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Risco de mutilação genital cresceu 44% após crise imigratória na Alemanha, diz ONG feminista

Picture taken during Wikipedia Bundestag project 2014. Angela Merkel. 10 September 2014

O governo alemão calculou em 58 mil o total de mulheres vítimas de mutilação genital no país

Foto: Tobias Koch

O governo alemão já calcula em 58 mil o total de mulheres vítimas de mutilação genital no país. Mas o número tende a crescer. A Terre des Femmes alertou que há outras 13 mil garotas na mira de tamanha barbaridade, um crescimento de 44% em relação ao levantamento anterior. De acordo com a ONG, os casos cresceram vertiginosamente na medida em que a Alemanha passou a receber refugiados de nações que fazem uso do procedimento. Como exemplo, citou Iraque, Eritreia e Somália.

Utilizada como uma espécie de ritual de passagem para a vida adulta, a mutilação genital remove parcial ou completamente o clitóris das adolescentes. Como consequência, as vítimas sofrem sangramento e dor ao urinar, dor extrema no ato sexual e complicações no parto, além de graves traumas psicológicos.

Nem todos os imigrantes se entregam à prática. De acordo com a Terre des Femmes, refugiados da Gâmbia e do Senegal são mais abertos a uma reeducação. Diferente dos da Guiné e Somália, que costumam se recusar até mesmo a falar sobre a tradição.

Para escapar das autoridades da Alemanha, onde a prática é ilegal, muitas famílias realizam o o procedimento no exterior, em seus países de origem. Por isso, o governo local vem se permitindo confiscar o passaporte de pais que planejem a mutilação genital das filhas. Nessa batalha, professores e assistentes sociais têm se unido à ONG para observar com mais atenção as estudantes na mira do costume tribal.

Fonte: Terre des Femme

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