adulto como pessoa menor de 18 anos e que a maior parte destes é composta por países que não asseguram os direitos básicos da cidadania aos seus jovens”, afirma Tulio Kahn, doutor em ciência política pela USP.

    Segundo a Unicef “de 53 países, sem contar o Brasil, temos que 42 deles (79%) adotam a maioridade penal aos 18 anos ou mais. Esta fixação majoritária decorre das recomendações internacionais que sugerem a existência de um sistema de justiça especializado para julgar, processar e responsabilizar autores de delitos abaixo dos 18 anos. Em outras palavras, no mundo todo a tendência é a implantação de legislações e justiças especializadas para os menores de 18 anos, como é o caso brasileiro.”

  12. Henrique F. L.

    16 de abril de 2013 at 14:31

    “Crimes chocantes deveriam mudar leis, afinal, as leis devem servir para evitá-los”

    No link abaixo está um estudo estatítico sobre maioridade penal e criminalidade em diversos estados americanos, cuja conclusão é que não há relação clara entre os dois:

    https://aler.oxfordjournals.org/content/11/1/209.full

    Para quem não quiser ler o artigo todo, o gráfico abaixo, tirado do mesmo estudo, ilustra bem a conclusão:

    https://aler.oxfordjournals.org/content/11/1/209/F7.expansion.html

    FATOS convencem pessoas.

  13. Marcio

    16 de abril de 2013 at 06:48

    EIS O PORQUE: ESTÁ NO SANGUE DELES!
    KARL MARX E ENGELS, RACISTAS, PROMOTORES E DEFENSORES DOS GENOCÍDIOS, DO CAOS GENERALIZADO, E OS FARISEUS COMUNISTAS DO PT DIZEM QUE DEFENDEM DIREITOS DE MINORIAS…
    OS EUA sob o comunista Obama e seu PT americano está cada vez mais nos parâmetros abaixo e o resto será apenas as consequencias, como no Brasil:
    Marx, além de confesso satanista, odiava a Deus por causa de sua supremacia, ele queria sê-Lo e anotou: “Com desdém lançarei meu desafio bem na face do mundo. E verei o colapso desse Pigmeu gigante, Cuja queda não extinguirá meu ardor. Então vagarei semelhante a um deus, vitorioso, pelas ruínas do mundo e dando às minhas palavras força dinâmica, sentir-me-ei igual ao Criador”…
    Em seus delirios dizia:”Quero me vingar d’Aquele que govrna lá em cima”, dentre mais similares.
    E observe como os comunistas agem nessa farsa de “amor preferencial pelos pobres”, mas assim se comporta com os mais fracos:
    “As classes e as raças que forem fracas demais para dominar as novas condições de vida devem perecer.” (Marx and Engels On Britain, Progress Publishers 1953;Written: by Marx, March 4, 1853;First Published: in the New York Daily Tribune of March 22, 1853 and republished in the People’s Paper of April 16, 1853;Transcribed: by Andy Blunden)
    “Entre todas as nações e os grupelhos étnicos da Áustria, só houve três portadores do progresso, que desempenharam um papel ativo na história e que ainda retêm sua vitalidade – Os alemães, os poloneses e os magiares. Por esta razão, eles agora são revolucionários. A missão principal de todas as outras raças e povos – grandes e pequenos – é perecer no holocausto revolucionário.” (Engels, “Der Magyarische Kampf”; trans. as “Hungary and Panslavism” in Blackstock and Hoselitz: 59
    3º mandamento do “DECALOGO DE LENIN”, os 10 mandamentos dos comunistas: “Divida a população em grupos antagônicos”… O 8º mandamento: “Promova disturbios e contribua que as autoridades constituídas não os reprimam” e o 9º “Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade, e de crenças nas promessas do governo”… Para os comunistas quanto mais o caos existir tanto melhor para distrairem a população e facilitar a dominação de um povo se batendo!
    Agora os EUA vão na mesma direção do Brasil como seu PT-Obama de lá. Para isso o PT aqui tem o seu MST braço armado rural e teria o PCC, conforme denuncias, o braço armado promotor do caos urbano e seus eleitores dopados no marxismo para até agora o manter no poder, participando de todas suas más ações, os mesmos que confiam em satanistas e serão as próximas vítimas!

