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Sakamoto: ensaio sobre a violência invertida

Culpa-se a desigualdade pela violência, sem se perceber que quem mais sofre com a violência são justamente os pobres.

As diversas correntes que se agremiam sob a tônica da esquerda, compartilhando certos valores, objetivos, vocabulário, postura e método, costumam bradar claramente quais são suas diferenças (de Pol-Pot a Marina Silva, de alguém que acha que jazz é decadência musical como Adorno a, bem… Lula).

Raramente, todavia, percebem algumas semelhanças em seu próprio pensamento com as coisas que mais desprezam – o que um vocabulário erudito, mascarador de conseqüências concretas, trata de esconder.

É fácil, por exemplo, afirmar que a violência é culpa da “desigualdade social” (o que nem sabem direito o que é), sem perceber que, quando a violência aumenta, também aumenta o número de estupros pela óbvia sensação de insegurança gerada – um crime que não possui “transferência de renda” nenhuma. Tampouco se costuma lembrar que provavelmente 9 em cada 10 vítimas da violência são pobres – moradores, afinal, de bairros violentos, que bem por isso estão muito mais preocupados com segurança do que a alta elite moradora dos Jardins ou Leblon.

Fácil é dizer que a violência é efeito da desigualdade social. Difícil é vir aqui na periferia e afirmar uma estultice dessas.

Porém, mantidas radicalmente puras no reino das idéias platônicas, expressões com alto apelo sentimental travestido de racionalidade como “desigualdade social” são repetidas ad nauseam nos tratados de sociologia de botequim que povoam a academia, a imprensa e o imaginário coletivo do país. Repetidos tais termos apenas sentimentalmente, parecem uma conclusão quase científica – um fato da realidade, que apenas um louco seria capaz de não enxergar.

Já no duro contato com a vida vivida, mesmo o mais empedernido ideólogo da esquerda age contrariamente a tal logorréia. Assim que pára o carro num semáforo em lugar ermo, trata de fechar o vidro mesmo que tenha um trocado no bolso – simplesmente porque seus instintos sabem muito bem a verdade óbvia: fazer a “transferência de renda” num assalto não vai melhorar em nada a vida dos pobres trabalhadores (e provavelmente sequer a daquele assaltante), além de recompensar muito mais o comportamento de um assaltante com um carro do que de um trabalhador que passa a vida sem conseguir comprar um (o que Robert Nozick já demonstrou com maestria cabal).

Poucos defensores dos “pobres” dão com a língua nos dentes para demonstrar quão grande é, de fato, o vazio entre as boas intenções dos atos e os atos em si – e, ainda mais, a imagem desses atos. Como dizem os britânicos, show in true colours.

O blogueiro do UOL e doutor em ciência política Leonardo Sakamoto é uma dessas figuras que resolve dizer o que muitos pensam, mas ninguém se mete a exteriorizar ou perceber entre o discurso e o ato. Ninguém consola um amigo assaltado violentamente dizendo que é culpa da desigualdade social. Mas Sakamoto está lá, escrevendo textos após assaltos, dizendo exatamente isso.

Sakamoto, então, funciona como um paradigma. Alguém que só é lido por ser a opinião extremada, que serve a dois fins: fazer com que pessoas de esquerda se sintam tanto representadas, sem precisar se darem ao vexame de terem de exteriorizar elas próprias algumas idéias francamente ridículas (terceirizando, assim, a função de saco de pancada) e, “dialeticamente”, às vezes se sentirem mais lúcidas e menos radicais, ao verem alguém muito mais aferrado a noções pouco inteligentes da realidade.

Serve também a um terceiro objetivo, ao ganhar muita audiência simplesmente proferindo caquinhas – mas se tornando conhecido mesmo assim, e rendendo um bom lucro a quem o contrata (esse paradoxo econômico-moral tampouco é percebido por seus leitores).

Sakamoto na teoria

A Virada Cultural em São Paulo é um evento em que a cidade é tomada por diversos palcos com atrações noite adentro. Mesmo andar nas espremidas ruas do Centro durante a alta noite costumava ser algo tranqüilo para os paulistanos, com tanta gente passando e um policiamento ostensivo na área. A Virada Cultural deste último fim de semana, entretanto, foi marcada por arrastões, 2 latrocínios, várias pessoas baleadas e muitos roubos (que chegaram a vitimar Eduardo Suplicy e Gilberto Dilmenstein, sem falar até em músicos que não tiveram seu caríssimo equipamento de trabalho roubado por pouco) e um grau de violência que apenas consubstanciou o estado de guerra civil em que vivemos: a violência brasileira, com seus 50 mil assassinatos por ano, mata mais do que qualquer guerra no mundo – para se ter idéia, dados da esquerda dão conta de 174 mil mortes em uma década na guerra do Iraque – montante de mortes violentas que atingimos em menos de 4 anos.

Sakamoto, aproveitando-se do discurso de ódio contra a abstrata “classe média”, atendendo ao dog whistle que Marilena Chaui apitou ao declarar seu ódio vulcânico a pessoas que cometeram o crime de trabalhar de janeiro a 5 maio apenas para financiar o Estado que ela tanto adora, resolveu fazer uma “análise” sobre o caso. Obviamente, não em termos concretos (o que seria algo como “está difícil escrever culpar os preconceitos da classe média aqui da Virada, pois corro o risco de ter meu iPhone furtado a qualquer momento”), e sim pelas abstrações e palavras de ordem completamente vazias de sentido. O  que podemos chamar de discurso oficial da rebeldia a favor.

Escrevendo em tom de “ficção” uma espécie de “sátira” sobre os reclames que, supostamente, seriam “da classe média” contra a violência na Virada Cultural (como se os pobres tivessem adorado passar por arrastões), Sakamoto diz que “os nobres” do “reino” (de São Paulo) acharam que o número de saques tinha ido além da conta:

Os nobres resmungavam que isso era a gota d’ água, que tinha ficado insustentável abrir os portões da cidade para a plebe rude e pediram para as fogueiras serem movidas para outros locais.

