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Que tal tirarmos um pouco de sarro do Sakamoto?

Leonardo Sakamoto, o jornalista do UOL, critica quem tem “preconceito” com “mulheres com pênis”. É sério.

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Muitas pessoas perguntam como conseguimos achar tanta coisa a ser comentada na internet. É simples: temos um algoritmo que caça textos por aí segundo palavras-chave (feminismo, fascismo, privataria, homofobia etc). Conforme o número de palavras encontrado, ele nos classifica o que deve ser comentado.

Às vezes ficamos sem inspiração e apenas rodamos o algoritmo conforme a classificação do que está sendo comentado na internet. É fácil encontrar a meia dúzia de palavras que está no texto de todos os “progressistas”, o novo nome da esquerda anti-capitalista de sempre.

Mas tem vezes em que a coisa enguiça. Parece estar todo mundo na mesma pontuação. Todos os sites progressistas falando da mesma coisa, na mesma hora, com as mesmas palavras (nisso atingiram perfeitamente a igualdade).

Aí não tem jeito: para saber quem tem prioridade e deve ser mais comentado, precisamos correr logo para Leonardo Sakamoto.

Em seu blog no UOL, o jornalista reclamou dos “preconceitos” de quem zoou Romário por este sair com uma “mulher trans”.

“Mulher trans”, “liberal-fascista”, “homem urso”, “meio grávida”, “católico ateu”. É com esse tipo de conceito que funciona a mente progressista. Não se trata de falácias, ou seja, falhas na construção de um silogismo: trata-se de erros até nos conceitos que buscam refletir a realidade. Assim, mesmo um esquerdista mestre da lógica, com pós-doc em Filosofia, notável analista de narrativas (a Escola de Frankfurt foi feita assim), não deixa de ser um completo divorciado da realidade mais factual.

man womanA crítica de Sakamoto é que “O que define uma mulher não é o que ela tem ou teve entre as pernas”. Ou seja, uma mulher pode ser… um homem. Talvez um alemão possa ser um tailandês. Ou uma foca talvez possa ser um ornitorrinco. Como já diz a sabedoria popular, na falta de um original, qualquer objeto em sua mão pode se transformar em um martelo. E se tudo o que você tem à mão é um martelo, trate o mundo como um grande prego.

Diz o nosso japa preferido que “Você se sentiu sexualmente atraído por uma mulher. Dai descobre que ela tem ou teve o mesmo órgão sexual que você”. Para Sakamoto, tudo o que define uma mulher é o quanto alguém “se sente e se expressa” mulher. Se eu, homem, “me sentir” mulher e dar uns malho no Sakamoto, ele continuará sendo hétero (?!), porque teve uma relação homem-mulher. No entanto, para tal, preciso “me expressar” como mulher. Todavia, as formas de como uma mulher “se expressa como mulher” (batom, saia, salto alto, bolsa, dirigir mal, acreditar em horóscopo, ter a “capacidade” de ser estuprada vaginalmente, pintar as unhas) são apenas performances socialmente construídas (?!?!), e não algo intrínseco ao sexo, que é diferente do gênero, porque os transexuais redefiniram essa distinção básica (?!?!?!?!). Entendeu? Nem eu. Mas tá lá no Sakamoto e nas baboseiras que a Judith Butler escreve. Ops, desculpe. @ Judith Butler. Não podemos fazer distinção de gênero na gramática.

A esquerda tem duas preocupações com esse tipo de “analítica”. Tudo surgiu com Michel Foucault e sua crítica à “sociedade disciplinar” (antes dele, o feminismo estava mais preocupado com salários iguais para mulheres em fábricas nos tempos de guerra, depois estas causas urgentes de agora se tornaram a preocupação principal de seres semoventes).

Trata-se antes de tudo de subverter não valorestradições, como costumam reafirmar certos conservadores, mas sobretudo de estraçalhar padrões de medida. Ou seja, medidas fixas, pelas quais possamos medir outras coisas. Por exemplo, alguém no Brasil é a favor de corrupção e de ditadura? Creio que ninguém diga isso tão claramente. Mas chamando a primeira de “caixa 2” e a segunda só de “regime comunista”, quantos não passam a imediatamente, nunca antes na história desse país, a dizer que corrupto que compra voto para instaurar uma ditadura é herói nacional?