  14. Alberto Peres

    15 de abril de 2013 at 20:59

    Permita-me fazer reflexões acerca da sua colocação central. Pode-se resumir (reitero novamente que estou resumindo), diante de um discurso tão sensibilizante e comovente, que a base de sua longa argumentação é essa: “Crimes chocantes deveriam mudar leis, afinal, as leis devem servir para evitá-los”. Ok, já que fizeste referência tão grande aos países mais que civilizados que adotam as penas rigorosas e severas como meio de solução, procure fazer o mesmo ao realizar um levantamento sobre a reincidência criminal e os índices de criminalidade desses mesmos países dos quais você aponta como verdadeiros propagadores da justiça real. Apenas faça isso. Deixe um pouco essa retórica digna de uma narração de cinema dramático e tente se apegar aos dados. E não se impressione, essa conversa já é dita há muito tempo e as pessoas parecem não aprender. O resultado é um ciclo vicioso que só poderá ser combatido quando os arautos da honestidade se convencerem de que este tipo de texto não resolve nada, absolutamente nada.

    • Flávio Morgenstern

      15 de abril de 2013 at 22:43

      Já fiz. A reincidência e os índices de criminalidade de quem fez o que sequer sugiro nesse artigo, mas defendo, são baixíssimos. Agora olhe para o modelo brasileiro que você defende e me diga: 50 mil homicídios por ano e só aumentando é sinal de que você é que trata bem os pobres? Alguma guerra mata tudo isso por ano? Está justificado que mais de 40% da nossa grana fique com o Estado-Babá para cuidar de nós? Obrigado por resolver tudo, absolutamente tudo.

    • Luiz Andrade Almeida Junior

      17 de abril de 2013 at 20:16

      Seu argumento incorre num erro grotesco e, ao mesmo tempo, sublimado pelo viés ideológico. As penas tem como função principal,na sociedade, PUNIR, ou seja, gerar uma contrapartida a mais justa possível, para aqueles que foram vitimas do agressor. Cadeia nao foi feita pra ser colônia de ferias de bandido, nem retiro espiritual pra que o meliante se arrependa.

    • Edmar

      18 de abril de 2013 at 12:38

      O Flávio já respondeu, os índices são baixos, mas caso nao fossem, ou independente disso, qual seria a solução, Alberto? Esses países nao têm problemas socio econômicos então não vale o discurso de resolver problemas sociais (que no nosso caso é, inegavelmente, um problema; pra mim nao justifica certos crimes, mas é um problema) . Quero resposta concreta.

  15. Flavico

    15 de abril de 2013 at 20:31

    Flavião, ator da Globo só reage quando morre um dos seus. Veja o caso do filho da atriz Ciça Guimarães. O cara estava andando de skate num túnel em obras fechado para essa prática. Ele estava fazendo a coisa errada (pessoalmente eu acho alguém acima de 18 anos andar de skate uma regressão sócio-motora, mas esse é outro papo) e no lugar errado. Aí veio um outro igualmente playboy e igualmente errado e o atropelou. A atorzada global arrepiou-se todinha. Ui! Um dos nossos! Moral da história: o túnel foi inaugurado com o nomezinho do skate boy – Túnel Rafael Mascarenhas. É Brasil, né?

  16. Valdir Santos Rocha

    15 de abril de 2013 at 16:35

    Linkei esse texto na caixa de comentários do artigo do Sakamoto no facebook. Vamos ver quanto tempo demora para deletarem e me banirem do espaço,ou se consigo provocar alguma rage da tchurminha por lá.

  17. Gino/SP

    15 de abril de 2013 at 15:28

    Como sempre acontece na história humana, individual e coletiva, teremos que ir ao fundo do poço pra reconhecer o quanto estamos errados!
    Vejam o exemplo da Venezuela! Maduro, o hospedeiro da Doença de Chavez ganhou a eleição por uma merreca, com todo poder estatal de propaganda e intimidação, e ainda deve ter recorrido a fraudes de toda espécie! Seu governo não vai longe porque o povo tá caindo na real, pois chegou ao fundo do poço.
    Quem vem na sequencia é a Argentina! Aquela velha teimosa, como disse aquele presidente exótico do Uruguai, e seus aliados não vão longe porque o povo argentino tá chegando no fundo do poço e ai o bicho vai pegar de verdade.
    Por aqui temos que esperar mais um pouco de desgraça pra ficha do povo cair, mais violência (mais!?!?), uma crise econômica que nos levara ao AR (Antes do Real) com direito a tudo de ruim que os mais velhos não esqueceram e os mais novos só ouviram falar: inflação, desemprego, desindustrialização, baixo crescimento econômico, atraso tecnológico e péssimos serviços essenciais! Parte disso já está presente, quando o tal povo se der conta do caminho que o país está tomando já estaremos no fundo do poço, infelizmente!!!!