Estranho, visto que essa foi a Virada Cultural com menos atrações na periferia, apesar do maior orçamento. E que o prefeito do tal “reino” seja o mais esquerdista e progressista dos 3 candidatos que arriscavam disputar o segundo turno, o petista Fernando Haddad.

Sakamoto chama a cidade de “burgo”, comparando-a com um reino antigo em que “os moradores da área protegida pelas muralhas viviam em relativo conforto e segurança”. Será realmente um grande alívio para a História o dia em que o discurso oficial da rebeldia a favor da esquerda finalmente descobrir que um burgo é uma feira comercial, e como tal, é o inimigo número 1 dos antigos reinos murados, que protegiam as cidades antigas e medievais dos saqueadores, antes da ascensão do Estado moderno.

Um burgo é o oposto do feudo. O feudalismo é a economia de servidão, em que se trabalha para o nobre justamente em troca da proteção dos muros (as terras férteis existiam fora dos muros, pois ninguém gastou tanto murando um país inteiro – o difícil era ter seu trabalho roubado à noite, como se fez na Virada Cultural). A burguesia é o livre comércio, a descoberta de rotas comerciais, as grandes navegações, o Renascimento, a troca livre sem precisar nem do nobre, nem do Estado (ou do clero). O burgo foi o que fez com que as cidades deixassem de ser muradas, sem falar nas caravanas comerciais itinerantes (origem do circo e dos bancos, que protegiam as riquezas durante as viagens). Quem precisaria assaltar vilarejos camponeses e viajantes que viviam de subsistência, se a troca livre das feiras enriquecia tanto quem vendia quanto quem comprava? Foi o comércio do burgo que derrubou os muros, de Carlos Magno ao Muro de Berlim. Mas seria extrema crueldade exigir conhecimentos históricos de alguém como Sakamoto.

Nosso japonês preferido, cuja perícia em fazer ensinança histórica aos seus cupinchas permite que o reconheçamos como o Simplicissimus, prossegue na sua tentativa de “sátira”, garatujando que alguns ladrões pegos durante os saques no “reino” foram dar seu testemunho perante a nobreza. Com o perdão do texto abestalhadamente ridículo, Sakamoto tenta humanizar o roubo, quando conversam com um mensageiro “do burgo”:

Os jovens eram aprendizes de ofício em uma casa de ferreiro. Perguntou, intrigado, sob juras de anonimato, a razão de terem feito aquilo com a cidade deles, pois – apesar de não terem posses – não precisavam da tunga para sobreviver. Como resposta, ouviu apenas “a cidade é de vocês, não nossa”.

Percebeu que, para aqueles meninos, aquilo não foi apenas um assalto, mas uma tomada simbólica de um território que, nem de perto, eles conseguiam ver como seu – porque, de fato, não era. Usavam dos instrumentos covardes do roubo e da intimidação sem pudor porque não se viam como cidadãos. Eram invasores estrangeiros e, mais do que pilhar, queriam mostrar que eram capazes de pilhar diante do olhar impotente dos demais.

Não seria preciso falar em “tomada simbólica de um território”, e sim de “tomada de um território”, já que não há nada “simbólico” em se adentrar no território do bolso alheio – como, ademais, não há nada de simbólico, psicológico ou sociológico em um estupro que o justifique.

Mas Sakamoto, que inverte carrasco e vítima, inverte burgo e feudo, não deixa de se estabanar completamente ao falar em dominação territorial.

Murray Rothbard, no imprescindível Anatomia do Estado, livrinho de umas 50 páginas (ou uma hora de áudio) que salvaria mentes para sempre antes de se prenderem na gaiolinha de conceitos da qual nem um professor como Sakamoto consegue escapar, como o próprio nome sugere, é cirúrgico em determinar o que, afinal, o Estado é:

Devemos, portanto, enfatizar a ideia de que “nós” não somos o estado; o governo não somos “nós”. O estado não “representa” de nenhuma forma concreta a maioria das pessoas. Mas, mesmo que o fizesse, mesmo que 70 porcento das pessoas decidissem assassinar os 30 porcento restantes, isso seria ainda assim um assassinato e não o suicídio voluntário por parte da minoria chacinada.

Não deve ser permitido que nenhuma metáfora organicista, nenhuma banalidade irrelevante, obscureça este fato essencial. Se, então, o estado não somos “nós”, se não é um encontro da “família humana” para decidir sobre os problemas mútuos, se não é uma reunião fraterna ou clube social, o que é afinal? Em poucas palavras, o estado é a organização na sociedade que visa manter o monopólio do uso da força e da violência numa determinada área territorial; em específico, é a única organização na sociedade que obtém a sua receita não pela contribuição voluntária ou pelo pagamento de serviços fornecidos mas através da coerção.

Enquanto os outros indivíduos ou instituições obtêm o seu rendimento através da produção de bens e serviços e da venda voluntária e pacífica desses bens e serviços ao próximo, o estado obtém o seu rendimento através do uso da compulsão; isto é, pelo uso e a ameaça de prisão e uso das armas. Depois de usar a força e a violência para obter a sua receita, o estado passa geralmente a regular e a ditar as outras ações dos seus súditos.

Será que isso é suficiente para deixar claro que é o Estado tão amado pelas esquerdas que age dessa forma que Sakamoto atribui a quem vive fora do Estado, sem coação, sem monopólio de violência (na verdade, até sem violência)? Rothbard não tinha certeza, e por isso escreveu tal livro há meio século (como se vê, ele estava certo).