Sakamoto, nessa atividade, comete uma análise brilhante, mas com conceitos, como visto, divorciados da realidade:

Se aceitar bovinamente viver com medo de seus desejos conseguirá, aí sim, ser um belo de um frouxo. Um covarde que não tem vontade ou opinião própria, mas depende da manada para lhe dizer o que pensar, como se vestir, o que comer e com quem se deitar.

Cara, tenho dó de você. Porque, ao temer ser rotulado, compartimenta a vida em caixinhas que, simplesmente, não existem. E interdita a si mesmo em uma sabotagem maluca.

“Ah, mas isso é pecado!” Olha, se existir uma entidade suprema, acredite, ela não vai se importar com quem você transa ou quem você beija. Caso contrário, não seria uma entidade suprema, mas algum religioso-fundamentalista-inspirador-de-ódio.

É despiciendo ver como tais ataques à religião são manobra totalitária. Mas não deixa de ser engraçado ver Sakamoto criticando quem “não tem opinião própria”, quem “depende da manada para pensar”, quem “teme ser rotulado”, quem “compartimenta a vida em caixinhas”, compartimentando todas essas pessoas na caixinha com rótulo “religioso-fundamentalista-inspirador-de-ódio” (é com você que ele tá falando, cara).

Diagnóstico perfeito, justamente para explicar quem depende da opinião da manada com sua modinha progressista politicamente correta para pensar, quem teme ser rotulado de coxinha, conservador, reaça e direitista e quem divide a vida entre as caixinhas dos “bacanas” e dos “religiosos-fundamentalistas-inspiradores-de-ódio”.

laerteA segunda preocupação é justamente essa animalização da linguagem. Ao invés do contato direto com a realidade (menino tem pênis, menina tem vagina), temos apenas o contato intermediado pela ideologia propagada por eles, em que eles são nossos únicos defensores – e para nos proteger, precisam de poder. Poder para impedir que outros tenham preconceitos e acreditem em coisas ultrapassadas, como homem e mulher. Como cromossomo X e Y. Como família, papai e mamãe. O totalitarismo de 1984, Admirável Mundo Novo, Revolução dos Bichos, A Revolta de Atlas e derivados começa exatamente assim: tudo, no fim, se torna apenas a máquina estatal e seu mundo perfeito e aplainado.

Com essa animalização, todo discurso apenas age como cachorros, cheirando as partes íntimas de seu interlocutor para saber se fazem parte da matilha amiga ou rival. Caso recaia no segundo caso, basta chamar de conservador, reaça, coxinha etc.

É aí que entra o nosso algoritmo. E é aí que análise de Sakamoto é perfeita em sua lógica, mas inverte completamente a realidade – afinal, ele mesmo pratica o que critica.

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49 Comentários

49 Comments

  1. Fernando

    30 de dezembro de 2013 at 03:32

    Flávio, se esta tese insistir e vencer as ciências sociais irão ser abolidas da sociedade e a desdefinição será a bola da vez..
    Será algo bem pior que Atenas x Esparta.

    • Flávio Morgenstern

      3 de janeiro de 2014 at 13:13

      Devemos ter esperança para daqui a uns 2 milênios, talvez. Só esquecer que a nossa civilização possa sobreviver, a não ser como nota em livro de História para estudiosos.

  2. Fábio

    28 de dezembro de 2013 at 10:43

    Que tal ele se aliar ao Ronaldo gordo nessa campanha?

  3. JV

    28 de dezembro de 2013 at 10:28

    Votaram num doido para diretor de hospício, dá nisso. Me lembra muito Machado de Assis e o Doutor Simão Bacamarte.

  4. Sandra

    27 de dezembro de 2013 at 23:38

    Sakamoto é o grande pacifista, ferrenho defensor do desarmamento civil que posou todo pimpão com um rifle no Timor Leste, um arremedo de Chê, com direito a boina e barba.
    Sempre achei que ele ali estava numa missão pacífica como jornalista. Pra que a arma? E um rifle! Defesa pessoal ou pretendia abater tigres? Um discreto revolver não seria suficiente para alguém que não pretendia se meter em encrencas em terras estrangeiras? Uma bodurna? Um cajado de monge?
    Quem tem uma arma deve estar preparado para usá-la para ferir ou matar alguém e saber lidar com isso. Exibi-la como Sakamoto o fez demonstra que o sujeito é um grande hipócrita ou um bobalhão exibicionista.