  18. Davi F Costa

    15 de abril de 2013 at 14:10

    Sou contra a atual legislação que estabelece 18 anos no ECA como maioridade penal. Não pela idade, mas pela generalização do CRIME como consequência da idade, ou a falta dela sendo determinante para a punição. O erro salta aos olhos! É a tipificação do CRIME que determina se o autor tem ou não capacidade para entender o seu ato e consequentemente sofrer ou não a penalidade. Um garoto de 16 anos que rouba uma caneta BIC no supermercado, de farra, não pode ser penalizado como um que se arma, premedita o assalto, rouba e mata. O primeiro pode ser recuperado com educação, socialização e acompanhamento técnico profissional. O outro, dificilmente, vai deixar de repetir a ação se ficar nas ruas (ou receber o mesmo tratamento do outro). Crime de morte é muitíssimo GRAVE! Uma vida perdida não pode ser recuperada. A não ser que a pessoa seja um canalha esquerdopata que queira só fazer discurso e relacionar tudo a luta de classes, essa estupidez que virou MODA no Brasil.

  19. Conceição

    14 de abril de 2013 at 23:59

    Posto este link por causa do último parágrafo:

    https://www.gabrielasoudapaz.org/memorial/442-Alcides-do-Nascimento-Lins.htm

    • Flávio Morgenstern

      15 de abril de 2013 at 01:06

      Extremamente chocante. E ainda a esquerda fala em “desigualdade social” para justificar crimes…

      • Marcello Pek

        15 de abril de 2013 at 11:13

        podia rolar agora um texto sobre as verdadeiras causas da violência, pra acabar com essa bullshit de desigualdade social.

        explicar de um jeito que até um Sakamoto entenda que não é a pobreza que faz da pessoa uma criminosa, mas a impunidade que permite que “exemplos de sucesso” do crime convivam com os jovens e treine a geração seguinte de criminosos, os quais vão seguir impedindo o sucesso das pessoas trabalhadoras de bem e eternizar a pobreza naquela região. pense em quantos negócios já fecharam e deixaram de gerar empregos porque eram assaltados toda semana por “menores infratores”

      • Flávio Morgenstern

        15 de abril de 2013 at 13:50

        É uma excelente sugestão, Marcello. Segundo um gênio esquerdista aluno da USP, é a desigualdade que causa mortes como esta, e que, portanto, se alguém ganha mais do que outro, este outro está autorizado a matar o primeiro. Melhor ainda foi a explicação de que é a burguesia que gosta de mandar matar pobres através de homens fardados. São burgueses através da polícia então que geram 50 mil homicídios por ano. Isso é ser de esquerda.

      • 15 de abril de 2013 at 17:11

        Flavio,
        Ontem zapeando pela tv me deparei com o sakamoto na Tv Cultura no programa “Provocações” mas não consegui assistir,, me deu ânsia de vomito!

      • Flávio Morgenstern

        15 de abril de 2013 at 18:12

        Eu vi o finalzinho, ele é engraçado falando o óbvio como se tivesse redescoberto a roda, e depois vendendo besteira em cima disso.

      • Jackmacabra

        15 de abril de 2013 at 23:08

        E não é essa a raíz da questão ou será que a maioria dos crimes são gerados por distúrbios mentais?

      • Flávio Morgenstern

        20 de abril de 2013 at 15:13

        Crimes não surgem de um fator só, do contrário era só atacar esse fator e viveríamos na pax Dei.

  20. Conceição

    14 de abril de 2013 at 23:55

    Flavio, só para lembrar – Alcides do Nascimento Lins. Joguei o nome na busca do blog de Sakamoto e não encontrei uma referência ao bárbaro assassinato.

  21. Hermes

    14 de abril de 2013 at 21:08

    Caro Flavio;
    Pelo menos,consigo ler,um grande texto,em um país miserável,que tem algo como Gilberto Carvalho,defendendo a maioridade penal aos dezoito anos.

  22. Lothar von Puttkamer

    14 de abril de 2013 at 20:26

    ” Ora, se dar um pouco (um pouco) de comida à população é justificativa para poder reprimi-la, impedir seu livre trânsito e ser aplaudido internacionalmente, qualquer cadeia é o paraíso esquerdista. Não é exatamente o que se tem lá em troca de almoço e janta?”

