Tecnologia

Com as redes sociais, mais de um terço dos casamentos começam online

Pesquisas confirmaram que casais que se conheceram online têm menor taxa de separação

O Match.com entrou no ar em 1995. Cinco anos depois, uma nova onda de serviços, como o OKCupid, emergiu. Mas foi com a chegada do Tinder, em 2012, que a coisa ganhou ares de revolução. Hoje, mais de um terço dos casamentos começam online.

Conforme publicado na MIT Technology Review, há meio século, pesquisadores estudam a natureza das redes que ligam uma pessoa a outras. Um tipo óbvio liga cada nó com os vizinhos mais próximos, num padrão como o de um tabuleiro de xadrez. Mas, nas redes sociais reais, é diferente. Pessoas são fortemente conectadas a pequenos grupos da vizinhança, e fracamente conectadas a grupos mais distantes. Essas conexões são extremamente importantes. “Esses laços fracos servem como pontes entre nosso grupo de amigos mais próximos e outros grupos, permitindo que nós nos conectemos a comunidade global“, escreveram Josue Ortega, da Universidade de Essex no Reino Unido, e Philipp Hergovich, da Universidade de Viena na Áustria.

As conexões fracas têm tradicionalmente desempenhado um papel fundamental no encontro de parceiros. Enquanto a maioria das pessoas, muito provavelmente, não namoraria um de seus melhores amigos, elas namorariam pessoas conectadas aos grupos de seus amigos. Isso se refletia nas pesquisas sobre como as pessoas encontram seus parceiros: através de amigos mútuos, nos bares, no trabalho, em instituições educacionais, na igreja, através das suas famílias, etc. Mas o namoro online mudou isso, tornando-se a segunda forma mais comum de casais heterossexuais se conhecerem. Para homossexuais, é de longe a mais popular.

Como pessoas que se conhecem online tendem a ser completos estranhos, a taxa de casamento interracial nos EUA, apesar de ainda baixa, tem crescido. E este aumento coincide com a época em que o namoro online se tornou popular, desde os primeiros sites, em 1995; com um novo aumento nos anos 2000; e, por fim, como um outro salto em 2014, após a criação do Tinder.

Pesquisas também confirmaram que casais que se conheceram online têm menor taxa de separação. O modelo de Ortega e Hergovich prevê que isso tem o potencial para significativamente beneficiar a sociedade.

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