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Reinaldo Azevedo contra a camarilha do Oscar Niemeyer

Reinaldo Azevedo (jornalista da Veja, dispensa apresentações) foi instado por sua comunhão de leitores, pela própria natureza de sua profissão e pela ala letrada da torcida do Corinthians (todos os 3) a escrever suas mal traçadas sobre a morte de Oscar Niemeyer. No título do artigo, Reinaldo o chama de “metade gênio, metade idiota”.

As intenções do texto são claras como o meio-dia, até mesmo para os bibliofóbicos que não conseguem passar 2 dias sem criticar Reinaldo Azevedo (naturalmente acreditando que ler seus títulos de 6 linhas é o suficiente para conhecer seus argumentos): O Tio Rei tratou de separar as duas faces mais conhecidas da figura pública de Oscar Niemeyer: seu trabalho como arquiteto e sua apreciação pelo comunismo.

A patrulha dos Reinaldo-dependentes não gostou.

Acharam um absurdo que Reinaldo Azevedo, aquele direitista (o único de quem já ouviram falar e sabem o que pensa pelos únicos dois artigos que leram inteiros dele na vida), chamasse Oscar Niemeyer de “metade idiota”. Ainda mais o Niemeyer. Ainda mais mesmo o Reinaldo, que quieto já tem motivo para uma contra-crítica.

Imediatamente iniciou a grita orquestrada. Às pressas, trocavam informações na miúda sobre Niemeyer, além do que já sabiam (que já tinha passado da alfabetização quando viu Dercy Gonçalves nascer e que é brasileiro e comunista). Baixaram toda a discografia do Niemeyer correndo pra se dizerem fãs desde infância. Lembraram que ele lutou sozinho contra todo o Exército na época da ditadura (e ganhou). As feministas do Femen aproveitaram para mostrar os peitos, mas o evento foi cancelado, pois no Memorial da América Latina estava muito sol (e os únicos freqüentadores eram crianças de 9 anos em excursão obrigatória da escola).

Tudo isso porque, ora essa, onde já se viu chamar um stalinista de “idiota”, ou mesmo de “meio idiota”?!

Além da Cortina Vermelha

Oscar Niemeyer era um stalinista confesso, como Eric Hobsbawm, aquele que defendeu que as 30 milhões de mortes dos Grandes Expurgos stalinistas (nunca estudados na escola) seriam justificadas, se atingissem mesmo o comunismo (nenhum líder comunista, com a possível exceção de Nikita Kruschev, acreditava mesmo na possibilidade da futura sociedade sem Estado apregoada como desculpa para o morticínio desenfreado). Imagine-se o que aconteceria se alguém apregoasse que as mais de 40 mil mortes de Pinochet fossem “justificadas” para abrir mais a economia…

É o que o Niemeyer ele mesmo diz em entrevista ao Diário do Nordeste de 9 de dezembro de 2007 (citada pelo próprio Reinaldo Azevedo):

Stálin era fantástico. A Alemanha acabou por fazer dele uma imagem de que era um monstro, um bandido. Ele não mandou matar os militares soviéticos na guerra. Eles foram julgados, tinham lutado pelos alemães. Era preciso. Estava defendendo a revolução, que é mais importante. Os homens passam, a revolução está aí.” (grifos nossos)

Descontando o menosprezo pela vida humana (logo ele, que durou 35 anos a mais do que a Revolução!), não surpreende alguém que leu algo sobre comunismo além de… comunistas que Niemeyer condene tais sentenças à Eternidade. Quem quiser saber o modo como foram “julgados” os pobres soldados que foram defender a grande União Soviética, o maior (e “melhor”!) país do mundo, na “Grande Guerra Patriótica”, só precisa ler o livro de não-ficção mais importante do séc. XX (de acordo com The Time), os 3 volumes de Arquipélago Gulag, do ganhador do Nobel (e só por isso sobrevivente do horror soviético pós-Stálin) Aleksandr Solzhenitsyn.

Em suas páginas (que começam com o parágrafo mais chocante do que já aconteceu em nosso planetinha), encontraremos de cara um capítulo sobre como eram presas as pessoas em um sistema totalitário de vigia total da atividade particular pelo governo. Poderia-se, por exemplo, dobrar uma esquina com uma viela, e bye bye notícias sobre uma pessoa. Também há um curioso capítulo apenas sobre o interrogatório, As descrições dos… “julgamentos” fariam qualquer pessoa com um sistema nervoso central torcer para morrer pelas mãos da ditadura brasileira (e isso porque o capítulo inteiro é feito de eufemismos). Apenas suas primeiras palavras, em tradução porca minha:

“Se alguém dissesse aos intelectuais nas peças de Tchekov, que gastam todo o seu tempo adivinhando o que aconteceria nos próximos vinte, trinta ou quarenta anos, que em quarenta anos o interrogatório por tortura seria praticado na Rússia; que prisioneiros teriam seus crânios comprimidos em anéis de ferro; que um ser humano seria desmanchado em uma banheira de ácido; que eles seriam atados nus para serem mordidos por formigas e percevejos; que uma vareta aquecida na boca grande de um fogão seria enfiada em seus canais anais (a “marca secreta”); que os genitais de um homem seriam lentamente esmagados sob a fronte de um coturno; e que, na mais sortuda das circunstâncias possíveis, os prisioneiros seriam torturados sendo mantidos sem dormir por uma semana, através da sede, ou sendo espancados até virarem uma polpa de sangue, nenhuma das peças de Tchekov teria chegado ao seu fim, pois todos os heróís teriam ido parar em sanatórios.”

Aleksandr Solzhenitsyn conta sua própria história de prisioneiro no Gulag (o que fizera antes no igualmente arrepiante Um Dia na Vida de ivan Denisovich), além das histórias que lá compilou. Militar bem posicionado, conseguiu, por isso, relatos muito bem informados sobre como era a vida, as torturas, o sofrimento, a miséria e o desespero constante no Gulag, sendo obrigado a fazer constantes declarações vergonhosas no livro (como ter deixado outros prisioneiros  mais velhos e feridos carregarem sua jaqueta, já que, pombas, ele era um oficial!). Solzhenitsyn lutou, justamente, contra os alemães na tal guerra. Ganhou sua sentença (o famoso “tenner“, sentenças pré-programas de dez anos, imitando as notas de dez libras) por um motivo idiota: comentar, numa carta (sempre lida por seus superiores) alguns erros estratégicos de Stalin, utilizando um pseudônimo bobo que qualquer censor sabia a quem se referia e causava risadas quando contava a outros presos – erros estratégicos que, é claro, custaram milhares ou milhões de vidas soviéticas, usadas sempre como a grande superioridade da Rússia e da China frente a seus oponentes muito mais bem preparados.

Stálin simplesmente mandava em seus marechais, tendo prendido e/ou executado oito deles antes da Segunda Guerra, deixando alguns selecionados, como Zhukov e Rokossovsky, “livres” para agir apenas quando viu que precisava deles (ambos sofreriam conseqüências gravíssimas justamente pela confiança que os soldados e a população soviética depositava neles, sobretudo no primeiro). Chegou a exigir que uma de suas divisões marchasse sobre campos minados antes da eclosão da rivalidade soviético-alemã na Segunda Guerra para se livrar dos “traidores”. Muitos historiadores contabilizam em simplesmente 9 milhões as mortes de soldados soviéticos antes da eclosão da Guerra. Vide o implacável livro de Archie Brown, Ascensão e Queda do Comunismo. Também era um bom jeito de se livrar dos indesejáveis: mandá-los para o front e acusá-los de traição à pátria (por exemplo, por não ter lutado até “a última gota de sangue”). Novamente Solzhenitsyn:

(É assim que sempre acontece. Não é apenas alguma pessoa que precisa de você; é sempre a sua Pátria. E tem sempre algum oficial que fala em nome de sua Pátria e sabe do que ela está precisando.)

Acreditem ou não, o Prêmio Nobel de Literatura de 1970 estava um tantinho mais informado sobre o funcionamento dos meios militares, prisionais, jurídicos, sociais etc da União Soviética do que Oscar Niemeyer – que, misteriosamente, nunca projetou para Stalin, ou Kruschev, ou Brezhnev, ou Andropov, ou Gorbachev, ou Yeltsin, ou Putin… repararam que esses conservadores capitalistas andam conservando o corpitcho de um velho comunista por mais tempo do que os comunistas conservaram seu próprio país, e o maior do mundo?!

(Niemeyer estava pra fazer 10 anos quando eclodiu a Revolução Russa, e também tem mais de um quinto da idade do Brasil.)

Será que Solzhenitsyn diria algo sobre Niemeyer melhor do que “Creio que o senhor está levemente enganado”? Ou será que os críticos de Reinaldo Azevedo acham que Solzhenitsyn é um idiota, apesar de consabidamente nunca terem ouvido falar do autor mais importante para se entender a União Soviética? Ora, estamos no Brasil: um país em que você chama um stalinista de “idiota”, e o carrasco genocida totalitário inimigo da Humanidade é você.

É claro, todavia, que nem Oscar Niemeyer, nem o enxame de abelhas assassinas que ora o “defende”, leria um livro de 800 páginas sobre a realidade que vai contra os seus preconceitos (Arquipélago Gulag é maior, mas dividido em volumes e com prosa mais “leve”, se é que assim pode ser colocado), que dirá, digamos, 5 livros com mais de 300 páginas cada. O modo de estudo do maior assassinato em massa da História mundial é aquele da Disciplina da USP “A Revolução Russa: História e Historiografia” (código FLH0119, 48 inscritos para 5 vagas de Optativa Livre), que não possui uma única referência bibliográfica que não seja dos próprios organizadores da farrinha genocida ou de seus admiradores (no máximo uma Rosa Luxemburgo pra compensar).

Sua bibliografia não tem Rumo à Estação Finlândia, Three Who Made A Revolution, Dez dias que abalaram o mundo, nem nada de Kolakowski, Nove, Robert Conquest, Adam Ulam, Orlando Figes, Anne Applebaum, Tony Judt – os grandes historiadores do terror soviético. Imaginemos se o nazismo, no Brasil, fosse estudado apenas lendo-se autores neonazistas, além de discursos de Goebbels, Bormann e Himmler. Que opinião teria o “universitário” brasileiro sobre o nazismo? Provavelmente, a mesma opinião dócil e mansa que possuem sobre seu gêmeo heterozigoto (em feliz expressão de Pierre Chaunu, reproduzida por Hermann Hesse).

Para se entender o perigo, basta ver como qualquer leitor peso mosca reage a palavras como Adolf Hitler, Adolf Eichmann, campo de concentração, Auschwitz, Treblinka, anti-semita, Holocausto. Já quantos reagem com mesma aversão a palavras como Lavrentiy Beria, Georgy Malenkov, fazenda comunal, kholkhoz, Lubyanka, Kolyma, Karaganda, Arkhangelsk, Canal do Mar Báltico, kulak, Holodomor? Causam o mesmo temor? Sentimos a mesma indignação e aversão quando alguém diz que o Grande Líder por trás dessas últimas palavras era “fantástico” que sentimos quando alguém diz que Hitler era “legal”? Como explica Alain Besançon (este sim um historiador de fazer tremer o barraco) em imprescindível artigo, a memória não retém as atrocidades do comunismo.

(Na verdade, sequer os líderes da União Soviética entre Stálin e Gorbachev costumam ser conhecidos dos universitários, que dirá do público não-“especializado”.)

Heidegger era “metade gênio, metade idiota”?

Alguns acusaram Reinaldo Azevedo de ser o Reinaldo Azevedo, como sempre se resume o “argumento” de quem não gosta dele. Outros tentaram compará-lo com os conhecidos elogios fúnebres que se faz a figuras distantes, provenientes de veículos de comunicação distantes e estrangeiros (os mesmos veículos que os críticos da “grande mídia” odeiam full-time, exceto quando lhes convém). Até alguns abocanhadores de um dinheiro público famosos por suas fotos na Ilha de Caras resolveram entrar na dança (fora os abocanhadores que disfarçam mais).

Foi dito, então, que ter aversão pelo stalinismo de Niemeyer seria falta de capacidade de criticar com propriedade. O “caso Reinaldo” mostra o que acontece quando você chama Martin Heidegger de “meio idiota” em meio a neonazistas. O nazismo matou muito menos, e Heidegger foi um colaboracionista bem heterodoxo, que não parece ter tido lá muito orgulho ulterior de seu período como repressor em Freiburg.

Martin Heidegger, diga-se, também é metade gênio, metade idiota: e tal diferenciação, como feita por Reinaldo, serve para salvar a obra filosófica de Heidegger de suas abjetas posições políticas. Heidegger influenciou praticamente todos os filósofos posteriores a ele, e isso inclui muitos que o criticaram (não só por seu namoro com o nazismo): nem os que o detestam conseguem escapar muito de dialogar com ele. De Hannah Arendt (autora de um curioso memorial em vida quando o filósofo da Floresta Negra chegou aos 80 anos) a J. P. Sartre (que Heidegger apeou porta afora dizendo que “não atendia jornalistas”); de Paul Ricœur, o gênio da hermenêutica que lembrou que Heidegger é interessante pela sua filosofia em si, e não pela forma como encampa tudo o que veio antes dele na “ultrapassada metafísica”, a Xavier Zubiri, o filósofo que melhor compreendeu a intelecção em toda a história, passando por Kuki Shuzo e Tanabe Hajime, da Escola de Kyoto. Mas se alguém lembrasse, com olhar de desprezo, de sua passagem pelas fileiras nazistas durante seu obituário, será que merecia uma chuva de manifestações revoladinhas como Reinaldo Azevedo recebeu da adolescentaiada esquerdista de sempre?

O mesmo, aliás, não pode ser dito de Carl Schmitt (o maior crítico do capitalismo do mundo, e um arrependido mais desabrido), de Paretto (que não viveu para acompanhar o fascismo), de Mircea Eliade, Knut Hamsun e Julius Evola, anti-comunistas que praticamente usaram um totalitarismo para evitar outro, mas escolheram o lado perdedor da História? Não foram “meio idiotas”? E onde estão os “stalinistas arrependidos”, senão na “direita”, como Kolakowski e David Horowitz? Que diferença de Niemeyer e Hobsbawm para um J. P. Vernant mantendo-se na esquerda, mas explicando a bancarrota comunista (excelente texto para os assembleistas da USP)…

Ainda vivemos em um país em que as pessoas pensam no totalitarismo comunista de maneira muito mais dócil do que a extrema-direita alemã pensa no totalitarismo nazista. Mas são pessoas que, estranhamente, se ofenderiam se as chamássemos de stalinistas e totalitárias. Por que criticar os outros sem enxergar a realidade próxima é muito fácil: difícil é entender o rigor da realidade mais factual (ou bei Hand, em termo heideggeriano) antes de proferir caquinha.

Para piorar, eu, que tenho críticas ao Cristianismo que não cabem numa Biblioteca, sou obrigado a concordar com o  que Reinaldo prognosticou: “Se eu tivesse escrito que Jesus Cristo era metade santo e metade idiota, a reação não teria sido tão violenta.”

Vamos aproveitar esse calor pra passear no Memorial da América Latina?

Por fim, ao contrário de Reinaldo Azevedo (que salvou sua obra para criticar tão somente sua defesa de genocídios), para quem baixou correndo a discografia do Niemeyer para se dizer fã de última hora, artigo recente da Newsweek lembrava que seu trabalho é “mais exaltado do que estudado”. Professores de arquitetura da inatingível e angelical USP também comentam seu uso do espaço faraonicamente vazio: “Os modernistas sempre esperaram multidões que nunca apareceram”, afirma Rodrigo Queirós. Até hoje não é fácil entender por que Niemeyer gastou tanto concreto construindo a única piroca vista a olho nu da Lua.