    Acabou de me ocorrer:
    Então a lei áurea acabou com o regime comunista no Brasil?

  23. Caps

    14 de abril de 2013 at 17:19

    Minha Nossa Senhora da Forma Geral!!!

    Desde quando o Belém fica na periferia, Flávio!? Fica na região do centro expandido! Fica 3 vezes* mais perto do centro histórico (Sé & República) que as quebradas da Cidade Universitária, onde moram os “descamisados” do CRUSP e os “desdentados” da Féfélechy. Por favor, dê uma volta pela sua cidade!

    *Fonte: Google Maps

    • Flávio Morgenstern

      14 de abril de 2013 at 19:04

      Caps, morei no Belém dos 3 aos 9 anos. Não é Itaquera, mas chamar de “região central” é zoar bonito quem anda pelo centro da cidade.

      • Caps

        16 de abril de 2013 at 01:50

        Hahaha, eu estava escrevendo umas coisas, mas resolvi apagar tudo e te perguntar: afinal, o que você considera como “bairro de periferia”?

        Numa cidade como São Paulo, estar a 4 km do centro é estar na periferia?

        Ipiranga é periferia? (6 km)
        Santana é periferia? (5,3 km)
        Vila Mariana é periferia? (4,7 km)

      • Flávio Morgenstern

        20 de abril de 2013 at 15:12

        Caps, Ipiranga é FIM DO MUNDO, ou você mora lá, ou gastará cerca de 8 horas só para conseguir achar seu caminho de volta. Morto perto de Santana e moro na periferia (só não na extrema-periferia, que aí é Brasilândia, Jova Rural, Horto… Parada de Taipas é bairro ou é município?). Vila Mariana só não é periferia porque está encostadíssima no Centro novo (se fosse 4,7 km direção leste, você já enfrentaria uma manada de 14 milhões de pessoas disputando 20 m² por vagão do metrô a cada 2 minutos para chegar em casa, como acontece no Carrão). Outras definições importantes que não cabem na discussão é um bairro ser AUTO-REFERENTE, como é o caso de Interlagos. Você sabe que bairro fica “perto” de Interlagos, ou Interlagos só tem como referência ele próprio?

  24. Boechat

    14 de abril de 2013 at 17:04

    Eu estava lendo “O Pêndulo de Foucault”, de Humberto Eco, e achei a definição de estúpido (ou moron) muito aplicável ao raciocínio de Sakamoto. Na verdade, dei algumas risadas… Alguns trechinhos:

    “Ah. O estúpido não se engana de comportamento. Engana-se no raciocínio. É aquele que diz que todos os cães são animais domésticos e que todos os cães latem, mas que também os gatos são animais domésticos e que portanto latem.”

    “O estúpido é insidiosíssimo (tricky). O imbecil a gente reconhece de súbito (para não falar do cretino), enquanto o estúpido raciocina quase como tu, salvo um desvio infinitesimal. É um mestre dos paralogismos.”

  25. Carlos Eduardo

    14 de abril de 2013 at 13:56

    Ouvir a esquerda preocupada com assassinos é algo que dá náuseas.

    Sabe o que é mais contraditório? Aquelas feministas da esquerda, que têm quase como única causa na vida combater a “cultura do estupro” (que procura justificar o estupro), também tomaram parte.

    O que ouvi de alegações que a culpa dos crimes é dos assassinados porque eles abandonaram as escolas públicas e foram pras privadas, porque eles abandonaram bairros pobres e foram pra bairros ricos, e que agora em seu “mundinho perfeito” querem cobrar do estado seguança quando suas próprias supostas crias (os assassinos) estão os atacando, ao invés de terem cobrado do estado melhoras na educação e blablabla, não é brincadeira.

    Isso vem do mesmo tipo de gente que entende que o estupro é um terrível crime cuja culpa é inteira do estuprador, e jamais da vítima, o que quer que ela faça.
    E novamente a cegueira da ideologia ataca quando ocorrem assaltos e latrocínios. Magicamente, a culpa começa a ser da vítima por todas as vias possíveis, e o culpado é uma inocente vítima da sociedade.
    Experimenta sugerir pros que defendem isso (e provavelmente se dizem feministas) que o estupro seria culpa da vítima por todas as vias possíveis, e o culpado uma inocente vítima da sociedade machista.