  5. Gunnar

    27 de dezembro de 2013 at 08:40

    Pra mim o Sakapoko fica pau a pau (ops) com o Vanguarda Popular e o Joselito Muller.

  6. Fernando

    26 de dezembro de 2013 at 06:47

    Flávio, nada a ver com o Japa mais amado da internet e o texto acima, mas você havia dito que pretendia retomar o seu blog pessoal. Em que pé está isso?

    • Flávio Morgenstern

      29 de dezembro de 2013 at 20:43

      Fernando, tive de passar algumas coisas mais urgentes na frente. Mas não demorará muito… creio.

  7. Luis Gustavo

    23 de dezembro de 2013 at 17:02

    Não Flávio, não conheço só o Reinaldo Azevedo, suave pretensão esse argumento. De fato, existe uma visão à direita que contrapõe decentemente a situação, mas são poucos e não é neste site. E por falar em clichês, como citado pelo “MariMaris”, este tipo de reportagem e muitas das que transcorrem pelas páginas deste site que são clichês. Clichês de uma direita que não consegue se colocar à altura para contrapor com ideias que agregam. São ideias que se dissolvem e não resolvem nada, só criam desprezo. E ao amigo Diogo R Santos, “visõezinhas” do mundo, no meu ponto de vista, são as visões retóricas dos textos e muitos comentários aqui expostos. Isso eu considero visão diminuta da sociedade, exemplo (de comentários): “Se o camarada se sente uma mulher em um corpo de homem, lamento, mas é uma cruz que terá de carregar até o fim da vida.” E como o deboche a homofobia e as inversões insólitas de valores são comuns neste tipo de site, fica a dica: existem vários estudos que comprovam a hipótese de que homofobia = homossexualidade. Ademais, existem diversas passagens no texto que são clichês autênticos da chamada inversão de valores, como a própria ironia do politicamente correto, que, por exemplo, é uma arma injusta para perpetuar preconceitos através de, por exemplo, piadinhas sobre negros, gays, gordos, etc…mas isso não há o que discutir, numa seita não se converge ninguém. Boas Festas.

    • Flávio Morgenstern

      29 de dezembro de 2013 at 20:40

      Você sabia que gastar umas 15 linhas para afirmar que somos ruins, feios, bobos, com cara de melão, homofóbicos e gays sem refutar UMA VÍRGULA do texto só comprova que você talvez, quem sabe, provavelmente, é até uma hipótese, se formos ver bem não tem nenhum argumento contra ele?

      • Thiago

        2 de janeiro de 2014 at 01:44

        Mas Flávio, vai dizer que não chega a ser cômico o jeito que estas pessoas tentam se mostrar superiores? Bem, consigo dar boas gargalhadas com estes comentários!

      • Flávio Morgenstern

        3 de janeiro de 2014 at 13:42

        É minha diversão pós-almoço.

    • Diogo R Santos

      30 de dezembro de 2013 at 08:17

      Luiz Gustavo, você nem conseguiu refutar meu argumento de visõezinhas e ainda fez uma inversão das mais grosseiras. Você mal consegue explicar seus pontos de vista e tem mais, suas bases se baseiam em visões românticas e utópicas totalmente distorcidas da realidade – por isso que você sequer consegue fazer uma argumentação mais profunda. Sinceramente, é revoltante ver o dogmatismo ser considerado como princípio de racionalidade