Joaquim Guedes foi direto à jugular: “Arquitetura não pode ser exibicionismo estrutural”, dizia ele, que considerava a Esplanada dos Ministérios de Brasília um punhado de “colunas de prédios marchando num desfile militar”. Ia além: “O Copan, no centro de São Paulo, chama a atenção pelo desenho em S. Dentro do prédio, no entanto, reina uma bagunça babélica. Não serve para morar nem para trabalhar”. Curiosamente, um prédio onde aplaudiríamos que o trabalho fosse dificultado é o Congresso: construir uma trosoba dupla com um bago pela metade de cada lado é chamativo, mas o povo brasileiro ainda crê que deveria ter chamado atenção do bin Laden. E poucos ainda foram capazes de explicar por que Niemeyer constrói escadas em que você precisa dar exatamente um passo e meio para mudar de degrau.

Basta sair da crítica júnior e pesquisar um pouquinho antes de virar formador de opinião e pedir seu dinheiro público por isso. Há uma reportagem na Revista Alfa de 2 meses atrás falando muito a quem acha que criticar Niemeyer é coisa de reacionários hidrofóbicos brancos vira-latas católicos de direita.

Melhor nem mesmo comentar a opinião do escritor Claude Lanzmann, ex-amante de Simone de Beauvoir, sobre o “poeta das curvas” (essa foi digna de Chico Buarque). Solta a Revista Bula:

Ao visitar o Brasil, há 25 anos, o jornalista diz que hospedou-se num hotel projetado por Niemeyer (a “Folha” erra ao não identificar o hotel). “O hotel era um prédio tipo torre, de Niemeyer, que é um criminoso. Um arranha-céu circular é totalmente idiota, um absurdo”, ataca. Instigado, acrescenta: “Nesse arranha-céu onde o festival [de cinema] se desenrolava, esperávamos 45 minutos de fila para descer ou subir. Esse é o crime do arquiteto. O círculo serve para quê? As pessoas fazem os prisioneiros andarem em círculos nas prisões cortando assim qualquer projeto, qualquer futuro, é isso o círculo. Os arquitetos que constroem prédios circulares são idiotas. Não tenho nenhum respeito por Oscar Niemeyer. Ele construiu Brasília? Pior para Brasília”. (grifos nossos)

Para Lanzmann, o prédio nem meio idiota é.

Devemos mesmo selar a paz aproveitando esse calor pra dar um passeio pelo Memorial da América Latina! Alguém topa? Eu levo os jornalistas da Carta Capital e vocês levam o suco. Ou alguém mais prefere transformar aquilo num pesque-e-pague, já que duvido que alguém tenha pisado lá duas vezes na vida sem ter sido forçado na segunda?

Já no documentário “Conterrâneos Velhos de Guerra”, Niemeyer não apenas mostra um íntegro desconhecimento totalmente lulista sobre os abusos cometidos contra operários na construção de Brasília (o arquiteto também era, logicamente, fã de JK, além de Stálin), como reitera sua visão de indivíduos como algo não muito diferente de formigas. Antes de ordenar, de maneira autoritária, que o cinegrafista pare de filmá-lo, Oscar vocifera: “Matam tanto operário, é um regime de merda (sic), qual é a importância que mataram lá, tão matando todo dia gente aí, invadindo as favelas”, tenta se defender o arquiteto, emendando: “Nunca ouvi falar nisso” (veja o vídeo no [email protected]). Claro, todos os operários são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros.

Vale ainda um comentário encontrado no blog do próprio Reinaldo: “Escreva ‘Justiça Social’ na lápide dos 100 milhões de cadáveres do comunismo. Pena que não tem lápide, foram quase todos pra vala comum”.

Note-se, afinal, que Niemeyer foi um dos comunistas perseguidos pela ditadura militar. Teve de se exilar em Paris. Assim até eu, né, nêgo?! Por que nenhum comunista se exilou na União Soviética?! Como essa turma conseguia ir pra Paris com mais familiaridade do que conseguimos intercâmbio pra Buenos Aires? Enquanto a comunada vai pra Paris com a mesma facilidade que vamos pra Praia Grande, não entendemos por que Niemeyer não construiu nada para Havana. Ou nada de concreto (tão raro e disputado na ditadura de economia de comando), já que projetou o absolutamente horrendo monumento anti-imperialismo.

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195 Comentários

195 Comments

  1. Ismael Pescarini

    21 de dezembro de 2012 at 12:44

    Mais sobre Niemeyer, comentando o artigo de Demétrio Magnoli no OESP (20/12/12)

    Também a semelhança de Demétrio Magnoli, acho o Itamaraty Lindo, a catedral de Brasília adorável e detesto o memorial da América latina. Acho Mozart o máximo, mas não consigo cantarolar nenhum trecho de Maller, mesmo depois de acabar de ouvir algo dele e saber que ele é um gênio para os músicos.

    Minha defesa de Niemeyer é no sentido de que na arquitetura o elitismo, não a opressão, faz parte da necessidade histórica de consolidação da cultura, seja ela produzida no contexto de um absolutismo, de um estatismo ou de uma democracia liberal. Magnoli cita com razão, o exemplo pueril e rizível de Le Corbusier apagando Paris do mapa, mas talvez tenha se esquecido de citar que a mesma Paris moderna foi fruto da destruição criativa do Barão Haussman, muito criticado mesmo por Lewis Munford e outros defensores de um urbanismo dos Hobbits, da cidade vernácula, insosa, de contos de fadas.

    Coloco também como exemplo do que se chama de autoritarismo a cidade de Washington, inclusive planejada e executada para gerar grandes lucros imobiliários. Um pecado aos olhos tanto de Munford, quanto de Ermínia Maricato e Otília Arantes, aquela turminha da FAU, que muitos devem conhecer, que odeiam Niemeyer e condenem o capitalismo, que chamam de excludente, embora tenham aparelhado e tornado medíocre a pós da FAU-USP.

    Mas se a elite, sintetizada no Estado, não teve missão civilizatória, quem teria? Na arquitetura, seja do Vaticano, na Roma barroca de Bernini, no Palácio de Alhambra e infelizmente nas obras dos abomináveis conjuntos habitacionais soviéticos , há muito de autoritarismo mas também há a síntese cultural de civilizações e épocas onde o presente conversa com o futuro através da pedra, do concreto, do aço e do vidro. É inquestionável que as obras (melhores e mais belas, mas também muitas das mais abominaveis) significativas de todas as civilizações nasceram umbilicalmente ligadas ao poder.

    Porém, há uma diferença FUNDAMENTAL entre Speers e Niemeyer ou entre o realismo soviético e Niemeyer, pois embora ambos tenham feito a defesa criminosa de regimes ditatoriais e assassinos, mesmo não sendo eles próprios assassinos, a obra de Niemeyer não possui características de opressão, de valorização da autoridade contra o cidadão. Ela é, graças as proporções mais brandas suavizadas pelo uso das curvas e da abundante luz, mais acessível e tangível, mais proporcional ao corpo humano. Ela é inclusiva, como no caso da marquise do Ibirapuera , aliás de todo o conjunto do parque, também como na rampa do congresso.

    Não queiramos morar numa favela, como o anacronismo crítico anti-modernista propõe. A chamada ordem modernista de separação de circulações e ordenamento funcional ainda tem muitos méritos, que se percebe quando se tem de atravessar uma rua a pé e não se consegue, ou quando se é deficiente físico e se propõe andar pela cidade. A poesia urbana descrita por Jane Jacobs é restrita e inaplicável a grandes contextos urbanos, que eram o futuro na época de Jacobs, anos 60, e ainda são o futuro das grandes cidades. Não credite na teoria desfuncional de “cidades dentro de cidades”. Acreditem-me, as porções de território que concentram renda, também continuarão concentrar empregos e atrair multidões. Aí, o que se verá no futuro é que reformas urbanas e grandes intervenções de capital construído são necessárias à humanização da sociedade.
    Obrigado e bom final de ano a todos.

  2. Sean Purdy

    21 de dezembro de 2012 at 09:14

    Que honra!!! O blog direitista “Implicante” de Flávio Morgenstern ataca minha disciplina “A Revolução Russa: História e Historiografia” que vou ministrar no primeiro semestre de 2013. Só que parece que ele não lê muito bem: fala que não tenho “referência bibliográfica que não seja dos próprios organizadores da farrinha genocida” e menciona a falta de vários livros tais como os de John Reed, Orlando Figes ou qualquer outro crítico da Revolução e Stalinismo. Só que a bibliografia tem Reed e Figes além de direitista Richard Pipes bem como vários outros críticos como Rosa Luxemburgo e Emma Goldman sem falar de vários livros da tradição marxista que critica stalinismo. Quem quer conferir, vai pro Jupiter, o site de disciplinas de graduação na USP. E os outros livros que ele menciona ou não tem em português ou já são representados nos livros que tem na bibliografia. Flávio, lá pode também achar disciplinas sobre como ler direitinho…

    • Flávio Morgenstern

      9 de janeiro de 2013 at 05:32

      Não há nenhuma referência no Júpiter, e se agora há alguma, foi colocada a posteriori. Misteriosamente, todas as leituras recomendadas na descrição da disciplina eram de trotskystas ou da marxista Rosa Luxemburgo.
      Não haver tradução direta para o português dos livros mais importantes do mundo a respeito de um assunto não me parece uma justificativa muito adequada para se ficar lendo Rosa Luxemburgo e Trotsky falando sobre a Revolução e ignorar Solzhenitsyn como se fosse um apêndice desnecessário, já que “já são representados nos livros que tem na bibliografia” (a maioria veio ao mundo décadas antes de Solzhenitsyn e outros analistas muito mais capacitados começarem a escrever).
      Sim, sei ler direitinho e também escrever, por isso não tento desqualificar adversários pela pecha demoníaca de “direitista” sem saber o que é isso, ou o que pensa o meu adversário. Grato.

  3. Leonardo

    21 de dezembro de 2012 at 00:09

    Como é legal ver o Alexandre em seu melhor momento kkkkkkkk obrigado pelas risadas hehehehehehe

  4. A.Silva

    15 de dezembro de 2012 at 21:50

    Li o tributo de Boff ao arquiteto. Um escárnio. Um artigo impregnado de autoritarismo e pouca ou nenhuma sensibilidade aos milhões de mortos pelo comunismo em todo o mundo. Um atentado contra as famílias que sofreram perdas e violências pelas políticas seletivas de regimes brutais e que, infelizmente, ainda resistem na Venezuela e em Cuba.. Algo repugnante, intragável. Pensei até em deixar meu protesto por lá. Mas tive vontade de vomitar e declinei.
    Tio Rei. Você não é um varre bosta como sugeriu Boff. Você é uma vóz que se faz necessária neste Brasil assaltado e violentado por forças espúrias e cruéis.
    Força Flávio. Vamos em frente.

    • Flávio Morgenstern

      17 de dezembro de 2012 at 16:21

      Poi zé, chamam o Reinaldo de desrespeitoso com a memória de um morto. Pode até ser, mas de um morto que defendeu morticínio. E pelos 30 milhões de mortos só sob o stalinismo, essa turminha aí tem um pingo de respeito?

      • alexandre

        18 de dezembro de 2012 at 19:34

        Fala o “democrata” Flavio que defende o golpe de 64 ! cara hipócrita.

      • Flávio Morgenstern

        9 de janeiro de 2013 at 05:28

        Será que o senhor teria alguma prova disso, ou apenas está desesperado inventando uma biografia a meu respeito por falta de argumento? Olha que isso pode ser considerado difamação.

  5. Bebel

    15 de dezembro de 2012 at 21:27

    Não dá para engolir quem nega o holocausto ou quem se submete ou faz apologia aos facínoras e genocidas. Na minha cabeça isto nunca vai caber.
    Não consigo detectar virtudes em assassinos frios e calculistas como Stalin, Hitler ou Fidel.
    A luta é grande.
    Por vezes perco a esperança quando vejo por aí certos “intocáveis” desfilando como intelectuais e sendo aplaudidos como mocinhos.
    Não consigo entender como alguém ainda se dá ao trabalho de ouvir gente como Boff, Freis Beto ,Zés Dirceus e Stédiles.
    Com tanto papagaio de pirata e súditos que esta gente tem ao estilo Zé de Abreu, fica realmente complicado imaginar um país verdadeiramente democrático e livre.
    Mas quando me deparo com artigos brilhantes como este do Flávio Morg ou do Reinaldo Azevedo e ainda do Rodrigo Constantino, recobro a esperança e vejo que não estou só.
    Parabéns Flávio pela coragem e luta.

    • Flávio Morgenstern

      17 de dezembro de 2012 at 16:19

      Muito obrigado, Bebel!

      De fato, o Brasil sofre de falta de intelectuais de peso. Com isso, vão perguntar a opinião sobre política pro arquiteto, sobre sistema penal pro cirurgião, sobre lingüística pro jogador de futebol… porque são só uns poucos nomes que temos de destaque, e poucos em áreas teóricas ipso facto. Sobra esse samba do crioulo doido aí. E nem pros próprios interessados nos assuntos buscarem estudar o tema, ao invés de se preocupar com a opinião de quem não entendia lhufas a respeito…

  6. Ruan

    15 de dezembro de 2012 at 15:00

    • Flávio Morgenstern

      17 de dezembro de 2012 at 16:15

      Taí, Alexandre! Alguém que provou que Niemeyer não era meio idiota coisa nenhuma, até a defesa dele do stalinismo é pura democracia! Olha só, você já encontrou amiguinhos! Pode trocar de blog pra comentar agora: você estará entre os seus!

  7. alexandre

    15 de dezembro de 2012 at 13:33

    Chegamos o fim de semana e a repercussão sobre a “polêmica” com o Niemeyer, levantado por oportunistas que querem a todo custo se promover como o RA e outros de menor expressão, foi nula. Nem blogs de outras tendências políticas deram bola ao textos atacando Niemeyer. Ignoraram completamente, talvez já sabendo que os autores queriam somente atenção. O Rodrigo Constantino quis aproveitar um pouco a polêmica para ver se conseguia turbinar o livro dele mas não deu certo (ao contrário do que ele esperava, o livro está longe dos 10 primeiros e já pode ser considerado um fracasso editorial). Bem, os dias passam, o Niemeyer recebe cada vez mais elogios e homenagens e os oportunistas são cada dia mais ignorados. Só cabem a eles esperarem a morte de outra celebridade de esquerda para ganharem seus 5 segundos de fama. Mas uma coisa me entristece é a falta de inteligência da direita brasileira. A democracia precisa de uma direita inteligente e propositiva, e não de uma direita mau educada, intolerante, desrespeitosa e presa aos anos pré-muro de berlim. Isso é o que de mais negativo mstrou essa polêmica. Já a pretensão de “desconstruir” a imagem do Niemeyer, essa não foi alcançada. Muito pelo contrário. Ele será homenageado eternamente. Aliás, Niemeyer faria 105 anos. Parabéns, aonde ele estiver. E que venham mais homenagens, para a tristeza dos oportunistas de plantão.

    • Flávio Morgenstern

      17 de dezembro de 2012 at 16:13

      Esqueceu de elencar outro solenemente ignorado e fracassado: você. ;)

  8. danir

    14 de dezembro de 2012 at 13:26

    Na minha opinião, baseada em tudo o que vi de Niemeyer, embora não possa dizer que vi tudo, ou que vi o que era mais significativo; ele tinha como marca a grandiloquência.