    Enfim, fora a lamentável posição de justificar crimes e isentar o criminoso, achei particularmente ainda pior ver que quem defende essa visão também detém uma visão completamente contrária pra outros assuntos de sua causa.

  26. ZecA

    14 de abril de 2013 at 11:42

    Eu gostaria que alguém me informasse, qual índice de recuperação de menores internados nas unidades de recuperação sócioeducativa, já que há denuncias de rebeliões, presença de drogas e armas dentro das unidades. A esquerda sempre gostou de assassinos assim como Stalin, Mao e Fidel que mataram milhares de seus compatriotas.

  27. Fernando

    14 de abril de 2013 at 11:10

    É para quem acha que o Flávio está exagerando:

    https://extra.globo.com/casos-de-policia/assassino-de-joao-helio-solto-pode-ter-ido-para-suica-379278.html

    Eu só queria saber qual é a opinião dos ditos defensores de direitos humanos nessas horas (Jean Wyllys, Marcelo Freixo, Erika Kokay, etc).A Anistia Internacional (que apareceu rapidinho para exigir a saída de Feliciano) falou algo sobre esse assunto?

  28. pedro monteiro

    14 de abril de 2013 at 11:01

    brilhante seu texto. Não é atoa que Popper considerava o marxismo uma pseudo ciencia como o astrologia

  29. Carlitos Maldonado

    14 de abril de 2013 at 07:55

    O melhor texto, o melhor artigo que li sobre a maldita INSEGURANÇA pública deste país amaldiçoado pelo ranço esquerdista … PARABÉNS !!!!!!!!!!!!!

    • Flávio Morgenstern

      14 de abril de 2013 at 13:33

      Muito honrado!

  30. alexandre

    14 de abril de 2013 at 07:54

    Eu defendo a redução da maioridade penal. Mas o título do texto é ridículo. A esquerda não defende assassino por ser contra a diminuição da maioridade. Se fosse assim, a direita brasileira é a favor na anistia para os torturadores do regime militar. Então a direita é a favor do assassinos ?

    • Flávio Morgenstern

      14 de abril de 2013 at 13:32

      Não vi um único “direitista” brasileira pedindo anistia para torturador, muito menos para torturador, como quer um vastíssimo setor da esquerda para terrorista. E sequer me foquei apenas na maioridade penal, que só passou brevemente pelo texto.

  31. Paleocon

    14 de abril de 2013 at 06:49

    O texto é um pouco ingênuo (embora contenha algumas boas verdades). Uns por simples imbecilidade-útil, outros por calculada má-fé (ainda que não tenham tanto poder quanto imaginam ter), os palpiteiros e políticos citados são apenas pequenas engrenagens de uma imenso maquinário desestruturador totalitário (já tão “azeitado” que não mais exige um operador consciente e central, mas tão somente combustível ideológico constante, e muita ignorância…). Não existe diálogo possível com essa gente, Flávio. São homens-massa. A solução? Dificílima (quase impossível): a restauração (através das famílias e de comunidades privadas voluntárias) de valores e gestos hoje ridicularizados, como honra, lealdade, solidariedade e caridade (silenciosas e sinceras). Enfim, humanidade (palavra vilipendiada por socialistas, mas que absolutamente não lhes pertence). Um pequenino mas belíssimo exemplo? O fantástico Juiz de Direito brasileiro que estimula a leitura (por presos condenados) de clássicos da literatura universal. E assim lhes reduz a pena (é óbvio que isso não afasta a necessidade de penas iniciais altas e da certeza da punição. Ademais, para psicopatas essa proposta é claramente inócua). Em larga escala, importa o resgate da tal Imaginação Moral (como diz Russell Kirk). A redução da maioridade penal é necessária? Sim. Melhor ainda seria a inexistência de uma idade mínima para a condenação. Conseguiremos algo assim (com a classe política que nos domina)? Não. Infelizmente. Por enquanto, resta-nos proteger quem amamos. Um dia, (quem sabe?) talvez tenhamos terra mais fértil para semear o verdadeiro debate (do qual seu sincero e bem intencionado texto deve fazer parte).

  32. karion minussi

    14 de abril de 2013 at 06:35

    Quem defende o Estatuto do Desarmamento de cidadãos, de pais de família, de pessoas do bem, está também facilitando a vida dos bandidos e assassinos. Parabéns aos hipócritas, elegeram o Deputado Alessandro Molon, que agora quer dificultar ainda mais a vida de pessoas como a do pai do Victor, enquanto criminosos compram armas no mercado por 500R$. Viva a hipocrisia dos nossos políticos!

