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Visita oficial, motivo pessoal: Dilma aproveita viagem à Europa para conhecer terra natal dos pais e visitar familiares

A presidente Dilma aproveitou a viagem à Europa para conhecer a Bulgária, onde nasceram seus pais. Apesar da agenda que incluiu um encontro com o presidente do país e eventos voltados a empresários que integravam a comitiva oficial, Dilma deixou claro que o motivo da visita era pessoal. Reportagem do Estadão:

A visita oficial da presidente Dilma Rousseff à Bulgária, que começa nesta quarta-feira na capital, Sófia, nasceu sob uma motivação pessoal: ela veio conhecer a terra do seu pai. Logo após ser eleita no ano passado, Dilma foi convidada pelo presidente búlgaro, Georgi Parvanov, a conhecer o país de seus antepassados.

Um dia inteiro da visita de dois dias será dedicado à cidade de Gabrovo, região central, onde o pai de Dilma, Petar Roussev (na grafia original), nasceu e morou antes de se mudar para França nos anos 1920, de onde seguiria para a Argentina e finalmente ao Brasil.

Dilma aproveitou a viagem para trazer uma comitiva de alto escalão de empresários, sobretudo do setor de energia. Acompanham o grupo o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, e Maria da Graça Foster, diretora de Gás e Energia da Petrobras e uma das figuras poderosas da empresa.

O assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, vê o setor energético como uma oportunidade para o Brasil ampliar a colaboração com o governo búlgaro.

(…)

Esforço comercial

Apesar do esforço do governo brasileiro em identificar áreas comuns de interesse, Brasil e Bulgária têm poucas relações comerciais e agendas bastante distintas. O fluxo comercial entre os dois países é quase inexpressivo, de apenas US$ 147 milhões, com um pequeno superávit brasileiro.

A diferença de escala das economias também é enorme. O PIB da Bulgária (US$ 47,7 bilhões) é equivalente ao do estado brasileiro de Goiás. A Bulgária importa do Brasil principalmente minérios, fumo, café e açúcar, e o país representa apenas 0,05% do total das exportações brasileiras.

Os dois países também passam por momentos distintos economicamente. Os dois foram afetados pela crise financeira de 2008, mas em intensidades diferentes.

A Bulgária, cuja economia crescia em média 6% ao ano entre 2004 e 2008, foi fortemente impactada pela recessão global. Em 2009, o PIB do país contraiu 5%, sem conseguir se recuperar em 2010. O principal importador de produtos búlgaros é a Grécia, que está passando por uma grave recessão.

União Europeia

A agenda diplomática da Bulgária é toda voltada à aproximação com a Europa, e não na busca de novos parceiros no mundo emergente.

O país ingressou na União Europeia em 2007, mas não faz parte da zona do euro. No ano passado, alemães e franceses vetaram o ingresso búlgaro no espaço Schengen – que isenta cidadãos da área comum de apresentarem passaportes nas fronteiras.

Eles criticam a falta de combate à corrupção e ao crime organizado por parte do governo búlgaro. Em 2008, por motivos semelhantes, a União Europeia cortou um pacote de ajuda de milhões de euros ao país.

(…)

(grifos nossos)

Reportagem da Folha.com registrou a visita de Dilma à pequena cidade de Gabrovo, no interior da Bulgária:

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, visitará nesta quinta-feira a cidade búlgara de Gabrovo, a cerca de 250 quilômetros de Sofia, onde nasceu seu pai, Pedro Rousseff.

Durante a visita de apenas uma hora e meia a presidente irá ao liceu Aprilovska Gimnasia e examinará a árvore genealógica de sua família na Bulgária na exibição intitulada “As Raízes Búlgaras de Dilma Rousseff”.

No Museu Regional de História, local da exibição, a líder brasileira se reunirá com alguns parentes búlgaros.

A mostra destaca a certidão de nascimento de Pedro Rousseff, no meio da documentação de dez gerações desta família de 598 membros registrados pelo museu.