    E um certo sentido estético que não tem nada a ver diretamente com a praticidade ou conforto. O fato de ter esta digamos percepção, com certeza o distingue como profissional que tem um estilo apreciado por pessoas que precisam da grandiloquência para marcar suas (deles) obras. E portanto ficou famoso. mas como soe com muitos famosos, suas obras não se refletem em seus pensamentos políticos ou sociais. Nem suas opiniões são coerentes com seus hábitos. Penso que a única polêmica possível sobre o artigo do Reinaldo Azevedo, diz respeito aos porcentuais. Quanto % para a genialidade e quanto % para a idiotice. O fato é que liberdade de opinião, uma coisa que os esquerdistas desprezam, compreensivamente dadas as suas limitações intelectuais, significa o direito de falar do Niemeyer, do Juscelino, da Madre Tereza, do Lula, da DIlma do Flavio, e do Danir, sem que isto signifique o fim do mundo. É só uma questão de liberdade intelectual que deve ser respeitada e eventualmente questionada. Percebam que coloquei meu nome na lista e esqueci de colocar outro grande nome de meio idiota como diria o Reinaldo azevedo: Chico Buarque. É tudo uma questão de liberdade, que caso já estivèssemos em um regime 100% idiota e totalitarista, nos seria negado, com consequências até funestas sobre nossas vidas – Dependendo o tamanho do idiota dando as cartas. Vou repetir um conceito que acredito muito pertinente e digno de uso quando chegamos a impasses intelectuais (intimamente) : Ignorância tem cura; já a burrice é um bem inalienável do indivíduo. Saudações a todos.

  9. Claudia

    13 de dezembro de 2012 at 19:37

    Excelente texto, Flávio! Parabéns pela lucidez instigante! Também sobre Niemeyer, recomendo a leitura do artigo de Rodrigo Constantino: https://rodrigoconstantino.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-12-11T10:57:00-02:00&max-results=5

  10. Ismael Pescarini

    12 de dezembro de 2012 at 10:43

    Prezados leitores. primeiramente o ponto central é fazer a pergunta: pode alguém ser metade gênio metade idiota? em minha opinião sim, tanto que se aplica e Niemeyer , a mim, a Reinaldo Azevedo e a Flávio Morg. Assim, um homem que defende atrocidades, estando iludido que elas sejam um mal necessário ao bem comum, não passa de um idiota político, embora possa ser um grande homem no plano das realizações humanas – DESDE QUE NÃO FAÇA ELE MESMO NEM COLABORE DIRETAMENTE COM AS TAIS ATROCIDADES.
    Assim, não cabe desqualificar Niemeyer como um não humanista, sendo que ele não é um criminoso assassino ou corrupto, como Stalin, Pinochet, ou Fidel Castro, e seu trabalho tem qualidades estéticas e funcionais que lhe conferem uma definição de humanista. Já esta é uma discussão para especialistas, porém, na tentativa apenas de suscitar um debate sadio, faço as seguintes observações:
    A obra de Niemeyer é considerada por muito(particularmente a esquerda trotisquista e outros arquitetos invejosos) “palaciana”, mas não porque ele projete palácios, mas porque seus prédios pedem um isolamento do espaço urbano para serem admirados, pela valorização da beleza e das formas, mais que da chamada funcionalidade na ótica dos funcionalistas. Mas, espere! A aqirquitetura não é destinada a transcender gerações? não une no tempo e no espaço diferentes culturas? então pode a beleza sere desprezada ou minimizada num edif´cio público, síntese da cultura de um povo? Os prédios de Niemeyer são, além de esculturais, tangíveis, isto é, tem uma escala humanaque não oprime o observador, não se eleva como uma obra faraônica. Está mais para Alhambra que para Versalhes.
    A marquise do Ibirapuera, que os apulistas conhecem bem, é uma obra que dse pode qualificar de inclusiva e democrática, tanto quanto a rampa do congresso ou a Catedral de Brasilia.
    Senhores, pensem nisso. Uma obra infeliz, como o Memorial da AL, não desqualifica todo um trabalho. Muitos gênios tb tiveram alguma obra ruim.
    Outra coisa, sobre a escada que se dá um passo e meio: ela pede que se desca devagar, apreciando o entorno, outro detalhe “palaciano”, no bom sentido. Diferente de uma escada marinheiro, projetada com espelhos mais altos que os pisos , para se descer correndo.
    Finalmente, Niemeyer deixou uma contribuição humanística em sua arquitetura, independente de ter sido um idiota político. Mas desqualifica-lo, como fez RA no dia de sua morte, sem que ele seja uma bandido como Lula, é de muita deselegância.

  11. Leo Angelo

    12 de dezembro de 2012 at 09:55

    A obra de Niemayer não é desse mundo, talvez nem precise ser, adoramos ver mas odiamos morar, não suportei morar em brasilia e aqueles prédios não há bom gosto que recomende serem reproduzidos em outros países, só podem ser de Brasília e que fiquem por lá, como no mundo das ídéias do Platão.

  12. alexandre

    12 de dezembro de 2012 at 06:10

    Ninguém está negando o seu direito de estudar na USP. Mas vc diz que a iniciativa privada é sempre melhor do que o governo. Estranho vc preferir ir para uma faculdade pública em vez de ir a uma privada. Só acho incoerente e contraditório.

    • Flávio Morgenstern

      12 de dezembro de 2012 at 09:56

      Eu pago por um serviço, eu usufruo deste serviço. Como sou incoerente e contraditório… ah, e claro, sou “estudante profissional” tendo entrado na faculdade há 3 anos…

  13. alexandre

    11 de dezembro de 2012 at 23:12

    O Flávio idolatra os EUA. Mas esse país cometeu um dos maiores crimes de nossa humanidade : as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki. Só não teve 30 milhões de mortos porque as cidades não tinham 30 milhões de habitantes. E aí, Flávio, como é idolatrar um país que jogou bomba atômica em duas cidades cheias de civis inocentes ?

    • Flávio Morgenstern

      12 de dezembro de 2012 at 09:55

      Não idolatro ninguém (lá vem você inventar minha biografia pra tentar me atacar de novo), acho que FDR e Truman só não foram os piores presidentes dos EUA porque eles tiveram Hoover e Carter e morreram mais uruguaios na Guerra do Paraguai do que em Hiroshima e Nagasaki juntas (por sinal, o Japão hoje é aliado dos EUA, que defende a democracia ultra-privatizante japonesa, embora tenha cometido crime de guerra contra a população sob o jugo fascista do passado, e hoje os próprios EUA fazem lobby para o Japão se remilitarizar). Viu como a realidade é bem mais complicada que sua visãozinha de quinta série?
      Aliás, o que diabos isso tem a ver com algo que foi discutido antes? É tão ridículo seu desespero pra mudar de assunto ao invés de refutar o que foi dito que eu acho que vou deixar seus comentários em vermelho piscante pra alunos de oitava série descobrirem o que é pensar como um esquerdista.

    • Alexandre M. Rodrigues

      17 de dezembro de 2012 at 11:58

      Olá chara,tudo de bom pra você, olha estou contigo em seu pensamento,mas também com o Flávio.
      Eu explico.
      Vocês 2 esquecem de uma coisa muito importante;de DEUS.
      Explicação: …não é com homens de carne e sangue que deveis lutar mas com os espíritos malignos que estão nos ares. (Ef 6,10-20)
      Primeiro – Lenin e Hitler acabaram com metade do globo com os pensamentos e filosofias dos dois.
      Segundo – Durante a 2 guerra mundial os Est. Unid,jogaram 2 bombas atômicas no japão,em cidades que não eram estrategicamente militar;mas eram 90% católicos.
      Terceiro – Se vocês fizerem uma analise profunda do contexto na vida mundial,vão descobrir varias lacunas a serem preenchidas;por que será ???
      Toda História falta partes isto é incontestável,é um fato.
      Na guerra a primeira vítima é a verdade.
      Toda guerra que começa no globo simplesmente apaga um pouco de uma cultura que realmente poderia contribuir com o bem-estar de futuras gerações.
      Como vocês podem perceber, há alguma coisa fora do alcance e compreensão humana.
      Posso lhes dizer que sem medo de errar e com tamanha fé nas convicções religiosas que possuo,que sei quem faz as artimanhas e engenhosidades,para jogar um jogo mortal com todos os seres humanos deste mundo.
      Lembrem-se do que diz Paulo em Efésios 6, 10-20. Somos todos iguais, a regimes bons e outros não.
      Quais você gostaria de aderir ? – (perg. é para todos)
      Flávio e Alexandre vocês pensam diferente e eu também,mas se vocês unirem forças poderam implantar no futuro um regime ou leis que poderiam acabar com a minha existência e a de minha família por pensar diferente. Mas não é justo vocês me matarem por eu pensar diferente,nunca roubei a carteira de vocês,nunca fumei ou usei drogas alucinogenas em frente a suas moradias,nunca votei em candidatos corruptos ou desonestos,nunca estuprei ninguém, nunca maltratei as pessoas na rua,nunca trafiquei drogas,sou contra a corrupção do nosso governo,contra as tarifas municipais e estaduais que não param de subir,tornando a vida de muitos brasileiros um peso exorbitante de tanta contribuição e impostos sem medida e sem razão. Sou piamente contra o aborto.
      Mas mesmo sendo uma boa pessoa tem muitos que se diz governantes para o povo, e estão fazendo e formulando leis para acabar ou limitar a minha vida e opinião de muitas pessoas de bem.
      Vocês acham que uma pessoa que só quer o bem de todos e para todos, precisa ser punido,pois trabalhamos e pagamos nossas contas,mas o governo que está ai esta promovendo um verdadeiro genocídio de leis que promovem o bem-estar e a segurança da vida do coletivo maior.Fiquem espertos olhem as novas leis,que estão sendo implantadas com o famoso jargão “Justiça Social”
      Tomem cuidado,pois mesmo sabendo do que é certo e correto á varias interpretações e vários pensantes,difícil é entender aquilo que é pra ser entendido no contexto tão diverso de mentes que aludem em querer saber e ser o dono da verdade,a verdade não tem dono,mas ela se aninha no coração de homens de boa vontade.
      Um abraço Flávio,Um abraço Alexandre meu chara.

  14. Atento

    11 de dezembro de 2012 at 18:32

    O hotel circular criticado por Lanzmann é o Hotel Nacional, situado na praia de São Conrado, na cidade do Rio de Janeiro.

    O link para a reportagem com informações completas está aqui:

    https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/880751-claude-lanzmann-e-um-imbecil-diz-oscar-niemeyer.shtml

  15. roberto cabron

    11 de dezembro de 2012 at 11:13

    ARQUITETOS NÃO PLANEJAM CIDADES…!!!e sim obras contidas nas mesmas, se muito..assim era na época do FDP comunista Niemayer..

  16. Porta Torta

    11 de dezembro de 2012 at 10:36

    Memorial da América Latina…lembro-me de quando foi inaugurado! Convivia pacificamente com um alegre grupo de estudantes da Sociais da USP (Ah, a interdisciplinaridade festiva das Repúblicas de Exatas…). Achava-os todos inocentes deslumbrados da Esquerda, mas de bom coração, a maioria ralava pra estar ali, a maioria fez depois outra faculdade considerada de Mercado. Marcou-me a recusa à minha sincera curiosidade arquitetônica de visitarmos a obra em sua inauguração pública: ” Pô, o Niemeyer que nos perdoe, mas não dá pra sair daqui do lado das piscinas do Cepê pra ir torrar naquele deserto !!!” Típica resposta no estilo ” Vá ao Teatro MAS não me chame!

  17. lilian

    11 de dezembro de 2012 at 08:58

    Achei muito interessante seu artigo, com muita data. Não gosto da arquitetura de Niemeyer, mas penso que tem, como toda arquitetura, questão de gostos.
    Dizer que é “meio idiota” por seu pensamento é por ele fora de contexto. Tem muita crítica as esquerdas misturadas nessa reflexão.
    Que há um mídia que, pelo menos, gente de minha geração comprou contra a esquerda porque tinha que ser assim, isso é verdade; e tem outra que a idealizou pelas ditaduras que sofremos em nossos povos.
    A guerra fria só mostrou os judeus mortos pelo regímen nazi é não os judeus e russos assassinados pelo mesmo regímen, 28 milhões.
    Que JFK preparou o golpe contra Goulart no 64 a gente sabe hoje.
    A mídia tem-se encarregado de mentir, trocar, diminuir incrementar de um lado e do outro os acontecimentos como para que a verdade das histórias, os fatos ficassem tampados.
    O Che não foi bom ministro de nada mas era nobel a sua luta.
    Deram o Nobel da paz a Kissinger Obama e a EU, todos eles assassinos de seus povos e outros povos física e comercialmente Então o mundo é meio idiota.
    No caso particular de Niemeyer penso que é como julgar a Vargas Llosa ou Picasso. Um escreve como de esquerda e é da ultra direita racista de seu pais e outro era abusador de mulheres. Agora gostamos da sua obra? Sim ou não? Temos que diferenciar o artista da pessoa?
    Tem historiadores que hoje fazem revisões dos antigos inimigos que os EEUU fizeram que rejeitemos e para os da esquerda acontece a mesma coisa. Costa gravas foi proibido deum e do outro lado agora não.
    Termos que ser mas democratas e menos idealistas?
    Alem disso achou interessante seu artigo. Gostaria de encontrar um jornalista que escreva entendendo que as ideias não sempre vão junto com os fatos das pessoas, tanto se forem de direita como de esquerda. (Me disculpa meu portugues sou argentina)

    • Flávio Morgenstern

      11 de dezembro de 2012 at 11:45

      Só achei estanha a acusação de Varga-Llosa escrever como sendo de esquerda, e ser da “ultra-direita racista”. Ele é um árduo defensor do liberalismo (que não é exatamente “de direita”, embora definitivamente não seja de esquerda). Ele apenas declarou voto nos bolivarianos ligados ao Foro de São Paulo por achar que são um mal menor perto de um discípulo de Fujimori (o que mostra o quanto ele detesta a “ultra-direita racista”).

  18. alexandre

    11 de dezembro de 2012 at 08:02

    A única coisa que me intriga como uma pessoa que critica o governo toda hora e se diz um liberal extremado vai estudar numa faculdade pública. Por que vc não mantém a sua coerência e vai estudar numa faculdade particular ? Ah, já sei : na faculdade particular tem que pagar mensalidade e não dá para ser ESTUDANTE PROFISSIONAL. Quer dizer, o sr flávio fica anos na faculdade pública e nós, contribuintes, temos que bancar o oba oba dele na USP ? Estou indignado com isso !!! Deixe de mamar na teta do governo e vá trabalhar, flávio !!

    • Flávio Morgenstern

      11 de dezembro de 2012 at 11:39

      Porque eu JÁ PAGO pela USP. Ou quem paga por mim? É o “governo”? É o próprio Alckmin? É o Rodas? É bom me avisar, porque essa pessoa caridosa que anda pagando ICMS por mim merece, no mínimo, um abraço! (ah, só uma dica: estou na USP há só 3 aninhos; sindicalizado, hein?)

      • alexandre

        11 de dezembro de 2012 at 19:10

        Te garanto que o que vc “paga” pra USP é menor do que seu custo. Numa faculdade privada vc pagaria muito mais. Vc é malandro ! Fica exaltando a iniciativa privada mas na hora de estudar vai para um pública. Reclama do governo mas mama nas tetas tb.
        P.S.: aposto que na hora de um financiamento habitacional, vc vai pegar na Caixa Econômica Federal em vez de ir num banco privado. Coerência, meu caro !!!