    • Ana

      2 de janeiro de 2014 at 09:30

      Engraçado esse negócio de preconceito. Acho que o ofendido com piadinhas é preconceituoso em relação a si mesmo a partir do momento que não consegue rir de sua própria realidade sendo explorada em seu mais extravagante ponto. Sou loira e quando criança estava na moda aquela música de loira burra. Ocorreu por mais de uma vez episódios em festinhas da escola onde se faziam rodinhas e todos apontavam para mim cantando “loira burraaaa ôô”. Até hoje permanece esse “preconceito” de que loira é burra, cansei de ouvir, “tinha que ser loira” ao cometer algum deslize. Mas quer saber, nunca me senti ofendida com isso, nem com as piadinhas sobre loiras. A carapuça “burra” simplesmente nunca me serviu. Só se ofende mesmo quem não gosta de ser o que é. Eu sempre fui loira e, por isso mesmo, invejada por muitas pessoas (já que muitas das lindíssimas morenas brasileiras insistem em ser loira alaranjada) e sempre tive orgulho de ser loira. Sempre soube que ser burra ou inteligente independe da cor do cabelo. Mas nunca me vitimizei pelas piadinhas, inclusive achando-as muito engraçadas a maioria das vezes. Acho ridículo alguém pensar que o senso de humor só pode se basear em objetos insensíveis. Que agora comecem a fazer piada sobre pedras.

      • Flávio Morgenstern

        3 de janeiro de 2014 at 13:55

        É isso mesmo, porque essa coisa de reduzir tudo a “opressor x oprimido” esquece-se de que mudamos de lado nisso o tempo todo. Afinal, mulher é sempre vítima perto de homem, mas uma loira é “opressora” perto de uma morena, e aí todo mundo pode chamar de loira burra, and so on. Thomas Sowell (por sinal, negro) tem uma análise excelente sobre racismo que vale a pena ser lida: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1732
        Afinal, os italianos não estão no Brasil justamente para substituir os negros? E os asiáticos, que sempre chegaram aqui fugidos e mortos de fome? Por que nunca se pensou na “discriminação” e em cotas para eles?

  8. Sandra

    23 de dezembro de 2013 at 13:16

    Sakamoto é um caso típico do sujeito que, por ser novo demais na época, perdeu os anos 60. Não dormiu num ‘sleeping bag’ e, como seus ídolos políticos de então (exilados), acha agora, “burro velho”, que tem grandes tarefas históricas a cumprir. Seu blog é um desfilar de bandeiras rotas, mofadas, fora de tempo e lugar. Efeito USP, um belo campus criado no fim do mundo, onde germinou uma casta cujo único contato com a sociedade eram as linhas de ônibus que alguns usavam. Lá se podia discutir a IV Internacional, meter o pau na revolução burguesa na China pós-Mao e aderir à fantástica Albânia, apoiar os candidatos autênticos do PMDB ou optar por fundar um Partido Operário que Lula rechaçava com veemência, pois desprezava os tais “intelectuais”, gente que mais tarde ele nomeou para seu governo e tratou a pontapés como empregadinhos, pois continua achando-os uns bostas, não sem uma boa dose de razão. Caras que ainda levam Marcuse a sério, têm Althusser e Foucault como referências e conseguem ler o que Guattari escreve merecem tal “deferência”. Mas eles não fazem caso, desde que sejam pagos com cargos comissionados, ganhem espaço na mídia e descolem uns trocados como palestrantes (bem) pagos pelos bobocas para desfiar barbaridades com ares doutos. Nem se incomodam com o fato de seus mentores terem se revelado corruptos vulgares, neo-coronéis. Tem uma visão de mundo idealizada, polarizada pela ideologia gerada no perímetro dos bairros ditos nobres. Justifica todas as coisas através da desigualdade social e derivados (racial, sexual) ignorando que entre o “lupem” vigoram as leis do capitalismo selvagem, que muitos dos tais movimentos e associações populares estão sob o domínio do crime organizado em facções cujo funcionamento é fundado na obediência absoluta e violência.
    O pior é que se reproduziram feito baratas, o que pude comprovar recentemente num curso de especialização que fui compelida a fazer (hoje o serviço público acha bonito ostentar doutores mesmo que de araque). Esse romantismo boa praça, que tem vergonha de fazer 3 refeições, ter MacBook, iPhone, acha que bolsas disso e daquilo e cooperativas de catadores resolvem o problema de renda virou uma praga não mais restrita às Humanidades. O bom senso já dá mostras de ter abandonado a Medicina e Engenharia.

    • Flávio Morgenstern

      29 de dezembro de 2013 at 19:48

      Não conseguiria definir melhor, Sandra! Como sempre, acreditam que quem não é de esquerda é porque não leu os 3 autores que eles leram. Enquanto a direita, que eles ignoram de todo (nem sabem que existe), não cansa de refutá-los de cabo a rabo. As obras de Voegelin, Scruton, Kolakowski, Croce, Sowell etc são, basicamente, compilados de refutações a esquerdismos.