    • @mos_axz

      15 de abril de 2013 at 10:20

      Porque como bem provou o USA, que não tem nenhum histórico de massacres promovidos com ódio e armas legais, assim como mortes de pessoas ao reagir à assaltos, liberar armas é uma boa ideia. Tão boa ideia que o Obama tá gastando uma grana forte pra mudar a segunda emenda só pelo LULZ…

      Alguns estudos apontam que uma parcela muito grande dos homicídios são causados por motívos fúteis. Acha que a liberação de armas realmente reduziria o número de homicídios?

      • Flávio Morgenstern

        15 de abril de 2013 at 13:47

        Na maior parte dos homicídios na rua no Brasil a vítima já chega ao hospital morta. Isso significa que são crimes premeditados, preparados, que atingem órgãos vitais. Homicídios com pessoas exaltadas, por via de regra, geram tiros mal dados. A propósito, a América com seus “massacres” (já reparou que só se tornam notícia por serem raros, ao contrário dos nossos massacres de todo dia?) mata menos de 20% do que o Brasil mata. Com uma população quase 2 vezes maior.

      • @mos_axz

        15 de abril de 2013 at 22:38

        Flávio, costumo gostar muito dos seus textos (gostei muito desse inclusive, acho uma discussão perfeitamente válida) e dos seus comentários, mas esse merece um prêmio Sakamoto. Comparar o indice de violência do Brasil e o indice de violência dos USA e alegar a questão do armamento legalizado como ponto importante é forçar a amizade.

        Existem inúmeras questões mais relevantes em relação à segurança (polícia bem treinada, sistema penal funcional, renda per capita alta e por ai vai) do que o fato de um civil ter direito a ter Panic Room lotada de M16.

        Além disso, alegar que a maioria dos homicídios do Brasil são premeditados provavelmente é um dado errado. Talvez o crime (sequestro/assalto) seja premeditado, mas o homicídio não. A verdade é que não existe nenhum bom argumento para a liberação de armas para o cidadão comum (diferente da redução da maioridade que tem bons argumentos de ambos os lados).

        Talvez funcionasse na prática, mas em teoria, se cada cidadão brasileiro tivesse direito de ter uma arma, seria bem provável que o número de crimes passionais, execuções em brigas de bar e em brigas de trânsito aumentassem vertiginosamente.

        Afinal com uma polícia pouco eficiente (não por culpa dos políciais, aposto que a maioria se esforça muito pra fazer seu trabalho), um sistema carcerário superlotado, um sistema de investigação e prevenção absurdamente ineficaz e principalmente, um governo que facilita muito para as pessoas que tem amigos no poder e quem tem dinheiro, é pouco provável que armar a população fosse benéfico.

        Espero ter entendido errado seu comentário, porque para mim ele pareceu de um nível extremamente baixo em comparação a maioria de suas produções…

      • Flávio Morgenstern

        20 de abril de 2013 at 16:58

        @mos_axz, não comparei os dois índices e SÓ falei das armas, disse que as armas legalizadas nas mãos da população não apenas são irrelevantes para diminuir a criminalidade – a razão é até mesmo invertida. Para você ter uma idéia, acho que foi em 2009, sabe quantas licenças para armas foram adquiridas no estado do Rio de Janeiro? Duas.

        O dado sobre os homicídios é correto. Veja que você só me mostrou um “talvez”, um “seria bem provável” e um “provavelmente” em resposta. A questão das armas é um balanço. Mais armas concentradas nas mãos de bandidos? Mais mortes da população. Armas mais divididas entre população civil e psicopatas? Now we’re talking. Note seu ato falho em notar que funciona na prática, embora a teoria da esquerda anti-armas é que esteja errada. Curioso: os países mais violentos do mundo são os que menos têm armas. Não nota nenhum “bom argumento para a liberação de armas para o cidadão comum” aí? Ademais, os homicídios no Brasil dispararam, crescendo mais de 30%, depois do estatuto do desarmamento. Mera coincidência?