      • Flávio Morgenstern

        11 de dezembro de 2012 at 22:36

        Faça as contas, menino; O que se paga em ICMS em menos de 10 anos dá pra pagar mais do que a USP toda. Ou você não sabe que nossa carga tributária é de 41%? E como você muda de assunto e foge do que já foi provado mentira, hein? Primeiro é um tal de “Niemeyer é sãopaulino”, depois é lambe-botas do reitor, depois é estudante profissional, agora é essa nova farsa… como é triste a vida de quem precisa forjar a biografia do seu oponente para atacá-lo, porque nem no ad hominem consegue se garantir…
        Mas vou te dar um pressente, pra voltar ao status quaestionis. Toma, ó: https://bochabraba.com/niemeyer-generator/

      • alexandre

        11 de dezembro de 2012 at 22:48

        Primeiro, o ICMS inteiro não vai a USP. Segundo, vc não paga toda a ICMS do estado. A sua parcela do ICMS é menor do que seu custo. E terceiro, por coerência, vc deveria estudar em uma faculdade particular. Só no Brasil que liberal estuda em faculdades do governo. Vc não diz que a iniciativa privada é melhor do que o governo ? Então, vá para uma faculdade privada, que pela sua teoria é melhor do que o do governo. Ou vc é relapso com a sua educação.

      • Flávio Morgenstern

        11 de dezembro de 2012 at 22:59

        Sim, eu já fiz as contas. Você que não.
        E negar meu direito de usar uma faculdade pela qual eu pago é como dizer que um escravo não tem legitimidade de receber a comida de seu senhor porque é contra sua condição de escravo.
        alexandre, você consegue soltar UM comentário sem se contradizer? Você sabe que a gente adora que você poste aqui pra platéia ver que estamos mesmo certos até quando a gente deixa a gramática escapar nos textos, né?

  19. Fernando

    11 de dezembro de 2012 at 03:25

    Flávio, muitos defensores do stalinismo usam o livro “Stalin: Um Novo Olhar” (Ludo Martens) para afirmar que há exageros sobre a ditadura soviética e apontar avanços desse regime.Você já leu esse livro?O que há de mentira e verdade nele?

    Ainda sobre socialismo, certa vez o Jô Soares disse, em uma de suas entrevistas, que os países da Escandinávia são exemplos de que socialismo pode dar certo.Qual a sua opinião sobre isso (pessoalmente eu não vejo tais países como socialistas, sendo que muitos deles têm bons resultados no índice de liberdade econômica)?

    PS:Niemeyer adorava tanto o socialismo que quando ocorreu o golpe de 64 preferiu se refugiar na França capitalista.

    Abraços!

    • Flávio Morgenstern

      11 de dezembro de 2012 at 11:30

      Fernando, não conheço, mas teses revisionistas isoladas devem sempre ser olhadas com desconfiança. Dizer que há exageros sobre o totalitarismo stalinista chega a ser engraçado: não foram 30 milhões? Foram só 29? Não sei qual a tese, mas até aí, Hitler matou tantos ciganos quanto judeus (aponta-se a média de exatos 6 milhões) e ninguém costuma comentar o fato. Quanto mais se pesquisa o terror soviético (que não se resume a Stalin), em pesquisas ultra-recentes (o do Figes é de 2010, por exemplo), mais coisas horríveis e desconhecidas são postas à luz. Se lembrar que os arquivos foram abertos há 21 anos e já foram fechados logo depois…

      Sobre a Escandinávia, são países ultra-capitalistas que têm uma atuação forte do Estado não incidindo sempre na economia (e, quando o faz, é de maneira indireta). Chamar países que têm empresas multinacionais que só chegaram ao Brasil através da afamada privatização das teles (como Nokia e Ericsson) chega a ser piada fácil. Comentei algo aqui: https://www.ordemlivre.org/2012/01/as-algemas-economicas-do-brasil/

      Há também esse texto do Rodrigo Constantino que recomendo: https://rodrigoconstantino.blogspot.com.br/2006/08/o-mito-sueco.html

      Aliás, literatura sobre isso não falta. Abraço

  20. alexandre

    10 de dezembro de 2012 at 22:11

    Vc é tão insignificante que teve que apelar para morte do Niemeyer para criar uma polêmica idiota, sem contar a falta de educação e covardia de criiticar alguém no dia da morte da pessoa, como se o arquiteto fosse um facínora.

    • Flávio Morgenstern

      10 de dezembro de 2012 at 23:23

      O único que se sentiu atingido pela “polêmica” foi você e um monte de adolescentes seachantes por terem lido Marx e marxistas. O resto foi tão polêmico quanto 2+2=4 (ou “não lambo as bolas de quem defende um dos maiores genocidas da História humana”).

  21. alexandre

    10 de dezembro de 2012 at 20:44

    “É ridículo esse negócio de se dar importância.” Essa frase é de Oscar Niemeyer. E ilustra o quão idiota e ridículo é o flávio. O cara se acha ao dizer que um dia vou tirar onda que “briguei” com ele !! Meu amigo, vc se acha porque escreve num blog desconhecido ? quando pesquisam sobre vc na internet só aparece que vc é um fracassado estudante profissional que tomou uma lavada na última eleição na usp. Isso é ser alguém ?

    • Flávio Morgenstern

      10 de dezembro de 2012 at 23:20

      Aqui tem um monte de informações sobre como sou fracassado e estudante profissional que tomei uma lavada numa eleição na qual nem disputei. Aliás, já que encontrou gente que pensa como você, recomendo que se filie e gaste mais do seu precioso tempo com eles do que com um perdedor: https://www.pco.org.br/

  22. m

    10 de dezembro de 2012 at 20:36

    Alexandre, que raio de “trabalho” é esse que permite a você encher o Implicante de comentários em pleno horário comercial de uma segunda-feira? Desconfio que quem banca esse “trabalho” sou eu…

    O texto é ótimo, como sempre, mas a área de comentários vale pela comédia. Me matando de rir por aqui. Por favor, prossigam, Alexandre e Flávio!

    Quem elogia o Niemeyer merece visitar o Memorial da América Latina em um meio-dia de 36 graus à sombra, para tirar foto diante daquela escultura representando as “veias abertas da América Latina”.

    • Flávio Morgenstern

      10 de dezembro de 2012 at 23:18

      Acho que seria muito legal da parte do alexandre organizar um protesto contra Reinaldo Azevedo e o reinaldete fanático com uma galera vestida de luto no Memorial da América Latina ao meio-dia. Só não vale fazer cheat e ficar embaixo da árvore.
      Só não levem mais de 30 pessoas de uma vez. Vai ter mais visitantes do que aquilo tem num ano, e os funcionários não devem estar acostumados.

  23. Fernando

    10 de dezembro de 2012 at 18:58

    O Eric Hobsbawm, no livro Tempos Interessantes, faz uma revelação interessante sobre seu “companheiro” stalinista Niemeyer e a construção de Brasília:

    “(…) Juscelino Kubitschek, presidente de origem tcheca, lançou a conquista do vasto interior do Brasil por meio da construção de uma nova capital nessa região, projetada pelo mais eminente arquiteto do país, Oscar Niemeyer, conhecido membro do poderoso porém ilegal Partido Comunista, que me disse havê-la imaginado pensando em Engels”.

    Esclarece muita coisa, não?

    Dante teve Beatriz como musa e nos legou a Divina Comédia; Niemeyer escolheu Engels e cometeu Brasília…

  24. luiz

    10 de dezembro de 2012 at 18:12

    Puts, nem sei por onde começar.

    ahn sim:

    “como Eric Hobsbawm, aquele que defendeu que as 30 milhões de mortes dos Grandes Expurgos stalinistas” Bela digressão sobre a carreira e importância dele.

    “nem o enxame de abelhas assassinas que ora o “defende”, leria um livro de 800 páginas ” Bom, você deve estar acostumado a discutir com bestas. Concordemos que existem antas dos dois lados, e existe gente culta em ambos também. Por favor, não seja tão cínico.

    “Até hoje não é fácil entender por que Niemeyer gastou tanto concreto construindo a única piroca vista a olho nu da Lua.”
    Que classe! =D

    Bom, esse é o cara que chama os outros de iletrados. Você leu os 5 tomos de O Capital? Bom, eu li. Li também Hobsbawn, e não só “Era dos Extremos”. E olha que engraçado, eu não sou estudante de Ciências sociais, nem História, nem de nada do tipo.

    Bom, se todo argumento seu contra o comunismo é que comunismo mata e que Stalin era mau, esgota-se de intelectualidade e honestidade a discussão política.

    Existem regimes totalitarios de esquerda e de direita, existem assassinos nos dois lados, e minha crítica à direita não é apenas que “mataram e torturaram”.

    Existe uma lógica política, social, econômica em jogo.

    E aí, meu amigo, nesse campo, que a maioria foge. Mantém-se no discurso cínico. (Aposto que antes de entrar nesse tópico, você vai ficar procurando dados sobre mim nesse texto para me desqualificar antes de conversar. Acho que nesse ponto do texto, você já fez isso. Se sim, Parabéns, estrelinha dourada para você.)

    Porque tudo que eles sabem fazer na vida é pegar quem é possivelmente parecido com eles, encher essas pessoas de odio e temor aos outros e dizer “Todos sao maus, todos querem te matar, todos querem roubar o que vocês têm. Armem-se e odeiem eles com todas as suas forças, e não deixem eles serem parte da sociedade”.

    No dia que a lógica capitalista se dissociar do TFP, do racismo, da homofobia, da opressão dos mais fracos, do discurso armamentista, no dia que a lógica capitalista não precisar da fome, da miséria,do pobre, da crise pra sobreviver, a gente conversa.

    O problema da esquerda do Brasil é que boa parte dela esqueceu o que é Inegociável, o que não se pode abrir mão. E deixou-se povoar de imbecis, que se tornam o retrato da caricatura que a direita faz.

    Mas confesso que Ri

    • Flávio Morgenstern

      10 de dezembro de 2012 at 23:13

      PAROU TUDO!!! Gente, olhem isso aqui! Ele mesmo afirma, e ainda que sem confirmar, anuncio a vocês: encontramos um esquerdista que leu TRÊS LIVROS na vida!!!! TRÊS, galera!! Marx e 2 de um marxista!!! E por isso ele entende de “TFP, racismo, homofobia e opressão”! Aleluia, irmãos!! Mais um século (um de “extremos”, talvez) e encontraremos um esquerdista que leu QUAAAAAAAATRO livros!! Já pensaram?!

      • Felipe

        11 de dezembro de 2012 at 08:34

        É para glorificar de pé!!!

        ALELUIA!!!

    • alexandre

      11 de dezembro de 2012 at 06:03

      Luiz
      Perfeito sua colocação. E a resposta irônica do Flávio é que ele não tem argumento. Ele se acha o único que lê, o único que sabe de arquitetura, o único que sabe de economia. Isso é porque a vida dele se resume a uma faculdade. O dia que começar a trabalhar, conhecer a vida e a realidade, ele pode se tornar mais humilde. Por enquanto é só um manezão com delírios adolescentes (apesar de estar quase na casa dos 30 anos) que se acha um dos mais importantes “formadores de opinião” (????????) do país. Eu entendo isso. Quando eu era pequeno sonhava em ser um famoso jogador de futebol. Só que tinha 8 anos e não a idade do Flávio. Ele está um pouco velho para esses delírios de “vou ser alguém quando crescer”.

      • Flávio Morgenstern

        11 de dezembro de 2012 at 11:37

        Eu sou tão pouco humilde que garanto que o alexandre vai escrever minha biografia ficcional que ele inventa de estro próprio, mas eu nunca perderia meu tempo escrevendo uma dele (nem me dou ao trabalho de querer saber algo do menino além de seu nome e ser chato, o que descobri de graça).

      • Alex Mamed

        13 de dezembro de 2012 at 14:47

        “Perfeito sua colocação”. E é com esse tipo de gente que temos que argumentar… Jezusmariajosé…

  25. Fabrício Alves

    10 de dezembro de 2012 at 14:26

    Leonardo Boff: Reinaldo Azevedo é um rola-bosta

    https://www.comunismo.etc/

    • Flávio Morgenstern

      10 de dezembro de 2012 at 14:55

      A diferença entre Oscar Niemeyer e Leonardo Boff: há ALGUMA coisa a se admirar no primeiro.

    • André

      11 de dezembro de 2012 at 13:02

      Leonardo Boff não conta. Ele se opõe a todo o tipo de virtude e se faz cúmplice de toda obra inconsequente.

      Nenhuma palavra do “teólogo” sobre a mordaça a imprensa na Argentina. Nenhuma palavra sobre os presos políticos de Cuba. Nenhuma palavra sobre o cretino do Chavez. Nada sobre Mensalão ou sobre os incontáveis escândalos da esquerda no Brasil.

      Evidente que, sobre o arquiteto não se podia esperar outra coisa que não fosse o puxa saquismo padrão dos soldados da esquerda.

      Ao mesmo tempo que difama a Igreja que um dia disse seguir, protege o partido que patrocina toda a sorte de baixezas.

      Ao mesmo tempo que ataca o Papa com ferocidade e com indisfarçavel ódio e sede de vingança, mostra-se complacente com o defensor do stalinismo.

      Como disse, Boff não conta. Boff não existe. Boff me dá nojo.

  26. Rodrigo

    10 de dezembro de 2012 at 14:23

    Acho que esse hotel circular aí é o Hotel Nacional, na praia de São Conrado, no Rio de Janeiro. Está abandonado há décadas.

  27. Conservatore

    10 de dezembro de 2012 at 13:47

    Alexandre, no meu curso(CS) todos estudantes profissionais são esquerdistas. São compostos por:
    1)IDIOTAS ÚTEIS= acreditam mesmo na revolução; militam; rendem loas aos ícones progressistas, incluso o arquiteto das “curvas”.OS IDIOTAS ÚTEIS ESTÃO DIVIDIDOS ENTRE INGÊNUOS E ROMÂNTICOS: AQUELES NÃO OFERECEM MUITO PERIGO E, PODEM, COM MUITA LEITURA, SE LIVRAR DO ENGODO; JÁ OS ROMÂNTICOS SÃO UM CASO PERDIDO. PARA SE SALVAREM, SÓ MESMO COM UM MILAGRE BURGUÊS-CRISTÃO, O QUE ESTÁ DESCARTADO A PRIORI.OS ROMÂNTICOS SÃO OS QUE POSSUEM A CORAGEM PARA AGIREM, OU EM OUTRAS PALAVRAS, OS QUE EXECUTAM REACIONÁRIOS DE DIREITA.
    2)CÍNICOS= Sabem que a revolução é um engodo,mas, capitalizam politicamente, para num futuro muito próximo, abocanhar alguma boquinha progressista; se candidatar a algum cargo político, ou ser um “empreendedor” de estatais.
    Como você disse que trabalha, quero acreditar que você seja ingênuo, portanto, se você ler e estudar sem preconceitos esquerdistas, você pode passar para o lado certo: O DA SAPIÊNCIA. Nem de direita, nem de esquerda, apenas em busca da verdade.Isso é claro se você se libertar do relativismo: MULETA INTELECTUAL DE TODO ESQUERDISTA.

    • ridney

      11 de dezembro de 2012 at 13:19

      Ah! Vc diz qude temos q ser igual ao psd do kassab?
      Nem lá, nem cá. Mas onde pender o poder vou prá lá.

      • Flávio Morgenstern

        11 de dezembro de 2012 at 13:29

        ?

  28. SideShow Bob

    10 de dezembro de 2012 at 12:22

    Parabéns pelo texto.

    Nesta seara, embora haja farta literatura sobre o modelo bolchevique, eu acho curiosos como não há documentários sobre esta tragédia e como as pessoas em modo geral são ignorantes e complacentes com os vermelhos, enquanto gritam e esperneiam buscando julgamentos para militares.