  9. Thiago

    21 de dezembro de 2013 at 22:55

    Essa confusão do Sakamoto me lembrou um debate que tive, na época do Orkut, com um hermafrodita que queria que todos aceitassem que todo ser humano era primeiro mulher para depois alguns virarem homens… Tentei mostrar que ele tinha faltado as aulas de ciência e tal, ele tentou evocar um especialista na área… Nisso mandei um e-mail para o tal especialista pedindo explicações e ele falou que eu estava certo… Fui mostrar a resposta do especialista para o cidadão… E ele não acreditou, continuou afirmando bobagem até conseguir esgotar minha paciência e nunca mais responde-lo.

    • Flávio Morgenstern

      22 de dezembro de 2013 at 13:32

      Mania de psicanalista. Algumas correntes da psicanálise adoram afirmar esse tipo de bobagem. Nada mal pra uma teoria que julga que mulheres que se masturbam estão em crise de identidade sexual porque o clítoris é um órgão que fica rijo (sic, isto está em Freud). Ou que somos todos apaixonados pela nossa própria mãe porque temos complexo de Édipo (como se o Édipo grego tivesse alguma coisa a ver com isso).

  10. Luis Gustavo

    21 de dezembro de 2013 at 17:37

    Amo muito tudo isso! Acho extremamente interessante a colocação do autor sobre a suposta alegação de ódio da contraparte, quando segue exatamente o mesmo caminho. E por falar em algoritmo, o seu é tão enfadonho quanto ultrapassado. Existe um desejo de contrapor e reduzir o pensamento centro-esquerda ou progressista de uma forma agressiva, similar ao fantoche do tio rei Reinaldo Azevedo. Queres o lugar dele? Puxa, quanta chatice o politicamente correto né? Vamos continuar semeando o ódio pois o preconceito velado das piadas dos nosso ilustres “comediantes” modernos são apenas uma brincadeira. Nem pensar criticar, pois assim viramos coxinhas às avessas. Tudo gira em torno da ação e reação, conhece esta lei? E ainda tem a cara de pau de mencionar que o outro é cara de pau. E não, meu caro SR. previsível, não sou socialista nem “petralha” e nem qualquer outro adjetivo pejorativo que a sua turma adora. O semeador do ódio dando moral de cueca. Give me a break and try to do something better next time!

    • Flávio Morgenstern

      22 de dezembro de 2013 at 11:50

      Opa, é mesmo, meu texto é cheio de pregação de ódio. E, claro, se não concordo com o Sakamoto, logicamente que a única coisa que leio é o Reinaldo Azevedo – porque é o único autor de direita que você conhece, e portanto o único que existe no mundo. ;)

      • MariMaris

        23 de dezembro de 2013 at 00:56

        Ficou faltando só ele te chamar de “tucano”, né Flávio? Acho que ele se esqueceu desse clichê. Rs rs

    • Diogo R Santos

      22 de dezembro de 2013 at 18:25

      Luiz Gustavo

      Na boa cara, para tipos como você qualquer contestação às suas próprias visõezinhas de mundo é vista como preconceito e ódio. Você faz críticas sem fundamento nenhum . Lógica enfadonha? Fantoche do Reinaldo Azevedo? Explique melhor estas questões se você quer credibilidade, – e eu te garanto que você não conseguirá provar nada.

      Ah, e pra concluir, não se preocupe, eu não te acho petista ou comunista, eu te acho bem neutro por sinal, ainda mais por essa argumentação bem rasa. E isso é bem mais previsível do que imagina.

    • Antônio José

      24 de dezembro de 2013 at 18:52

      Eu te entendo colega, a realidade é opressora, semeadora de ódio, cromossomos X e Y impedem a propagação do politicamente correto (acho o termo ofensivo, afinal algo tão maravilhoso como o ‘politicamente correto’ não pode ser colocado em termos que incluem uma palavra tão cheia de ódio e reacionarismo quanto “correto”). Esses escritores cheios de frases lógicas (outro monstro terrível) e boa argumentação como Morgenstern, Felipe Moura Brasil e Reinaldo Azevedo não entendem as complexidades da importância de separar o discurso da lógica e do amor à humanidade, eles são monstros que merecem ser exterminados da face da terra por suas ideias letais juntamente com todos os outros fascistas que os grandes pensadores progressistas nos apontarem.