      • Jonny

        16 de abril de 2013 at 09:07

        Mais um que acredita na conversa do “uma parcela muito grande dos homicídios são causados por motívos fúteis”. No Brasil menos de 8% dos homicidos são solucionoados, em mais de 92% dos casos ninguém sabem quem matou, porque, as vezes nem onde, visto que o cadaver é movido. Então, essa “parcela muito grande”, é na verdade muito pequen. Se formos considerar a população/quantidade de armas dos EUA e do Brasil, vou morar lá sem nem pensar duas vezes. As ações do Obama, são politiqueiras da esquerda, só, não vai resolver nada, até porque o foco é banir algo que não vai reduzir em nada criminalidade ou possiveis massacres, você pelo jeito está acompanhando a cosia pela midia brasileira, que não sabe distinguir a cabeça da própria bunda (se bem que a grande midia Americana tmb).

      • Arthur

        17 de abril de 2013 at 10:34

        https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1494

        Isso é tudo que tenho a dizer sobre o assunto.

  33. Valeria Pugliesi-Washington

    14 de abril de 2013 at 02:49

    essa idéia de diminuir de 18 para 16 o limite da imputabilidade penal é uma barca furada.
    devia-se se ajustar a perda da inimputabilidade ao crime: se roubou um saco de pipoca aos 14 anos, vai para o reformatório. se matou aos 14 anos e sabe o que fez, que seja punido como adulto, sem tapinha na cabeça.
    acho que assim talvez melhorasse um pouco.

  34. Bruno

    14 de abril de 2013 at 02:26

    Secretário-geral da Presidência da República, o eterno encrenqueiro petista Gilberto Carvalho disse na sexta-feira (12) que o governo é radicalmente contra a redução da maioridade penal. Ou seja: esse governo corruPTo quer legalizar impunidade dos menores!
    https://ucho.info/tem-vies-eleitoral-a-posicao-contraria-do-governo-a-proposta-de-geraldo-alckmin-para-menores-infratores

  35. Henrique

    14 de abril de 2013 at 02:14

    • Flávio Morgenstern

      14 de abril de 2013 at 12:52

      Gostaria de ter essa casa, ao invés de conhecer o Belénzinho tão bem. :)

  36. Bruno

    14 de abril de 2013 at 01:39

    Flávio Morgenstern, o “ex-menor” que matou Victor Hugo Deppman era estagiário da RedeTV!, a três dias meses antes de completar 18 anos (12 de abril) e não poucas horas antes como escreveste e é melhor corrigir.

    • Bruno

      14 de abril de 2013 at 01:40

      Crime aconteceu em 9 de abril.

      • Bruno

        14 de abril de 2013 at 02:22

        Vim aqui corrigir erro. Texto correto:
        Flávio Morgenstern, o “ex-menor” matou Victor Hugo Deppman a três dias antes de completar 18 anos (12 de abril). Crime aconteceu em 9 de abril, quando Deppman saiu da RedeTV! São Paulo, onde trabalhava como estagiário da geradora nacional da RedeTV!. Só isso.

    • Flávio Morgenstern

      14 de abril de 2013 at 12:59

      3 dias são 72 horas. Mal deu uma semana que o crime ocorreu e ele já tem 18 anos. Pouquíssimas horas que separam um “adulto consciente” de um menor precisando de “preparação protegida” para a vida adulta.

  37. ESTA POSTAGEM É ESPECIALMENTE DEDICADA AOS BANDIDOS QUE SE ESCONDEM NO BRASIL POR TRÁS DO TITULO DE DEFENSORES DOS DIREITOS HUMANOS
    https://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2013/04/esta-postagem-e-especialmente-dedicada.html

  38. Cedric

    14 de abril de 2013 at 00:06

    Esse Sakamoto é um palhaço. Ótimo trabalho nesse artigo Flávio, me diverti bastante com as alfinetadas que exibem a falta de coerência e o pleno absurdo proferido pelos coitadistas.

    • Porta Torta

      14 de abril de 2013 at 13:11

      Otíma definição, Cedric, para esses relativistas sociais e, portanto, falsos defensores de direitos humanos individuais: COITADISTAS!
      É isso mesmo!

  39. Lucas

    13 de abril de 2013 at 22:40

    É muita pretensão, Flavio, esperar que o Sakamoto saia em defesa desse direito burguês de não ser assassinado.

    • @mos_axz

      14 de abril de 2013 at 00:58

      A violência tá tão grande que ter uma vida virou ostentação… Só isso explica.

    • Porta Torta

      14 de abril de 2013 at 13:14

      Na mosca, como diz o mestre Rei!
      (e o discípulo Flavio está cada dia a mais escrevendo melhor!)