    • Flávio Morgenstern

      10 de dezembro de 2012 at 14:50

      Até mesmo os autores que cuidam do genocídio bolchevique costumam sempre frisar a dificuldade que foi conseguir fontes mesmo depois de 1991, com o colapso da ditadura. Havia fotos dos campos nazistas a entupir o Ocidente já em 1945. Até hoje é difícil conseguir documentos e imagens do Gulag.

  29. Milene

    10 de dezembro de 2012 at 10:55

    Parabéns pelo texto Flávio, muito bom mesmo. Vou procurar as biografias indicadas.
    E você tem razão, o Alexandre deveria ser humorista…..
    O cara é uma piada!!

  30. Milene

    10 de dezembro de 2012 at 10:52

    Achei sensacional seu texto Flávio , me interessei tanto pelo assunto que vou procurar as biografias indicadas.
    E você tem razão, este Alexandre deveria ser humorista, o cara é uma piada!

    • Flávio Morgenstern

      10 de dezembro de 2012 at 11:14

      Sinto-me muito honrado por causar curiosidade, Milene! :)

      • Anderson

        10 de dezembro de 2012 at 21:27

        Parabéns Flávio. Sensacional. Força meu irmão. Precisamos de pessoas como você.

      • Flávio Morgenstern

        10 de dezembro de 2012 at 23:20

        Valeu, Anderson!

  31. Fagner Aleluia

    10 de dezembro de 2012 at 11:27

    Cara, obviamente não tenho 1/12 deste conhecimento (ah vá!) sobre Stalin, União Soviética, Hobsbawn, Comunismo etc, mas não precisa disso tudo (aliás, a revolta imbecil em volta do texto de Reinaldo Azevedo, mostra que, para alguns, é necessário detalhar) para achar Niemeyer totalmente idiota em seus pensamentos e ideais. Como você mesmo diz, no começo, a intenção do texto de Azevedo era clara “como o meio-dia”. Saber das frases de Niemeyer e ter, no mínimo, o ensino fundamento de história na memória, é o suficiente pra saber que o SUPERESTIMADÍSSIMO velho era imbecil nas suas palavras – inclusive em suas frases “geniais”. Antes mesmo de calcular que o tal Niemeyer era tão velho, ainda pequeno, já achava suas obras horríveis, salvando-se uma ou duas, no máximo.
    Enfim, concordo plenamente com seu texto e parabéns pelo detalhismo. Não carecia de mais argumentos para achar o velho imbecil (agora, um pouco menos imbecil, porque ainda sobrevive através de seus também imbecis fãs – de wikipédia), mas sempre é bom aprender um pouco mais de história. Excelente.

    • Flávio Morgenstern

      10 de dezembro de 2012 at 12:14

      Obrigado, Fagner! Mas realmente quero passar as referências que tenho a quem se interessa por cultura, história e livros. Se fosse mesmo o caso da esquerda, ela não seria a esquerda de jeito nenhum.

      • Fagner Aleluia

        11 de dezembro de 2012 at 12:20

        (certamente buscarei as fontes que citou. abraço e obrigado!)

  32. Henrique

    10 de dezembro de 2012 at 07:54

    Excelente texto como sempre, Flávio, onde mais você escreve regularmente além do implicante?
    Tenho certeza que seu saco de pancada favorito, o implicante-dependente Alexandre, nunca leu um texto seu ou os que você indica (talvez o título ou primeiro parágrafo), ou não viria sempre falar tanta merda.

    Um comentário aleatório: por trás da expressão de quem presenciou os maiores horrores possíveis, o Solzhenitsyn me lembra demais o Roberto Gómez Bolaños! XD

    Grande abraço.

  33. ana luiza

    9 de dezembro de 2012 at 23:14

    Moro em Brasília e posso falar melhor do que ninguém do Niemeyer.Primeiro: ele acreditava em coisas da intelectualidade de sua época (não esqueçamos que ele era um cidadão idoso).Na época dele, intelectuais eram coumnistas.
    Segundo:o documentário Conterrâneos Velhos de Guerra e baseado numa lenda urbana do massacre da Pacheco Fernandes.Algo que não se sabe se realmente aconteceu.
    Terceiro:Niemeyer fez coisas lindas e coisas estranhas. O STJ se classifica entre as segundas.
    Por último, piroca ou pênis é o minhocão da UnB? Aquele prédio é esquisitíssimo.
    Coisas legais que ele fez: os Palácios da Alvorada e do Planalto são lindos, assim como o Panteão da Liberdade e Democracia.

  34. Ben

    9 de dezembro de 2012 at 20:55

    Não vou aqui contestar o seu talento como artista plástico. Mas convenhamos. Em termos de funcionalidade os seus projetos não eram lá grande coisa. Tanto isso é verdade, que ele não fez sucesso na iniciativa privada. Ele sempre dependeu do estado para conseguir serviço. Nesse caso defender a estatização não é idealismo, é puro interesse.

    • Atento

      11 de dezembro de 2012 at 18:54

      Cara, você foi no âmago da questão. Parabéns!

  35. Juko

    9 de dezembro de 2012 at 20:28

    Brasilia, no sonho de Niemeyer era para ser a realização da utopia.

    A unica cidade do planeta sem classe social. Para construí-la, milhares e milhares de operarios nortistas e nordestinos. Eram tratados na base do chicote e da promessa “de que receberiam o seu lote de terra e uma casa”.

    Os operarios que construíram Brasilia nunca receberam nada.

    Foram é botados pra fora. De realização de uma utopia Brasilia tornou-se instantaneamente uma cidade de ricos e pobres.

    Assim nasceram as cidades-satélite. Foram as ocupações realizadas pelos operarios e expulsos da cidade que construíram.

    Que coisa não ? Essas coisas os blogueiros sustentados pelo governo não comentam …

    • Flávio Morgenstern

      9 de dezembro de 2012 at 21:45

      Pior que Brasília não é caso único: o comunismo inteiro foi a escravidão institucionalizada. Ler sobre o Canal do Mar Branco deixaria muito socialista com vergonha na cara com saudade de Auschwitz.

    • bedot

      10 de dezembro de 2012 at 02:00

      Brasília foi feita prá enriquecer a camarilha do JK. A cidade instituiu em grande estilo no Brasil o termo ‘superfaturamento’. Se o arquiteto cultivava algum idealismo naquelas formas, no fim o que todos queriam era dinheiro mesmo. Que veio, pasmem, da Previdência Social. O dinheiro de muitos velhinhos que morreram na miséria financiou a vista pro mar de Copacabana que o outro velhinho desfrutou até a morte.

  36. Junior Pakes

    9 de dezembro de 2012 at 18:11

    Nossa, tão criticando o Morgen e o Reinaldo, sendo que eles foram tão delicados com o Kamaradem Oscarov Niemayerovski. Que gente insensível! Ótimo texto.

  37. Renan

    9 de dezembro de 2012 at 18:09

    Se por acaso o falecido fosse (tido como) racista, homofóbico ou coisa do tipo, “idiota” seria o adjetivo mais carinhoso usado pelos comentaristas da web. Mas ele só apoiava regimes totalitários assassinos, gente, isso é questão de posição política. Absurdo ficar desrespeitando o defunto com essa patrulha ideológica neoliberalfascista. Olhei na lista de ~crimes imperdoáveis~ dos progressistas e descobri que algumas atitudes (votar no psdb, por exemplo) desqualificam uma pessoa por completo automaticamente, mas apoiar ditadores genocidas não! Aleluia! Quando o Bolsonaro morrer e a internet inteira gritar “idiota” não vale dar chilique e dizer que é falta de respeito, heim!

  38. alexandre

    9 de dezembro de 2012 at 16:04

    esse texto serve para vc também !!!
    p.s.: depois que vc se aproveitou da morte de uma pessoa para aparecer, perdi totalmente o respeito por vc ! vc é um ESTUDANTE PROFISSIONAL que quer seus poucos minutinhos de glória sem trabalhar.

    https://www.brasil171.com/pt

    • Flávio Morgenstern

      9 de dezembro de 2012 at 16:55

      alexandre, sabe quantas pessoas me admiram? Pessoas DE GÊNIO, eu digo. Não patetas como você. Conte por aí e depois me diga se um Implicante-dependente a menos implorando minha atenção nos comentários a serem moderados vai fazer diferença. Vá pregar seu stalinismo bem longe e pode ter certeza de que estarei morrendo de saudade, chorando todo dia. Lembre-se disso quando quiser me fazer sofrer: basta me matar de vontade de conquistar seu respeito e não ter a possibilidade de granjeá-lo de volta.

      • alexandre

        9 de dezembro de 2012 at 21:34

        Quem te admira ? Formador de opinião ? Aonde ? Vcs são tão insignificantes que os tais “sites progressistas” nunca falam de vcs. Já li criticas ao RA, ao Noblat, ao AN e outros. Mas a vc, nunca !!! Vc só é visto aqui nesse blog e embaixo da mesa do reitor da USP (puxando o saco dele).
        Eu não sou um loser porque eu trabalho e não levei uma eternidade para me formar (me formei em quatro anos). Nunca fui um ESTUDANTE PROFISSIONAL que em vez de fazer algo de útil para a sociedade, fica desrespeitando idosos recém falecidos. Tenha um pouco de educação e um pouco de vergonha na cara. Fica uma eternidade na faculdade e não aprende nada ! Acho que o loser não sou eu.

      • Flávio Morgenstern

        9 de dezembro de 2012 at 21:50

        alexandre, vamos fazer uma aposta: encontre UMA puxação de saco ao reitor da USP vinda de mim por aí e esfregue aí na minha cara. Se você não achar, pode fazer o favor a si mesmo e dar a mim a insignificância que eu mereço e picar a mula do site (já que há 437 comentários seus aqui, demonstrando sua Implicante-dependência). Vai ter coragem ou vai amarelar?

      • bedot

        10 de dezembro de 2012 at 01:54

        É um desafio/pedido inócuo. O debiloide já se viciou. É daqueles que “tira onda” em seus círculos virtuais por receber atenção por aqui. Vai acabar sendo um irradiador da Implicante-dependência. À sua maneira, não deixa de ser um lambedor de saco, o que explica a fixação pelo termo.

      • Flávio Morgenstern

        10 de dezembro de 2012 at 09:45

        Poi zé, é desses caras que, daqui a uns anos, vai dizer: “Eu já briguei com aquele Flavio Morgenstern!”, já que ninguém vai saber quem é ele e ele precisará de uma muleta pra se sentir alguém na vida.

      • alexandre

        10 de dezembro de 2012 at 06:21

        E eu tenho tempo para política estudantil da USP ? Nem moro em SP. Eu trabalho né !!! Tenho quase a sua idade mas já saí da faculdade há muito tempo. O loser que está sempre do lado errado das coisas é vc (vc fracassa na política e no esportes tb ? porra ! ) Só sei o seguinte : pesquisei no google e não descobri que vc é admirado (estranhei porque vc falou que era um gênio). Todas as referências a sua pessoa é que compõe uma chapa na USP, que tem mais de 26 anos (idade que deveria se preocupar mais em trabalhar do que ficar em política estudantil) e que sua chapa apoia o Rodas. E que perdeu por lavada a última eleição da USP. Agora o fato de vc ser um “formador de opinião”, isso não li nada !
        Ficar perdendo meu tempo em achar uma prova concreta de sua bajulação não dá. O Brasil produtivo me chama. Não tenho seu tempo disponível para ficar me metendo em brincadeiras estudantis de desocupados ! Na sua aposta estudantil perdi sim. Reconheço que política estudantil não é o meu forte. Mas fazer o que ? Não vou abandonar o meu trabalho para fazer um vestibular na USP só para tentar te ganhar na aposta. Então pode ficar com sua única vitória ! Parabéns

      • Flávio Morgenstern

        10 de dezembro de 2012 at 09:51

        alexandre, como se vê, nem o Google te ajuda a forjar uma biografia minha para tentar me atacar. Sabendo os motivos que tive pra entrar e sair da faculdade (mas sempre voltar), só me resta cair na gargalhada vendo você tentando inventar uma realidade a meu redor pra tentar me atacar (e até nisso erra: trabalhei esse ano todo, não fiz parte de chapa nenhuma, sequer fui votar, nossa chapa tomou dois cafés com o Rodas de uma hora cada para conversar sobre os problemas da Universidade e nem fiz parte dos dois). A diferença é que me esforço, trabalho, estudo e não peço dinheiro nem cota nem emprego do Estado pra enfrentar as dificuldades da minha vida. E nem fico bancando o coitadinho: eu caio na gargalhada, mesmo.
        Mas pegar umas frases a meu respeito do site do PCO, tomar como verdade e forjar toda uma realidade que você desconhece para tentar me atingir não é novidade nenhuma: TODO esquerdista age assim – sempre agiu, sempre agirá, comigo e com todo mundo. Você é só uma vírgula nesse modus operandi eterno. ;)

  39. maria saparowa

    9 de dezembro de 2012 at 13:06

    Continue assim Flávio,e logo vc vai receber a carteira de arquiinimigo do povo. Hoje vc deu uma “cachuletada “no Alexandre que achei que ele não voltaria mais,mas não é que ele voltou?

    • Flávio Morgenstern

      9 de dezembro de 2012 at 16:48

      Esse adora ser nosso saco de pancadas. :)

  40. Rachel

    9 de dezembro de 2012 at 12:32

    Eu como leiga sempre notei uma admiração maior pela obra do Niemeyer vinda dos meus do que de arquitetos e engenheiros, os que entendem realmente do assunto.

  41. alexandre

    9 de dezembro de 2012 at 06:47

    Vc é tão idiota que compara Heiddeger e Niemeyer. O filósofo foi reitor durante o regime (de reitor vc conhece, kkkk) e colaborou no expurgo de professores. O Niemeyer nunca trabalhou para algum regime comunista. Mas eu me preocupo com vc. Não passe numa casa com grama porque senão vc vai quer comer. Cuidado.
    Vá tirar fotinho com o Rodas e ficar com aquele risinho de puxa-saco !!!!!
    https://reacaousp.files.wordpress.com/2012/05/rpostagem.jpg

    • Flávio Morgenstern

      9 de dezembro de 2012 at 17:06

      Obrigado pela divulgação! De fato, DIALOGAR é diferente de puxar saco. Mas já que você prefere o megafone, bom saber que é da turma do PCO. Eu só te achava loser, agora sei que além de loser é genocida (e acha que “kkkk” é argumento, o que é melhor do que defender um regime que mata 30 milhões de seres humanos pelos quais sua falta de caráter não tem um pingo de respeito, mas não é lá motivo pra comemorar anyway).
      Eu mesmo perguntei no texto por que Niemeyer nunca projetou para a U.R.S.S. – porém, ao contrário do que você afirma, ele trabalhou sim para um regime comunista. Por sinal, deixei até foto aí. Mas Niemeyer só tem mesmo “fã” que baixou a discografia dele correndo na sexta-feira pra dizer que sempre o adorou… Só que tem um detalhe: aqui (e no resto do mundo que o “elogia”), ele trabalhou com concreto armado. Em Cuba, com aço: concreto é um aparato de luxo na tirania comunista.
      E sim, Heidegger e Niemeyer são ambos apoiadores que não mataram ninguém, mas colaboraram, cada um, com um totalitarismo, além de seu apoio em palavras. A diferença entre você e eu, alexandre, é que você é um defensor de genocídio desde que seja de “reacionários”; eu já critico qualquer assassinato. Sabemos muito bem quem você defenderia se fosse soviético. Seu caráter o demonstra ao público.