      Quero terminar destacando uma grande infelicidade sua, usando suas palavras “a colocação do autor sobre a suposta alegação de ódio da contraparte, quando segue exatamente o mesmo caminho”, você veio aqui nos deliciar com esse comentário sobre um texto cheio de conceitos ultrapassados e cruéis como a biologia e termina por citar uma “lei” (leis, mais um conceito absurdo desses absolutistas) da física, fico chateado pelo tanto que ainda estás contaminado com esses conceitos dessa sociedade monstruosa, deves ler muito Reinaldo Azevedo, se livre dessas amarras malditas. Viva a liberdade!!!

  11. Epitáfio Mordaz

    20 de dezembro de 2013 at 15:22

    Está criada a “Lei de Sakamoto”
    Baseado nesse princípio científico-filosófico-homoarretado, se por acaso Romário levar uma borduna da Thalita, deverá ajuizar uma ação suplicando à Lei da Maria da Penha…

  12. danir

    20 de dezembro de 2013 at 12:34

    Não consegui ler nada do Sakamoto que me provocasse algum interesse intelectual ou reação positiva. Só leio o Sakamoto, de vez em quando, para me manter atualizado com o que dizem os esquerdistas (outros nomes eventuais também entram nesta lista) e com isto atilar minha inteligência contra seus ardis e jogos de palavras. Não é exatamente um tempo perdido, mas poderia ser melhor utilizado se vivêssemos em um mundo um pouco diferente e muito menos ideológico.

  13. Caio Frascino Cassaro

    20 de dezembro de 2013 at 11:53

    Prezado Flávio:
    Esse Sakamoto faz parte de um grupo denominado
    “Meus idiotas favoritos”. Qual a dificuldade de compreender um FATO? Homem é homem, mulher é mulher. Isto é um fato biológico. Se o camarada se sente uma mulher em um corpo de homem, lamento, mas é uma cruz que terá de carregar até o fim da vida. Pode fazer a operação que quiser – o cromossoma Y estará gritando que ele é um homem durante todo o tempo. O texto que o Kevin postou é bárbaro: o tal do Marcuse foi realmente um grande cretino. Só um asno para achar que a matemática está sujeita a um olhar “diferente”. Um mais um é sempre igual a dois. A integral de xdx é x²/2 + c. E isso Independe de classe , religião, sexo ou preferência clubística. Meninos tem pênis. Mulheres têm vagina. O fogo é quente. A água é fluida. O concreto é sólido. E vai por aí afora. Essa verborragia vazia que sai da cabeça desses esquerdistas e tenta provar que tudo é relativo – inclusive o calor do fogo ou a fluidez da água – só serve para virar motivo de piada para quem tem um QI maior do que 80. A exceção acontece quando assumem o poder, pois aí a piada acaba se transformando em tragédia, já que a decepção provocada pela dissociação de suas idéias da realidade os faz tentar impô-la na base da porrada – o tal “real que retorna após a falha do simbólico”.
    Abs

    • Francisco

      21 de dezembro de 2013 at 17:56

      Caio Frascino Cassaro.
      Não acredito que é preciso ter QI maior do que 80, basta mandar ele fazer um discurso desse em um baile funk e ele seria ridicularizado e colocado para fora.

  14. Guilherme

    20 de dezembro de 2013 at 11:40

    Melhor mesmo do que lutar contra os preconceitos é assumi-los e dizer que o que define uma mulher é “batom, saia, salto alto, bolsa, dirigir mal, acreditar em horóscopo, ter a “capacidade” de ser estuprada vaginalmente, pintar as unhas”.
    Uma pérola atrás da outra.

  15. Guilherme

    20 de dezembro de 2013 at 11:31

    Melhor mesmo do que lutar com os preconceitos é assumi-los e dizer que o que define uma mulher é “batom, saia, salto alto, bolsa, dirigir mal, acreditar em horóscopo, ter a “capacidade” de ser estuprada vaginalmente, pintar as unhas”.
    Uma pérola atrás da outra.

