Brasil

Sem a “ajuda” do STF, Dilma Rousseff teria caído 5 meses antes

Se não fosse por interferências do STF, Michel Temer estaria presidindo o Brasil desde novembro de 2015

O Brasil voltou do feriadão certo de que Eduardo Cunha se pronunciaria sobre uma primeira versão de pedido de impeachment de Dilma Rousseff entregue por Janaína Paschoal e Hélio Bicudo ainda setembro. Mas, no 13 de outubro de 2015, o STF derrubaria o rito definido pelo presidente da Câmara, numa vergonhosa ingerência no poder alheio. Só com a manobra, o governo Dilma Rousseff ganhou 51 dias de sobrevida, uma vez que o peemedebista só aceitaria o documento em 3 de dezembro.

Duas semanas depois, em mais uma grosseira interferência no legislativo, o STF anulou a votação que nove dias antes definira a comissão especial do impeachment. Uma nova comissão só seria escolhida em 17 de março de 2016, rendendo à petista outros 59 dias no cargo – já descontado o recesso parlamentar.

Contudo, ao alterar o rito do processo de impeachment, modificando o enfrentado por Fernando Collor de Mello em 1992, o STF deu ao Senado poderes para rejeitar qualquer acolhimento vindo da Câmara Federal. Por isso, desta vez, a presidente só foi afastada do cargo após uma longuíssima sessão com os senadores virando a madrugada em discursos de até 15 minutos. E, assim, Dilma ganhou outros 25 dias no Palácio do Planalto.

Ao todo, ao interferir no trabalho parlamentar, a Suprema Corte garantiu à petista 135 dias a mais como presidente do Brasil. Com o afastamento definitivo se consolidando em 31 de agosto de 2016, é possível concluir que já podia ter sido afastada em definitivo desde abril. Ou mesmo que Michel Temer poderia estar comandando o país desde 15 de novembro de 2015, uma data bem significativa.

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