      • Porta Torta

        9 de dezembro de 2012 at 20:39

        Flavio: parabéns pelo texto, não é perfeito, é algo intermitente com digressões feitas mas é uma boa síntese da cristianização por que passa o Reinaldo Azevedo devido ao tema do qual ele não se intimidou de ir contra a corrente.
        Alexandre: pessoalizar a raiva por não superar com fatos a tese do seu interlocutor não vai fazer você ter razão, estude mais sobre o assunto para ter argumentos convincentes sem tentar ser polícia do pensamento.
        Contribuindo com o assunto, já constatei desde dentro um pouco das impressões internas do “meio” de arquitetos e engenheiros, das escolas, dos escritórios de projetos e das construtoras, e elas realmente confirmam que os políticos progressistas pagos pelo capitalismo selvagem e os militantes gratuitos de dez minutos atrás eram e são mais fãs niemeyerianos do que seus pares profissionais de longa data que efetivamente atuam na área e não vivem de renda. Esses pares têm o recato de não comentar abertamente na rádio-peão dos não-iniciados os equívocos do arquiteto, mas sempre se comentou à boca pequena que Oscar fazia lá seus traços, mas o Lúcio Costa era quem ralava e transformava em projetos técnicos arquitetônicos e urbanísticos inteligíveis, e engenheiros e professores como o Sussekind se viravam em cálculos para deixar as estruturas de concreto em pé e não voando nas nuvens…
        É emblemático lembrar que o projeto do prédio da nova sede da UNE foi-lhe encomendado, possivelmente um lindo monumento de concreto em homenagem ao etéreo idealismo revolucionário estudantil…

      • Flávio Morgenstern

        9 de dezembro de 2012 at 21:48

        Fica aí um comentário técnico de quem sabe do que está falando. :)

      • alexandre

        9 de dezembro de 2012 at 21:51

        Nem com apoio do RA vcs ganharam a eleição na USP. Tomar um sacode dos PSOL e do PSTU é sacanagem. Chupa Reação !!!!! Chupa Flávio chapa-branca !
        Vc é um loser : seu candidato perde eleição presidencial, para prefeitura e vc perde eleição na usp. Será que para síndico do seu prédio vc ganha ?

      • Flávio Morgenstern

        9 de dezembro de 2012 at 23:10

        Perdi na Libertadores e na F1 também. Mas pior foi você, que perdeu pra mim, e ainda por W. O. por não ter tido coragem de aceitar o desafio. ;)

  42. Oskar Neymar

    9 de dezembro de 2012 at 00:26

    O velhinho comunista e admirador de Stalin não comia criancinhas, mas era chegado a “papar” obras faraônicas por seu escritório sem licitação, apenas com notório saber. Que o diga o TCU

  43. Airton

    8 de dezembro de 2012 at 23:51

    Este hotel redondo não é o antigo Hilton Hotel Consolação ?

  44. alexandre

    8 de dezembro de 2012 at 21:41

    até a revista veja acha vc e o reinaldo azevedo 100%. pelo visto vcs foram longe demais ! chupa essa “puxa saco de reitor” !

    https://www.brasil171.com/pt/

    • Flávio Morgenstern

      9 de dezembro de 2012 at 16:04

      Ô André, o que você deu pro menino alexandre? Roubou a senha dele e tá me trollando? Ele sempre foi um coitado Implicante-dependente, mas agora pirou de vez. Quer dizer, só pode ser você me sacaneando, pra variar: nem ele consegue se contradizer tanto em uma frase só (nem espera a seguinte). Agora acha que conversar com reitor uma vez na vida é ser “puxa-saco”, tá parecendo esse monte de maloqueiro que você joga nesse servidor – e só nos MEUS textos, claro…

  45. Juko

    8 de dezembro de 2012 at 20:51

    Boa noite Flávio Morgenstern,

    Você já leu Stalin, do General Dmitri Volkogonov ? Muito interessante, porque é escrito por um general soviético. Isto dá peso, pois é a narrativa de um cidadão soviético.

    Volkogonov descreve o terror stalinista, com destaque para o exterminio de companheiros de partido ordenado pelo próprio Stalin via acusações e julgamentos falsos.

    As “cagadas” de Stalin no inicio da 2a Guerra também são destaque. Afinal, deve ser incrível ser um líder que pode colocar a culpa de suas cagadas em qualquer um.

    Anti semita e anti polonês desavergonhado, praticamente ignorou o Holocausto, e botou sua bota sobre as costas Polônia sem qualquer remorso.

    A cereja do bolo é a morte de Stalin: morreu por falta de atendimento médico ! O terror era tal que ninguém podia chamar um médico sem autorização do chefe máximo da NKVD. Quando iniciaram o atendimento, muitas horas depois, já era tarde.

    Para ele e para os 30 milhões de pessoas que ele matou.

    Mas nada disso para a nossa esquerdalha importa.

    Eis a aberração: ser nazista, é crime. ser comunista, não.

    Ambos os regimes desprezíveis. Mas ninguém pode acusar os nazis de falta de sinceridade. Nunca esconderam de ninguém a que vieram. Bem diferente dos comunistas – falsos e dissimulados de carteirinha.

    • Flávio Morgenstern

      9 de dezembro de 2012 at 16:47

      Juko, boa recomendação de leitura, vou aproveitar uma pesquisa para o ler também! Estive lendo Sussurros, do Orlando Figes (citado aí pra baixo) que conta boas histórias privadas também (inclusive a “falha de atendimento” dele, curiosamente logo depois de ter expurgado um monte de médicos).

      Mas claro que lembrar que Niemeyer defendeu Stálin é “falta de respeito”, lembrar que Heidegger defendeu o nazismo é normal. Mostra de que, lá no fundo (ou nem tanto), essas pessoas gostam muito do stalinismo: sabemos o que elas fariam conosco se pudessem. Somos apenas as formigas de seus genocídios em potencial.

  46. Marcos Jr.

    8 de dezembro de 2012 at 19:22

    O fato de uma pessoa ser um gênio não o exime de críticas por conta de suas posições equivocadas. Não houve tanto mimimi por causa da divulgação de Bento XVI ter lutado pelos nazistas, por exemplo.

    • Gustavo BNG

      9 de dezembro de 2012 at 15:06

      Pelo que sei, Ratzinger foi obrigado a servir na Juventude Hitlerista quando adolescente e, assim que acabou a obrigação legal, se retirou de lá.

      • Flávio Morgenstern

        9 de dezembro de 2012 at 16:53

        Num Estado totalitário, ou você faz parte do Estado, ou está morto. Resta saber se o cidadão era mesmo fã do regime, se admitiu isso (como Solzhenitsyn ou Habermas sempre o admitiram), ou se trapaceiam com a memória do povo, como um tratante como Günter Grass o fez.

  47. Rita Rafaeli

    8 de dezembro de 2012 at 17:35

    Flávio, como sempre, arrasando a petralhada!

    p.s. Sempre tive preguiça de ler Arquipélago Gulag. Você me deixou motivada a lê-lo agora.

  48. Caíque Mateus

    8 de dezembro de 2012 at 16:13

    Até que enfim alguém falou! Lembro-me de quando se falava (não sei se ainda se fala) que o melhor hospital de Brasília era o aeroporto. Ainda naquela época a cidade contava com um ótimo atendimento a traumas (Hospital Sarah Kubitscheck), consequência da quantidade de gente que se acidentava numa das criações do “grande” arquiteto. Eu conheci uma senhora que ficou paralisada do pescoço pra baixo, cortesia de um desnível sem proteção, direto da prancheta do “mestre”.
    Desculpe, não dá pra ter respeito.

  49. Lenir Silva

    8 de dezembro de 2012 at 15:39

    Flávio Morgenstern, PARABÉNS! Simples assim!

    • Flávio Morgenstern

      9 de dezembro de 2012 at 16:25

      Obrigado, Leonir! :)

  50. Túlio Sousa

    8 de dezembro de 2012 at 13:29

    E porque ofender a torcida do Corinthians? bando de babacas

    • Flávio Morgenstern

      9 de dezembro de 2012 at 17:00

      Porque o “por que” que você deveria ter usado é separado. O que prova o que foi afirmado sobre tal torcida.

  51. Fabricio

    8 de dezembro de 2012 at 13:18

    EU acho que um ideal político/social pode ser algo tão delicado que “idiota” é uma palavra dura demais.
    Assistam ao Roda Viva para entenderem um pouco o jeitão dele pensar…
    https://www.youtube.com/watch?v=mNjeEibgRmc

    • Flávio Morgenstern

      9 de dezembro de 2012 at 16:23

      A hipersensibilidade dos comunas adultos, cultos, vacinados e letrados com palavrões cabeludos e violentos como “idiota”…

  52. Eduardo

    8 de dezembro de 2012 at 13:16

    Não, não, não Flávio. Não trata-se de totalitarismo brutais e assassinos. Não falei isso em momento algum. A riqueza do mundo existe a partir de um eficiente sistema de exploração. É inegável. A riqueza até pode te sido criada em condições igualitárias, mas é mantida através da opressão. O texto recomendado é bom, realmente concordo em vários aspectos; porém ao contrário ele se torna coerente em sua quase totalidade. Quanto a “igualdade econômica forçada só existe sob uma imensa desigualdade política (Sobran)”, creio que essa “desigualdade” seja a falta de representação de meia dúzia de bilionários frente a dezenas de representantes de milhões de pessoas. A igualdade, por óbvio, seriam muitos representantes para os bilionários e alguns para o povo, pois a medida usada, muito eficiente por sinal, é o ter. De fato, há muitas esferas a serem melhoradas, mas avançamos muito a partir de 2002. O caminho até pode não ser a esquerda, mas quem falar que é a direita…

    • Flávio Morgenstern

      9 de dezembro de 2012 at 16:23

      Eduardo, forçar igualdade econômica, só com totalitarismo brutal e assassino. A riqueza do mundo é criada SEMPRE. Se eu tentar vender 3 cadernos que tenho pra você, no máximo consigo uns 30 mangos. Se nesse caderno estiverem os originais de uma nova Montanha Mágica, poderá valer milhões. Quem eu “explorei” no processo? Releia o texto e pense bastante nessa tal “exploração”, pois inexiste. Qualquer país com alta liberdade econômica não explora ninguém, enquanto o Estado, sim, pode explorar qualquer um e explora o tempo todo – não trabalha, nunca produziu nada, mas fica com os frutos do trabalho de todos – com incidência sobre os mais pobres.
      Você nitidamente desconhece o que é a direita (a parte dela com a qual concordo e também a com a qual discordo). Antes de pensar que foi Lula que inventou o Brasil, além de reler o texto supracitado, recomendo este, para escapar da gaiola do jogo de soma zero, a maior falácia que você está repetindo: https://www.ordemlivre.org/2012/11/mercado-livre-e-poker/
      Depois também leia esse, que vai te explicar por que você está defendendo totalitarismos brutais e agressões a inocentes achando que defende “liberdade”: https://www.ordemlivre.org/2012/08/liberdade-utopica-e-liberdade-real/

  53. Leonardo Varuzza

    8 de dezembro de 2012 at 12:49

    Sempre que alguém elogia o comunismo eu lembro do relato lido no livro “Gulag: A History”, uma família é mandada para a os campos de trabalho escravo na sibéria, durante toda a viagem os pais tentam cuidar da criança de 2 anos nas condições sub humanas em que são transportados, porém um noite a criança tem febre e por falta de anti-térmico tem convulsões e morre.

    Isso é o regime que esse senhor defendia e por ignorar o sofrimento desses milhões de pessoas ele merece somente o nosso desprezo.

    PS: Como arquiteto ele também não era grande coisa, fazia obras monumentais que não servem para seres humanos usarem. Os exemplos são inúmeros, a começar pelo Memorial da América Latina.

  54. Ricardo

    8 de dezembro de 2012 at 12:43

    Se esse país tivesse um minimo de coerencia, a foice e o martelo bem como os partidos e pessoas que defender o comunismo, deveriam ter o mesmo destino da suástica e dos nazistas: o simbolo é crime e o lugar de quem profeça a ideologia é a cadeia.

    • M.

      8 de dezembro de 2012 at 16:41

      Antes que os nazistas se apropriassem da suástica o símbolo já era utilizado há milênios por budistas, jainistas, trocentas seitas hindus e mais trocentas religiões pelo mundo. É símbolo solar ubíquo.

      Não faz sentido proibi-la, senão teriam que proibir também a cruz, já que os nazistas a utilizavam como mais alta condecoração. Quanto à foice e ao martelo, que simbolizam somente uma ideologia de maneira bem pontual, não vejo problema algum.

      • Flávio Morgenstern

        9 de dezembro de 2012 at 16:28

        Há diversos tipos de cruz. Até onde me lembre, os nazistas usaram apenas a Cruz de Malta (que o Vaticano também utiliza).

      • M.

        11 de dezembro de 2012 at 01:17

        Isso, referia-me à Cruz de Malta (Cruz de Ferro).

  55. alexandre

    8 de dezembro de 2012 at 12:13

    A verdade é que foi uma grande falta de educação e respeito ao Niemeyer. Chamar o cara de idiota na morte dele ? E só porque ele era comunista ? E daí que ele era comunista ? Ele era tricolor também. E daí ? Só por causa disso um rubro-negro vai chamar o cara de idiota no dia morte dele ? Palhaçada do RA. O cara adora aparecer com essas polêmicas babacas. E uma tremenda falta de respeito. Isso tem nome : patrulhamento ideológico.

    • Flávio Morgenstern

      8 de dezembro de 2012 at 12:24

      Ai, só porque era stalinista! Qual o problema? Que falta de respeito com Heidegger seria falar que ele era nazista só por isso! Que palhaçada! Patrulhamento ideológico! (aliás, o que você tá fazendo comigo tem que nome?)

      • Pérsio Menezes

        8 de dezembro de 2012 at 16:32

        Flávio, sério que você respondeu a um cara que acha que apoiar Stalin e ser tricolor são a mesma coisa??????

      • alexandre

        8 de dezembro de 2012 at 17:39

        o que estou fazendo contigo não é patrulhamento ideológico. Só estou dando atenção a um 100% idiota em seus 5 segundos de glória (isso vc poderia pelo menos agradecer ao Niemeyer)

      • Flávio Morgenstern

        9 de dezembro de 2012 at 16:42

        Erro meu, alexandre. De fato, você não tá patrulhando ninguém, tá só sendo o loser Implicante-dependente que sempre foi. Falta de algo melhor pra fazer do que morrer de inveja de quem forma opiniões. Você não tem poder de fogo nem pra patrulhar uma ronda de escoteiros mirins.

      • Enio Souza

        9 de dezembro de 2012 at 23:17

        Você é um “formador de opinião”, Flávio?

      • Flávio Morgenstern

        10 de dezembro de 2012 at 00:18

        Sou um excelente mau exemplo.

    • Diogo

      8 de dezembro de 2012 at 17:22

      Como é ?comparar um STALINISTA a um torcedor de qualquer time é RIDICULO.

      Patrulhamento ideológico é o que a ESQUERDA faz, para de tentar inverter.

    • Airton

      8 de dezembro de 2012 at 23:40

      Educação é fazer missa de corpo presente e depois um ato ecumenico para alguém que não acredita em Deus , é isso ,né ?

      • malcan

        10 de dezembro de 2012 at 20:52

        Se Deus não existe, que diferença faz o cara receber uma missa pela sua alma, já que não vai acontecer nada?

    • bedot

      10 de dezembro de 2012 at 01:41

      O lado tricolor dele levanta taças e mata uns urubus rubro-negros. O lado comunista dele endossou a morte de milhões de inocentes. Ser tricolor é ser campeão brasileiro. Ser stalinista é ter as mãos banhadas em sangue. Precisa ser mais claro prá explicar o lixo que foi a sua analogia?