O erro de Sakamoto é o erro paradigmático de toda a esquerda: inverter o conceito de exploração (e, por conseguinte, de violência), modinha tão “científica” desde sua sistematização por Karl Marx. A riqueza do mundo (a comida, as roupas, as casas, o iPhone e o livro da Marilena Chaui) não está “pronta”, e muito menos em número fixo no mundo. Ela precisa ser criada. Quem olha para um matagal e planta soja ali cria uma riqueza que antes não existia. Sabendo-se que a mais importante lição de economia é que o estado natural do homem é a pobreza, não a riqueza, se alguém não teve esse primeiro ato criativo e quer soja, nada mais justo que trabalhe para quem criou essa riqueza e pode dispor dela por ser fruto de seu próprio trabalho – ou seja, não há “exploração” nenhuma em trabalhar para um produtor, pois do contrário viveria-se na miséria, sem soja.

Por outro lado, o Estado tomar sob impostos a produção alheia é um ato de violência e exploração: alguém trabalha sem ficar com os frutos do seu trabalho. O que a esquerda faz é, justamente, defender tal exploração (de forma semelhante ao que o fascismo fez) e violência, e afirmar que quem produz sem ferir ninguém está praticando uma “violência simbólica”, pois quem está de fora dessa produção “não pertence” à comunidade produtora. Prefere-se institucionalizar o monopólio da violência estatal para atingir seus fins (de Max Weber a Mao Zedong, de Jouvenel a Hannah Arendt, todos sabem que só o Estado pode ser violento e criar um “pertencimento” dividido entre nós e eles como Sakamoto quer fazer crer que a “classe média” o faz).

Ou seja, para essa mentalidade, se alguém produz algo, ele imediatamente deve essa produção a todos aqueles que não produziram, simplesmente para evitar a inveja alheia.

[dailymotion]https://www.dailymotion.com/video/x8m5d0_everything-is-amazing-and-nobody-i_fun#.UZzkbaJwqDk[/dailymotion]

Mas há uma lição ainda mais sutil. Sakamoto crê ser “violência simbólica” ou uma tentativa de se ver como “cidadão” o roubo, a tomada violenta do fruto do trabalho de alguém que produziu aquilo. Ensina Rothbard:

O grande sociólogo alemão Franz Oppenheimer apontou para o fato de que existem duas formas mutuamente excludentes de adquirir riqueza; a uma, a forma referida acima, de produção e troca, ele chamou de “meio econômico”. A outra forma é mais simples na medida em que não requer produtividade; é a forma em que se confisca os bens e serviços do outro através do uso da força e da violência. É o método do confisco unilateral, do roubo da propriedade dos outros. A este método Oppenheimer designou “o meio político” de aquisição de riqueza. Deve ficar claro que o uso pacífico da razão e da energia na produção é o caminho “natural” para o homem: são os meios próprios ao ser humano para a sua sobrevivência e prosperidade nesta terra. Deve ficar igualmente claro que o meio coercivo, explorador, é contrário à lei natural; é parasítico, pois em vez de adicionar à produção, apenas subtrai. (grifos nossos)

Fazer as contas convence? Talvez ainda se queira crer que produzir riqueza não é suficiente, pois criar riqueza e trocar com a riqueza do outro, tornando ambos mais ricos, ainda não torne os pobres muito mais ricos, exigindo uma subtração de riqueza pelo Estado para dar aos pobres – é a superstição da esquerda. Quem mostra o embuste agora é o maior economista da atualidade, Thomas Sowell:

Você gostaria de ver mais coisas tornam-se mais acessíveis a mais pessoas? Então descubra formas mais eficientes de produzir coisas ou formas mais eficientes de distribuir as coisas dos produtores para os consumidores a um custo menor. (…)

No início do século 20, apenas 15% das famílias americanas tinha uma descarga em casa. Nem bem um quarto tinha água corrente. Apenas 3% tinha eletricidade, e 1% tinha aquecimento central. Apenas uma família americana em uma centena tinha a propriedade de um automóvel.

Em 1970, a grande maioria das famílias americanas que vivia em situação de pobreza tinha banheiros com descarga, água encanada e eletricidade. Até ao final do século XX, mais americanos estavam ligados à Internet do que estiveram ligados à água encanada ou a uma linha de esgoto no início do século.

Mais famílias têm ar condicionado hoje do que tinham eletricidade antes. Hoje, mais da metade de todas as famílias com renda abaixo da linha de pobreza oficial possuem um carro ou caminhão e têm um forno de microondas.

Isso não aconteceu por causa dos políticos, burocratas, ativistas ou outros defensores do “serviço público” que supostamente deve-se admirar. Nenhuma nação jamais palmilhou o seu caminho da pobreza à prosperidade ou chegou lá através de retórica ou burocratas. (…)

Aqueles que mais têm ajudado os pobres não foram aqueles que saem por aí berrando por “compaixão” aos pobres, mas aqueles que encontraram maneiras de tornar a indústria mais produtiva e de distribuição mais eficiente, para que os pobres de hoje possam pagar as coisas que os ricos de ontem só podiam sonhar.

Sakamoto na prática

Contas feitas, é óbvio que o “burgo”, sendo comércio, está preocupado em conseguir vender coisas aos pobres (capitalismo é o comércio para as massas), e portanto lhes dar algo que antes não possuíam e lhes seja vantajoso. É a própria definição de lucro, em oposição a espoliação  Mas, para os defensores do meio político de se adquirir bens, resta a retórica de “pertencimento” de Sakamoto, Marilena Chaui e outras pessoas que dividem as pessoas por “classes”.

Trata-se de trabalhar com sentimentos e ânimos (é disso que se trata a esquerda desde o marxismo). As pessoas querem coisas e querem se esforçar o mínimo possível pela máxima aquisição. Podem, então, entrar para a política ou a tomada de trabalho alheio pelo crime (na prática econômica, uma divisão entre setor público e privado).