    • Flávio Morgenstern

      20 de dezembro de 2013 at 21:44

      Por favor, perdoe-me o preconceito de acreditar nesse obscurantismo de que mulheres têm vaginas.

  16. Rodrigo Cortes

    20 de dezembro de 2013 at 09:47

    O Laerte é um dos melhores do mundo na arte de quadrinhos e do traço. Chega a ser coisa de gênio. Toda sua produção é de uma genialidade estupenda.
    Agora, quando levanta a bandeira um tanto velha em defesa da “liberdade”, assumindo seu homossexualismo cheio de mi mi mi, lorotas e algo mais, parece estar servindo aos propósitos petistas de revelação de uma novidade muito malhada, falsa e ambígua, com uma única finalidade de aglomerar pessoas para legalizar a ideologia fascista de que tudo que é feito, é feito para o “bem” da sociedade. Não importa o sacrifício da performasse executado em praças públicas pelos guardiões da “revolução”.
    Sem saber (?) Laerte é mais um soldado usado pelo petismo nas batalhas travadas em todas as frentes para dizer que estão mudando o mundo.
    De certa forma estão conseguindo mudar alguma coisa, mas tudo levar a crer que é pura enganação. Desde quando homem vestir de mulher é novidade? Desde de quando ter preferencia sexual por pessoas do mesmo sexo é novidade?
    Só falta o Laerte se abstrair no direito de querer por querer engravidar, para quem sabe “lutar” bravamente pelo direito sobre o “próprio corpo” para como diria, ter a opção “libertária” de abortar.
    PS. Laerte encarnou tanto esse blá blá blá petista que como mulher ficou parecendo professora da USP.

  17. Rodrigo

    20 de dezembro de 2013 at 08:36

    Parabéns pelo texto, Flávio., Só não concordei com o título. O japa em questão está abaixo da possibilidade de ser zuado.

  18. Mordechai

    20 de dezembro de 2013 at 07:50

    A partir de hoje, exijo ser chamado de Napoleão Bonaparte e tratado como Vossa Majestade. Se gênero é uma construção social, personalidade também é, e se no meu âmago eu me sinto Napoleão, eu tenho o direito de ser reconhecido como tal.

    Senão você é uma cispessoa napoleofóbica e opressora.

  19. Teo

    20 de dezembro de 2013 at 06:08

    Flavio, a questão dos transsexuais é real, mesmo que completamente banalizada por esse pessoal. É realmente possível que a pessoa “se sinta” (uma angústia profunda e intensa, não simples frescurinha) como sendo de sexo diferente daquele que lhe foi identificado, por razões que vão desde psicológicas até hormonais ou cerebrais.

    Inclusive, operações de mudança de sexo são consideradas pela comunidade médica como um tratamento a esse tipo de transtorno. E digo transtorno mesmo: a insistência das pessoas de sempre em considerar gênero só como algo “cultural” e não como um problema literalmente MATA PESSOAS, porque indivíduos com transtorno de identidade de gênero têm uma chance alta de cometerem suicídio devido a todos os problemas aos quais essa angústia leva.

    Violência dirigida a transsexuais existe e deve ser brutalmente reprimida, mas pra esse pessoal dizer que indivíduos com transtorno de gênero devem se tratar é a real violência. E depois posam de santos chorando que é o “preconceito” que faz com que a taxa de suicídio entre eles seja tão alta assim.

  20. Pedro Cabral

    20 de dezembro de 2013 at 01:23

    Excelente texto, Flávio.

  21. Daniel Martinelli

    20 de dezembro de 2013 at 00:54

    Isso começou com a teoria crítica , que se propõe em atacar os valores vigentes , a destruir o objeto da crítica e arrigemntar adeptod mas sem a obrigação de se auto-definir ou apresentar propostas , daí se nota as notórias contradições e escassez de propostas dos atuais reengenheiros sociais .

  22. Ricardo

    19 de dezembro de 2013 at 23:37

    Simple, caro japa: Reprodução Sexuada e Arqueologia Bíblica. Coitado de você.