  56. alexandre

    8 de dezembro de 2012 at 11:49

    Sério que um texto sobre Niemeyer virou discussão sobre o comunismo ? Ele foi homenageado internacionalmente por ser comunista ? Pensei que era por ser arquiteto. Então quando chegar a hora do Felipão, ninguém vai falar sobre as conquistas do futebol. Mas só discutir sobre a polêmica com o BB e o elogio ao Pinochet. Por essas e outras que a direita vem tomando ferro desde 2002. E coincidentemente o Brasil melhorou desde então.

    • Flávio Morgenstern

      8 de dezembro de 2012 at 12:23

      “Melhorou” desde o impeachment do Collor. E, alexandre, vai estudar um tiquinho e descobrir o que é direita antes de confundi-la com o PSDB. Sobre a arquitetura do Niemeyer, olha o que a USP tem a dizer dele. Ou sua opinião vale mais? Bem, sua opinião só existe porque nós, do Implicante, existimos. De nada.

      • Pérsio Menezes

        8 de dezembro de 2012 at 16:36

        Flávio, pelo amor de YHVH! Não viu que o que o Alexandre entende de politica é o mesmo que ele entende de arquitetura????? NADA!!!!

      • Flávio Morgenstern

        9 de dezembro de 2012 at 16:27

        O alexandre é nosso Implicante-dependente preferido. O cara não tem vida além de nos vigiar. É bom expô-lo sempre que possível: mostra a qualquer esquerdista no que dá acreditar na esquerda e não saber ler a gente.

      • alexandre

        8 de dezembro de 2012 at 17:35

        A sua opinião sobre arquitetura vale mais do que de outros especialistas no assunto ? O cara foi elogiado INTERNACIONALMENTE mas isso é pouco perto do gênio Flávio Morgerstern ! Vai ver vc é estudante de arquitetura e eu não sabia (afinal, sabe como é ESTUDANTE PROFISSIONAL ,está sempre arrumando cursinho para ficar na faculdade e “bajular o reitor da USP” em almoços em vez de trabalhar).

      • Flávio Morgenstern

        9 de dezembro de 2012 at 16:41

        Os gênios da USP e da Newsweek falam por mim. Minha opinião sobre arquitetura resume-se a saber se vou conseguir atravessar um espaço vazio de dinheiro público sem suar. Se falhou no teste, é ruim pra caramba. Mas vamos deixar o alexandre lembrar que ele foi elogiado internacionalmente, enquanto os professores da USP, que são profissionais da porcaria do ramo, o criticam.

      • Thiago

        14 de dezembro de 2012 at 22:32

        Isso de ser elogiado internacionalmente me lembra os doutores honoris causa que o Lula recebeu… Como se elogios fossem o supra sumo do conhecimento… ¬¬”

      • Luiz Augusto

        9 de dezembro de 2012 at 08:41

        Cinco anos atrás lancei a idéia:

        09/10/2007 21:41 – Vida ao Memorial da América Latina

        Por Luiz Augusto Módolo de Paula*
        Para quem não conhece, o Memorial da América Latina é um gigantesco monumento situado no bairro paulistano da Barra Funda. Foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e criado pela Lei Estadual 6.472/89 no governo de Orestes Quércia. É comumente lembrado por abrigar em sua área o Parlamento Latino-Americano, um espaço destinado aos povos do continente descoberto por Colombo em 1492.

        Muita gente considera o local um parque. Mas, na verdade, o Memorial é uma feia piscina de concreto. É um local sem áreas verdes, água e tampouco árvores frondosas ou uma sombra para descansar em dias de calor. Todo aquele cimento afugenta as pessoas que procuram conhecê-lo. Famílias não levam seus filhos, ninguém anda com cachorro ali. É uma área pública desperdiçada, numa cidade tão carente de espaços para lazer.

        O Memorial da América Latina nasceu para ser admirado pela janela do carro de quem cruza as avenidas onde a obra foi erguida. Essa realidade nos leva a sugerir que o governo do Estado encampe um projeto de mudança do Memorial, transformando aquela insípida e inóspita réplica de Brasília (minhas apologias aos candangos) num verdadeiro parque, com toda a estrutura necessária para receber a população.

        A tarefa não é fácil, embora, tenho certeza, seria bem-recebida pela população. Isso porque o Memorial é um bem tombado pelo CONDEPHAAT (órgão estadual do patrimônio cultural), através da Resolução SC 75/97. Seria necessária, então, uma revisão desse tombamento, a fim de dar à Barra Funda e a São Paulo uma nova área de lazer.

        Creio que o momento é oportuno para rever o projeto de Niemeyer que, com perdão ao nobre arquiteto, jamais atingiu sua finalidade social de ser um espaço integrado à cidade. As pessoas, bem como as suas obras, devem evoluir, adaptando-se às necessidades de seu tempo e à vida nas cidades. E não é o que percebemos nesse gigante da arquitetura localizado em uma área nobre da Capital paulista.

        Consta na Constituição que a propriedade deve cumprir sua função social. E a isso o Memorial não se destina, pois trata-se apenas de uma área semi-ociosa. Se não fosse bem do Estado, aquilo já teria sido invadido pelo hipotético Movimento dos Sem-Parque.

        Exemplo recente de mudança possível de bem tombado é o início da discussão sobre os fundos do vão livre do MASP, que já vitimou fatalmente numerosas pessoas que dali despencaram. A discussão nunca avançou ante o fato consumado do tombamento, mas se percebeu que mesmo os bens protegidos devem servir às pessoas, e não o contrário, razão pela qual a Prefeitura de São Paulo iniciou os estudos para dotar aquela área de segurança, a fim de impedir novos acidentes.

        Está nas mãos do governador José Serra uma grande oportunidade para deixar uma obra importante à nossa cidade. O projeto do Memorial da América Latina precisa ser alterado, dando oportunidade a um dos talentosos paisagistas brasileiros de transformar uma zona morta num parque pulsante e cheio de vida. Fica aqui a idéia.

        * Luiz Augusto Módolo de Paula é Procurador do Município de São Paulo

      • Luiz

        9 de dezembro de 2012 at 09:43

        Agora fiquei curioso! O que a USP (essa entidade una, homogênea e de opinião única) tem a dizer sobre o Niemeyer?
        Vai dormir vai, Morganfreeman…

      • Flávio Morgenstern

        9 de dezembro de 2012 at 16:02

        Para quem sabe ler, está no texto. Try harder, kid.

      • luiz

        10 de dezembro de 2012 at 16:52

        Pois é, até li, apesar do sono muitas vezes me seduzir como uma bela morena com as curvas de Niemeyer. Me sinto um campeão por isso.
        Mas então, só vi a opinião de duas pessoas que, por acaso, lecionam ou lecionaram na USP (um deles eu posso te afirmar, é por acaso MESMO). Agora eu quero saber que importância tem isso. Se é pra provar uma tese furada, qualquer opinião vale não é?
        E quero saber qual é a opinião da USP-em-si sobre o Niemeyer, já que você mostra tanta certeza que ela existe.

      • Flávio Morgenstern

        10 de dezembro de 2012 at 21:58

        Eu sou da USP e não gosto nem de sua arquitetura, nem de seu stalinismo. Tchau.

    • Mauro

      8 de dezembro de 2012 at 23:17

      Alexandre, você come capim porque gosta ou porque tá faltando farelo no seu cocho?
      O cara apoiava um regine que assassinou milhões seres humanos e você ainda vem com essa conversa mole de rubro-negro ou tricolor.
      Tem a santa paciência, se você não tem argumentos vá se juntar a turma do vermelho.org.br ou com a corriola petralha.

  57. Leonardo

    8 de dezembro de 2012 at 11:49

    A mesma galera que xinga e ofende o Rienaldo Azevedo por ter dito algumas verdades do Niemayer e sua conhecida tolerância com os genocidas vermelho foi a mesma que execrou o Simonal em vida e ressaltou, no dia da morte da Hebe, o apoio dela a Maluf e a Janio. E uma gentinha hipocrita e asquerosa.

    • alexandre

      9 de dezembro de 2012 at 13:35

      Excelente lembrança ! Por que quando a hebe morreu o RA e o estudante profissional e puxa saco de reitor, Flávio Morg, não a chamaram de 50% idiota por gostar do Maluf (político de direita)? Óbvio que seria um enorme falta de educação com a hebe tratá-la dessa maneira na morte dela. Mas isso mostra a incoerência do discurso desses dois picaretas intelectuais ! Dois 100% idiotas

      • Flávio Morgenstern

        9 de dezembro de 2012 at 16:50

        Pra mim a Hebe é 100% idiota e, sim, eu disse isso. Mas prefiro milhões de vezes mais o Maluf do que Stálin (30 milhões de vezes mais, pra ser exato). Mas educação pela memória de 30 milhões de pessoas é coisa que tiranos sem um pingo de caráter como Stálin e seus fãs alexandrinos nunca terão. E isso que os stalinistas Implicante-afetivos chamam de “coerência do discurso”…

  58. Eduardo

    8 de dezembro de 2012 at 11:41

    Não há como existir igualdade com o capitalismo. Os termos não são conciliáveis. E sem igualdade não há liberdade. Para enriquecer os pobres deve-se empobrecer os ricos. Percebe quem tem interesse em matar os pobres? “pegar pessoas com algum dinheiro ou sua pequena propriedade e “mudá-las” para o cemitério” – achas mesmos que é essa a mudança do socialismo/comunismo? Isso é propagação da direita: dar mais aos que mais tem, tirar tudo dos que menos tem. Quem mata os pobres é a direita, explorando-os desenfreadamente, não prestando o mínimo de assistência social. O bolsa-família é odiado entre os que não recebem e não precisam receber o auxílio, acusado de ser o grande comprador de votos… bom mesmo seria virar as costas totalmente para a miserabilidade. Quanto as privatizações, de forma geral foram sempre exaltadas ao máximo, centenas de serviços públicos passaram à mão de terceiros. Mas agora observa-se: telecomunicação, transporte, energia elétrica: horríveis, tanto quanto alguns serviços ainda estatizados. Os privatizados acabam somente por visar o lucro; os estatizados são praticamente desativados, abandonados, para que o estatal seja ruim, um péssimo exemplo. Resultado: o status quo. O problema é que, privatizados ou estatizados, o Estado é capitalista. E ai o problema persiste. Mas o imperialismo, será que matou menos que o socialismo (“comunismo”)? (obs: antes que joguem: não sou petista)

    • Flávio Morgenstern

      8 de dezembro de 2012 at 12:21

      Não, companheiro: igualdade econômica forçada só existe sob uma imensa desigualdade política (Sobran). Se acredita que a riqueza existe no mundo, e alguns tomam demais, e outros de menos, e não que alguns CRIAM sua riqueza sem roubar a do próximo, tá aqui uma introdução interessante para aprender algo sobre economia, ao invés de sonhar com totalitarismos brutais e assassinos: https://www.ordemlivre.org/2012/08/uma-unica-licao-de-economia/

      • Pérsio Menezes

        8 de dezembro de 2012 at 16:44

        Nossa, Flávio!!! Quanta paciência, quanto amor ao próximo. Vou escrever para o Vaticano, indicando sua canonização em vida. Eu, no seu lugar, já teria mandado esses FDP tudo tomar no olho do céu.

      • Flávio Morgenstern

        9 de dezembro de 2012 at 16:28

        Cultive péssimos exemplos por perto e, mesmo que você erre feio na vida um dia, terá sempre motivo pra dizer que é um gênio absoluto.

    • M.

      8 de dezembro de 2012 at 16:57

      Esse Eduardo é uma besta. Como instituir igualdade se as pessoas são naturalmente desiguais? Só surgindo um poder mais desigual ainda para forçar tudo de cima, para socializar a miséria.

      E mais: seu querido Bolsa-Família foi idealizado pelo PSDB, esse terrível inimigo do povo, a direita da esquerda. Veja também os vídeos do Hélio Bicudo, ex-PT, em que ele conta que Zé Dirceu falava na cara dura que o objetivo do Bolsa Família era mesmo comprar os votos do povão e nada mais. É duro ler comentários comunistas, geralmente são infantis.

      • Flávio Morgenstern

        9 de dezembro de 2012 at 16:33

        Pior: o Bolsa-Família é criação liberal. Até Milton Friedman (possivelmente o único liberal pós-Adam smith de quem essa turma já ouviu falar um dia sem ler uma linha do que ele pensa) criou um sistema parecido. https://clubecetico.org/forum/index.php?topic=8792.0

    • Diogo

      8 de dezembro de 2012 at 17:23

      “sem igualdade não há liberdade” ??? igualdade de quê ???

      a liberdade é justamente para não termos que ser IGUAIS, sermos indivíduos e usufruirmos do nosso próprio esforço, não pongar nos outros para “ser igual”.

    • Ernest

      10 de dezembro de 2012 at 12:24

      Eduardo8 de dezembro de 2012 às 11:41 – conversa fiada e sua retórica é desatualiza para os novos desafios deste mundo globalizado.

      O que distribui renda é emprego via iniciativa privada, pois gera bens, riquezas e serviços.

      Por exemplo: se o PT tivesse deixado essa ideológia idiota e tivesse adotado arrojado programa de privatização da infraestrutura aeroportuária, ferroviária e rodoviária, Brasil hoje estaria competitivo, coisa que não é.

      Poderia o PT ter aproveitado a bonança externa do capital. Não o fez.

      Poderia ter tirado o monopólio de exploração de petroleo e distribuição das mãos da Petrobrás. Temos o pre sal e uma empresa estatal inchada que não dá conta do recado. Não o fez.

      Poderia ter iniciado uma ferrenha desburocratização do Estado. Não o fez e o Estado sofre com seu gigantismo.

      Poderiam ter fortalecido o Mercosul. Não o fez. Ampliou o bloco não com o Chile, Peru e Colombia, mas com economias combalidas como a Venezuela e agora querem o Equador e a Bolivia, que nada tem a oferecer.

      A politica externa petista é a ilustração do que se chama de desastre.

      Aliás, se eu for me estender em tudo de bom que o PT perdeu a chance de fazer, dá um livro.

      São 10 anos de surfismo desavergonhado do Plano Real e que está chegando ao fim.

      Aliás, pessoas como Mino Carta adoram falar do pessoal da Casa Grande.

      Segundo Mino com seu discurso manjado, a Casa Grande quer derrubar Lula.

      Me oponho a este ponto de vista do Mino: é justamente o pessoal da Casa Grande que detesta o Capitalismo: linhas de financiamento de pai pra filho proporcionados por bancos estatais, tráfico de influencia, contratos generosos com o Governo, negócios de compadre.

      Coisas que em uma economia Capitalista, não acontecem. Por isso os europeus e americanos não botam mais fé.

      Finalizando: a Casa Grande lucra muito com o PT no poder. Sabem que não teriam a menor competencia para sobreviver no capitalismo de fato. Eles não são nada sem encostar a barriga no governo, seja ele qual for.

  59. Eduardo

    8 de dezembro de 2012 at 10:41

    O comunismo é muito maior que Stalin e a URSS. Os direitos sociais sempre foram conquistados por grupos de esquerda. Para quem acha que está tudo bem e é preciso avançar com o capitalismo… realmente me surpreendem. Vivemos um mito de que, com muito trabalho e foco, seremos Eike Batista. Infelizmente, não há espaço para milhões de Eike’s. Fomos ensinados que o publico e o estatal é ruim, burocrático. O privado é bom, rápido e funciona. Há muitas distorções para fundamentar privatizações. De todo modo, qualquer homem reconhecido que levanta uma bandeira vermelha deve ser reprimido… Em nome do mal que Stalin causou (e jamais em nome das necessárias mudanças no nosso Brasil). Saudações aos que tem coragem.