Um criminoso famélico, que roube pão por fome, tem compaixão da sua vítima (e, se pudesse, não roubaria). Não precisa de uma teoria “classista” de justificativa. As galimatias teóricas que dividem as pessoas por “classes” distintas numa justa “luta” servem não ao criminoso famélico, mas para justificar os atos de vandalismo de saqueadores que não são famélicos e poderiam também produzir riqueza, mas precisam se “identificar” com os criminosos famélicos numa mesma classe em luta contra outra. Dividindo as pessoas por classes some-se a compaixão por seres humanos, ou alguém tem compaixão por “um membro da classe média”?

Quem pratica roubo é porque curte dinheiro e bens materiais. Não curtisse, não roubaria. Apenas através do discurso oficlal da rebeldia a favor alguém aceita a teoria de que roubam apenas para agredir a burguesia.

Não à toa que Sakamoto, atendendo ao apito que determina que a esquerda toda deva repetir “classe média” como “ridícula” e um antro de estupidez (sem nem saber determinar bem o que é classe média) como discurso oficial da rebeldia a favor, e sendo ele próprio de classe média, trate de usar uma retórica que, sob uma roupagem de ciência social, apenas cheire, como um cachorro, os órgãos genitais alheios para tentar reconhecer se ele “pertence” ao “nosso” grupo ou não. Não pertencendo, perde-se qualquer sentido de humanidade pelos “outros”: seu texto trata com desdém que alguém perca uma aliança de casamento num assalto (investimento de uma vida, já que a tal classe média não pode negociar em ouro toda vez que sai de casa), como se esse meio de destruir meses (ou anos) de trabalho de um inocente fosse ajudar o saqueador em muita coisa. Seu texto é uma legitimação do ódio gratuito.

É por isso que a esquerda não precisa mais de revolução: sabendo amestrar os ânimos de pessoas economicamente de todos os matizes, juntas contra uma “classe média” (que, contraditoriamente, é a própria reunião de todas elas) com aparência de ser a origem de todos os seus males, ela sempre ganhará o poder eleitoral com ares de democrática. No que o monopólio da violência estatal não for eficiente para a tão sonhada “distribuição de renda” forçada, sobra o discurso oficial da rebeldia a favor como o de Sakamoto para legitimar a violência privada.

Sakamoto é um paradigma da teoria e prática da esquerda, que nem sempre os próprios esquerdistas conseguem enxergar.

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64 Comentários

64 Comments

  1. Érico

    3 de junho de 2013 at 1h50

    Presenciei Mano Brown, durante o show dos Racionais, criticando o roubo de um “Mizuno de 900 reais” que teria presenciado durante a virada. “O Rap precisa de gente de caráter, não de malandragem”, disse ele. Bela evolução pra quem cantava “Quero sua irmã e seu relógio tag heuer” (vide a letra de “Da Ponte Pra Cá”. O que teria Sakamoto a dizer sobre esse fato?

  2. Ben

    1 de junho de 2013 at 18h42

    Eu não considero o Sakamoto um sujeito ingênuo. Repita uma bobagem inúmeras vezes até que ela vire verdade. Ele por exemplo bateu várias vezes na tecla do chamado trabalho análogo a escravo e o termo pegou. Se o Suplicy fosse ingênuo, ele não estaria mais vivendo como marajá no Senado.

  3. Geraldo Silva

    28 de Maio de 2013 at 22h20

    Os intelectuais de esquerda defendem a bandidagem usando o argumento de que os bandidos são vítimas da desigualdade social. Mas a diferença entre as classes sociais vem diminuindo bastante ao longo dos tempos. Nos anos 70, por exemplo, o padrão de vida de uma pessoa pobre era muito aquém do de uma pessoa da classe média. Com o desenvolvimento tecnológico e a ação de políticas públicas, foi aumentando o acesso a bens como água, luz, telefone, geladeira, televisão, etc. Hoje é comum o filho da empregada ter um tênis ou celular mais sofisticado do que o do filho da patroa. Então era para criminalidade ter diminuído nos dias atuais e não ter aumentado tanto quantitativamente como em relação à crueldade aplicada. O pior é que essa teoria da desigualdade social como causa da bandidagem foi apropriada pelos rappers, que têm muito carisma entre as pessoas propensas ao crime. Hoje essas pessoas também estão usando essa teoria para justificarem seus atos. Eu acho que não é a desigualdade social que é a responsável pelo aumento da criminalidade, mas sim a teoria da desigualdade social.

  4. alexandre

    28 de Maio de 2013 at 9h20

    Só porque o Flávio é radical ele acha que quem o critica também é. Essa postura era parecida com o do Chávez. Quem o criticava era tachado de “agente da CIA” ou “capacho dos americanos”. O Flávio é igualzinho mas de ideologia oposta. Quem o critica é stalinista, marxista, assassino de milhões, defensor do gulags. Ele acha um absurdo uma pessoa que não seja extremista o criticar. O Flávio é um fundamentalista

    • Flávio Morgenstern

      28 de Maio de 2013 at 12h25

      Flavio Morgenstern, Uma Biografia em Minúcias, por alexandre.

      • Arthur

        28 de Maio de 2013 at 16h19

        Alexandre, eu sei que você deixou bem claro que odeia citações, mas aqui vai um possível motivo pelo qual o Flávio pode ser “radical”.
        Flávio, se eu estiver errado, favor me corrigir.

        https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=374

  5. Humberto de Alencar

    27 de Maio de 2013 at 22h24

    O que será que o “Sakarroto” e a Marilena “Chiuaua” pensam da fortuna da família de Luiz Inácio “Lulamolusco” da Silva Sauro? Será que o odeiam também e pensam que ele também é culpado pela desigualdade social e consequente violência?

