Vozes das Ruas

A receita para censurar usando o “discurso de ódio” como desculpa

Garota exigindo silêncio.

Só há liberdade de expressão quando as ideias mais incômodas podem ser debatidas

Melissa Chen é uma cientista de Singapura que faz pesquisas com genoma humano. Não é famosa. Está sendo citada aqui apenas por que, no Twitter, conseguiu sintetizar a lógica que vem tolhendo a liberdade de expressão no mundo – sempre com a desculpa de que é encampada uma luta contra um suposto “discurso de ódio”.

A receita, de acordo com Chen, possui apenas três etapas:

  1. Diga que apoia a liberdade de expressão desde que não haja “discurso de ódio”;
  2. Defina tudo o que se opõe ao que você diz como “discurso de ódio”;
  3. Previna-se da dissonância cognitiva;

Dissonância cognitiva é o que ocorre quando há incoerência entre o que se defende ser certo e o que de se faz.

Não à toa, o Escola Sem Partido lutou e conseguiu evitar que os “diretos humanos” fossem usados como filtro para zerar provas do ENEM. Em jogo está uma luta para que certos temas não sejam nem sequer discutidos.

E “carimbar” de “discurso de ódio” é apenas uma forma mais fácil de rotular a campanha. Afinal, quem seria a favor de “discurso de ódio”?

Curtiu o texto? Gostaria de contribuir com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor? Basta clicar aqui e seguir as instruções.

Nunca inseriu um código de desconto no Cabify? Experimente usar o código "IMPLICANTE" e ganhe 100% OFF (com desconto máximo de R$ 10) em até 2 corridas. Após ativado, o crédito terá validade de 30 dias.

Mais Lidas

Política & Implicância.

© 2011 implicante.org - Todos os Direitos Reservados

To Top