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PSOL pede no STF a liberação do aborto até o 3º mês, mas a medida pode causar efeito oposto

Os parlamentares provavelmente reagirão.

O mundo da política é em grande parte composto de narrativas, estratégias de comunicação, posições marcadas e assim por diante. Desse modo, é razoável supor que a ação do PSOL perante o STF, para que o aborto seja descriminalizado até o terceiro mês da gestação, tenha esse viés.

Vivemos no período de pós-PT, e a disputa pelas bandeiras esquerdistas fica cada vez mais intensa. Com a iniciativa, o partido marca pontos junto à militância.

Porém, o tiro provavelmente sairá pela culatra. E é fácil compreender o porquê.

Como já explicamos aqui, o Congresso, em sua grande maioria, tem uma postura diferente daquela adotada pelo STF em decisão recente. Mais do que isso, os parlamentares precisam de pautas positivas e poucos temas são tão unânimes quanto o aborto. A grandíssima maioria é contra.

Desta feita, a ação do PSOL tem tudo para deflagrar um movimento entre deputados e senadores para que RECRUDESÇAM a legislação, a ponto de mudar a Constituição Federal e, desse modo, impossibilitando o STF de fazer qualquer coisa a respeito.

Atualmente, as sanções penais decorrentes de aborto são todas restritas a clínicas clandestinas, mas não a mulheres. A iniciativa do PSOL, no fim das contas, pode fazer com que as leis fiquem ainda piores. E do jeito que os congressistas correm atrás de pautas positivas, talvez isso aconteça rápido.

Na sanha de atender à militância, acabaram passando por cima dos cálculos políticos mais complexos.

Fonte: G1

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