  6. Murillo

    26 de Maio de 2013 at 19h35

    Sakamoto escreve essas baboseiras metafóricas, mas nunca doou o MacBook dele voluntariamente para um assaltante que invada o “burgo” no qual ele próprio vive isolado da realidade e gosta tanto de criticar.

  7. Flavico

    24 de Maio de 2013 at 16h16

    No último parágrafo do seu “conto de fadas” o imbecil ainda enfia uma “guarda pretoriana”. Os pretorianos eram legionários romanos mais experientes. O anarfa não acha que burgo era um feudo murado da idade média e que os pretorianos usavam armadura. O cara é zero em teoria política e – 5 em história. Por isso é o mestre jedi da geração Enem.

    • Flávio Morgenstern

      25 de Maio de 2013 at 20h47

      Outro bom motivo para ter tantos leitores… ;)

  8. Marcos Siqueira

    24 de Maio de 2013 at 1h24

    “como, ademais, não há nada de simbólico, psicológico ou sociológico em um estupro que o justifique.” Já leu Freud? Pela psicanálise existe sim clara explicação simbólica/psicológica para o ato. Por isso o mesmo existe desde épocas míticas e sempre existirá!

    • Flávio Morgenstern

      24 de Maio de 2013 at 10h07

      Por isso é bom desacreditar 102% quando qualquer psicanalista abre a boca para falar qualquer coisa. Ela só tem respaldo na América Latina (sobretudo Brasil e Argentina) e na parte latina da Europa, sobretudo França. Em outros países, há um semestre nos cursos de psicologia para estudá-la como curiosidade histórica da História da Psicologia e acabou. Aliás, vide o livro Forget Foucault, de Jean Baudrillard (comunão que até o Battissti diz que é uma de suas maiores influências), que mostra bem como psicanálise e marxismo criam essas estultícias teóricas que justificam até estupro com causas “sociais” e “psiquismo” mais obscurantista do que medicina medieval do dr. Freud.

      • César

        24 de Maio de 2013 at 11h54

        Flávio, sem entrar no mérito da importância ou credibilidade das idéias da psicanálise clássica, Freud nunca justificou estupro não! uma coisa é, por curiosidade de compreensão do funcionamento psíquico, cogitar possibilidades do que levaria o sujeito a ter esse tipo de impulso. A outra é ‘justificar’ ou relativizar o ato por conta de algum determinismo psíquico; são coisas bem diferentes! Mas, voltando ao texto – muito bom! abraço

      • Flávio Morgenstern

        24 de Maio de 2013 at 13h14

        César, disso tenho certeza. Mas, ao menos, em Freud. Foucault (e Marcuse, e Frantz Fanon, e Antonio Gramsci e derivados) são campeões no uso do lumpesinato (os “parasitas” sociais, como criminosos, estupradores, prostitutas – e isso tudo no entendimento de Marx) como massa de manobra útil para a revolução, enquanto o próprio Marx os considerava um “operariado” à parte, já que não usam da “força de trabalho” para produzir trabalho, e portanto não são dignos de representação em uma ditadura de proletários, que decida seu próprio futuro por ser, supostamente, aquela única classe que trabalha. Para isso, você vê psicanálise em cada canto de seus escritos – e nem entro no mérito de não ser psicanálise “clássica”, visto que a original também tem substrato em nada. Mas muito obrigado! :)

      • César

        24 de Maio de 2013 at 14h06

        o uso da psicanálise como substrato psicológico de apoio a idéias esquerdistas é uma aberração, infelizmente, amplamente espalhada na academia brasileira (aliás, que setor de humanas na academia brasileira não se apropria de qualquer coisa para justificar suas idéias esquerdistas?). Entendo que isso ganhou muita força com Lacan, Foucalt, e daí deriva Zizek (estupor) e outras atrocidades. Pelo seu comentário, entendi que você despreza psicanálise como um todo pela falta de suporte científico ou substrato da mesma, e aliás essa é uma crítica muito justa; só queria pontuar que a leitura “esquerdista” da psicanálise é a predominante no Brasil, mas é longe de ser a única, nem mesmo a melhor! abraço

      • Flávio Morgenstern

        25 de Maio de 2013 at 20h47

        César, é verdade, mas esse nem de longe é meu único motivo para não gostar de psicanálise. Prefiro os métodos de Medard Boss, Viktor Frankl, hans Eysenck e outros psicólogos que, infelizmente, não são lidos no Brasil (mesmo que tenhamos grandes nomes na área, como o “importado” Zeljko Loparić. Abraço!

    • Dalton Gonsales

      24 de Maio de 2013 at 22h12

      Explicação e justiticativa não são sinônimos e não possuem o mesmo sentido! Se existem elementos que de alguma forma EXPLIQUEM O ESTUPRO, não significa que consigam JUSTIFICÁ-LO. FREUD é muito citado, mas pouco lido…

      • Flávio Morgenstern

        25 de Maio de 2013 at 20h41

        “Explicar um estupro”. Sério, há pessoas que acreditam nisso.

  9. danir

    23 de Maio de 2013 at 17h38

    Prezado Flavio. Em alguns pontos do texto você é de uma ironia cruel com o Sakamoto. Creio que ele merece cada virgula e cada ponto desta ironia. Não levo muito a sério a criatura pois não tenho uma atividade que inclua resenhar sistematicamente estas mentes obscuras. Não obstante de vez em quando leio alguma coisa que ele escreve, para ficar atualizado com a iniquidade que grassa. Quanto ao restante do teu texto, que não é ironia mordaz, sobra muita informação e referência. Nada a ver com o hábito dos esquerdistas de plantão. Bom trabalho.

