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As principais lideranças tucanas já deram declarações renegando a direita

O Brasil ainda digeria a reeleição de Dilma Rousseff, que vencera, mas com sabor de derrota, quando o “vencedor moral” surgiu no noticiário dizendo: “Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou“. Quatro anos depois, o país nem cogitaria mais votar em Aécio Neves para presidente. Mas aquela ficou marcada como a primeira de uma série de declarações tucanas contra o que noticiam como um “despertar” conservador.

Em outubro de 2017, FHC deixou claro em artigo que o partido precisama organizar “rapidamente um polo democrático (contra a direita política que mostra suas garras)“. É verdade que também apontou problemas na esquerda, mas a postura apenas se alinhou à de João Doria, que disse em Belém do Pará: “Não me classifico de direita. Sou e sempre fui em minha trajetória uma pessoa de centro“.

Um ano antes da eleição de 2018, o partido dividiu-se. Mas, mesmo do outro lado, o sentimento para com a direita parece ser de ojeriza. Tanto que Geraldo Alckmin tentou se descolar de Lula tachando-o de “extrema-direita” em entrevista à Jovem Pan.

Dos grandes quadros do PSDB, apenas José Serra segue sem declarações explícitas contra os conservadores. Mas nem precisa. O próprio Lula já testemunhou em defesa do esquerdismo do senador. Foi em 2009, quando o então presidente da República celebrou o fato não haver candidatos conservadores na disputa presidencial.

Ironia do destino, Dilma e Serra disputariam a tapa os votos dos evangélicos no segundo turno de 2010. E nada leva a crer que outras ironias não ocorrerão na eleição de 2018.

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