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Brasil

Por que tantos partidos? Porque o PT dividia-os para conquistá-los

Ao menos essa é a teoria de Roberto Jefferson, que viu no crescimento de Eduardo Cunha uma reação à tática petista

A teoria foi trazida por Roberto Jefferson em polêmica entrevista concedida ao Estadão no final do governo Dilma. Para o ex-deputado pelo PTB, o PT usava a divisão de partidos que com ele se indispunham para a criação de novas siglas e assim aumentar a base das gestões petistas.

A tática, inclusive, seria vital para o Mensalão e sua fonte de financiamento, o Petrolão:

“Hoje eu leio o Petrolão como fonte de financiamento do Mensalão. Um dos graves problemas do PT foi o financiamento dos partidos políticos. Hoje pode fazer PMB, PSD, P não sei o quê… Tem 40 partidos. Quando o PT encontra resistência em uma direção partidária, dissolve aquele partido, pega um grupo, faz outro partido. Quem se manteve firme e não se fragmentou foi o PMDB. Quando o PMDB viu que o PT estava tentando esfacelar o partido, criando esse PSD com o ex-prefeito de São Paulo (Gilberto Kassab), começou ali a reação. Eduardo Cunha vem reagindo a partir dali. Essa janela que abriram agora (que permitiu troca de partido) é mensalão de novo. Os caras que se aproximavam para conversar pediam luvas de R$ 1 milhão, R$ 600 mil e mensalão de R$ 30 mil, R$ 40 mil, R$ 50 mil por mês. É a mesma coisa do mensalão. Aconteceu tem dez dias. O PTB foi assediado.”

Fazia sentido? Bastante.

O bipartidarismo brasileiro acabou em 1979, mas o registro definitivo mais antigo é de 1981, justamente do PMDB. Contudo, pelo menos cinco outros partidos já atuavam no país nessa época (PTN, PTB, PSD, PDT e PT). Em 17 anos, o Brasil concluiria o registro de 24 agremiações e ficaria pelo menos meia década sem o surgimento de qualquer outra. Até que o PRB nasceu no início do primeiro mandato de Lula. Todavia, o registro definitivo só sairia em agosto de 2005.

Um mês depois, o PSOL alcançaria a mesma graça. O Mensalão havia sido desmascarado três meses antes.

Entre a eleição de Lula e a reeleição de Dilma, oito partidos foram oficializados. A metade deles (PRB, PR, PSD e PROS) coligou-se com o PT em 2014. O PPL apoiou a candidatura do PSB, uma sigla que só saiu da base governista em 2016. E o PSOL, que não convence nem a si mesmo no papel de oposição, lançou candidatura própria. Apenas PEN e SD apoiaram Aécio Neves.

Desde então, surgiram outros três partidos: REDE, PMB e NOVO. Destes, apenas o último deixava claro a oposição feita ao governo Dilma. Mas não possuía qualquer representatividade no parlamento.

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