    • Flávio Morgenstern

      23 de Maio de 2013 at 17h59

      danir, engraçado que 102% das críticas da esquerda aos meus textos dizem que são “difíceis, mas sem conteúdo”. Quando peço para que me apontem o que errei no conteúdo, nunca, NUNCA, NUNCA há uma crítica a uma linha do que eu tenha escrito. Pior: meus textos, geralmente, explicam justamente por que eles agem com essa linguagem ruim. Fazer o quê…

      • Extreme Libertarian Victory

        24 de Maio de 2013 at 1h59

        Viu, só por curiosidade:

        Vc já converteu alguém ? Semana passada o Rodrigo Constantino postou um comentário no Facebook , era um moleque dizendo que pulou a cerca e passou pro nosso lado hahaha… e o rapaz fez isso graças ao Rodrigo.

        Você escreve muito bem… qual é o impacto desses artigos ? Pelo que eu sei o Daniel Fraga conseguiu muitas almas com aqueles vídeos radicais no You Tube… e você ?

        (CENSO REACIONÁRIO)

      • Flávio Morgenstern

        24 de Maio de 2013 at 10h08

        Extreme, muita gente diz que “abriu a cabeça” por minha causa. Quantos e de que forma já não sei.

  10. Francisco

    23 de Maio de 2013 at 16h58

    No meio do texto o esquerdista parou e pensou:

    — Pera, todos os meus conceitos de burguesia, classe média, luta de classe e até mesmo o que eu acredito ser dialética é uma farsa. Tudo que os professores me ensinaram está errado, é mentira e uma confusão histórica. O que eu faço? Ah, não pode ser!

    Impacientemente, quase trêmulo, ele fecha a aba do navegador. Reflete um pouco, abre uma nova e digita.

    — carta capital

    • Afonsinho

      23 de Maio de 2013 at 18h31

      Excelente!

  11. Eu mesmo

    23 de Maio de 2013 at 5h18

    O Chile tem um índice de desigualdade praticamente igual ao do Brasil, mas está em 20. lugar na lista dos países mais pacíficos do mundo. Claro que na AL é o primeiro. Bom mesmo é confrontar o argumento da desigualdade social com a Venezuela tão defendida pela esquerda: enquanto eles clamam que Chavez diminuiu a diferença social entre as “classes”, os homicídios quadruplicaram numa curva exponencial proporcionalmente direta às políticas públicas do governo. https://blogs.lavanguardia.com/america-latina/123-091-asesinatos-en-venezuela-en-diez-anos-de-regimen-chavista/

  12. Mestre Jordan

    23 de Maio de 2013 at 1h58

    Mais uma vez, excelente texto, Flávio. A esquerda ignora completamente que a população inglesa aumentou em dez vezes nos primórdios do capitalismo, um feito aparentemente surreal para uma ilha minúscula, sem muitos recursos naturais, e aparentemente lotada, tanto que a grande massa populacional de famintos era uma ameaça real à “ordem pública”. Que o capitalismo transformou essa massa em trabalhadores e consumidores, possibilitando-os viver mais e melhor do que qualquer monarca jamais havia sonhado nunca é falado.

    O que é interessante é que a forma com que Sakamoto trata a luta de classes não me parece rigorosamente “marxista”. Não seria a odiada burguesia paulistana um proletariado bem pago, mas ainda expropriado pelos grandes capitalistas? Abandona-se o rigor marxista, mantém-se o vocabulário e o ódio à humanidade e ao indivíduo.

    Btw, excelentes citações, principalmente do Sowell. Abraço

    • Flávio Morgenstern

      27 de Maio de 2013 at 13h32

      Muito honrado, mestre! :)

  13. Paulo Bonifacio

    22 de Maio de 2013 at 23h04

    Cara, você é muito bom, um Paulo Francis com uma cepa acadêmica.
    Parabéns !!

    • Flávio Morgenstern

      23 de Maio de 2013 at 10h26

      Obrigado, meu caro, mas não chego aos pés de um Francis, e olha que nem dou bola pra modéstia. :)

  14. Verônica

    22 de Maio de 2013 at 21h52

    Os textos do Flávio são sempre uma lufada de ar fresco! Muito bom. Se eu fosse o Saka estaria debaixo da cama em posição fetal e chorando pela mamãe depois de ler isso, mas como bem sabemos, Saka não lê o que está fora do mundinho dele… então só vou ficar com essa linda imagem hipotética na minha pobre imaginação mesmo.

    • Flávio Morgenstern

      23 de Maio de 2013 at 10h26

      Verônica, Sakamoto é sempre uma boa desculpa para falar de outras coisas mais elevadas e higiênicas. ;)

  15. alexandre

    22 de Maio de 2013 at 20h15

    Parte da violência é explicada pela pobreza e má distribuição de renda (principalmente furtos e roubos). Outra parte é explicada pela impunidade e até pela natureza do indivíduo (tacar fogo numa dentista só porque ela tinha somente R$ 30,00 não é normal). Simples. Não precisa ler livros, citar autores estrangeiros e outras palhaçadas. Basta ter contato com a realidade.

    • Flávio Morgenstern

      23 de Maio de 2013 at 10h25

      Explica aí por que devemos “distribuir renda” forçosamente, então. Aí você vai descobrir que o buraco é muito mais embaixo, e que ler “autores estrangeiros e outras palhaçadas” pode te salvar de só repapagaiar clichês.

      • alexandre

        24 de Maio de 2013 at 19h53

        A violência tem vários fatores e a pobreza aliada a má distribuição de renda é uma delas. Se fulano ou sicrano escreveu algo diferente o problema é dele. Eu tenho a capacidade de ler jornais e conviver com a realidade. Aliás seus textos são confusos e suas citações são iguais a de pastores da Igreja Universal quando citam a bíblia. Aliás já percebi que mania de reacionário é citar outros autores nos seus textos. Parecem que vcs seguem uma bíblia. Não tem capacidade de pensar por si próprio. Quando vão responder algo tem que ler o que disse Ayn Rand, Bastiat, Sowell e outros. Parecem que vcs não acreditam no que escrevem. As suas citações são por insegurança ? Tem que mostrar que fulano pensa igual para alguém acreditar ?

