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Putin apoiou financeiramente a consolidação da ditadura venezuelana

Turquia, Hungria e Venezuela: aos poucos, Putin alimenta o totalitarismo pelo mundo

Foto: Kremlin

Os protestos na Venezuela já somavam 91 mortos quando veio a público que Vladimir Putin dizia admirar Nicolás Maduro, vendo no bolivariano um líder “corajoso” que estaria mantendo “a estabilidade e a paz” na Venezuela. Não fazia sentido. Enquanto o mundo finalmente reconhecia que o “Socialismo do Século XXI” paria mais uma ditadura, o presidente russo ia na direção oposta – no mês seguinte, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia considerou “inadmissíveis” as sanções unilaterais dos EUA contra a nação sul-americana.

Um artigo da Bloomberg traduzido pela Exame jogou luz no tema: “Maduro vem buscando novas salvações financeiras na Rússia, reduziu as importações, cobrou dívidas e vendeu ou hipotecou ativos com grandes descontos“. Com isso, conseguiu 80% dos US$ 3,5 bilhões que precisava para quitar títulos com vencimento ainda em 2017. Em outras palavras, há interesse de Putin na consolidação de uma ditadura na Venezuela.

A própria imprensa russa noticiava esse movimento ainda em 2016. A diplomacia local temia a tensão política no aliado latino-americano por dois motivos simples: armas e petróleo. A nação europeia havia investido milhões de dólares da sua indústria armamentista e petrolífera na Venezuela. Só no Vale do Orinoco, a intenção era injetar US$ 20 bilhões. E o temor era de que uma mudança de comando não honrasse contratos.

Daniel Gros, do Centro de Estudos de Políticas Europeias, utilizou um termo estranho para definir a ações do Kremlin: “iliberalimo”, um regime autoritário que mantém a popularidade respeitando leis de mercado, ou basicamente o contrário da receita de Maduro em Caracas. É o que estaria em vigor não só na Rússia, mas também na Turquia e Hungria, onde ambos os líderes polemizam abraçados com Putin: Recep Tayyip Erdoğan e Viktor Orbán.

O cruzamento de manchetes levanta a suspeita de que seria esta a cartilha imposta por Moscou a Maduro: ignorar por completo a pressão internacional, centralizar ao máximo o poder estatal e garantir que os negócios estatais sobreviverão – independente de qualquer crise humanitária.

Enquanto isso, o FMI estima que o PIB venezuelano encolha 12%, com inflação em 650%.

Fonte: Estadão

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