O pai de Dilma emigrou em 1929, primeiro à França, depois à Argentina, e, finalmente, ao Brasil, onde se instalou de forma definitiva e mudou seu nome de Petar Rúsev para Pedro Rousseff.

Segundo a exibição, ao emigrar o pai de Dilma deixou sua esposa, Evdokia Yankova, grávida de nove meses de seu filho Lyuben, que morreu há três anos.

Com cerca de 60 mil habitantes, Gabrovo perdeu o status de símbolo da industrialização, mas ainda guarda a fama de capital búlgara do humor, por causa da quantidade de brincadeiras que circulam entre seus habitantes.

(grifos nossos)

Comentário

Nós não entendemos muito de humor búlgaro, mas não achamos nenhuma graça na maior piada originada em Gabrovo.

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6 Comentários

6 Comments

  1. Thiago

    8 de outubro de 2011 at 00:48

    Alexandre,

    Acho que essa é a primeira vez que vc faz um comentário com “algum conteúdo em referência ao texto” … vou até festejar aqui!

    E assim, se ela quer conhecer a família dela na Bulgária, poderia tirar férias e ir com o próprio dinheiro =) Só porque os outros fazem, ela tem que fazer igual? Se for assim, posso falar que se os outros roubaram, ela pode roubar também, e já posso afirmar que ela é ladra então? =)

  2. jefferson

    7 de outubro de 2011 at 23:11

    meu filhinho podemos até ser burros, mas nem por isto precisamos puxar carroças, os próprios da comitiva no airvassorão davam por certo que não havia nenhuma possibilidade de acordo com um país atrasado como a Bulgária, alexandre pode usar os neurônios, eles não se consomem não, ao contrário do que ocorria na Bulgária onde os neurônios que não se consumiam eram consumidos nos Gulag’s…

  3. josé

    7 de outubro de 2011 at 22:46

    A Dilma não está proibida visitar a Bulgária, só não precisaria ir com dinheiro público até um país irrelevante aos interesses nacionais (mas relevante aos dela) e ainda levar na bagagem, também com dinheiro público o “cara legal” que já levou $ da viúva por ter sido perseguido, tão perseguido que juntou uma boa bufunfa na época da perseguição com seu jornal Pasquim.
    Mas se há quem não se incomode bancar as viagens da presidente para visitar o túmulo de seu irmão, o qual não viu um puto do $ de seu pai e que morreu, digamos, sem direito a uma bolsa-família, quem é o Implicante para achar o contrário não é mesmo?
    A sorte é que o pai dele nasceu lá, não dá pra fazer uma universidade federal, como em guaranhuns… fica mais em conta bancar a viagem, comida, estadia para ela e toda a trupe. Neste ponto até que foi vantajoso.

  4. Sandro P

    7 de outubro de 2011 at 16:43

    Cada vez mais, com maior intensidade, me surpreendo com o Alexandre. Parece personagem de alguma novela, pois parece impossível alguém ser assim tão alienado.

  5. saulo

    7 de outubro de 2011 at 01:38

    Se Lula ou FHC foram receber condecorações financiados por din din público, eles estão errados. Se provarem, vejo q deveriam devolver e com juros!
    Até onde sei, Obama veio aqui pra fazer um discurso, mesmo q ridiculo, ñ só a turismo.

    Dilma pode ir a turismo pra onde ela quiser, mas as nossas custas é mais uma sacanagem com o povo brasileiro.

  6. alexandre

    6 de outubro de 2011 at 12:30

    A Dilma está proibida de visitar a Bulgária ? O FHC e o Lula em várias viagens foram condencorados em universidades e outros lugares. Seriam visitas por interesses particulares ? O Obama vei aqui no Rio de Janeiro e visitou o corcovado. Segundo vcs então, foi um pretexto do Obama para visitar o Corcovado ? Vcs se superam

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