Treze (dos vários) motivos que fizeram Soninha Francine sair do PT

Ainda em 2012, Soninha Francine publicou no YouTube catorze vídeos explicando o que a fez sair do PT, partido à qual fora filiada entre 1988 e 2007 e pelo qual conquistou o primeiro mandato como vereadora de São Paulo.

A ex-VJ da MTV conta que era petista desde que tomou conhecimento da sigla, mas as decepções começaram logo quando decidiu disputar um cargo público:

  1. De cara, ofereceram-lhe seis cargos para que pagassem os salários de auxiliares que seriam desviados para trabalho na campanha.
  2. Explicaram à candidata que as “lideranças” vendiam os votos dos militantes que as seguiam.
  3. Que a quebra de um acordo com os vereadores virava justificativa até mesmo para que dois parlamentares fossem agredidos em pleno gabinete.
  4. Que os tais acordos eram fechados mediante pagamento mesmo.
  5. Que, só de birra com o prefeito, o PT se opunha até mesmo a projetos com os quais concordava.
  6. Que a verba para salário dos assessores poderia ou até deveria ser desviada para fins políticos.
  7. Que, para “derrotar o governo”, a bancada do PT se dispôs a eleger um “tucano traíra“.
  8. Que o PT a pressionava para votar até mesmo em candidatos que iam de encontro a tudo o que o PT dizia defender.
  9. Que o PT vivia a baixar a cabeça para os membros do baixo clero da Câmara.
  10. Que o PT mentia descaradamente a respeito das pautas que não favoreciam a sigla.
  11. Que, para não favorecer o prefeito do PSDB, o PT não tinha interesse em aprovar nem projetos do próprio PT apresentados pela prefeita anterior.
  12. Que era constantemente ameaçada pelo presidente da Câmara eleito com votos do PT, mas o partido pouco fazia para defendê-la.
  13. Que o PT dizia combater a especulação imobiliária, mas esvaziou uma sessão que poderia colocar o projeto em pauta.

No capítulo final, Soninha destacou que a conduta não é exclusiva do PT, mas o esforço para manter tal prática ia de encontro a tudo o que o petismo vendia e vende à opinião pública.

Os vídeos – todos eles linkados na lista mais acima – são uma aula sobre o jogo sujo que ocorre por trás das câmeras e, tantas vezes, na frente delas. Falam de um caso específico de uma capital. Mas servem de exemplo de como uma cultura corrupta levou o Brasil à situação que se encontra uma década depois.

Isso, claro, precisa mudar. E a mudança vai ter que vir do eleitor brasileiro. Mais do que nunca.

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