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Presidente e diretor da Fundação Banco do Brasil se aposentam após denúncias

Polícia investiga desvios de verbas para várias entidades, inclusive a casa Fora do Eixo, além de ameaças à integridade de uma criança de seis anos de idade.

José Genoino, que pediu aposentadoria por invalidez ainda às vésperas de quando acreditava-se que seria finalizado o processo do Mensalão, vem fazendo escola. O presidente e o diretor da Fundação Banco do Brasil, respectivamente Jorge Alfredo Streit e Éder Melo, afastaram-se do cargo após ter sido revelada uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal sobre suposto desvio de recursos na entidade. A reportagem é do G1:

Por meio de sua assessoria de imprensa, a entidade afirmou que os dois serão aposentados porque já cumpriram o tempo mínimo de trabalho para funcionários de carreira do Banco do Brasil. Streit começou a trabalhar no Banco do Brasil há 33 anos.  A assessoria não soube informar quando Melo ingressou na instituição.

(grifos nossos)

A investigação foi detalhada em matéria de Época de 6 de setembro passado. Nela, é apresentada a história de Maria Suely de Melo, uma funcionária de carreira do Banco do Brasil indicada pelo PT à fundação. Talvez por ingenuidade, talvez por coragem, resolveu exercer seu trabalho fiscalizador e não demorou a receber ameaças veladas à integridade dela e à do filho.

Para desgosto de Pena e do grupo petista que controla a fundação, Suely ignorou o apadrinhamento do partido. Resolveu fazer seu trabalho – e era boa nele, segundo funcionários da fundação que conviviam com ela. Descobria tudo, fossem pequenas falhas na apresentação de projetos, fossem fraudes complexas em contratos milionários. Os casos acumulavam-se. Revelavam, pelas semelhanças e nomes dos beneficiários, que a fundação desviava, sistematicamente, dinheiro para gente do PT. Ingênua, Suely relatava as falcatruas encontradas – a maioria envolvendo seu padrinho político, Jacques Pena – a seus superiores na fundação e no Banco do Brasil. Era ignorada. Ela insistiu, insistiu, insistiu… até que, em dezembro passado, convencida de que ali ninguém nada faria, juntou seus relatórios e denunciou as fraudes ao Ministério Público do Distrito Federal e à Polícia Civil de Brasília.

A polícia e o MP passaram a investigar o caso. Os dirigentes da fundação, ao saber da colaboração de Suely com as autoridades, promoveram-na ao almoxarifado. Não tardou para que ela deixasse a fundação e voltasse ao serviço no Banco do Brasil. Foi então que Suely finalmente percebeu com quem estava se metendo. Poucos dias depois de deixar a fundação, segundo relatos, recebeu um torpedo no celular com seu nome, local de trabalho e nome e idade de seu filho, que tem 6 anos. Suely interpretou o torpedo como uma ameaça velada. Comunicou o ocorrido aos delegados que investigavam a fundação. A polícia não conseguiu rastrear a origem da ameaça. Dias depois, Suely recebeu outro torpedo. Ele continha informações sobre seu cotidiano e de seu filho, como horário em que ele deixara a escola e a placa da van que o transportava diariamente. Apavorada, temendo por sua vida e pela vida de seu filho, Suely conseguiu convencer a direção do Banco do Brasil a transferi-la para outro Estado. A decisão de enfrentar o esquema montado pelo padrinho custara-lhe a vida em Brasília. Teve de deixar tudo para trás. Levou apenas o filho. Hoje, vive longe, e vive com medo. Tanto medo que, procurada por ÉPOCA, recusou-se a dar entrevista sobre o caso.

(grifos nossos)

Entre as várias denúncias trazidas por Suely, uma delas é protagonizada por um personagem que ficou bem mais famoso na web recentemente:

Com o dinheiro na mão, Capilé e seus amigos Fora do Eixo alugaram uma casa bacana em Brasília. Mobiliaram e equiparam a casa com tudo o que têm direito: bons móveis, TVs de LCD, computadores MacBook, mas não quaisquer MacBooks: MacBooks Air, aqueles fininhos, mais modernos e charmosos. A fundação banca o aluguel, contas de água, luz e telefone de nove ativistas e um bebê de 9 meses, Benjamin, filho de um deles. (Não se sabe se a fundação paga as fraldas.) Por dentro, a tal casa criativa parece mais uma start up de tecnologia que uma comunidade de “agitadores culturais”, como eles se definem. Como a luta de Capilé e de seus amigos Fora do Eixo nunca foi pelos 20 centavos, há também um carro para servir a casa. Até recentemente, de acordo com uma apuração da própria fundação, o carro circulava pelas ruas de São Carlos, no interior paulista.

(grifos nossos)

Apesar de a reportagem não saber que o MacBook Air na verdade é hoje o laptop mais barato (ou menos caro) da Apple, é evidente o desvio de recursos para fins outros que não os propostos pela entidade. Somado isso à denúncia de ameaças à integridade de uma criança de 6 anos de idade, fecha-se mais uma vez um pacote com o que de pior o PT vem oferecendo ao país na última década.

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1 Comentário

1 Comment

  1. Beto Pernambucano

    12 de setembro de 2013 at 01:19

    QUANDO UM PAI’S CHEGA A ISSO,,,,JA’ ERA,,,,SO’ O EXERCITO.

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