    • Flávio Morgenstern

      8 de dezembro de 2012 at 11:13

      Sim, o comunismo matou MUITO mais do que Stalin e a URSS conseguiram. É essa a sua “mudança social”: pegar pessoas com algum dinheiro ou sua pequena propriedade e “mudá-las” para o cemitério. Por sinal, Stalin não conseguiu nem mesmo 30% das mortes do comunismo no mundo. Realmente, o comunismo é maior. Mas curiosa essa história de que “fomos ensinados” de que privatização é bom e o Estado é ruim. Só fui ensinado que “fomos ensinados” sobe isso, assim como todo mundo que conheço: falo a palavra “privatização” e saem correndo. Todo mundo conhece Marx, Gramsci, Foucault. Quero ver quem conhece Nozick, Voegelin, Mises. É isso que “fomos ensinados”? Só fomos ensinados a criticar sem conhecer. Felizmente, alguns vão além e pesquisam sobre como enriquecer os pobres ao invés de matá-los para causar “mudança social”.

    • Ernest

      10 de dezembro de 2012 at 12:40

      Eduardo, na boa. Você já conversou alguma vez com cubanos ou pessoas que viveram sob a cortina de ferro ?

      Não digo funcionários do governo cubano (a unica classe que vive bem em Cuba), mas cubanos comuns, aqueles que pegam fila com a libreta na mão, para comer.

      Eu tive a grande oportunidade de conversar com cubanos de verdade, e não com burocratas. São pobres cara, e além de pobres, não tem mais esperança. É triste escutá-los e foram submetidos a tal repressão que mesmo aqui tem medo de falar o que pensam sobre politica. Aqui, indendente de sua qualificação, trabalham em funções básicas. Deixaram familias para trás, que sabe-se lá como estão vivendo.

      Também já conversei com alemães da antiga RDA. O que percebi dos alemães: tem grande dificuldades de falar sobre o assunto, mas não por medo, mas possivelmente porque foram obrigados a fazer coisas que não queriam.

      Entre as possibilidades: obrigados a dedar colegas de trabalho e vizinhos.

      Berlim eu conheci em 1999. Ainda existiam as profundas marcas da Guerra Fria. O antigo lado ocidental todo brilhoso e vigoroso. O lado oriental cinzento, feio e com marcas de bala da 2a guerra.

      Percepções pessoais que não estão em livros, mas em contato humano.

      Por que vocês comunistas ignoram tudo o que Cuba passa, os tibetanos e todos os demais povos passaram por conta dos imperialistas soviéticos ?

      Isto não merece alguma reflexão por parte de vocês ?

      Se o comunismo´é maior que isso, onde está comunismo que vocês falam ?

  60. Rob Rossi

    8 de dezembro de 2012 at 10:04

    Sério que alguém comenta para reclamar do tamanho do texto? Essas mesmas pessoas que têm preguiça de ler um texto grande se acham cultas por ler “50 tons de cinza” e acham bacana ficar lamentando a morte de um meio idiota pensando que ele era um humanista.
    Moro em Brasília, faço engenharia civil e acho bizarro muitas das obras do Niemayer. Rampas que ninguém tem fôlego se subir (talvez de descer rolando, como o Vampeta), simetria com assimetria com aspecto horrível (já prestaram atenção nas janelas dos ministérios?) e o espaço sempre preterido em nome do egoísmo de seu concreto.

  61. Antônio Freitas

    8 de dezembro de 2012 at 09:59

    O Niemeyer podia ser metade idiota, talvez. Mas o Reinaldo Azevedo, apesar do nome de craque, é certamente um idiota completo.

    • Flávio Morgenstern

      8 de dezembro de 2012 at 10:11

      Só faltou o argumento. Aliás, como falta a 100% das críticas a ele.

  62. @jesael

    8 de dezembro de 2012 at 09:56

    Boa. Por aqui a metade gênio nunca foi levada à sério. E a parte idiota sempre foi evangelizada aos familiares, como aqueles que precisam te levar ao “museu do olho” em Curitiba. Sem saber a razão, mas precisam levar.

  63. luiz giaconi

    8 de dezembro de 2012 at 09:49

    Assino embaixo. O que mais se viu nesses dias foi malhação no texto do Reinaldo e a transformação do ateu Niemeyer em santo, típico Brasil. E entre as boas refências de leitura sobre o comunismo só faltaram o Livro Negro do Comunismo e o excepcional A Corte do Czar Vermelho, do Simon Sebag Montefiore. E valeu por Karaganda, não conhecia.

    • Flávio Morgenstern

      8 de dezembro de 2012 at 10:09

      Um livro recente que me gelou a alma foi Sussurros, do Orlando Figes. Pesquisa inédita sobre o lado mais “proletário” da Revolução: como era a vida privada das pessoas durante o regime stalinista. Como viviam, como era mandar cartas, morar em apartamentos comunais com gente estranha, ter suas pequenas propriedades no campo coletivizadas etc. Outra leitura de umas 700 páginas, mas de virar outra pessoa no fim (aliás, são tantos os livros que curariam pra sempre alguém de esquerda com uma única leitura, mas vai pedir para bibliofóbico ler…)

  64. Daniel Lima

    8 de dezembro de 2012 at 10:27

    Para Oscar a revolção era mais importante. Vi umas imagens dos camponeses que eram torturados pelas tropas stalinistas. Imagens fortes.
    Pergunto a Niemayer: enquanto pessoas morrem de fome e sede, você se importa mais com a revolução? Uma simples revolução comunista era mais importante que a vida de pobres trabalhadores?

  65. Angela

    8 de dezembro de 2012 at 09:02

    Concrdo integralmente com o articulista. Só que tem o desprazer de freqüentar as “obras” do arquiteto sabe como sao pouco praticas, e desconfortáveis.ele nunca teve que trabalhar em algumas delas…

  66. Alexandre

    8 de dezembro de 2012 at 09:02

    Glh, o texto é grande mesmo mas se vc conseguir ler por inteiro no final será uma pessoa um pouco menos pequena.

  67. alexandre

    8 de dezembro de 2012 at 08:29

    O “bajulador do reitor da USP e estudante profissional” quer criar polêmica e ser “debatido”na blogosfera. Como o Boechat falou do RA : é um merda que se aproveitou da morte de alguém para aparecer. O cara era comunista , e daí ? Isso não influenciou em nada a obra dele. Os idiotas da direita criticarem a obra do cara só porrque ele era comunista ?
    P.S.: Esse seu artigo chegou tarde demais. Para sua tristeza não terá repercussão. A galera já encheu o saco dessa polêmica idiota. Aliás, só uma pergunta para esse fim de semestre : já conseguiu se formar ? Ou vai ficar mais um ano na USP só para bajular o Rodas ?

    • Flávio Morgenstern

      8 de dezembro de 2012 at 10:06

      Pra sua tristeza, esse artigo está com audiência e aprovação altíssimas. E isso porque foi publicado quase 3 da madrugada. E não, prefiro ser chamado de “merda” por Implicante-dependentes. Ou verba pública é só pra vocês? ;)

      • Sammy Anderson

        8 de dezembro de 2012 at 14:48

        Depois dessa eu ligaria meu Super Nintendo e não sairia do quarto durante uns 6 meses…

    • Thiago

      8 de dezembro de 2012 at 13:16

      A obra do Oscar Niemeyer não foi influenciada pelo comunismo? … Grandes espaços e quase nenhum paisagismo (grama e “lagos” não deveriam contar como paisagismo nessas horas) para não atrapalhar os grandes públicos que nunca apareceram, prédios enormes e enfileirados como em marcha militar, ou prédios desproporcionais em que a taxa de ocupação fica abaixo do aceitável só para mostrar a grandeza do “gênio”… Realmente, a ideologia megalomaníaca nunca influenciou a obra do arquiteto não…

      E não sei como as pessoas não conseguem entender que o texto do Reinaldo Azevedo nada mais é que uma republicação, de quando o velho completou 99 anos… esse povo deve ter problemas com leitura… só pode ¬¬”

  68. Adriano Rego e Silva

    8 de dezembro de 2012 at 08:19

    Muito coerente, cheio de verdades, indiscutível!!!
    Qualquer comunista de meia tigela deve ter sentido um pouquinho de dor, ao ver uma crítica a metade idiota de Oscar, mas infelizmente, faz parte da democracia a diferença de opiniões…diferentemente se estivessemos em qualquer projeto governamental idealizado por uma destas mentes idiotas 100% que ainda se agarram no sonho ufano de um Stalin da vida.
    Reinaldo estava 100% certo!!!

  69. Valeria Rodrigues

    8 de dezembro de 2012 at 07:22

    Muito bom, como sempre! O Memorial da AL é um ótimo exemplo da arquitetura de ON, inóspita como o comunismo. E aquela mão?
    Reinaldo Azevedo foi muito bonzinho com ON. Não sei onde está a metade gênio.

  70. Roberto

    8 de dezembro de 2012 at 07:21

    Este é o verdadeiro motivo de se deixar a educação do jeito que está: manada boa é manada estúpida.
    Qualquer período composto com oração subordinada é o suficinete para fazer a turma correr. Mais de 4 linhas então, para eles já é romance.

  71. Alexandre

    8 de dezembro de 2012 at 07:20

    Eu conhecia mais gente que não gostava da obra do Niemeyer antes de ele morrer. Agora nem dá para criticar mais sem levar olhares tortos como resposta…

    • Pérsio Menezes

      8 de dezembro de 2012 at 16:53

      Olha só. Só faltaram me esquartejar em praça pública, porque profanei o nome do santo https://www.facebook.com/persio.menezes/posts/10151145867266956

      • André

        11 de dezembro de 2012 at 12:54

        Pior que é. Não se pode falar nada contra o arquiteto. Patrulhamento direto desta galera alienada subserviente.

      • Alexandre

        12 de dezembro de 2012 at 08:06

        Preciso arrumar amigos como esses! hehehehe

  72. Sandramiv

    8 de dezembro de 2012 at 05:06

    Muito legal! Como sempre vc arrasou.

  73. MaxBR

    8 de dezembro de 2012 at 03:01

    O hotel redondo eh o hotel nacional no rio, em sao conrado, q esta atualmente caindo aos pedaços.

  74. Another Byte on the Web

    8 de dezembro de 2012 at 02:55

    Cuidado com o que você deseja. Do jeito que esse povo aplaude o discurso Anti-semita do Ahmadinejad, qualquer dia desses acabamos com esse curso mesmo na USP…

    Aliás, a única coisa que se compara em ruindade ao Memorial da América Latina é a Praça do Relógio. Triunfo da forma sobre a função sem dúvida.

    • Flávio Morgenstern

      8 de dezembro de 2012 at 09:58

      E, pra variar, um troço fálico. Cadê o movimento feminista pra mostrar os peitos em sinal de protesto?

  75. Mariana

    8 de dezembro de 2012 at 02:48

    Então o Reinaldo Azevedo foi muito generoso em achar o Niemeyer metade gênio.

  76. glh

    8 de dezembro de 2012 at 02:12

    Muito grande o texto pra ler!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    =P

    • Flávio Morgenstern

      8 de dezembro de 2012 at 02:40

      É mais ou menos o que a comunada também pensa sobre livros que vão contra os seus preconceitos. ;)

      • Cássio Rogério Eskelsen

        8 de dezembro de 2012 at 08:05

        Pessoal prefere esperar o resumo que o Stanleyburburim vai fazer contra o teu post para depois ficar papagueando.

      • Daniel Lima

        8 de dezembro de 2012 at 10:21

        Arquitetura tem que ser uma coisa bonita e confortável de se usar.
        Não entendo porque um comunista é tão respeitado aqui no Brasil. Por que se trata de Oscar Niemayer? Acho que sim. E se ele fosse de direita? Iriam apredejá-lo? Com certeza. Isso é uma baita duma hipocrisia. Comunista é comunista, não merece ser respeitado e não importa quem diabos seja a favor disso. Eles não merecem ser privilegiados.
        Zé de Abreu minimizou a Veja porque ela fala a verdade. Zé de Abreu é um babão desses jornais que falam coisas bonitas. Mas Reinaldo Azevedo falou a verdade, ele desceu o pau. O que Reinaldo escreveu não foi heresias, e sim verdades que esse povo esconde porque se trata de um arquiteto bem conhecido.
        Comunistas não merecem o respeito de ninguém.
        Mensagem ao povo brasileiro: elogiem suas obras, não elogiem seu comunismo.

      • alvaro

        9 de dezembro de 2012 at 05:21

        Daniel, na verdade quem chamou o Niemayer de meio idiota foi o Reinaldo, não a Veja. Esse Zé de Abreu é pior que Niemayer. É um idiota completo. Não consegue enterder direito o que lê.

      • Flavio

        9 de dezembro de 2012 at 22:41

        Na verdade mesmo, pra seguir o ritmo da coisa, segundo o Reinaldo Azevedo em seu texto, quem chamou primeiro o Niemeyer de idiota foi o Millör Fernandes, ele só relembrou a frase para montar seu argumento, mas é claro que nenhum desses fãs indignados vai se tocar disso pois não há interesse nenhum em destratar um artista morto.

      • Flávio Morgenstern

        9 de dezembro de 2012 at 23:11

        E todo defensor do stalinista adora defender o Millôr, sem perceber o que o Millôr já falou sobre comunismo e comunistas.

      • Claudio Malagrino

        8 de dezembro de 2012 at 09:47

        Flávio, coloque um sub-lead em seus textos para facilitar a leitura dos petralhas. Algo como “Reaça do PIG ataca nosso penúltimo dinossauro.”

      • Flávio Morgenstern

        8 de dezembro de 2012 at 10:06

        Já estamos pensando nisso, Claudio. Faz-se necessário…

      • M.

        8 de dezembro de 2012 at 17:08

        Flávio, não sei se já disseram isso, mas seria legal algum mecanismo para avaliar os comentários.

      • Implicante

        9 de dezembro de 2012 at 10:30

        (andremc: nós já testamos alguns, mas ainda não temos planos para implementar. Sem dúvida, será uma das prioridades para a próxima atualização do site.

    • Felipe

      10 de dezembro de 2012 at 19:19

      O povo usa o Millôr e o Orwell como se estes estivessem validando todas as asneiras que costumam dizer!

      O que conheço do Millôr mepermite afirmar que ele não é comunista… quase afirmo que não seja de esquerda… é muita coerência numa pessoa só.

      Tem uma frase que atribuem ao Orwell que você vê que só é citada em português. Sem contar que as obras mais conhecidas dele são contra o comunismo.

      • Flávio Morgenstern

        10 de dezembro de 2012 at 23:16

        Millôr se aproximava muito do anarco-individualismo. Não sei se ele era chegado em Lysander Spooner e Benjamin Tucker, mas dá pra ver ecos deles nos escritos de Millôr.

      • Felipe

        11 de dezembro de 2012 at 08:21

        Lendo novamente o artigo, acabei de lembrar do livro Rajadas na História, sobre o Mikhail Kalashinikov. Não precisa ser gênio para perceber que a “maravilhosa” União Soviética quase matou uma mente genial duas vezes.
        A primeira quando mandou a família de “camponeses ricos” para um campo de trabalhos forçados (por conta de umas vaquinhas a mais). E a segunda quando o “bondoso” Stalin morreu, e o culto a personalidade passou a ser condenado na URSS, tudo pq o tio Kalash era famoso demais.

      • Flávio Morgenstern

        11 de dezembro de 2012 at 11:40

        Essa foi uma das primeiras biografias que li na vida, e tenho vontade de ler de novo. Um “passeio” pelo pós-stalinismo com um dedicado defensor do comunismo, que só mostra o desastre que foi o regime.

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