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A Segunda Guerra Mundial começou com a invasão da Polônia por nazistas E comunistas

6 de outubro de 1939 - Um oficial nazista e um oficial comunista apertam as mãos ao término da invasão da Polônia.

Adolf Hitler: “A Polônia nunca mais se levantará. Isso é garantido não só pela Alemanha, mas também pela Rússia”

Um oficial nazista e um oficial comunista apertam as mãos ao término da invasão da Polônia

Qualquer brasileiro minimamente estudado tem na ponta da língua: a Segunda Guerra Mundial começou com uma invasão da Polônia pelo exército nazista. Uma resposta mais elaborada diria que Adolf Hitler guerraria com o apoio do Japão e da Itália, e findaria derrotado pelo exército aliado, encabeçado pelo Reino Unido, Estados Unidos e União Soviética. Mas essa história vem sendo estranhamente mal contada. Ao menos em seu início.

Porque é verdade que, em setembro de 1939, um milhão e meio de soldados alemães atacaram a Polônia pelo norte, sul e oeste. Mas eles não agiram só. Pelo leste, a vitória foi garantida com a força de 466 mil membros do exército soviético, e 51 mil eslovacos.

Tudo começou em 23 de agosto de 1939, com o Pacto Molotov-Ribbentrop. Assinado pelos ministros do exterior de cada país – Joachim von Ribbentrop, pela Alemanha, e Vyacheslav Molotov, pela URSS –, o acordo secreto previa uma década de paz entre as nações comandadas por Hitler e Josef Stalin, além da divisão da Polônia após a invasão que se iniciaria já na semana seguinte.

Em primeiro de setembro, Hitler deu início à blitzkrieg, ou à técnica nazista de efetuar ataques relâmpagos contra seus inimigos, mirando principalmente alvos civis, uma forma de aterrorizar a população. Stalin, por sua vez, aguardava Molotov assinar um segundo acordo, desta vez com Shigenori Tōgō, embaixador japonês.

Em 16 de setembro, a assinatura veio, finalizando temporariamente hostilidades com o Japão na fronteira leste. No dia seguinte, o exército vermelho cruzou a fronteira oeste da URSS e atacou o leste polonês.

Se o exército polonês tinha dúvidas do sucesso, passou a ter certeza do fracasso com o ataque soviético pelas costas. Desta forma, ordenou uma evacuação de emergência para a Romênia. Em 6 de outubro, toda a Polônia já havia sido tomada por nazistas e comunistas, que se encontrariam para dividir o território.

Enquanto os invasores tiveram 59 mil baixas, incluindo 18 mil mortos, os poloneses somaram 890 mil, com 66 mil óbitos, 137 mil feridos e quase 700 mil presos. O exército de Stalin se encarregou de executar oficiais e presos políticos.

Mesmo antes do término da invasão, Hitler reconhecia a cooperação comunista em discurso registrado na cidade-estado de Danzig, em 19 de setembro de 1939:

“Nós percebemos agora que, na Inglaterra e na França, essa cooperação alemã e russa é considerada um crime terrível. Um inglês até escreveu que é pérfido. Bem, o inglês deveria saber. Acredito que a Inglaterra pensa que esta cooperação é pérfida porque a cooperação da Inglaterra democrática com a Rússia bolchevique falhou, enquanto a tentativa da nacional-socialista alemã com a Rússia soviética conseguiu. A Polônia nunca mais se levantará sob a forma do tratado de Versalhes. Isso é garantido não só pela Alemanha, mas também pela Rússia.

Estima-se que, ao fim da Segunda Guerra, a Polônia tenha visto a morte de 5,6 milhões dos seus cidadãos – com 3 milhões deles exterminados no holocausto.

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Fonte: Peter David Orr

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1 Comentário

1 Comment

  1. roberto andrade

    14 de outubro de 2017 at 15h52

    Para saber como acabou essa belíssima aliança de ocasião – que foi feita porque nenhum dos dois adversários estava pronto para enfrentar o outro – que aliás durou poucos meses, ver um documentário americano no NETFLIX chamado A RÚSSIA NA GUERRA, que vai até a Batalha de Stalingrado.

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