  40. @mos_axz

    13 de abril de 2013 at 22:17

    Eu não acho que a redução da maioridade penal resolva alguma coisa. A torcida do corinthians arranjou um moleque de 16 anos como assassino. Se reduzissem a maioridade, seria um de 14 que o “advogado” acusaria. Minha dúvida é: Até onde a sociedade está disposta a ir para acabar com a violência? Todos sabemos que o crime é, de certa forma, algo cultural. E pra acabar com a impunidade, temos antes que acabar com a prática da corrupção que aflinge a maior parte da população (e admito que não sou 100% honesto o tempo todo).

    A redução da maioridade só fará com que a faixa etária de inicio da vida do crime diminua ainda mais. Estaria o Brasil disposto a prender crianças de 10 anos que apesar de desconhecer algumas coisas do certo e errado, são capazes de carregar os 4Kg que pesa uma AK-47?

    Uma solução que a maioria dos que defendem a redução da maioridade é a liberação da pena de morte no Brasil. Meu argumento não tem nada a ver com a constituição, afinal as leis estão ai para resolver os problemas, não o contrário, mas tem a ver com o seguinte: Você confiaria à União, que é corrupta em praticamente todas as suas instâncias, o direito de decidir quem deve perder a vida pelo bem da “sociedade”?

    Não acredito muito nessas palhaçadas de direitos humanos, mas pela primeira vez em 12 anos de PT, na minha opinião, tomaram uma posição correta, mesmo que seja baseada em inúmeros argumentos imbecis…

    • Marcelo

      14 de abril de 2013 at 00:52

      Mesmo que em alguns casos passem a usar menores de 16 anos para cometer crimes, há alguma justificativa para que criminosos entre 16 e 18 anos não sejam punidos como adultos? Essa é a pergunta que deveria estar sendo feita. A sociedade mudou, os indivíduos amadurecem mais cedo e hoje a partir dos 16 anos eles têm plena noção de certo e errado, do que estão fazendo.

      Agora, veja que interessante a sua colocação: para acabar com a impunidade temos que acabar com a corrupção. Ou é o contrário? Para acabar com a corrupção temos que acabar com a impunidade? Acaba que um vai afetando o outro, num ciclo virtuoso ou vicioso. E podemos começar modernizando nossas leis, com um código penal um pouco mais novo (o nosso é da década de 40). E imagino que a idéia de que nossos jovenzinhos de 16 a 18 anos não tem noção de seus atos é dessa época também e se manteve na Constituição de 1988 (talvez naquela época também fosse). Hoje não mais.

      • @mos_axz

        15 de abril de 2013 at 10:07

        Eu concordo em partes com você quanto ao menor. Definitivamente estou em cima do muro nesse assunto. A única coisa que penso desse assunto é que se for reduzir a maioridade penal, que reduzam a maioridade plena de uma vez por todas, com direitos e deveres como alistamento obrigatório, poder de voto, Carteira Nacional de Habilitação, direito de fazer concurso público e etc.

        E quanto à corrupção, as pessoas saem impunes por causa do jeitinho e só continuam fazendo o jeitinho por causa da impunidade. Como você disse, se continuar assim, não vai acabar nunca

    • ZecA

      14 de abril de 2013 at 12:11

      Crimes praticados por menores crescem de maneira assustadora ultrapassando em muito os praticados por adultos, na certeza da impunidade. Para a esquerda menor então tem o direito de matar. Ficará três anos preso então sairá livremente com a ficha limpa para transgredir novamente. A vida de inocentes não é importante desde que criminoso seja considerado vitima de uma sociedade perversa e injusta. Podem matar que a esquerda, ONGs e comissões de direitos humanos sairão em sua defesa.

      • @mos_axz

        15 de abril de 2013 at 10:09

        Cara, a esquerda brasileira fala besteira o tempo todo(não podemos esperar algo diferente de quem acredita em socialismo), mas defender o direito de um menor MATAR, esse eu ainda não vi. Já vi defenderem o direito dos intelectuais que “governarão a potência mundial” escolher quem vai matar, como fazia Tio Stalin, mas direito de menor matar, acho que ainda não vi…

      • Flávio Morgenstern

        15 de abril de 2013 at 13:43

        Não diretamente, mas já viu alguém pedir, ao invés de punição, “preparação protegida”?

  41. joao

    13 de abril de 2013 at 21:52

    aquele livro Dostoiévski ‘Demônios’ ajudaria muito a esquerda a ver dois dedos à frente do nariz

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