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PSDB apresenta na TV uma alternativa de fato válida para 2014

A continuar assim, é de se esperar uma campanha com debates bem mais ricos no ano que vem.

Desde que Collor se elegeu presidente com um tom até então inédito no país, tem sido cada vez mais raro uma campanha política se valer de ideais. Em seu lugar surgiram as estratégias traçadas em agências de publicidade sempre em sintonia com resultados de pesquisas de opinião pública. Ao ponto de os debates das últimas campanhas terem se tornado enfadonhos, uma vez que os principais candidatos chegavam a possuir o mesmo discurso a respeito dos temas mais em voga.

Por isso é louvável que a inserção do PSDB na TV na noite desta quinta-feira já traga não só alguns posicionamentos do partido, mas intenções que há até bem pouco tempo eram evitadas pelos marketeiros sempre temerosos de uma não compreensão por parte das camadas mais populares. Conduzido por Aécio Neves, o programa passeia pelo país em linguagem bastante acessível – o próprio jeito de falar do senador dá o tom ideal para a peça – levando às camadas mais populares ideias que costumam ser veneradas apenas no topo da pirâmide, numa iniciativa que lembra bastante o Capitalismo para Pobres.

Em resumo, Aécio Neves:

  • Defendeu o estímulo aos pequenos empreendedores.
  • Criticou a inflação que as camadas mais populares vêm enfrentando.
  • Defendeu que o controle da economia foi a grande conquista da sociedade brasileira e por isso deve ser melhor respeitada (em contraponto a pronunciamentos de Dilma nos quais ela dizia ser esta uma questão secundária).
  • Criticou o desperdício do dinheiro público em obras de infraestrutura mal conduzidas.
  • Defendeu que o trabalho precisa ser feito pelo setor privado e que caberia ao governo dar condições ideais para isso.
  • Defendeu o ensino profissionalizante.
  • Defendeu que quem vai salvar o Brasil é o brasileiro, não o governo. Caberia ao Estado apenas dar condições para isso.
  • Ao final, convidou para um hangout já mostrando que esta pode ser a ferramenta da vez em 2014.

A continuar assim, é de se esperar uma campanha com debates bem mais ricos no ano que vem. A oposição, como há tempos não fazia, há de se mostrar como uma alternativa real ao governo que tanto vem causando insatisfação a boa parte da população.

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9 Comentários

9 Comments

  1. Lucho

    27 de setembro de 2013 at 18:59

    Marlos Ápyus? Aquele cara que fez um senhor mimimi só porque o Carlos Cardoso (do Contraditorium e do MeioBit) escreveu um texto e fez um vídeo tirando tirando um sarro danado do pessoal (em especial das subcelebridades brasileiras que participaram dessa idiotice, pediram para o Ashton Kutcher participar e levaram um toco humilhante do ex-marido da Demi Moore no twitter) que participou daquela suprema patetice chamada #forasarney? E respondeu ao Cardoso usando a típica desculpa dos sofativistas “Pelo menos eles fizeram a parte deles”?

    É esse Marlos Ápyus? Ah, tá. Só para saber. Nem vou perder meu tempo lendo o texto. Aliás, já acho demais ter perdido o meu tempo digitando esse comentário.

    • Marlos Ápyus

      28 de setembro de 2013 at 18:33

      Brother, tou achando que você está me confundindo com alguém. Realmente não lembro de ter defendido aquela ação, mas lembro de alguma vez já ter discordado de algumas posturas do Cardoso contra o que ele chama de “sofativismo”. Procurei nos meus tweets (você pode pesquisar aqui também: https://marlos.apyus.com/tweets) e não encontrei esse momento ao qual você se refere. Se você não quer ler nada do que eu tenho a escrever por conta de uma desavença (a qual nem lembro) minha com o Cardoso (com quem eu costumo concordar bastante quando o assunto é tecnologia), eu só posso lamentar. Mas a vida segue =)

  2. Maria Cristina Bodanese Fontana

    24 de setembro de 2013 at 10:16

    Ontem 23/09 assistindo ao Programa CQC(tipo retrospectiva) passaram um debate dos candidatos a Presidência na TV campanha 1989, senão me engano. Aquilo sim era debate. O que se vê hoje, nos debates televisivos, lembra muito a copa do mundo no Japão, onde os japoneses batiam palmas simultaneamente, parecendo marionetes. É o que vemos hoje , na época do “politicamente correto” um debate sem graça, sem emoção, sem conteúdo e completamente desinteressante. As emissoras tem que deixar a coisa fluir, e preferencialmente ,que o candidato não precise de ponto eletrônico para defender suas idéias e nem da atuação de seus “marqueteiros”. O Aécio Neves, está caminhando na direção certa.

  3. Hermes

    22 de setembro de 2013 at 14:50

    Espero não estar sendo muito otimista, mas essa conversa do Aécio( nem gosto muito dele) está muito boa. Acho que acertou no tom. É um alívio alguem que consegue começar e terminar alguma frase em português.

  4. José Carlos

    21 de setembro de 2013 at 21:58

    Poderia ser incluída na campanha o excesso de impostos. A questão tributária, além da inflação, também penaliza os mais pobres. Cada 70 reais do Bolsa Família, 30% (ou 21 reais), o governa “pega de volta”, como imposto só em alimentos.

  5. Gabriel

    21 de setembro de 2013 at 19:59

    Ótima iniciativa, mas acho que falta ainda um movimento de oposição com raízes fortes na SOCIEDADE brasileira, não só na política. Aécio vai ter que enfrentar hordas de militantes lobotomizados do PT.

    E, claro, falta um movimento e um partido de direita.

  6. Thiago

    21 de setembro de 2013 at 01:40

    Acho que fizeram muito bem em se posicionar, espero que continuem assim e melhorem cada vez mais!

    O difícil vai ser lidar com a tentativa de rebaixar o debate, pois o PT não tem competência para manter um alto nível. Mas o pior será após a saída do PT do governo, creio que o próximo presidente que entrar, não sendo do PT, irá se assustar com a terra arrasada e com o aparelhamento da máquina pública…

  7. pedro monteiro

    20 de setembro de 2013 at 20:54

    táva na hora do psdb parar de ficar no vacuo do discurso do pt… tem q ser oposição

  8. Thiago

    20 de setembro de 2013 at 18:11

    Muito dificil acreditar, mas espero que faça efeito neste meio… eu realmente gostaria que debates politicos no Brasil tivessem mais profundidade e menos marketing

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