  23. Lothar von Puttkamer

    19 de dezembro de 2013 at 23:12

    Sempre excelente. Ótimo artigo

  24. mauro

    19 de dezembro de 2013 at 21:06

    Nesse país é engraçado pq racismo é um conceito q só existe com relação a raça negra.Ficam chamando o cara de “japa isso,japa aquilo…” se ele fosse negro,ficariam escrevendo “africano isso,africano aquilo…?

  25. Filipe Almeida

    19 de dezembro de 2013 at 20:36

    Queria ver se ele namoraria então uma mulher com pênis.

  26. Diogo R Santos

    19 de dezembro de 2013 at 20:23

    É, o sakamoto representa claramente o que é o progressismo de hoje em dia – uma fraude intelectual

    Engraçado mesmo é considerar travesti e mulher como a mesma coisa. E depois dizem que compreendem diferenças….

  27. Israel Ziller

    19 de dezembro de 2013 at 19:40

    Supondo que eu estou com raiva o Sakamoto e sinta vontade de mata-lo(Supondo). Segundo os pensamentos dele, se eu me controlar e não for atras para lhe tirar a vida, serei um frouxo, que lógica estranha.

  28. Vanessa Geller

    19 de dezembro de 2013 at 19:37

    “Se eu, homem, “me sentir” mulher e dar uns malho no Sakamoto, ele continuará sendo hétero (?!), porque teve uma relação homem-mulher. No entanto, para tal, preciso “me expressar” como mulher.”

    Tô rindo disso até agora! kkkkkkkk

    Aliás, Flávio, você viu isso? https://www.youtube.com/watch?v=wKndxqjXzUY&hd=1 Oportunidade de ver nosso mascote se expressando em uma palestra promovida pela Carta Capital. Só a nata da nata de altíssimo nível intelectual e erudição.

    • Flávio Morgenstern

      20 de dezembro de 2013 at 21:48

      Tô tentando angariar coragem até agora.

    • danir

      21 de dezembro de 2013 at 15:15

      Assisti 4 minutos e não consegui continuar. Tempo é algo muito importante ( e irrecuperável) para ser jogado no lixo

  29. Kevin

    19 de dezembro de 2013 at 19:24

    Tudo isso aí é fruto da crítica de Herbert Marcuse ao (que ele entende como) positivismo e da ciência racional, citando Leszek Kolakowski:

    “It should be noted that Marcuse’s demands go much further than Soviet totalitarian Communism has ever done: either in theory or in practice. Even in the worst days of Stalinism, despite universal indoctrination and the enslavement of knowledge to ideology, it was recognized that some fields were neutral in themselves and subject only to logical and empirical laws: this was true of mathematics, physics, and also technology except for one or two brief periods. Marcuse, on the other hand, insists that normative essences must prevail in every domain, that there must be a new technology and a new qualitative science of which we know nothing whatever except that they are new; they must be freed from the prejudices of experience and ‘mathematization’-i.e. attainable without any knowledge of mathematics, physics, or any other science and must absolutely transcend our present knowledge.”

    Ou seja, o objetivo é a completa normatização da realidade. Ao se negar a lógica, a ciência e o empiricismo, marxistas pretendem nada menos que o poder absoluto de definir a realidade de acordo com suas filosofias. Trata-se de um projeto extremamente totalitário. Não é a toa que tantos intelectuais flertam com o marxismo cultural, não se trata de uma patologia, muito menos de altruísmo. Intelectuais amam o marxismo porque o marxismo cultural lhes dá poder.

    • Flávio Morgenstern

      19 de dezembro de 2013 at 19:29

      Ops, Kevin, Marcuse começou isso antes de Foucault, como afirmei no texto. De fato, a coisa vem de ainda mais tempo. Obrigado!

  30. Fabrício

    19 de dezembro de 2013 at 19:23

    Esse japa é ridículo. Incrível que tenha tantos seguidores, o que só revela nossa estupidez moral.

    Para o Japa, ostentar deveria ser crime. Aí eu me pergunto: ostentar inteligência, um corpo musculosa, pênis grande, fotos de viagens, pode ?

    Ou o que ofende o Japa é só a ostentação de riqueza ?

    O sonho dele é transformar o Planeta num formigueiro gigante. Todos iguais, com mesmo peso, mesma feiura, mesma pobreza,mesma burrice etc.

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