      • Flávio Morgenstern

        25 de Maio de 2013 at 20h48

        Não, posso só mostrar o que você escreve e dizer que penso o contrário, também.

      • alexandre

        26 de Maio de 2013 at 7h26

        A bajulação excessiva é prejudicial porque mascara os erros. Às vezes vc evolui muito mais com as críticas. Então duas coisas sobre seus textos. Primeiro, são confusos. Vc escreve sobre uma coisa, no meio do caminho coloca outro pensamento, depois volta ao anterior, aí mete batidos clichês contra a esquerda (qualquer pessoa bem informada sabe sobre gulags, que Stálin matou milhões e etc.,,). E e a outra é o excesso de citações de outros autores. Que Bastiat falou isso, que Sowell falou aquilo, que Ayn Rand pensa assim ! Uma vez ou outra vá lá mas toda hora ? Passa a imagem que vc não tem a sua própria opinião. Um mero copiador desses autores. Vc e o Rodrigo Constatino abusam disso. Vc não vê isso nos textos dos reacionários da Veja e no do Paulo Francis.

      • Thiago

        26 de Maio de 2013 at 7h26

        Estou tentando imaginar o Alexandre escrevendo um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) sem citar uma fonte que corrobore com o argumento do trabalho…

        Calma ai, será que ele fez faculdade… E ae, Alexandre, você fez faculdade? Escreveu um TCC sem fontes? Como você fez?

      • alexandre

        26 de Maio de 2013 at 23h37

        Isso aqui é um trabalho para a faculdade ? Pensei que era um blog de assuntos políticos. Ingenuidade minha, o autor do texto não sai da faculdade. Por isso seus textos parecem monografias.

      • Thiago

        27 de Maio de 2013 at 5h26

        Alexandre,

        Creio que o Flávio já deixou muito claro o motivo dele citar tantos autores e “linkar” outros textos… mas você não vai entender, mal deve ler os textos do Flávio, imagina ler o que ele “linka”…

        E se o problema for tempo em faculdade, acho que ganho do Flávio… não sei ele, mas já estou concluindo o terceiro curso, sendo duas engenharias, sem contar a pós de engenharia de segurança do trabalho… e se não tivesse largado o mestrado, poderia arrotar por ai que sou mestre e blablabla (como fazem alguns esquerdistas), mas preferi não gastar minha vida com algo que não iria me acrescentar conhecimento verdadeiro… mas é isso, o bom de se aprender a aprender é que isso nunca será tirado de quem deseja conhecimento e não se importa em compartilhá-lo, não importando o tempo que se passe na faculdade, isso não vai sumir só porque você se sente incomodado com tantos links e pensamentos de diversos autores =)

      • Flávio Morgenstern

        27 de Maio de 2013 at 10h52

        Se eu não citasse fontes, o alexandre iria ignorar os argumentos de qualquer jeito e reclamar da falta de fontes. O negócio dele é evitar os argumentos e reclamar pela tangente, fingindo-se de superior por isso.

      • Arthur

        27 de Maio de 2013 at 10h04

        Cara, o Alexandre me lembra uma esquerdista que reclamou uma vez que eu estava usando lógica para discutir problemas sociais e que isso era errado…
        Já leu qualquer livro de teoria, Alexandre? Teoria de qualquer coisa, pode até ser escrito por esquerdista? cho que não, pois teria reparado que existem coisas como referências e notas de rodapé. Mas você provavelmente só lê jornalecos, sakamoto e lugares onde o achismo vale mais do que evidências e referências.

      • João Costa

        27 de Maio de 2013 at 0h20

        Ué, Alexandre, ta mudando o modus operandi? Agora vai reclamar do número de fontes que corroboram os argumentos do autor? Que tal rebater os argumentos apresentados?
        É preguiça ou ignorância o que te leva a fazer isso? Porque ficar de mimimi que tem citação demais é ridículo! As citações não são pertinentes ou você é arrogante demais pra achar que ninguém mais pensa como você?

        Mas, não! Parece-me que o problema é a falta de argumentos, aliada à falta do que fazer, aliada à ignorância quanto apossíveis autores que possam sustentar seus próprios pontos de vista. Sei não, cara, mas talvez você devesse ler mais ao invés de se deixar emprenhar tanto pelo ouvido

      • Flávio Morgenstern

        27 de Maio de 2013 at 10h25

        Meus eternos professores algum dia vão reclamar igual o alexandre: “Mas você leu tudo isso para ter opinião?! Por que não simplesmente chutou uma, inventou o que as pessoas pensam da sua própria cabeça, usou de criatividade para saber como os acontecimentos históricos se deram?! Para que estudar, rapaz?!”

      • alexandre

        27 de Maio de 2013 at 20h28

        Quis dar uma dica para o Flávio. Não é comum artigos em blogs e jornais onde trechos de outros autores tomam metade do texto. Mas o Flávio prefere o caminho fácil da bajulação barata ! Fazer o que ?

