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Procuradoria acusa Renan de desviar dinheiro do Senado e falsificar documento

Candidato apoiado pela base aliada de Dilma responderá pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Condenado por corrupção, Dirceu defende colega e diz que denúncias são fruto de “falso moralismo”

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A edição deste fim de semana de Época revela a íntegra da denúncia oferecida pelo procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Calheiros disputa à presidência do Senado e deve ser reconduzido ao cargo por dispor de amplo apoio da base aliada de Dilma.

As acusações contra o senador são graves, e se aceitas pelo STF, podem resultar em pena de até 23 anos de prisão.

Condenado a 10 anos e 10 meses por corrupção ativa e formação de quadrilha, José Dirceu saiu em defesa de Calheiros e atribuiu a uma “ofensiva midiática” e a um “falso moralismo” os protestos de quarta-feira (30) em frente ao Congresso Nacional e a cobertura da imprensa em relação à denúncia do procurador geral da República.

Abaixo reproduzimos um trecho da reportagem de Época:

Os 81 senadores da República irão eleger daqui a pouco como presidente da Casa um colega denunciado na última semana pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público, 2 a 12 anos de cadeia), falsidade ideológica (1 a 5 anos de cadeia) e uso de documento falso (2 a 6 anos de cadeia). ÉPOCA teve acesso na noite de quinta-feira (31), com exclusividade e na íntegra, à devastadora denúncia oferecida pelo procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, contra o senador Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, no dia 24 de janeiro. Gurgel é taxativo: Renan apresentou, ao Senado da República, notas frias e documentos falsificados para justificar a origem dos recursos que o lobista de uma grande empreiteira entregava, em dinheiro vivo, à mãe de sua filha, a título de pensão. Está provado, finalmente, que Renan não tinha condições financeiras de arcar com a pensão – e que não fez, de fato, esses pagamentos à mãe de sua filha. De quebra, descobre-se na denúncia que Renan desviou R$ 44,8 mil do Senado. Nesse caso, também usou notas frias para justificar o desfalque nos cofres públicos.

Se condenado pelos três crimes no STF, o novo presidente do Senado poderá pegar, somente nesse processo, de 5 a 23 anos de cadeia – além de pagar multa aos cofres públicos, a ser estipulada pela corte. (Há, ainda, outros dois inquéritos tramitando contra Renan no STF.) A denúncia de Gurgel está no gabinete do ministro Ricardo Lewandowski desde segunda-feira. Caberá a ele encaminhar, aos demais ministros do STF, voto favorável ou contrário à denúncia. Lewandowski não tem prazo para dar seu voto. 

A denúncia de Gurgel, fundamentada em anos de investigação da PGR e da PF, centra-se no episódio que deu início ao calvário de Renan, em 2007, quando ele era presidente do Senado e, após meses de incessantes denúncias, viu-se obrigado a renunciar ao cargo – mas não ao mandato. Naquele ano, descobriu-se que o lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, pagava, em dinheiro vivo, R$ 16,5 mil mensais à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tivera uma filha. No mesmo período em que o lobista Gontijo bancava as despesas de Renan, entre 2004 e 2006, a Mendes Júnior recebia R$ 13,2 milhões em emendas parlamentares de Renan destinadas a uma obra no Porto de Maceió – obra tocada pela mesma Mendes Júnior. Abriu-se um processo no Conselho de Ética no Senado. Renan assegurou aos colegas que bancara a pensão do próprio bolso, e apresentou documentos bancários e fiscais que comprovariam sua versão. O dinheiro seria proveniente de investimentos do senador em gado. A denúncia da PGR derruba por completo a versão bovina de Renan – e mostra que, para se montar a versão fajuta, Renan cometeu muitos crimes. 

Diz Gurgel na denúncia (leia o trecho abaixo): “Em síntese, apurou-se que Renan Calheiros não possuía recursos disponíveis para custear os pagamentos feitos a Mônica Veloso no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, e que inseriu e fez inserir em documentos públicos e particulares informações diversas das que deveriam ser escritas sobre seus ganhos com atividade rural, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, sua capacidade financeira”. Para piorar: “Além disso, o denunciado utilizou tais documentos ideologicamente falsos perante o Senado Federal para embasar sua defesa apresentada (ao Conselho de Ética)”. “Assim agindo”, diz Gurgel, “Renan Calheiros praticou os delitos previstos nos artigos 299 (falsidade ideológica) e 304 (uso de documento falso), ambos do Código Penal.

(grifos nossos)

A íntegra da reportagem de Época pode ser lida aqui.

Ao seu modo, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) também trabalha pela recondução de Calheiros à presidência do Senado. A despeito das acusações de corrupção, Suplicy afirmou que votará “respeitando a decisão do PMDB”, ou seja, votará em Renan Calheiros. Sem antes, claro, protestar contra a candidatura, afinal, ele é um homem bom e ingênuo.

ANIVERSARIO SABRINA SATO

Sou contra, mas voto a favor

A ONG Rio de Paz lançou uma petição na internet contra a candidatura de Renan Calheiros à presidência do Senado Federal. Para assinar o documento, acesse este link.

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2 Comentários

2 Comments

  1. Lulinha

    1 de fevereiro de 2013 at 9h46

    Queremos um P! Queremos um I! Queremos um Z! Queremos outro Z! Queremos um A! P-I-Z-Z-A, PIZZAAAAAAAAAAAAAAAA!

  2. PaxJr.

    1 de fevereiro de 2013 at 6h58

    Essa foto do Xuplixy, nesse tópico e com essa legenda ficou sensacional!

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