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Toda organização neutra tende a ser tomada por militantes esquerdistas

“Todas as organizações que não são efetivamente de direita, ao longo do tempo, se tornarão de esquerda”

Em “Partidos Políticos”, livro de 1911, Robert Michels elaborou a Lei de Ferro da Oligarquia. Por ela, todas as organizações democráticas tendem a centralizar o poder em oligarquias, fazendo com que a verdadeira democracia não passe de um momento efêmero aos olhos do tempo. Como exemplo, usava a história de vários partidos políticos, nascidos cheios de ideais que abandonavam à medida em que conquistavam poder.

Inspirado na de Michels, John O’Sullivan propôs em 2003 a sua primeira lei. De acordo com o colunista da National Review, “todas as organizações que não são efetivamente de direita, ao longo do tempo, se tornarão de esquerda“. O conservador partia do exemplo da Anistia Internacional, que tinha sentido na luta contra a perseguição política dos mais variados regimes, mas, na virada do século, já assumia uma agenda explicitamente esquerdista.

O’Sullivan também cita a União Americana pelas Liberdades Civis, a Fundação Ford e a Igreja Episcopal (no Brasil, esta ficaria mais conhecida pelo movimento da Renovação Carismática). O problema estaria na intolerância da militância esquerdista, que atua para escantear qualquer voz mais destoante em basicamente qualquer ambiente. Com isso, conquista espaços e fecha portas para a divergência.

Faz sentido? Aparentemente. O brasileiro tem observado movimento semelhante principalmente nos meios de comunicação. Nesta década, despontam como progressistas toda uma gama de veículos que, no passado, eram tidos por conservadores. A Rede Globo, por exemplo, agora sob os cuidados dos herdeiros de Roberto Marinho, já possui até mesmo um departamento de Responsabilidade Social. Que interfere diretamente na grade da emissora emplacando uma agenda progressista, independente de isso prejudicar ou não o faturamento da empresa.

Lá fora, chamou atenção o caso de James Damore, engenheiro demitido do Google após pronunciar-se sobre temas caros à empresa. Em entrevista à Veja, o desempregado afirmou que “ser conservador no Google é como ser gay nos anos 1950”. Mas, pelo noticiário, conclui-se que o fenômeno vem tomando todo o Vale do Silício.

A lei de O’Sullivan parece fazer sentido. Fica a dúvida, no entanto, se ela tem o peso de uma lei natural, ou se há como a sociedade se precaver dos efeitos dela. O primeiro passo, no entanto, é tomar ciência da existência dela. E já foi dado.

Fonte: National Review

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