O dia em que PSDB, PT, PMDB, PSC, PCdoB, PP, DEM, PR e PTB tentaram anistiar o crime de caixa 2

Em dado momento, o próprio Antagonista noticiou: o site era o único veículo a cobrir uma das sessões que trabalhavam a anistia ao caixa dois, um dos principais desejos do que restou de governo após o impeachment de Dilma de Rousseff. Ou seja… Por mais que a imprensa fingisse se importar, com raras exceções, ela se calou, preferindo atacar o caso Geddel Vieira Lima, e entregando que de fato era refém não de um esquerdismo, mas de partidos de esquerda que também se beneficiariam do absurdo.

Claro, o trabalho do trio Mainardi, Sabino e Dantas foi primordial. Mas de nada adiantaria sem a gritaria que tomou conta das redes sociais no 24 de novembro de 2016, quando a Câmara Federal vaiou Onyx Lorenzoni, o relator do pacote contra a corrupção proposto pela operação Lava Jato.

Dois dias depois, já com o caso em reversão, a Folha de S.Paulo listou os articuladores da manobra. Havia 3 tucanos (Antonio Imbassahy, Juthay Magalhães e Carlos Sampaio), dois petistas (Vicente Cândido e Afonso Florence), dois peemedebistas (Baleia Rossi e Carlos Marum), dois deputados do PR (José Carlos Araújo e Aelton Freitas), um do PSC (André Moura), um do PCdoB (Orlando Silva), um do PP (Aguinaldo Ribeiro), um do Democratas (Pauderney Avelino) e um do PTB (Jovair Arantes). Ou seja… Havia partidos de direita, de esquerda, de governo e oposição. Era nitidamente Brasília contra o brasileiro.

De todo o episódio só foi possível extrair um ponto positivo; a opinião pública demonstrou que consegue se fazer ouvir mesmo quando a imprensa não demonstra interesse em escutá-la.

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