      • Flávio Morgenstern

        27 de Maio de 2013 at 22h51

        Ir ler um site mais adequado ao seu pensamento. Por exemplo esse aqui, que é a sua cara: https://www.ler-qi.org/

    • DIogo Rengel Santos

      23 de Maio de 2013 at 15h59

      Alexandre, a realidade mostra que que os crimes não são motivados por pobreza ou distribuição de renda e sim de uma mistura de desejo de dinheiro fácil com poucos escrupulos…. O resto é conversa fiada

    • Thiago

      23 de Maio de 2013 at 18h05

      Quase fui assaltado outro dia, quando o bandido pediu meu celular e viu que era velho, e não esses smartphones ultramodernos, e tava meio ferradinho, com algumas partes descascando e uns rachadinhos, ele mandou eu guardar e pediu minha carteira, que não tinha dinheiro, pois tinha acabado de gastar os últimos R$ 20 que tinha lanchando no McDonalds… Esses bandidos são muito preconceituosos! Só querem levar coisas legais dos ricos para justificar a pobreza deles e a má distribuição de renda… Pelo menos esse que me agrediu psicologicamente, pois não sabia se o mesmo estava armado ou não, não me esculachou e não tacou fogo em mim… De repente, esse ainda tem salvação e pode conviver em paz com as outras pessoas em sociedade

  16. Marcelo Paz

    22 de Maio de 2013 at 18h42

    O bom do Sakamoto é que ele não censura os comentários no blog dele (diferentemente de PHAs da vida). Daí você vê que ninguém dá a minima pro cara, 90% dos comentários são de pura critica. Eu ultimamente pulo o texto e vou direto pros comentários.
    https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/05/21/na-virada-do-outono-em-um-reino-distante-muito-tempo-atras/#comentarios

    • Júnior

      25 de Maio de 2013 at 9h50

      Isso mostra que o Sakamoto é democrático e aceita críticas. Muito diferente do pessoal daqui.

      • Flávio Morgenstern

        25 de Maio de 2013 at 20h39

        Q. E. D.

      • Bruno

        3 de junho de 2013 at 2h04

        O que é “Q. E. D.”?

      • Flávio Morgenstern

        6 de junho de 2013 at 16h16

        Quod erat dmonstrandum.

  17. João Luís Costa

    22 de Maio de 2013 at 17h40

    Flávio, como sempre, uma pedrada de bom senso na estupidez esquerdista. Muito bom o texto!

    Onde posso encontrar esse livro do Rothbard? procurei até no Estante Virtual, mas não tem não. Já tenho outros dois dele e não sou muito afeito a podcasts. Gosto do texto em papel pra referência e consulta.

    • Flávio Morgenstern

      22 de Maio de 2013 at 18h12

      João, tem no Instituto Mises (eles liberam toda a biblioteca na internet), acho que acabou de ser relançando e dá para pedir o livro físico na loja, também: https://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=69

      • João Costa

        24 de Maio de 2013 at 8h44

        Muito obrigado. Já encomendei e comecei a ler no pdf mesmo. Excelente, o livro!

      • Flávio Morgenstern

        24 de Maio de 2013 at 10h09

        Aproveite, é curtinho! :)

  18. Extreme Libertarian Victory - The Privatization of Everything

    22 de Maio de 2013 at 17h14

    Um dos latrocínios nessa “virada cultural” teve como vítima um carinha que trabalhava sem registro numa padaria.

    Esse Sakamoto é um bosta mesmo. Além dessas ideias esquerdistas serem totalmente retardadas ,as próprias vítimas dos arrastões e latrocínios desmentem a teoria de luta de classes desse zé mané.

    A maioria era gente tomando soco e pontapé pra ter boné da Zaith(pago em 4 parcelas) roubado. Esse cara vive em outro universo…

    —–
    Legal vc ter citado Rothbard, Flávio… no seu facebook vc falou da gente com ar meio jocoso mas beleza. hahahaha.

    Viu, ja que vc é leitor voraz e cita nomes que a esquerda nunca ouviu falar vou te recomendar uma parada(se é que vc ja não leu…):

    Envy: A Theory of Social Behaviour: https://www.amazon.com/ENVY-A-Theory-Social-Behaviour/dp/0865970645/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1369253429&sr=8-1&keywords=envy+a+theory+of+social+behaviour

    Me lembra do Saka, se vc prestar atenção no nome vai sacar pq.

    • Flávio Morgenstern

      22 de Maio de 2013 at 18h13

      Bacana, não conhecia a referência, pesquisarei. Rothbard, como toda pessoa radical, geralmente é quem mais acerta na hora de fazer uma crítica virulenta, e também quem mais fala abobrinha na hora de ser um baita palhaço.

  19. Charles

    22 de Maio de 2013 at 16h20

    O que será que o pessoal da esquerda acha sobre o Eike Batista ter ganho 10 bi do BNDES nos últimos 10 anos ou de mega grupos muy amigos ao petismo como a Odebrecht – a qual Luis Inácio faz lobby – terem acesso tão generoso aos cofres públicos?
    Pela lógica deles – e para manter a coerência – seria justificável qualquer indivíduo da classe média adquirir bazookas, AK-47, armamento anti-blindagem e sair por aí em assalto à classe alta.
    Não é apenas uma luta de classes? Se os pobres estão legitimados moralmente a roubar ou cometer qualquer violência contra classe média, da mesma forma esta também possui o direito a roubar e violentar os ricos e milionários.
    O Lula, Pallocci, Zé Dirceu e a Suplicy Family – dentre tantos outros – são ricos, não? Pois, é.

  20. Hermes

    22 de Maio de 2013 at 15h41

    Caro Flavio:
    Só de saber que o Eduardo Suplicy e o Gilberto Dilmenstein foram assaltados na virada cultural do pt,já gostei da virada, um sucesso absoluto.Com o pt,tudo piora,mas é,para o bem.

  21. negoailso

    22 de Maio de 2013 at 15h33

    pow, for ferrar o sacal do Saka usa KY pelo menos

  22. ryan

    22 de Maio de 2013 at 13h32

    Excelente texto ! muito bom !

  23. Leônidas Villeneuve

    22 de Maio de 2013 at 13h14

    Muito bom, como sempre. Parabéns Flávio Morgenstern pelo ótimo artigo.

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